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20 de maio de 2026

Sustentabilidade

Aprosoja MT recebe Ministérios da Agricultura e da Fazenda para visitas técnicas de implantação do Programa Soja Legal – MAIS SOJA

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A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) realizou, nos dias 05 e 06 de novembro, duas visitas técnicas de implantação do Programa Soja Legal. As atividades ocorreram em propriedades rurais dos municípios de Nova Xavantina e Querência, na região Leste de Mato Grosso, e contaram com a participação de representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e do Ministério da Fazenda, que acompanharam de perto a execução do programa e o comprometimento dos produtores com a sustentabilidade e a conformidade das propriedades rurais.

O coordenador-geral de Cooperativismo, Associativismo Rural e Agregação de Valor do MAPA, Nelson de Andrade Junior, destacou a importância da visita e o reconhecimento das boas práticas promovidas pela entidade.

“Nós somos da Coordenação Geral de Cooperativismo, Associativismo Rural e Agregação de Valor e cuidamos das boas práticas agrícolas, onde fazemos o reconhecimento dos programas, de associações, entidades ou empresas representativas do setor para práticas sustentáveis. E essa visita, ver a Aprosoja MT podendo validar um produtor e todos os seus requisitos para ter essa conformidade e essa sustentabilidade, traz uma importância significativa para o crescimento dos reconhecimentos de programas sustentáveis. Ver esse trabalho, a seriedade que ele tem, a conformidade de todos os itens inseridos dentro do programa e a riqueza de detalhes, é muito importante”, afirmou.

Segundo o representante do MAPA, a iniciativa reflete o esforço e o comprometimento dos produtores rurais.

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“E por outro lado também vem a preocupação dos produtores em se adequar a esses programas. Há um investimento de tempo, dinheiro, de todos os produtores para que se adequem a isso. Nós ficamos muito surpresos, mas felizes, sabendo que existe esse movimento, que sempre existiu, mas hoje de uma forma estruturada para a produção, seja ela de qualquer cultura, de uma forma responsável e sustentável. É uma grande satisfação estar aqui hoje e conhecer esse modelo”, completou.

O conselheiro consultivo da Aprosoja MT e produtor no núcleo de Nova Xavantina, Endrigo Dalcin, que recebeu uma das implantações do programa em sua propriedade, reforçou o quanto o Soja Legal contribui para a credibilidade do setor.

“O programa Soja Legal é muito importante para os produtores, porque gera credibilidade e confiança ao nosso comprador e ao mercado sobre as informações que nós estamos prestando sobre as questões ambientais, trabalhistas e de sustentabilidade. Isso tudo, no futuro, pode gerar créditos e bônus. A Aprosoja MT acertou muito, os produtores que participam são aqueles que já têm melhorado suas propriedades ao longo do tempo e a gente vem coroando com uma fase maior desse programa agora”, destacou.

O subsecretário de Política Agrícola e Negócios Agroambientais da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Francisco Erismá Albuquerque, também avaliou positivamente a visita e destacou a relevância do programa para o avanço das práticas sustentáveis no país.

“Eu gostaria de agradecer à Aprosoja MT por nos proporcionar essa grande oportunidade de conhecer in loco as medidas que estão sendo adotadas no âmbito do Programa Soja Legal. Às vezes, do escritório a gente não tem noção do que realmente o produtor tem que cumprir, os requisitos, as exigências para que ele tenha uma produção ambientalmente e socialmente sustentável.”

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Ele ainda reforçou que a visita ocorreu em um momento oportuno, em meio às discussões sobre a nova Portaria Interministerial que trata do reconhecimento de programas sustentáveis.

“Conhecer as propriedades é uma coisa fantástica. Ainda mais nesse momento, que nós, do Governo, MAPA e Ministério da Fazenda, estamos trabalhando para a edição da Portaria Interministerial, que habilita as empresas de consultoria a darem pareceres para o desconto de 0,5% na taxa de juros nas operações de crédito rural. É muito bom saber que nós temos entidades preocupadas e trabalhando muito para que a sustentabilidade no campo seja prioridade nas propriedades de todo o Brasil”, disse.

Em Querência, onde outra etapa de implantação foi acompanhada, o produtor Osmar Frizzo destacou o valor do Soja Legal para orientar as melhorias dentro das propriedades.

