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28 de julho de 2026

Sustentabilidade

Aprosoja MT alerta o Mapa sobre crise hídrica e riscos à produtividade da safra 2025/26 no estado – MAIS SOJA

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A Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja MT) enviou um ofício ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) manifestando preocupação com a safra 2025/26 devido à falta de chuvas no estado. No documento oficial, enviado nesta sexta-feira (07.11), a associação destaca que a crise hídrica fez com que alguns produtores perdessem o que já haviam plantado, sendo necessário realizar a ressemeadura. O ofício também reforça a preocupação com a comunicação institucional e solicita que o Mapa, juntamente com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), revisem as estimativas oficiais da safra, a fim de refletir com maior precisão a atual situação climática e produtiva do estado.

Além das informações diretas dos produtores rurais que estão sofrendo com as condições climáticas, o ofício se sustenta nos dados divulgados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), que apontou um desvio de precipitação acumulado de setembro a outubro de 2025 comparado à série histórica de 26 anos. O volume de precipitação acumulado destaca níveis inferiores à média histórica do estado de Mato Grosso. Os dados também apontam que a evolução da semeadura perdeu força nos últimos dias e já se encontra abaixo da média dos últimos cinco anos.

A Aprosoja MT explica no documento que uma ampla semeadura não significa uma lavoura saudável e afirma que a falta de chuva causou germinação irregular, crescimento lento, falhas de estande, risco de replantio, fragilidade das lavouras e outros problemas decorrentes das altas temperaturas.

Os produtores rurais de cada região avaliaram como estão as lavouras neste momento crítico.

O vice-presidente da Aprosoja MT, Luiz Pedro Bier, produtor na região leste, destacou que a falta de chuvas tem impactado diretamente o trabalho dos agricultores. Segundo ele, desde o início do plantio, as precipitações têm ocorrido de forma irregular, e a situação se agravou nas últimas semanas, levando muitos produtores a refazer parte das áreas já semeadas.

“A deficiência hídrica é notória, ainda não é possível contabilizar os prejuízos financeiros, mas sabemos que teremos algum prejuízo. Nós temos recebido relatos de produtores aqui da região que tiveram que realizar o replantio. É uma situação atípica para o começo do mês de novembro, em que não temos ainda chuvas estabelecidas e um índice pluviométrico extremamente baixo”, disse Luiz Pedro Bier.

Também na região leste, o conselheiro consultivo da entidade e produtor Endrigo Dalcin afirmou que perdeu pelo menos 10% do que já havia plantado devido à irregularidade da chuva na região. Ele avalia se vai replantar ou deixar a produtividade baixa, pois o replantio nesta área comprometeria a janela para o plantio do milho. “O replantio das primeiras sojas plantadas lá no dia 13 e 14 de outubro ainda vai ser avaliado, não sei a quantidade ainda, mas acredito que cerca de 10% da área plantada deve precisar de replantio”, afirmou.

Na região Norte de Mato Grosso, o produtor Adalberto Grando, delegado do Núcleo de Sorriso, relatou que há mais de 15 dias não chove, o que já compromete parte das lavouras. Ele tem utilizado irrigação com pivô para tentar preservar a semeadura realizada no início de outubro e reduzir as perdas provocadas pela estiagem. Apesar de ainda não ter mensurado o prejuízo total, o produtor afirmou que as expectativas são baixas e que a receita da propriedade já está comprometida.

“A perspectiva para a próxima safra é bem complicada, porque teremos uma redução na produtividade da soja e na área de milho da segunda safra. No final de 2026, a receita vai ficar muito abaixo do que esperávamos no início de setembro, quando tínhamos uma previsão de chuva normal no mês de outubro. A falta dessa chuva comprometeu toda a nossa safra”, lamentou Adalberto Grando.

Assim como nas demais regiões, o oeste de Mato Grosso também sofre com a crise hídrica no início do plantio. Segundo o vice-presidente Oeste da Aprosoja MT, Gilson Antunes de Melo, haverá queda na produtividade, já que a soja não está se desenvolvendo adequadamente. O agricultor descreveu o momento como “preocupante”.

