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15 de setembro de 2026

Sustentabilidade

Aprosoja MT alerta o Mapa sobre crise hídrica e riscos à produtividade da safra 2025/26 no estado – MAIS SOJA

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A Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja MT) enviou um ofício ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) manifestando preocupação com a safra 2025/26 devido à falta de chuvas no estado. No documento oficial, enviado nesta sexta-feira (07.11), a associação destaca que a crise hídrica fez com que alguns produtores perdessem o que já haviam plantado, sendo necessário realizar a ressemeadura. O ofício também reforça a preocupação com a comunicação institucional e solicita que o Mapa, juntamente com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), revisem as estimativas oficiais da safra, a fim de refletir com maior precisão a atual situação climática e produtiva do estado.

Além das informações diretas dos produtores rurais que estão sofrendo com as condições climáticas, o ofício se sustenta nos dados divulgados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), que apontou um desvio de precipitação acumulado de setembro a outubro de 2025 comparado à série histórica de 26 anos. O volume de precipitação acumulado destaca níveis inferiores à média histórica do estado de Mato Grosso. Os dados também apontam que a evolução da semeadura perdeu força nos últimos dias e já se encontra abaixo da média dos últimos cinco anos.

A Aprosoja MT explica no documento que uma ampla semeadura não significa uma lavoura saudável e afirma que a falta de chuva causou germinação irregular, crescimento lento, falhas de estande, risco de replantio, fragilidade das lavouras e outros problemas decorrentes das altas temperaturas.

Os produtores rurais de cada região avaliaram como estão as lavouras neste momento crítico.

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O vice-presidente da Aprosoja MT, Luiz Pedro Bier, produtor na região leste, destacou que a falta de chuvas tem impactado diretamente o trabalho dos agricultores. Segundo ele, desde o início do plantio, as precipitações têm ocorrido de forma irregular, e a situação se agravou nas últimas semanas, levando muitos produtores a refazer parte das áreas já semeadas.

“A deficiência hídrica é notória, ainda não é possível contabilizar os prejuízos financeiros, mas sabemos que teremos algum prejuízo. Nós temos recebido relatos de produtores aqui da região que tiveram que realizar o replantio. É uma situação atípica para o começo do mês de novembro, em que não temos ainda chuvas estabelecidas e um índice pluviométrico extremamente baixo”, disse Luiz Pedro Bier.

Também na região leste, o conselheiro consultivo da entidade e produtor Endrigo Dalcin afirmou que perdeu pelo menos 10% do que já havia plantado devido à irregularidade da chuva na região. Ele avalia se vai replantar ou deixar a produtividade baixa, pois o replantio nesta área comprometeria a janela para o plantio do milho. “O replantio das primeiras sojas plantadas lá no dia 13 e 14 de outubro ainda vai ser avaliado, não sei a quantidade ainda, mas acredito que cerca de 10% da área plantada deve precisar de replantio”, afirmou.

Na região Norte de Mato Grosso, o produtor Adalberto Grando, delegado do Núcleo de Sorriso, relatou que há mais de 15 dias não chove, o que já compromete parte das lavouras. Ele tem utilizado irrigação com pivô para tentar preservar a semeadura realizada no início de outubro e reduzir as perdas provocadas pela estiagem. Apesar de ainda não ter mensurado o prejuízo total, o produtor afirmou que as expectativas são baixas e que a receita da propriedade já está comprometida.

“A perspectiva para a próxima safra é bem complicada, porque teremos uma redução na produtividade da soja e na área de milho da segunda safra. No final de 2026, a receita vai ficar muito abaixo do que esperávamos no início de setembro, quando tínhamos uma previsão de chuva normal no mês de outubro. A falta dessa chuva comprometeu toda a nossa safra”, lamentou Adalberto Grando.

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Assim como nas demais regiões, o oeste de Mato Grosso também sofre com a crise hídrica no início do plantio. Segundo o vice-presidente Oeste da Aprosoja MT, Gilson Antunes de Melo, haverá queda na produtividade, já que a soja não está se desenvolvendo adequadamente. O agricultor descreveu o momento como “preocupante”.

“O produtor começou a safra em condições muito desfavoráveis, com lavouras mal nascidas e mal implantadas. Sabemos que isso, lá na frente, resulta em perda de produtividade. É uma situação preocupante, porque estamos em um ano sem margem, e já começamos com uma lavoura que provavelmente terá queda de produtividade”, disse.