“A relevância do programa é justamente porque o produtor tem acesso às informações e pode aplicar na propriedade. Muitas vezes fazemos as melhorias, mas com o Soja Legal podemos fazer de maneira mais adequada. A Aprosoja MT, está focando nisso e tem vindo agregar para o produtor, porque essas melhorias são fundamentais para que a propriedade fique realmente em harmonia com a questão ambiental, da legislação e trabalhista. O produtor quer isso e procura isso”, relatou o produtor. “Esse programa é fundamental e importante para que a nossa agricultura de Mato Grosso realmente fique como um modelo de agricultura para o mundo”, completou.

O Programa Soja Legal é uma iniciativa da Aprosoja MT que oferece diagnóstico e orientações técnicas aos produtores para garantir o cumprimento das legislações vigentes e a adoção de boas práticas nas propriedades rurais. A ação reforça o compromisso da entidade com a sustentabilidade, a responsabilidade social e o desenvolvimento contínuo das propriedades rurais mato-grossenses.

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Sustentabilidade

B25: ‘Biodiesel é alavanca para produção de proteínas’, diz presidente da Ubrabio

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Imagem gerada por IA para o Canal Rural

A União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio) comemorou a autorização do governo federal para o início dos testes que podem ampliar a mistura de biodiesel no diesel brasileiro até o B25. A medida integra a política de transição energética e deve trazer impactos positivos para o agronegócio, a indústria e a geração de empregos.

Em entrevista ao Mercado & Companhia, o presidente da entidade, Donizete Tokarski, afirmou que a ampliação da mistura representa um avanço importante para o desenvolvimento econômico do país. “O biodiesel faz parte do desenvolvimento econômico do Brasil. Ele não é só a produção de energia líquida, ele é muito mais do que isso. É um mercado muito grande para o agro brasileiro”, disse.

Impacto para o agro

Segundo Tokarski, atualmente cerca de 40 milhões de toneladas de soja são processadas para produção de óleo destinado ao biodiesel. O processo também gera aproximadamente 30 milhões de toneladas de farelo, utilizado na cadeia de proteínas animais.

De acordo com ele, o avanço da mistura fortalece a industrialização nacional e amplia oportunidades no interior do país. “Além da produção de combustível, isso gera emprego, desenvolvimento regional e fortalece a produção de proteínas e alimentos”, afirmou.

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O presidente da Ubrabio também ressaltou que o avanço até o B25 já está previsto na Lei dos Combustíveis do Futuro e destacou o apoio político à proposta no Congresso Nacional.

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Testes para o B20 e B25

Os testes serão realizados em etapas, inicialmente para o B20 e posteriormente até o B25. Segundo Tokarski, o objetivo é comprovar a segurança e a viabilidade técnica do uso em veículos novos e antigos.

“Esses testes vão simplesmente comprovar que a viabilidade técnica está devidamente assegurada”, afirmou. A entidade defende ainda que o cronograma avance rapidamente para permitir a adoção gradual de misturas maiores nos próximos anos.

“Nossa preocupação é que os testes sejam feitos com velocidade para operacionalizar o B16, o B17 e chegarmos ao B20 em 2030 com tranquilidade”, disse.

Valor além do preço

Tokarski também afirmou que o biodiesel deve ser analisado não apenas pelo preço, mas pelos efeitos econômicos, sociais e ambientais que gera.

“Hoje o biodiesel está mais barato do que o diesel no mercado internacional. Mas não temos que analisar apenas o preço, e sim o valor desse combustível”, destacou.

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Segundo ele, o aumento da mistura também pode contribuir para reduzir emissões e melhorar a segurança energética do país.

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Sustentabilidade

China compra 84% da soja de MS e tensão com Taiwan pode afetar custos no campo – MAIS SOJA

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A dependência de Mato Grosso do Sul do mercado chinês voltou ao centro das discussões econômicas após o aumento das tensões entre China, Taiwan e Estados Unidos. O tema é destaque do Informativo Econômico 02/2026, divulgado pela Aprosoja/MS.

O documento mostra que aproximadamente 84,3% da soja exportada pelo estado tem a China como principal destino. Isso significa que qualquer instabilidade envolvendo o país asiático pode refletir diretamente no agro sul-mato-grossense, principalmente nos custos de produção e na comercialização da safra.

Além da exportação de grãos, o levantamento destaca que o Brasil também depende da importação de fertilizantes e insumos agrícolas ligados ao comércio internacional asiático. Entre os principais fornecedores estão Canadá (14%), Rússia (14%) e China (12%).

Segundo a análise da Aprosoja/MS, mesmo sem um conflito direto, um aumento das tensões na região pode provocar alta no frete marítimo, valorização do dólar e aumento no preço de fertilizantes, defensivos e combustíveis utilizados no campo.

