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28 de julho de 2026

Sustentabilidade

Janela tardia da soja: atenção ao preparo antecipado do solo é chave para a boa produtividade – MAIS SOJA

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Nesta terça-feira, 5 de novembro, assistimos às paralisações que atrasaram o plantio da soja 2025/26 no Tocantins, causadas por fortes chuvas no estado, comprometendo a janela da safra. O acontecimento, acrescido de altas temperaturas, limitaram as operações e, dado o fato, diversas regiões já apresentam comprometimento com o calendário agrícola, que começou muito bem no começo, segundo o engenheiro agrônomo Thiago Facco, mas que então passou a enfrentar dificuldades recorrentes que foram se intensificando.

Para os agricultores de outros estados que iniciam a semeadura de soja em novembro, ficarem atentos ao preparo adequado do solo será essencial para compensar a janela tardia a fim de garantir uma boa performance na produtividade durante o período. Dentre as diversas práticas administradas pelos agricultores, é tempo de dar atenção ao manejo, às correções químicas e sem deixar de lado a estrutura física do solo. Os detalhes podem diferenciar-se de uns para os outros, mas a maioria dos cuidados na semeadura são comuns a todos, que  pode fazer toda a diferença ao apresentar bons resultados de que são esperados.

A semeadura de soja no Brasil ocorre entre os meses de setembro e dezembro, podendo variar conforme cada região, podendo haver algumas microrregiões ainda semeando entre novembro e dezembro. O calendário é definido considerando os fatores climáticos e fitossanitários, bem como o vazio sanitário,  período em que é recomendado não cultivar ou manter plantas vivas de determinadas culturas.

Para a garantia da produtividade em cada região, na janela de semeadura da soja, o estado do Mato Grosso apresenta dados atualizados, com cerca de 76,13% da área produtiva prevista já semeado. Observa-se que o mês de setembro pode apresentar uma semeadura tardia,com chances de se prolongar até meados de novembro.

No Goiás, as estimativas prévias de 2025 indicam cerca de 50% de área semeada, prolongando a temporada para até a primeira semana de novembro. A janela do estado começa em 25 de setembro, até 15 de dezembro, sendo considerado as variações que cada microrregião do estado goiano apresenta. Já no Rio Grande do Sul, o período ocorre a partir de 1º de outubro e 31 de dezembro, com chances de se estender, mas apresentando poucas variações. Confira a seguir as janelas de importantes estados produtores brasileiros.

Janela de semeadura da soja:

Paraná: A semeadura acontece entre 11 de setembro e 31 de dezembro. Nas regiões de baixas temperaturas o período pode iniciar mais tarde justamente por influência do clima. Com isso, deve ser observado a semeadura, que deve ser adequada ao tempo correto.

Minas Gerais: A semeadura ocorre entre 1º de outubro e 15 de dezembro, apresentando variações conforme a altitude da área e a umidade do ar. É recomendado que o agricultor acompanhe a variação da umidade do ar recorrentemente, e em espaços geográficos separados entre si.

São Paulo: A janela inicia entre 1º de outubro e 15 de dezembro. No mês de novembro é comum encontrar áreas com colheita tardia de milho e da cana, o que influencia diretamente o escalonamento da semeadura.

Maranhão e Piauí: A janela ocorre entre 15 de outubro e 31 de dezembro, ocorrendo um início mais tardio nas regiões semiáridas, onde o plantio depende do início regular das chuvas e da umidade.

Tocantins: A janela foi iniciou em 1º de outubro, indo até 15 de dezembro. Por causa da crise, as chuvas afetaram diretamente a semeadura. O estado tinha apresentado áreas em fase ativa do plantio, especialmente nas regiões com menor regularidade de chuvas no início da estação. O cenário mudou – da grande expectativa em outubro, agora calcula redução de áreas e produtividade para a segunda safra.

Visando dar continuidade às etapas essenciais do preparo, observe-se que é necessário realizar uma análise química do solo, com o objetivo de verificar os índices de pH, fósforo, potássio, cálcio e magnésio. Após realizado, ocorre mais uma importante etapa: a aplicação de calcário a fim de corrigir a acidez do solo, prezando pela ação antecipada mínima de 30 dias. Agora, uma atenção importante quando ocorre a entrada com a adubação de base, que é aconselhada tomar cuidados técnicos para a obtenção de êxito no período.

Estamos em um ciclo onde quem estiver tecnicamente amparado e bem informado terá condições de apresentar ótimos resultados para a safrinha 2025/26. É hora de investir em conhecimento aplicado e proximidade com quem conhece o solo, o período e as adversidades”, diz Leonardo Sodré, CEO do Grupo GIROAgro.