O vice-presidente Sul da Aprosoja MT, Fernando Ferri, avaliou que há mais de dez dias não chove na região, o que já resulta em baixa produtividade nas propriedades, com falhas de estande e soja apresentando baixo desenvolvimento.

“A maior preocupação é ter uma produtividade menor do que a esperada, com preços iguais ou até piores que os da safra passada. Isso tem limitado um pouco as expectativas de produção, uma vez que os custos estão se mantendo em níveis altos e a rentabilidade é cada vez menor”, avaliou Fernando Ferri.

A Aprosoja MT segue acompanhando a evolução do plantio da safra 25/26 em Mato Grosso e reforça a necessidade de créditos compatíveis com as dificuldades enfrentadas pelos agricultores frente às crises climáticas.

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Sustentabilidade

Plantio da safra de verão 2026/27 de milho no Centro-Sul do Brasil atinge 19,3% – Safras – MAIS SOJA

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O plantio de milho da safra de verão 2026/27 no Centro-Sul do Brasil atingia 19,3% da área estimada de 3,561 milhões de hectares até sexta-feira (11), segundo levantamento de Safras & Mercado.

O cultivo de milho chegou a 55,4% da área prevista de 940 mil hectares no Rio Grande do Sul, a 25,2% da área estimada de 597 mil hectares em Santa Catarina e a 29,2% da área prevista de 537 mil hectares no Paraná. Nos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Goiás/Distrito Federal, Minas Gerais e Mato Grosso o plantio ainda não teve início.

No mesmo período do ano passado, o plantio estava concluído em 21,6% da área estimada de 3,608 milhões de hectares. Já a média de plantio dos últimos cinco anos é de 12,4% no período.

Fonte: Agência Safras

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FONTE

Autor:Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Safras News

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Tratamento de sementes é ferramenta no manejo da cigarrinha-do-milho – MAIS SOJA

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A cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis) é o principal vetor da transmissão dos enfezamentos para o milho, e, portanto, o controle dessa praga é de suma importância para a manutenção do potencial produtivo da cultura. Sabe-se que dependendo da suscetibilidade do híbrido e período de desenvolvimento do milho em que ocorre a infecção dos enfezamentos, perdas de produtividade de até 70% podem ser observadas (Cota et al., 2021).

A capacidade de transmissão dos enfezamentos está relacionada a quantidade de cigarrinhas infectadas, e não a necessariamente a densidade populacional da praga, o que dificulta a definição de um nível de ação, dada a dificuldade de identificar indivíduos infectados. Nesse contexto, a presença da cigarrinha durante a fase crítica do desenvolvimento do milho justifica o controle da praga, principalmente em áreas com histórico de ocorrência dos enfezamentos, e/ou áreas próximas a outras lavouras de milho mais adiantadas.

O período crítico para o controle da praga varia de VE a V5, podendo se estender a V8 para híbridos mais suscetíveis. Sobretudo, as recomendações de manejo, sugerem que o controle da cigarrinha-do-milho deve ocorrer até os 40 dias após a emergência. Após esse período, não são observadas vantagens em função do controle do vetor (Cota et al., 2021).

Figura 1. Período Crítico de controle da cigarrinha-do-milho.

Considerando a importância do controle da cigarrinha-do-milho nos estádios iniciais de desenvolvimento da cultura, o tratamento de sementes com inseticidas é uma das estratégias que podem integrar o manejo da praga. Essa prática proporciona proteção inicial às plantas, contribuindo para o estabelecimento da lavoura e para a redução dos danos associados à transmissão dos enfezamentos. Além disso, o tratamento de sementes pode ampliar a janela de proteção inicial da cultura, favorecendo o planejamento e o posicionamento das aplicações foliares subsequentes.

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O tratamento de sementes deve ser realizado com inseticidas registrados e específicos para essa finalidade. De ação sistêmica, esses produtos são liberados no solo após a semeadura, sendo absorvidos pelas raízes durante o desenvolvimento inicial da planta e posteriormente translocados pelo sistema vascular para diferentes tecidos, incluindo raízes, colmo e folhas, proporcionando proteção inicial contra insetos.

Conforme destacado por Maneira (2021), o tratamento de sementes de milho com inseticidas, especialmente aqueles pertencentes ao grupo dos neonicotinoides, pode contribuir para a proteção inicial da cultura contra a cigarrinha-do-milho, com destaque para a eficiência e o efeito residual do imidacloprido. Entre os principais grupos químicos com produtos registrados no MAPA para o controle de Dalbulus maidis na cultura do milho estão carbamatos, piretróides e neonicotinóides, devendo-se observar, para cada produto, a indicação de cultura, alvo biológico e modalidade de aplicação constante no registro.