“O produtor começou a safra em condições muito desfavoráveis, com lavouras mal nascidas e mal implantadas. Sabemos que isso, lá na frente, resulta em perda de produtividade. É uma situação preocupante, porque estamos em um ano sem margem, e já começamos com uma lavoura que provavelmente terá queda de produtividade”, disse.

O vice-presidente Sul da Aprosoja MT, Fernando Ferri, avaliou que há mais de dez dias não chove na região, o que já resulta em baixa produtividade nas propriedades, com falhas de estande e soja apresentando baixo desenvolvimento.

“A maior preocupação é ter uma produtividade menor do que a esperada, com preços iguais ou até piores que os da safra passada. Isso tem limitado um pouco as expectativas de produção, uma vez que os custos estão se mantendo em níveis altos e a rentabilidade é cada vez menor”, avaliou Fernando Ferri.

A Aprosoja MT segue acompanhando a evolução do plantio da safra 25/26 em Mato Grosso e reforça a necessidade de créditos compatíveis com as dificuldades enfrentadas pelos agricultores frente às crises climáticas.

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Sustentabilidade

Abiove eleva projeção de processamento de soja para recorde de 63,3 milhões de toneladas em 2026

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Foto: Paulo Lanzetta/Embrapa

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) elevou a projeção de processamento de soja no Brasil em 2026 de 63 milhões para 63,3 milhões de toneladas. A revisão foi divulgada nesta terça-feira (28), em São Paulo. Se confirmada, a marca representará novo recorde para o esmagamento da oleaginosa no país.

A nova estimativa representa alta de 0,5% em relação à projeção anterior, divulgada em junho. A Abiove também revisou para cima a produção de farelo de soja, de 48,6 milhões para 48,7 milhões de toneladas, avanço de 0,2%. No óleo de soja, a previsão passou de 12,65 milhões para 12,75 milhões de toneladas, aumento de 0,8%.

Segundo a entidade, os dados mensais reforçam o ritmo da indústria. Em maio, o processamento de soja somou 5,23 milhões de toneladas, volume 2,7% superior ao de abril e 5,4% acima do registrado em maio de 2025, considerando o ajuste pelo porcentual da amostra. No acumulado de janeiro a maio, o total processado chegou a 23,363 milhões de toneladas, crescimento de 7,9% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

A revisão ocorre em meio ao aumento da estimativa para a safra brasileira de soja, que passou a 180,57 milhões de toneladas, conforme os dados mais recentes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

No comércio exterior, a Abiove elevou de 114,1 milhões para 115,4 milhões de toneladas a projeção de exportações de soja em grão neste ano, alta de 1,1% ante a estimativa anterior. As importações do grão foram mantidas em 900 mil toneladas.

Entre os derivados, a entidade reduziu levemente a projeção de exportações de farelo de soja, de 25 milhões para 24,9 milhões de toneladas, recuo de 0,2%. Já a previsão de embarques de óleo de soja subiu de 1,65 milhão para 1,7 milhão de toneladas, aumento de 3%. A estimativa para as importações de óleo permaneceu em 125 mil toneladas.

O diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove, Daniel Furlan Amaral, afirmou que os ajustes reforçam a capacidade da cadeia da soja de atender ao mercado interno e externo.

Com a revisão, a Abiove passou a projetar maior processamento de soja, além de avanços na produção de farelo e óleo e ajuste nas estimativas de exportação do complexo soja.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Sustentabilidade

Algodão/IMEA: Clima nos EUA eleva cotações em NY, mas avanço da colheita em MT pressiona preços locais – MAIS SOJA

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As cotações da pluma na bolsa de Nova York registraram alta ao longo da última semana (20/07 a 24/07), refletindo em valorização de 0,56% na média semanal do contrato de jul/27, que encerrou o período cotado a ¢ US$ 82,56/lb. Na comparação com o mesmo período de jun/26, o avanço foi de 3,56%.

O movimento de alta foi sustentado, principalmente, pelas incertezas quanto à safra norteamericana, em decorrência das condições climáticas adversas no país. Além disso, as tensões geopolíticas envolvendo a região do Mar Negro e o Oriente Médio também contribuíram para sustentar as cotações internacionais. No entanto, os preços permanecem sensíveis à evolução desses fatores, uma vez que parte da valorização reflete a percepção de risco do mercado. Assim, o mercado seguirá atento às condições climáticas nos Estados Unidos e às perspectivas para a produção, que continuarão influenciando o comportamento das cotações nas próximas semanas.