Como de praxe, observa-se a necessidade de iniciar um preparo físico, com o objetivo de preservar a estrutura natural da produção, bem como incorporar diversos resíduos de origem vegetal e aplicando insumos de forma homogênea. Em posse de informações técnicas e das boas práticas apresentadas, o agricultor brasileiro está bem preparado para mais uma etapa, mas não exclusiva,  fazendo o devido controle de plantas daninhas, monitorando a produção no caso de invasoras e, em paralelo, realizando o controle químico conforme cada necessidade apresentada.

’O técnico agrícola enxerga como essencial a necessidade regular de realizar um manejo técnico completo, do começo ao fim, alinhando-se ao calendário e já prevendo as questões climática e logística. Dito isso, há oportunidade de monitorar todo o processo, para que se aplique, em tempo, correções que são emergentes e que sempre vão existir, mas constantemente observando de perto o desenvolvimento vegetativo e a sanidade do solo, que tem muito a dizer. Além disso, também é de suma importância a realização de rotação de culturas, a fim de manter o solo saudável, livre de pragas e de doenças.

Sendo orientados na via de um manejo adequado do solo e, dando atenção antecipada e estratégica à janela tardia, não considerando questões climáticas que são razoavelmente previstas, o agricultor terá sucesso nas semeaduras de novembro. No campo costuma-se dizer que a eficiência agronômica começa pelo preparo, e termina com uma colheita tecnicamente bem conduzida, orientada à resultados e eficiência – e no Brasil temos referências no setor.

Fonte: Assessoria de Imprensa GIROAgro



 

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Sustentabilidade

Abiove eleva projeção de processamento de soja para recorde de 63,3 milhões de toneladas em 2026

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Foto: Paulo Lanzetta/Embrapa

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) elevou a projeção de processamento de soja no Brasil em 2026 de 63 milhões para 63,3 milhões de toneladas. A revisão foi divulgada nesta terça-feira (28), em São Paulo. Se confirmada, a marca representará novo recorde para o esmagamento da oleaginosa no país.

A nova estimativa representa alta de 0,5% em relação à projeção anterior, divulgada em junho. A Abiove também revisou para cima a produção de farelo de soja, de 48,6 milhões para 48,7 milhões de toneladas, avanço de 0,2%. No óleo de soja, a previsão passou de 12,65 milhões para 12,75 milhões de toneladas, aumento de 0,8%.

Segundo a entidade, os dados mensais reforçam o ritmo da indústria. Em maio, o processamento de soja somou 5,23 milhões de toneladas, volume 2,7% superior ao de abril e 5,4% acima do registrado em maio de 2025, considerando o ajuste pelo porcentual da amostra. No acumulado de janeiro a maio, o total processado chegou a 23,363 milhões de toneladas, crescimento de 7,9% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

A revisão ocorre em meio ao aumento da estimativa para a safra brasileira de soja, que passou a 180,57 milhões de toneladas, conforme os dados mais recentes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

No comércio exterior, a Abiove elevou de 114,1 milhões para 115,4 milhões de toneladas a projeção de exportações de soja em grão neste ano, alta de 1,1% ante a estimativa anterior. As importações do grão foram mantidas em 900 mil toneladas.

Entre os derivados, a entidade reduziu levemente a projeção de exportações de farelo de soja, de 25 milhões para 24,9 milhões de toneladas, recuo de 0,2%. Já a previsão de embarques de óleo de soja subiu de 1,65 milhão para 1,7 milhão de toneladas, aumento de 3%. A estimativa para as importações de óleo permaneceu em 125 mil toneladas.

O diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove, Daniel Furlan Amaral, afirmou que os ajustes reforçam a capacidade da cadeia da soja de atender ao mercado interno e externo.

Com a revisão, a Abiove passou a projetar maior processamento de soja, além de avanços na produção de farelo e óleo e ajuste nas estimativas de exportação do complexo soja.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Sustentabilidade

Algodão/IMEA: Clima nos EUA eleva cotações em NY, mas avanço da colheita em MT pressiona preços locais – MAIS SOJA

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As cotações da pluma na bolsa de Nova York registraram alta ao longo da última semana (20/07 a 24/07), refletindo em valorização de 0,56% na média semanal do contrato de jul/27, que encerrou o período cotado a ¢ US$ 82,56/lb. Na comparação com o mesmo período de jun/26, o avanço foi de 3,56%.

