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20 de maio de 2026

Sustentabilidade

Janela tardia da soja: atenção ao preparo antecipado do solo é chave para a boa produtividade – MAIS SOJA

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Nesta terça-feira, 5 de novembro, assistimos às paralisações que atrasaram o plantio da soja 2025/26 no Tocantins, causadas por fortes chuvas no estado, comprometendo a janela da safra. O acontecimento, acrescido de altas temperaturas, limitaram as operações e, dado o fato, diversas regiões já apresentam comprometimento com o calendário agrícola, que começou muito bem no começo, segundo o engenheiro agrônomo Thiago Facco, mas que então passou a enfrentar dificuldades recorrentes que foram se intensificando.

Para os agricultores de outros estados que iniciam a semeadura de soja em novembro, ficarem atentos ao preparo adequado do solo será essencial para compensar a janela tardia a fim de garantir uma boa performance na produtividade durante o período. Dentre as diversas práticas administradas pelos agricultores, é tempo de dar atenção ao manejo, às correções químicas e sem deixar de lado a estrutura física do solo. Os detalhes podem diferenciar-se de uns para os outros, mas a maioria dos cuidados na semeadura são comuns a todos, que  pode fazer toda a diferença ao apresentar bons resultados de que são esperados.

A semeadura de soja no Brasil ocorre entre os meses de setembro e dezembro, podendo variar conforme cada região, podendo haver algumas microrregiões ainda semeando entre novembro e dezembro. O calendário é definido considerando os fatores climáticos e fitossanitários, bem como o vazio sanitário,  período em que é recomendado não cultivar ou manter plantas vivas de determinadas culturas.

Para a garantia da produtividade em cada região, na janela de semeadura da soja, o estado do Mato Grosso apresenta dados atualizados, com cerca de 76,13% da área produtiva prevista já semeado. Observa-se que o mês de setembro pode apresentar uma semeadura tardia,com chances de se prolongar até meados de novembro.

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No Goiás, as estimativas prévias de 2025 indicam cerca de 50% de área semeada, prolongando a temporada para até a primeira semana de novembro. A janela do estado começa em 25 de setembro, até 15 de dezembro, sendo considerado as variações que cada microrregião do estado goiano apresenta. Já no Rio Grande do Sul, o período ocorre a partir de 1º de outubro e 31 de dezembro, com chances de se estender, mas apresentando poucas variações. Confira a seguir as janelas de importantes estados produtores brasileiros.

Janela de semeadura da soja:

Paraná: A semeadura acontece entre 11 de setembro e 31 de dezembro. Nas regiões de baixas temperaturas o período pode iniciar mais tarde justamente por influência do clima. Com isso, deve ser observado a semeadura, que deve ser adequada ao tempo correto.

Minas Gerais: A semeadura ocorre entre 1º de outubro e 15 de dezembro, apresentando variações conforme a altitude da área e a umidade do ar. É recomendado que o agricultor acompanhe a variação da umidade do ar recorrentemente, e em espaços geográficos separados entre si.

São Paulo: A janela inicia entre 1º de outubro e 15 de dezembro. No mês de novembro é comum encontrar áreas com colheita tardia de milho e da cana, o que influencia diretamente o escalonamento da semeadura.

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Maranhão e Piauí: A janela ocorre entre 15 de outubro e 31 de dezembro, ocorrendo um início mais tardio nas regiões semiáridas, onde o plantio depende do início regular das chuvas e da umidade.

Tocantins: A janela foi iniciou em 1º de outubro, indo até 15 de dezembro. Por causa da crise, as chuvas afetaram diretamente a semeadura. O estado tinha apresentado áreas em fase ativa do plantio, especialmente nas regiões com menor regularidade de chuvas no início da estação. O cenário mudou – da grande expectativa em outubro, agora calcula redução de áreas e produtividade para a segunda safra.

Visando dar continuidade às etapas essenciais do preparo, observe-se que é necessário realizar uma análise química do solo, com o objetivo de verificar os índices de pH, fósforo, potássio, cálcio e magnésio. Após realizado, ocorre mais uma importante etapa: a aplicação de calcário a fim de corrigir a acidez do solo, prezando pela ação antecipada mínima de 30 dias. Agora, uma atenção importante quando ocorre a entrada com a adubação de base, que é aconselhada tomar cuidados técnicos para a obtenção de êxito no período.

Estamos em um ciclo onde quem estiver tecnicamente amparado e bem informado terá condições de apresentar ótimos resultados para a safrinha 2025/26. É hora de investir em conhecimento aplicado e proximidade com quem conhece o solo, o período e as adversidades”, diz Leonardo Sodré, CEO do Grupo GIROAgro.

