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27 de julho de 2026

Business

Soja no Brasil apresenta recuo devido à queda em Chicago; confira as cotações do dia

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O mercado brasileiro de soja iniciou a semana com ritmo lento de negociações e queda nas cotações na maior parte das regiões acompanhadas. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a forte desvalorização da Bolsa de Chicago pressionou o mercado interno, mas a alta dos prêmios de exportação e do dólar ajudou a limitar as perdas.

De acordo com o analista, Chicago recuou mais de 3% ao longo da sessão, mas o avanço dos prêmios e da moeda norte-americana amorteceram parte do movimento negativo. “Os recuos ficaram, em média, na faixa de R$ 2,00 por saca”, resume. Silveira acrescenta que o dia foi marcado por poucos negócios, sem registro de grandes volumes negociados.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): desceu de R$ 144,00 para R$ 142,00
  • Santa Rosa (RS): desceu de R$ 145,00 para R$ 143,00
  • Cascavel (PR): desceu de R$ 138,00 para R$ 137,00
  • Rondonópolis (MT): desceu de R$ 132,00 para R$ 131,00
  • Dourados (MS): desceu de R$ 130,00 para R$ 129,00
  • Rio Verde (GO): desceu de R$ 133,00 para R$ 132,00
  • Paranaguá (PR): recuou de R$ 149,00 para R$ 148,99
  • Rio Grande (RS): caiu de R$ 150,00 para R$ 148,00

Soja em Chicago

No mercado internacional, os contratos futuros da soja encerraram a segunda-feira em forte baixa na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Após atingirem, na semana passada, os maiores níveis em mais de dois anos, as cotações foram pressionadas por um intenso movimento de realização de lucros, acumulando perdas próximas de 3%.

Outro fator que contribuiu para o recuo foi a forte queda dos preços do petróleo. A expectativa de retomada das negociações entre Irã e Estados Unidos provocou desvalorização do barril tanto em Londres quanto em Nova York, aumentando a pressão sobre as commodities.

Mesmo com o anúncio de vendas de 132 mil toneladas de soja para a China e de outras 126 mil toneladas para destinos não revelados por exportadores norte-americanos, os sinais de demanda não foram suficientes para conter o movimento de baixa.

O mercado também aguarda a divulgação do relatório semanal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) sobre as condições das lavouras americanas. A expectativa é de redução no percentual de áreas classificadas entre boas e excelentes, reflexo do calor intenso registrado recentemente no cinturão produtor dos Estados Unidos.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam cotados a US$ 12,08 1/2 por bushel, queda de 39,50 centavos de dólar, ou 3,16%. A posição novembro encerrou a US$ 12,13 3/4 por bushel, com retração de 39,75 centavos, ou 3,17%.

Nos subprodutos, o farelo para setembro caiu US$ 10,50, ou 3,17%, para US$ 320,30 por tonelada. Já o óleo de soja, com vencimento em setembro, fechou a 70,85 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 2,62 centavos, ou 3,56%.

Câmbio

No mercado de câmbio, o dólar comercial encerrou o dia com valorização de 0,62%, cotado a R$ 5,1123 para venda e R$ 5,1103 para compra. Durante a sessão, a moeda norte-americana oscilou entre R$ 5,0763 e R$ 5,1128.

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Pesquisa amplia potencial de fungo contra uma das doenças mais destrutivas da agricultura

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Foto: Renata Gava/Embrapa

Cientistas da Embrapa Meio Ambiente (SP) descobriram que ajustes simples no cultivo do fungo Clonostachys rosea aumentam seu potencial no controle biológico da podridão cinzenta, doença que afeta mais de 200 culturas agrícolas.

O microrganismo atua como um “guarda-costas” natural das plantas: combate patógenos, insetos e nematoides. O avanço pode contribuir para o desenvolvimento de biopesticidas mais sustentáveis, ampliando as alternativas de controle biológico na agricultura.

Esses ajustes envolvem duas mudanças no cultivo do fungo: a quantidade de ar e a proporção entre carbono e nitrogênio presentes no meio onde ele se desenvolve. Os pesquisadores observaram que o controle dessas condições aumenta a produção de estruturas reprodutivas e de resistência do microrganismo, que posteriormente podem ser transformadas em produtos para controle biológico.

De acordo com Gabriel Mascarin, a podridão cinzenta, causada pelo fungo Botrytis cinerea, está entre as doenças mais problemáticas para a agricultura. Além da quantidade de espécies de plantas afetadas, provoca prejuízos tanto no campo quanto após a colheita.