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O estudo aponta ainda possíveis reflexos como:

  • aumento dos custos de produção;
  • maior volatilidade nos preços da soja e do milho;
  • pressão sobre o planejamento financeiro do produtor;
  • encarecimento de insumos agrícolas dolarizados.

Por outro lado, o material também destaca que o Brasil pode ampliar sua posição como fornecedor estratégico da China, especialmente em um cenário de redução da dependência chinesa dos produtos norte-americanos.

De acordo com os analistas econômicos da Aprosoja/MS, o principal desafio do produtor rural será acompanhar a relação de troca, o custo operacional e a capacidade financeira em um cenário de maior volatilidade internacional.

O informativo foi elaborado pelos analistas Raphael Flores Gimenes e Linneu Borges Filho.

Confira o estudo completo clicando aqui.

Fonte: Aprosoja/MS

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Sustentabilidade

Milho segunda safra mantém bom potencial produtivo em Mato Grosso do Sul – MAIS SOJA

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O milho segunda safra 2025/2026 segue com bom desenvolvimento em Mato Grosso do Sul, mas o avanço do clima seco e o risco de geadas colocam os agricultores em alerta. De acordo com o levantamento do Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS, com recursos do Fundems/Semadesc, 71,5% das lavouras do Estado apresentam boas condições, enquanto 17,8% estão em situação regular e 10,7% em condições ruins.

As melhores condições das lavouras estão concentradas nas regiões norte, nordeste, oeste e sudoeste do estado, onde os índices de áreas classificadas como boas variam entre 75,4% e 92,1%. A região norte tem 92,1% das áreas em boas condições. Já a região oeste apresenta 84,6% das lavouras classificadas como boas.

Por outro lado, as regiões centro, sul, sul-fronteira e sudeste demonstram maior sensibilidade às condições climáticas. Nessas áreas, o percentual de lavouras classificadas como ruins é  23,8%, principalmente devido à irregularidade das chuvas e ao risco de estiagem e geadas durante o ciclo da cultura. Na região centro, que engloba municípios como Sidrolândia, Rio Brilhante e Campo Grande, 57,9% das áreas apresentam bom potencial produtivo, enquanto 23,8% já registram perdas.

Além disso, episódios climáticos recentes chama a atenção dos produtores. Na terceira semana de maio, municípios como Dourados, Deodápolis, Fátima do Sul e Ivinhema foram atingidos por granizo, causando danos pontuais nas lavouras de milho.

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Segundo o coordenador técnico da Aprosoja/MS, Gabriel Balta, o cenário ainda é favorável, mas dependerá do comportamento climático nas próximas semanas. “O cenário do milho segunda safra em Mato Grosso do Sul é positivo, porém, o produtor precisa manter atenção redobrada às condições climáticas nas próximas semanas. Temos áreas do centro e sul do estado que já demonstram impacto da irregularidade das chuvas, além de ocorrências pontuais de granizo e risco de geadas durante a fase reprodutiva da cultura. Isso pode comprometer parte do potencial produtivo dessas regiões.”

O coordenador destaca ainda que o plantio realizado dentro da janela ideal ajuda a sustentar as expectativas produtivas da safra.

“Boa parte da área foi semeada dentro da janela mais favorável, o que contribui para manter o potencial produtivo. Ainda assim, o comportamento climático entre maio e junho será decisivo para consolidar os números projetados para esta safra.”

O levantamento da Aprosoja/MS também mostra mudança importante no perfil produtivo do estado. Nesta safra, o milho ocupará aproximadamente 46% da área anteriormente destinada à soja, percentual abaixo dos 75% registrados em anos anteriores. A redução está diretamente relacionada ao Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), que influencia as decisões de plantio dos produtores.

No cenário climático, os modelos meteorológicos indicam 92% de probabilidade de ocorrência do fenômeno El Niño no trimestre entre junho e agosto de 2026, com tendência de intensificação ao longo do segundo semestre. Entre os impactos esperados estão temperaturas acima da média histórica e maior frequência de ondas de calor.

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No mercado, o milho disponível em Mato Grosso do Sul foi cotado, em média, a R$ 51,14 por saca em 18 de maio. Já a comercialização da segunda safra 2026 alcançou 22% da produção estimada até o momento.

A estimativa atual do Projeto SIGA-MS indica o cultivo do milho em 2,206 milhões de hectares, com produtividade média esperada de 84,2 sacas por hectare e produção projetada em 11,139 milhões de toneladas.

O boletim completo pode ser acessado clicando aqui.
Fonte: Aprosoja/MS

FONTE

Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)

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Site: Aprosoja MS

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