Além da escolha de um inseticida eficiente para o tratamento de sementes do milho, é importante considerar que o período de proteção proporcionado por essa modalidade de aplicação é limitado e pode variar conforme o produto, as condições ambientais e a pressão da praga. De modo geral, para fins de manejo, considera-se que o efeito residual dos inseticidas aplicados via tratamento de sementes se estende, em média, por 10 a 15 dias após a emergência da cultura. A partir desse período, aplicações de inseticidas em pós-emergência podem ser necessárias para manter a proteção das plantas, especialmente sob elevada pressão da cigarrinha-do-milho.

Em situações de alta infestação, a rápida capacidade de multiplicação e o curto ciclo de desenvolvimento da cigarrinha-do-milho exigem maior atenção ao monitoramento e ao intervalo entre aplicações. Nesses casos, as pulverizações podem ser realizadas em intervalos de 5 a 7 dias, conforme a ocorrência da praga, a eficiência e o residual do inseticida utilizado e as condições da lavoura. Embora apresente período de proteção limitado, o tratamento de sementes constitui uma importante ferramenta para o manejo inicial da cigarrinha-do-milho, contribuindo para a proteção das plantas nos primeiros estádios de desenvolvimento e para a redução dos riscos associados à transmissão dos enfezamentos.


Veja mais: Redução da produtividade da soja causada pelo milho tiguera



Referências:

COTA, L. V. et al. MANEJO DA CIGARRINHA E ENFEZAMENTOS NA CULTURA DO MKILHO. Embrapa milho e Sorgo, 2021. Disponível em: < https://www.embrapa.br/en/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1130346/manejo-da-cigarrinha-e-enfezamentos-na-cultura-do-milho >, acesso em: 14/09/2026.

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MANEIRA, R. FERRAMENTAS PARA O CONTROLE DA CIGARRINHA-DO-MILHO. Informativo Técnico Nortox, 2021. Disponível em :< https://portal-api.nortox.com.br:3000/technical-information/file/25516c6b-edba-47ce-ba1f-4d3d3dcea4e3.pdf >, acesso em: 14/09/2026.

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Sustentabilidade

Desafio CESB: Alta produtividade está associada à alta rentabilidade – MAIS SOJA

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Por Décio Luiz Gazzoni, membro fundador do CESB e do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS) e membro fundador do CESB e João Vitor Ganem coordenador técnico do CESB

Desde a safra 2008/09, o CESB já conduziu 18 edições do Desafio de Máxima Produtividade de Soja. Ao longo desse período, diversas informações sobre o sistema de produção utilizado pelos participantes do Desafio foram consolidadas no Banco de Dados do CESB. Entre elas, duas serão analisadas conjuntamente neste artigo: produtividade e rentabilidade.

Inicialmente, é fundamental ressaltar três aspectos:

  1. Todos os registros citados a seguir foram obtidos através de auditorias independentes, com comprovação tanto da produtividade quanto dos custos do sistema de produção. Para todos os cálculos, o valor de venda da saca de soja foi padronizado em R$120,00, para evitar enviesamentos devidos à flutuação da cotação da soja;
  2.  O retorno sobre o investimento (ROI) é calculado abatendo-se da renda bruta o valor investido pelo produtor, sendo o resultado dividido pelo custo (ROI = renda líquida / custo).
  3. Não necessariamente todo o aumento de produtividade assegura um concomitante aumento de rentabilidade. Os casos aqui apresentados são de produtores que observam criteriosamente recomendações técnicas e investem no aprimoramento do seu sistema de produção continuamente. Assim, o ganho de rentabilidade com o aumento da produtividade é consequência de anos de aprendizado, e de aprimoramento do sistema de produção, com foco na tríade produtividade, rentabilidade e sustentabilidade.

Rentabilidade

Examinando a produtividade do campeão nacional de cada edição do Desafio, entre as safras de 2008/09 e 2025/26 – sendo que, nesta última, foi estabelecido o novo recorde nacional de produtividade de soja, de 156,13 sc/ha – houve um crescimento de 87,6%, significando um ganho geométrico anual de 1,04, um excelente índice. Vale destacar que, na safra 2025/26, o campeão nacional produziu 152% acima da média brasileira estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

No mesmo período, os 10 melhores produtores do Desafio apresentaram um crescimento da produtividade de 77,3%, com média geométrica anual de 1,035 na sua produtividade, também um índice excelente. Na última safra, a média desses 10 produtores foi de 138,7 sc/ha, patamar 124% acima da média brasileira (Conab).