“A busca por alternativas ao uso intensivo de defensivos químicos inclui o uso de fungos benéficos como o Clonostachys rosea, que consegue atacar outros fungos nocivos, estimular mecanismos naturais de defesa das plantas e produzir substâncias capazes de inibir patógenos”, explica o pesquisador.

Segundo Wagner Bettiol, a equipe investigou como a aeração (disponibilidade de ar) no cultivo e a relação entre carbono e nitrogênio poderiam influenciar a produção de dois tipos importantes de estruturas do fungo: os conídios, que funcionam como esporos responsáveis pela reprodução, e os microscleródios, estruturas resistentes capazes de sobreviver em condições adversas.

“Variamos a entrada de ar e comparamos diferentes composições nutricionais para avaliar a produção de cada tipo de estrutura, além dos compostos metabólitos produzidos pelo fungo durante o crescimento”, complementa Bettiol.

O que a pesquisa descobriu

Os resultados indicam que a maior disponibilidade de oxigênio aumentou significativamente a produção dessas estruturas, especialmente dos microscleródios.

Os cientistas observaram ainda que a proporção mais alta entre carbono e nitrogênio favoreceu a produção de conídios quando havia boa circulação de ar. Os microscleródios apareceram apenas em meios com menor proporção de carbono em relação ao nitrogênio e a maior aeração também ampliou a formação dessas estruturas resistentes.

Para Marcia Assalin, a descoberta pode ter aplicação prática importante. Os pesquisadores transformaram as diferentes estruturas produzidas pelo fungo, além dos líquidos resultantes do cultivo, em pequenos grânulos capazes de ser misturados à água e aplicados de forma semelhante a produtos agrícolas convencionais.

Esses materiais foram testados em tomate-cereja exposto ao fungo causador da podridão cinzenta. Todos os preparos fúngicos avaliados reduziram a incidência da doença.

Além disso, análises químicas identificaram compostos conhecidos como sorbicilinoides entre as principais substâncias produzidas pelo fungo durante a fermentação. Esses compostos naturais possuem ação antifúngica e podem explicar parte da proteção observada nos tomates contra a doença.

Próximos passos

Apesar dos resultados promissores, ainda serão necessários testes em condições mais próximas da realidade agrícola, incluindo escalonamento industrial do bioprocesso fermentativo e formulação; avaliações em estufas e lavouras comerciais; testes em diferentes temperaturas e níveis de umidade; estudos sobre armazenamento e validade dos produtos; análises de segurança para alimentos; comparações de custo e desempenho em relação a soluções já existentes.

Segundo Nilce Kobori, professora do curso de Engenharia Agronômica do Centro Universitário de Jaguariúna (UniFaj), caso os resultados sejam confirmados em escala comercial, a tecnologia poderá diminuir a dependência de fungicidas sintéticos em momentos críticos como transporte e armazenamento de frutas sensíveis à podridão cinzenta, como tomate, morango, cereja e uva.

A pesquisadora destaca ainda que a combinação entre estruturas vivas do fungo e compostos antifúngicos produzidos naturalmente pode criar uma estratégia dupla de combate às doenças, aumentando a eficiência do controle.

A pesquisa representa mais um avanço na aproximação entre ciência e aplicação prática. O potencial já aparece nos testes experimentais, mas o impacto em larga escala ainda dependerá das próximas etapas de validação em condições comerciais.

O trabalho apresenta uma contribuição prática e científica: demonstra que controlar a aeração e a relação entre carbono e nitrogênio em cultivo submerso de Clonostachys rosea altera de modo previsível a produção de propágulos úteis e que esses materiais, somados aos metabólitos do cultivo, reduzem a incidência de podridão cinzenta em tomate-cereja em testes experimentais.

O estudo acelera a ponte entre pesquisa e aplicação, mas ainda depende de escalonamento, testes de segurança e validação em condições comerciais.

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Endividamento e falta de crédito ameaçam nova safra de soja em Mato Grosso

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Faltando poucas semanas para o início do plantio da safra 2026/27 de soja em Mato Grosso, a preocupação de muitos produtores vai além das condições climáticas. Em meio aos preparativos para a nova temporada, agricultores enfrentam dificuldades para renegociar dívidas, obter financiamento e garantir os recursos necessários para implantar a lavoura.