Como de praxe, observa-se a necessidade de iniciar um preparo físico, com o objetivo de preservar a estrutura natural da produção, bem como incorporar diversos resíduos de origem vegetal e aplicando insumos de forma homogênea. Em posse de informações técnicas e das boas práticas apresentadas, o agricultor brasileiro está bem preparado para mais uma etapa, mas não exclusiva,  fazendo o devido controle de plantas daninhas, monitorando a produção no caso de invasoras e, em paralelo, realizando o controle químico conforme cada necessidade apresentada.

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’O técnico agrícola enxerga como essencial a necessidade regular de realizar um manejo técnico completo, do começo ao fim, alinhando-se ao calendário e já prevendo as questões climática e logística. Dito isso, há oportunidade de monitorar todo o processo, para que se aplique, em tempo, correções que são emergentes e que sempre vão existir, mas constantemente observando de perto o desenvolvimento vegetativo e a sanidade do solo, que tem muito a dizer. Além disso, também é de suma importância a realização de rotação de culturas, a fim de manter o solo saudável, livre de pragas e de doenças.

Sendo orientados na via de um manejo adequado do solo e, dando atenção antecipada e estratégica à janela tardia, não considerando questões climáticas que são razoavelmente previstas, o agricultor terá sucesso nas semeaduras de novembro. No campo costuma-se dizer que a eficiência agronômica começa pelo preparo, e termina com uma colheita tecnicamente bem conduzida, orientada à resultados e eficiência – e no Brasil temos referências no setor.

Fonte: Assessoria de Imprensa GIROAgro



 

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Sustentabilidade

B25: ‘Biodiesel é alavanca para produção de proteínas’, diz presidente da Ubrabio

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Imagem gerada por IA para o Canal Rural

A União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio) comemorou a autorização do governo federal para o início dos testes que podem ampliar a mistura de biodiesel no diesel brasileiro até o B25. A medida integra a política de transição energética e deve trazer impactos positivos para o agronegócio, a indústria e a geração de empregos.

Em entrevista ao Mercado & Companhia, o presidente da entidade, Donizete Tokarski, afirmou que a ampliação da mistura representa um avanço importante para o desenvolvimento econômico do país. “O biodiesel faz parte do desenvolvimento econômico do Brasil. Ele não é só a produção de energia líquida, ele é muito mais do que isso. É um mercado muito grande para o agro brasileiro”, disse.

Impacto para o agro

Segundo Tokarski, atualmente cerca de 40 milhões de toneladas de soja são processadas para produção de óleo destinado ao biodiesel. O processo também gera aproximadamente 30 milhões de toneladas de farelo, utilizado na cadeia de proteínas animais.

De acordo com ele, o avanço da mistura fortalece a industrialização nacional e amplia oportunidades no interior do país. “Além da produção de combustível, isso gera emprego, desenvolvimento regional e fortalece a produção de proteínas e alimentos”, afirmou.

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O presidente da Ubrabio também ressaltou que o avanço até o B25 já está previsto na Lei dos Combustíveis do Futuro e destacou o apoio político à proposta no Congresso Nacional.

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Testes para o B20 e B25

Os testes serão realizados em etapas, inicialmente para o B20 e posteriormente até o B25. Segundo Tokarski, o objetivo é comprovar a segurança e a viabilidade técnica do uso em veículos novos e antigos.

“Esses testes vão simplesmente comprovar que a viabilidade técnica está devidamente assegurada”, afirmou. A entidade defende ainda que o cronograma avance rapidamente para permitir a adoção gradual de misturas maiores nos próximos anos.

“Nossa preocupação é que os testes sejam feitos com velocidade para operacionalizar o B16, o B17 e chegarmos ao B20 em 2030 com tranquilidade”, disse.

Valor além do preço

Tokarski também afirmou que o biodiesel deve ser analisado não apenas pelo preço, mas pelos efeitos econômicos, sociais e ambientais que gera.

“Hoje o biodiesel está mais barato do que o diesel no mercado internacional. Mas não temos que analisar apenas o preço, e sim o valor desse combustível”, destacou.

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Segundo ele, o aumento da mistura também pode contribuir para reduzir emissões e melhorar a segurança energética do país.

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Sustentabilidade

China compra 84% da soja de MS e tensão com Taiwan pode afetar custos no campo – MAIS SOJA

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A dependência de Mato Grosso do Sul do mercado chinês voltou ao centro das discussões econômicas após o aumento das tensões entre China, Taiwan e Estados Unidos. O tema é destaque do Informativo Econômico 02/2026, divulgado pela Aprosoja/MS.

O documento mostra que aproximadamente 84,3% da soja exportada pelo estado tem a China como principal destino. Isso significa que qualquer instabilidade envolvendo o país asiático pode refletir diretamente no agro sul-mato-grossense, principalmente nos custos de produção e na comercialização da safra.

Além da exportação de grãos, o levantamento destaca que o Brasil também depende da importação de fertilizantes e insumos agrícolas ligados ao comércio internacional asiático. Entre os principais fornecedores estão Canadá (14%), Rússia (14%) e China (12%).