O movimento de alta foi sustentado, principalmente, pelas incertezas quanto à safra norteamericana, em decorrência das condições climáticas adversas no país. Além disso, as tensões geopolíticas envolvendo a região do Mar Negro e o Oriente Médio também contribuíram para sustentar as cotações internacionais. No entanto, os preços permanecem sensíveis à evolução desses fatores, uma vez que parte da valorização reflete a percepção de risco do mercado. Assim, o mercado seguirá atento às condições climáticas nos Estados Unidos e às perspectivas para a produção, que continuarão influenciando o comportamento das cotações nas próximas semanas.

Confira os principais destaques do boletim:
  • RETRAÇÃO: o preço da pluma em Mato Grosso registrou queda de 0,28% na última semana, pressionada pelo avanço da colheita, que tem ampliado a oferta da fibra no mercado.
  • BAIXA: a cotação do caroço de algodão disponível exibiu retração de 3,16% na comparação semanal, em função da maior oferta, decorrente do avanço do beneficiamento.
  • RECUO: a paridade de dez/26 registrou recuo de 0,70% em relação à semana passada, pressionado pela desvalorização do contrato futuro de dólar com vencimento em dez/26.
A colheita do algodão da safra 25/26 avançou 4,75 p.p. na última semana.

Com isso, até a última sexta-feira (24/07), 13,11% da área estimada para a safra em MT havia sido colhida, 7,86 p.p. inferior à média dos últimos cinco anos. Esse atraso reflete, principalmente, a postergação do início dos trabalhos em campo em decorrência das chuvas registradas em meados de jun/26. Entre as regiões, o Nordeste e o Sudeste apresentam o maior avanço, com 46,80% e 22,12% das áreas colhidas, respectivamente.

Cabe destacar que, embora as chuvas de jun/26 não tenham comprometido de forma significativa a produtividade da pluma, houve relatos de perdas na qualidade da fibra, fator que tem gerado preocupação entre os cotonicultores. Por fim, a expectativa é de intensificação da colheita nas próximas duas semanas, com o avanço dos trabalhos nas áreas de segunda safra, que representam mais de 85,00% da área cultivada com algodão no estado.

Fonte: IMEA



 

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Sustentabilidade

Abiove eleva projeção de processamento de soja para recorde de 63,3 milhões de toneladas em 2026

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Foto: Paulo Lanzetta/Embrapa

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) elevou a projeção de processamento de soja no Brasil em 2026 de 63 milhões para 63,3 milhões de toneladas. A revisão foi divulgada nesta terça-feira (28), em São Paulo. Se confirmada, a marca representará novo recorde para o esmagamento da oleaginosa no país.

A nova estimativa representa alta de 0,5% em relação à projeção anterior, divulgada em junho. A Abiove também revisou para cima a produção de farelo de soja, de 48,6 milhões para 48,7 milhões de toneladas, avanço de 0,2%. No óleo de soja, a previsão passou de 12,65 milhões para 12,75 milhões de toneladas, aumento de 0,8%.

Segundo a entidade, os dados mensais reforçam o ritmo da indústria. Em maio, o processamento de soja somou 5,23 milhões de toneladas, volume 2,7% superior ao de abril e 5,4% acima do registrado em maio de 2025, considerando o ajuste pelo porcentual da amostra. No acumulado de janeiro a maio, o total processado chegou a 23,363 milhões de toneladas, crescimento de 7,9% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

A revisão ocorre em meio ao aumento da estimativa para a safra brasileira de soja, que passou a 180,57 milhões de toneladas, conforme os dados mais recentes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

No comércio exterior, a Abiove elevou de 114,1 milhões para 115,4 milhões de toneladas a projeção de exportações de soja em grão neste ano, alta de 1,1% ante a estimativa anterior. As importações do grão foram mantidas em 900 mil toneladas.

Entre os derivados, a entidade reduziu levemente a projeção de exportações de farelo de soja, de 25 milhões para 24,9 milhões de toneladas, recuo de 0,2%. Já a previsão de embarques de óleo de soja subiu de 1,65 milhão para 1,7 milhão de toneladas, aumento de 3%. A estimativa para as importações de óleo permaneceu em 125 mil toneladas.

O diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove, Daniel Furlan Amaral, afirmou que os ajustes reforçam a capacidade da cadeia da soja de atender ao mercado interno e externo.

Com a revisão, a Abiove passou a projetar maior processamento de soja, além de avanços na produção de farelo e óleo e ajuste nas estimativas de exportação do complexo soja.

Fonte: Estadão Conteúdo

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