A combinação entre queda na rentabilidade, aumento dos custos de produção, juros elevados e sucessivas perdas financeiras nos últimos anos reduziu a capacidade de investimento das propriedades. Para representantes do setor, a situação tem comprometido o acesso ao crédito justamente em um dos momentos mais importantes do calendário agrícola.

A expectativa dos produtores era de que o Projeto de Lei 5.122 trouxesse uma solução mais ampla para o endividamento rural. No entanto, o acordo entre o Congresso Nacional e o Governo Federal resultou na edição da Medida Provisória 1.376, considerada um avanço, mas ainda insuficiente para atender toda a demanda do campo.

Além das limitações da medida, agricultores e profissionais que acompanham o setor afirmam que muitas instituições financeiras ainda não colocaram em prática as regras previstas na MP, o que mantém produtores sem resposta às vésperas do início do plantio.

Para o presidente da Aprosoja Brasil, Lucas Costa Beber, a crise financeira enfrentada pelos produtores não é consequência apenas das perdas provocadas pelo clima. “A desvalorização das commodities, a elevação dos custos e as instabilidades geopolíticas fizeram com que a renda do produtor encolhesse de forma muito significativa”, afirma ao Canal Rural Mato Grosso.

Rentabilidade menor compromete capacidade de investimento

Lucas Costa Beber explica que o custo para produzir soja em Mato Grosso já ultrapassa R$ 8 mil por hectare, enquanto a margem obtida pelo produtor caiu drasticamente nos últimos anos.

Ele lembra que, na safra 2021/22, a renda líquida da soja era próxima de R$ 4 mil por hectare. Atualmente, segundo ele, esse valor caiu para menos de R$ 1 mil. No milho, a redução foi ainda mais expressiva. “Na época era próximo de R$ 3 mil e hoje chega a menos de R$ 70 por hectare. Isso mostra que essa dificuldade financeira não foi causada apenas por intempéries climáticas, mas também pela capacidade econômica do produtor”.

Em Tapurah, o presidente do Sindicato Rural de Tapurah e Itanhangá, Dirceu Luiz Dezem, afirma que a realidade financeira impede muitos agricultores de honrarem os compromissos assumidos.

As linhas de crédito disponíveis, conforme ele, chegam a cobrar taxas equivalentes à Selic acrescida de 3% ou 4% ao ano, percentual incompatível com a rentabilidade da atividade. “A nossa produção não entrega esse retorno. Não sobra nem 10% de lucro hoje”.

Dezem frisa ainda que muitos produtores já não possuem patrimônio suficiente para oferecer como garantia em novas operações, o que dificulta ainda mais o acesso ao crédito. “O produtor já não tem área para dar de garantia e hoje é praticamente impossível encontrar um avalista”.

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Medida provisória representa avanço, mas ainda não atende todo o setor

Na avaliação de Lucas Costa Beber, a Medida Provisória 1.376 representa um passo importante, mas está longe de resolver o problema do endividamento rural.

Ele explica que a proposta estabelece prazos de pagamento entre oito e dez anos, com dois anos de carência, para produtores que comprovarem perdas nas últimas safras. Mesmo assim, observa que os juros continuam incidindo durante o período de carência.

“Ela não resolve todos os problemas como o Projeto de Lei 5.122 resolveria, porém traz bastante avanços e vai trazer um alívio para muitos produtores”.

Para o presidente da Aprosoja Brasil, ainda será necessário acompanhar a regulamentação pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e as discussões no Congresso para ampliar o alcance da medida e contemplar um número maior de agricultores.

Na prática, entretanto, quem procura as instituições financeiras ainda encontra dificuldades para acessar as novas condições.

A advogada Dayane de Faveri Kirnev afirma que produtores atendidos por seu escritório seguem aguardando a efetiva implementação da medida. “Ela vem como um socorro, mas temos conhecimento de que ainda não está vigente nas instituições bancárias. Isso acaba sendo decepcionante para quem está esperando esse momento para fazer o próximo plantio”.

Insegurança aumenta às vésperas do plantio

O agricultor Régis Adriano Dezordi Porazzi, de Tapurah, vive essa situação. Ao procurar uma agência bancária para renegociar a dívida com base na Medida Provisória 1.376, recebeu a informação de que ainda não havia procedimentos definidos para a operação.

Para ele, a falta de respostas aumenta a insegurança dos produtores justamente quando as decisões para a próxima safra precisam ser tomadas.

“O agronegócio está desamparado, sem uma segurança e sem proteção em um momento de tanta dificuldade”.