Segundo a análise da Aprosoja/MS, mesmo sem um conflito direto, um aumento das tensões na região pode provocar alta no frete marítimo, valorização do dólar e aumento no preço de fertilizantes, defensivos e combustíveis utilizados no campo.

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O estudo aponta ainda possíveis reflexos como:

  • aumento dos custos de produção;
  • maior volatilidade nos preços da soja e do milho;
  • pressão sobre o planejamento financeiro do produtor;
  • encarecimento de insumos agrícolas dolarizados.

Por outro lado, o material também destaca que o Brasil pode ampliar sua posição como fornecedor estratégico da China, especialmente em um cenário de redução da dependência chinesa dos produtos norte-americanos.

De acordo com os analistas econômicos da Aprosoja/MS, o principal desafio do produtor rural será acompanhar a relação de troca, o custo operacional e a capacidade financeira em um cenário de maior volatilidade internacional.

O informativo foi elaborado pelos analistas Raphael Flores Gimenes e Linneu Borges Filho.

Confira o estudo completo clicando aqui.

Fonte: Aprosoja/MS

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Sustentabilidade

Milho segunda safra mantém bom potencial produtivo em Mato Grosso do Sul – MAIS SOJA

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O milho segunda safra 2025/2026 segue com bom desenvolvimento em Mato Grosso do Sul, mas o avanço do clima seco e o risco de geadas colocam os agricultores em alerta. De acordo com o levantamento do Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS, com recursos do Fundems/Semadesc, 71,5% das lavouras do Estado apresentam boas condições, enquanto 17,8% estão em situação regular e 10,7% em condições ruins.

As melhores condições das lavouras estão concentradas nas regiões norte, nordeste, oeste e sudoeste do estado, onde os índices de áreas classificadas como boas variam entre 75,4% e 92,1%. A região norte tem 92,1% das áreas em boas condições. Já a região oeste apresenta 84,6% das lavouras classificadas como boas.

Por outro lado, as regiões centro, sul, sul-fronteira e sudeste demonstram maior sensibilidade às condições climáticas. Nessas áreas, o percentual de lavouras classificadas como ruins é  23,8%, principalmente devido à irregularidade das chuvas e ao risco de estiagem e geadas durante o ciclo da cultura. Na região centro, que engloba municípios como Sidrolândia, Rio Brilhante e Campo Grande, 57,9% das áreas apresentam bom potencial produtivo, enquanto 23,8% já registram perdas.

Além disso, episódios climáticos recentes chama a atenção dos produtores. Na terceira semana de maio, municípios como Dourados, Deodápolis, Fátima do Sul e Ivinhema foram atingidos por granizo, causando danos pontuais nas lavouras de milho.

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Segundo o coordenador técnico da Aprosoja/MS, Gabriel Balta, o cenário ainda é favorável, mas dependerá do comportamento climático nas próximas semanas. “O cenário do milho segunda safra em Mato Grosso do Sul é positivo, porém, o produtor precisa manter atenção redobrada às condições climáticas nas próximas semanas. Temos áreas do centro e sul do estado que já demonstram impacto da irregularidade das chuvas, além de ocorrências pontuais de granizo e risco de geadas durante a fase reprodutiva da cultura. Isso pode comprometer parte do potencial produtivo dessas regiões.”

O coordenador destaca ainda que o plantio realizado dentro da janela ideal ajuda a sustentar as expectativas produtivas da safra.

“Boa parte da área foi semeada dentro da janela mais favorável, o que contribui para manter o potencial produtivo. Ainda assim, o comportamento climático entre maio e junho será decisivo para consolidar os números projetados para esta safra.”

O levantamento da Aprosoja/MS também mostra mudança importante no perfil produtivo do estado. Nesta safra, o milho ocupará aproximadamente 46% da área anteriormente destinada à soja, percentual abaixo dos 75% registrados em anos anteriores. A redução está diretamente relacionada ao Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), que influencia as decisões de plantio dos produtores.

No cenário climático, os modelos meteorológicos indicam 92% de probabilidade de ocorrência do fenômeno El Niño no trimestre entre junho e agosto de 2026, com tendência de intensificação ao longo do segundo semestre. Entre os impactos esperados estão temperaturas acima da média histórica e maior frequência de ondas de calor.

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No mercado, o milho disponível em Mato Grosso do Sul foi cotado, em média, a R$ 51,14 por saca em 18 de maio. Já a comercialização da segunda safra 2026 alcançou 22% da produção estimada até o momento.

A estimativa atual do Projeto SIGA-MS indica o cultivo do milho em 2,206 milhões de hectares, com produtividade média esperada de 84,2 sacas por hectare e produção projetada em 11,139 milhões de toneladas.

O boletim completo pode ser acessado clicando aqui.
Fonte: Aprosoja/MS

FONTE

Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)

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Site: Aprosoja MS

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