Confira os principais destaques do boletim:
  • RETRAÇÃO: o preço da pluma em Mato Grosso registrou queda de 0,28% na última semana, pressionada pelo avanço da colheita, que tem ampliado a oferta da fibra no mercado.
  • BAIXA: a cotação do caroço de algodão disponível exibiu retração de 3,16% na comparação semanal, em função da maior oferta, decorrente do avanço do beneficiamento.
  • RECUO: a paridade de dez/26 registrou recuo de 0,70% em relação à semana passada, pressionado pela desvalorização do contrato futuro de dólar com vencimento em dez/26.
A colheita do algodão da safra 25/26 avançou 4,75 p.p. na última semana.

Com isso, até a última sexta-feira (24/07), 13,11% da área estimada para a safra em MT havia sido colhida, 7,86 p.p. inferior à média dos últimos cinco anos. Esse atraso reflete, principalmente, a postergação do início dos trabalhos em campo em decorrência das chuvas registradas em meados de jun/26. Entre as regiões, o Nordeste e o Sudeste apresentam o maior avanço, com 46,80% e 22,12% das áreas colhidas, respectivamente.

Cabe destacar que, embora as chuvas de jun/26 não tenham comprometido de forma significativa a produtividade da pluma, houve relatos de perdas na qualidade da fibra, fator que tem gerado preocupação entre os cotonicultores. Por fim, a expectativa é de intensificação da colheita nas próximas duas semanas, com o avanço dos trabalhos nas áreas de segunda safra, que representam mais de 85,00% da área cultivada com algodão no estado.

Fonte: IMEA



 

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Sustentabilidade

Abiove eleva projeção de processamento de soja para recorde de 63,3 milhões de toneladas em 2026

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Foto: Paulo Lanzetta/Embrapa

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) elevou a projeção de processamento de soja no Brasil em 2026 de 63 milhões para 63,3 milhões de toneladas. A revisão foi divulgada nesta terça-feira (28), em São Paulo. Se confirmada, a marca representará novo recorde para o esmagamento da oleaginosa no país.

A nova estimativa representa alta de 0,5% em relação à projeção anterior, divulgada em junho. A Abiove também revisou para cima a produção de farelo de soja, de 48,6 milhões para 48,7 milhões de toneladas, avanço de 0,2%. No óleo de soja, a previsão passou de 12,65 milhões para 12,75 milhões de toneladas, aumento de 0,8%.

Segundo a entidade, os dados mensais reforçam o ritmo da indústria. Em maio, o processamento de soja somou 5,23 milhões de toneladas, volume 2,7% superior ao de abril e 5,4% acima do registrado em maio de 2025, considerando o ajuste pelo porcentual da amostra. No acumulado de janeiro a maio, o total processado chegou a 23,363 milhões de toneladas, crescimento de 7,9% na comparação com o mesmo período do ano passado.

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A revisão ocorre em meio ao aumento da estimativa para a safra brasileira de soja, que passou a 180,57 milhões de toneladas, conforme os dados mais recentes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

No comércio exterior, a Abiove elevou de 114,1 milhões para 115,4 milhões de toneladas a projeção de exportações de soja em grão neste ano, alta de 1,1% ante a estimativa anterior. As importações do grão foram mantidas em 900 mil toneladas.

Entre os derivados, a entidade reduziu levemente a projeção de exportações de farelo de soja, de 25 milhões para 24,9 milhões de toneladas, recuo de 0,2%. Já a previsão de embarques de óleo de soja subiu de 1,65 milhão para 1,7 milhão de toneladas, aumento de 3%. A estimativa para as importações de óleo permaneceu em 125 mil toneladas.

O diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove, Daniel Furlan Amaral, afirmou que os ajustes reforçam a capacidade da cadeia da soja de atender ao mercado interno e externo.

Com a revisão, a Abiove passou a projetar maior processamento de soja, além de avanços na produção de farelo e óleo e ajuste nas estimativas de exportação do complexo soja.

Fonte: Estadão Conteúdo

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