Régis pontua que o endividamento generalizado não é consequência de má gestão das propriedades, mas do cenário enfrentado pelo setor nos últimos anos. “Essa dívida não é pela incompetência do produtor rural, mas pelo cenário de baixos preços, alta dos insumos e frustrações de safra”, diz à reportagem do Canal Rural Mato Grosso.

Mesmo diante das dificuldades, ele diz que interromper a produção não é uma alternativa. “Nós temos que plantar. Não podemos parar de plantar”.

Manual de Crédito Rural também está no centro das discussões

Enquanto aguardam uma solução definitiva, muitos produtores têm recorrido às regras previstas no Manual de Crédito Rural (MCR), que estabelece critérios para contratação, prorrogação e renegociação das operações de crédito rural.

Embora o Manual de Crédito Rural estabeleça regras para concessão e renegociação das operações, representantes do setor afirmam que parte dessas normas não estaria sendo observada por algumas instituições financeiras.

Dirceu Luiz Dezem afirma que existem casos em que os juros cobrados ultrapassariam os limites previstos pelo próprio manual e que a capacidade de pagamento das propriedades nem sempre é considerada. “O MCR fala que todas as contas da agricultura têm que ser pagas pela produção. Não está respeitando essa regra”.

De acordo com o dirigente, essa situação faz com que produtores sejam obrigados a vender patrimônio para quitar dívidas. “O banco tem que dar a capacidade de pagamento de acordo com a produção. A gente busca que se cumpra o Manual de Crédito Rural”.

Dayane de Faveri Kirnev reforça que o produtor deve conhecer os direitos previstos no MCR e buscar a renegociação antes do vencimento das operações, especialmente quando houver perdas de safra ou queda acentuada na renda.

Ela explica à reportagem que, quando a negociação administrativa não avança, é possível recorrer ao Judiciário para garantir direitos já previstos na regulamentação do Banco Central. “Quando o produtor não consegue fazer essa renegociação administrativamente com a instituição, ele pode procurar o Judiciário, que deve garantir o direito desse produtor que já tem essas provas”.

A advogada também faz um alerta sobre operações que substituem o crédito rural por linhas de crédito pessoal e sobre o uso da alienação fiduciária como garantia. “Muitas vezes tem produtor que está migrando de um crédito rural para um crédito pessoal. Aquele juro que era subsidiado passa a ser um juro altíssimo, que a gente encontra no mercado hoje e que é impagável”.


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‘EUA querem impor seu etanol no Brasil e ainda taxar o nosso açúcar’, diz NovaBio

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Foto: Freepik

O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) publicou duas informações que mexem diretamente com o setor de açúcar brasileiro. A primeira é que a commodity exportada para os norte-americanos dentro do regime de cotas ficou de fora da nova sobretaxa de 12,5%, referente à investigação de trabalho forçado.

A segunda notícia é que o órgão cortou de 156 mil toneladas para 100 mil a parcela brasileira na cota tarifária a partir do ano fiscal 2027, que começa em outubro deste ano.

Desta forma, o açúcar exportado para os Estados Unidos no âmbito da cota estará sujeito apenas à tarifa anterior, de 25%, e somente o que eventualmente for embarcado além deste limite pagará 37,5% de tarifa (25% + 12,5%).

De acordo com o presidente-executivo da Associação de Produtores de Açúcar, Etanol e Bioenergia (NovaBio), Renato Cunha, essas medidas por parte do governo de Donald Trump alimentam a imprevisibilidade do setor.

Além disso, o executivo ressalta que no caso do etanol, os Estados Unidos demonstram que objetivam ter livre acesso ao mercado brasileiro, sem contrapartidas. “Eles têm excesso de etanol, seja porque não avançam no aumento da mistura na gasolina, bem como pela força da indústria petrolífera local, e almejam mudar este quadro querendo vender o biocombustível para o Brasil, que não tem necessidade alguma de importar”, salienta.

De acordo com ele, vale ressaltar que as exportações brasileiras de açúcar permanecem sujeitas a cotas, ao passo que os Estados Unidos ainda querem embarcar o biocombustível para o Brasil com isenção.

“Isso acaba não sendo uma negociação, mas sim imposição”, acentua Cunha. “O protecionismo não parte de nós, e sim deles, haja vista que além de nossas exportações de açúcar serem sujeitas a cotas, eles ainda reduziram o volume do próximo ciclo de 156 mil toneladas para 100 mil”, conclui.

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