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Para a análise a seguir, serão usados unicamente os valores obtidos entre as safras de 2021/22 e 2025/26, por serem as mais recentes.

Retorno sobre o investimento (ROI) do produtor, em porcentagem
Classe (sc/ha)< 6061-7576-9091-105106-120> 120
ROI %-1,459,793,7120,1149,7186,1

Observa-se que o único valor de retorno negativo (-1,4%) ocorreu em produtividades inferiores a 60 sc/ha. No período, a produtividade média do Brasil (Conab) foi de 58,5 sc/ha, variando entre 52 e 62 sc/ha entre as safras. Em valores monetários, a maior margem líquida do período foi atingida pelos produtores participantes do Desafio que obtiveram produtividade acima de 120 sc/ha, no valor médio de R$ 9.906,88/ha.

Analisando a rentabilidade de acordo com a produtividade dos campeões nacionais e de grupos de produtores, no mesmo período referido acima (5 safras), temos que:

  • A produtividade média dos campeões nacionais foi de 138,4 sc/ha, com taxa de retorno de 144,5%;
  • A produtividade média dos campeões regionais (incluindo os nacionais) foi de 125,6 sc/ha, com taxa de retorno de 157,1%.

Ao ampliar a análise, incluindo tanto as áreas de sequeiro quanto as irrigadas, observa-se que:

  • Os dez participantes mais bem colocados em cada safra (50 no total) atingiram produtividade média de 126,3 sc/ha, com taxa de retorno de 187,6%;
  • Os 100 participantes com mais alta produtividade em cada safra (total de 500) obtiveram produtividade média de 113 sc/ha, com taxa de retorno de 152,6%;
  • Em relação às demais áreas auditadas (em número de 4.064), a média de produtividade alcançou 87,2 sc/ha, com taxa de retorno de 100%.

Em resumo, como regra geral observa-se que, conforme aumenta a produtividade média dos participantes do Desafio, as taxas de retorno tendem a ser desproporcionalmente mais elevadas, resguardadas algumas exceções pontuais, previsíveis quando se trabalha com muitos participantes.

Destaques regionais

A região Sul, com 1.581 áreas auditadas entre 2021/22 e 2025/26, obteve a maior taxa de retorno (123,5 %), com produtividade média de 91,3 sc/ha. A menor taxa de retorno (78,3 %) foi registrada na região Sudeste, para uma produtividade média de 90 sc/ha.

O agrupamento com maior taxa de retorno (230,5 %) foi verificado entre os dez participantes da região Sul, com mais alta produtividade, alcançando 135,7 sc/ha. A menor taxa entre todos os agrupamentos regionais foi verificada entre os 10% de participantes com mais alta produtividade da região Sudeste (média de 112,7 sc/ha), com taxa de retorno de 112 % sobre o custo de produção.

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Relação do total de participantes, dos 10 participantes e dos 10% dos participantes de mais alta produtividade (sc/ha) nos cinco estados mais bem colocados no Desafio (considerando a taxa de retorno do total de participantes), e respectivas taxas de retorno (%) sobre o custo de produção.
 PISCRSMTBA
Participantes (total)69290527407352
Produtividade média participantes (sc/ha)93,997,387,2388,796,3
Taxa de retorno (%)173,3126,8119,0118,5118,0
Produtividade 10 % superior (sc/ha)117,0122,4112,0110,1120,5
Taxa de retorno (%)240,6170,3193,6174,6159,5

Em termos estaduais, os melhores índices de retorno foram obtidos pelos participantes do Piauí, com um ROI médio de 173,3% para os 69 participantes do Desafio, com produtividade média de 93,9 sc/ha. Particularmente, os 10% de participantes (7) desse estado, com mais alta produtividade (117 sc/ha), obtiveram taxa de retorno de 240,6 %.

Por fim, é possível comparar a taxa de retorno do total de produtores auditados pelo CESB nas safras 2021/22 a 2025/26 (produtividade média de 90 sc/ha e retorno de 105,9%) com a média brasileira. Destacam-se aqueles que produziram acima de 105 sc/ha, alcançando taxa de retorno de 159,2%. Em contraste, a média brasileira de produtividade (Conab) foi de 58,5 sc/ha, com taxa de retorno de apenas 36,3%, considerando o custo médio de produção calculado pela CNA.

Contraste área do Desafio x talhão

De acordo com as normas do CESB, a área participante do Desafio deve ter entre 2,5 e 10ha, inserida em um talhão maior, dentro da propriedade. Nesta área do Desafio – como o próprio nome diz! – o produtor e o consultor devem desafiar sua experiência, seus conhecimentos, observar as recomendações técnicas, os exemplos bem-sucedidos, sua intuição e outros critérios, para compor um sistema de produção objetivando aumento de produtividade, com ganho de rentabilidade e mantendo a sustentabilidade do sistema.

Portanto, a primeira comparação que pode ser efetuada é entre a área destinada ao Desafio e o talhão ao qual pertence.

Produtividade e ROI do talhão e da área do Desafio, e ganhos na área do Desafio (2025/26)
CampeãoProdutividade talhão*ROI talhão (%)Produtividade área campeã*ROI área campeã (%)Acréscimo ROI (%)
Nacional117,7173%156,1229%32
Irrigado101,7200%139,0273%37
Sudeste86,4144%122,7204%42
Centro-Oeste86,8184%118,4251%36
Norte103,1196%136,7260%33
Nordeste108,3221%143,8290%31

* Produtividade expressa em sc/ha

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Observa-se que, para todos os campeões, tanto a produtividade quanto a rentabilidade foram maiores na área destinada ao Desafio, quando comparadas ao talhão. O acréscimo médio de produtividade foi de 35%, exatamente igual ao ganho médio de rentabilidade (ROI), o qual variou entre 31 e 42%. Comprova-se, uma vez mais, que, para os produtores participantes do Desafio, os ganhos de rentabilidade estão diretamente associados ao incremento da produtividade.

Conclusões

Os participantes do Desafio de Máxima Produtividade de Soja do CESB constituem um grupo de elite, representando, a cada safra, entre 10-15% da área de soja do Brasil, considerando-se a área total de soja cultivada pelos produtores participantes. Sua produtividade média no período 2021/22 a 2025/26 (90 sc/ha) é 53,8 % superior à média brasileira (58,5 sc/ha), estimada pela Conab.

Os resultados expostos no presente artigo mostram com clareza que, conforme aumenta a produtividade do participante, aumenta a sua rentabilidade, inclusive quando a área do Desafio é contrastada com o talhão ao qual pertence, resguardadas algumas exceções pontuais.

Mais do que isso: o acréscimo de custo é inferior ao aumento da margem do produtor e, em decorrência, em altas produtividades, a taxa de retorno é, proporcionalmente, muito maior. Corroborando o exposto, o único retorno negativo foi verificado entre os participantes com produtividade inferior a 60 sc/ha.

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Portanto, obter acréscimos de produtividade, de forma sustentável, significa aumentar a própria rentabilidade do agricultor, ao tempo em que confere maior sustentabilidade para o cultivo de soja no Brasil. Que o exemplo dos participantes do Desafio do CESB se propague para os demais produtores de soja do Brasil.

Sobre o CCAS

O Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS) é uma organização da Sociedade Civil, criada em 15 de abril de 2011, com domicilio, sede e foro no município de São Paulo (SP), com o objetivo precípuo de discutir temas relacionados à sustentabilidade da agricultura e se posicionar, de maneira clara, sobre o assunto.

O CCAS é uma entidade privada, de natureza associativa, sem fins econômicos, pautando suas ações na imparcialidade, ética e transparência, sempre valorizando o conhecimento científico.

Os associados do CCAS são profissionais de diferentes formações e áreas de atuação, tanto na área pública quanto privada, que comungam o objetivo comum de pugnar pela sustentabilidade da agricultura brasileira. São profissionais que se destacam por suas atividades técnico-científicas e que se dispõem a apresentar fatos, lastreados em verdades científicas, para comprovar a sustentabilidade das atividades agrícolas.

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A agricultura, por sua importância fundamental para o país e para cada cidadão, tem sua reputação e imagem em construção, alternando percepções positivas e negativas. É preciso que professores, pesquisadores e especialistas no tema apresentem e discutam suas teses, estudos e opiniões, para melhor informação da sociedade. Não podemos deixar de lembrar que a evolução da civilização só foi possível devido à agricultura. É importante que todo o conhecimento acumulado nas Universidades e Instituições de Pesquisa, assim como a larga experiência dos agricultores, seja colocado à disposição da população, para que a realidade da agricultura, em especial seu caráter de sustentabilidade, transpareça. Mais informações no website: Clique aqui. Acompanhe também o CCAS nas redes sociais: Facebook,: Instagram, LinkedIn.

Fonte: Assessoria de imprensa



 



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