Sustentabilidade
Aprosoja MT recebe Ministérios da Agricultura e da Fazenda para visitas técnicas de implantação do Programa Soja Legal – MAIS SOJA

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) realizou, nos dias 05 e 06 de novembro, duas visitas técnicas de implantação do Programa Soja Legal. As atividades ocorreram em propriedades rurais dos municípios de Nova Xavantina e Querência, na região Leste de Mato Grosso, e contaram com a participação de representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e do Ministério da Fazenda, que acompanharam de perto a execução do programa e o comprometimento dos produtores com a sustentabilidade e a conformidade das propriedades rurais.
O coordenador-geral de Cooperativismo, Associativismo Rural e Agregação de Valor do MAPA, Nelson de Andrade Junior, destacou a importância da visita e o reconhecimento das boas práticas promovidas pela entidade.
“Nós somos da Coordenação Geral de Cooperativismo, Associativismo Rural e Agregação de Valor e cuidamos das boas práticas agrícolas, onde fazemos o reconhecimento dos programas, de associações, entidades ou empresas representativas do setor para práticas sustentáveis. E essa visita, ver a Aprosoja MT podendo validar um produtor e todos os seus requisitos para ter essa conformidade e essa sustentabilidade, traz uma importância significativa para o crescimento dos reconhecimentos de programas sustentáveis. Ver esse trabalho, a seriedade que ele tem, a conformidade de todos os itens inseridos dentro do programa e a riqueza de detalhes, é muito importante”, afirmou.
Segundo o representante do MAPA, a iniciativa reflete o esforço e o comprometimento dos produtores rurais.
“E por outro lado também vem a preocupação dos produtores em se adequar a esses programas. Há um investimento de tempo, dinheiro, de todos os produtores para que se adequem a isso. Nós ficamos muito surpresos, mas felizes, sabendo que existe esse movimento, que sempre existiu, mas hoje de uma forma estruturada para a produção, seja ela de qualquer cultura, de uma forma responsável e sustentável. É uma grande satisfação estar aqui hoje e conhecer esse modelo”, completou.
O conselheiro consultivo da Aprosoja MT e produtor no núcleo de Nova Xavantina, Endrigo Dalcin, que recebeu uma das implantações do programa em sua propriedade, reforçou o quanto o Soja Legal contribui para a credibilidade do setor.
“O programa Soja Legal é muito importante para os produtores, porque gera credibilidade e confiança ao nosso comprador e ao mercado sobre as informações que nós estamos prestando sobre as questões ambientais, trabalhistas e de sustentabilidade. Isso tudo, no futuro, pode gerar créditos e bônus. A Aprosoja MT acertou muito, os produtores que participam são aqueles que já têm melhorado suas propriedades ao longo do tempo e a gente vem coroando com uma fase maior desse programa agora”, destacou.
O subsecretário de Política Agrícola e Negócios Agroambientais da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Francisco Erismá Albuquerque, também avaliou positivamente a visita e destacou a relevância do programa para o avanço das práticas sustentáveis no país.
“Eu gostaria de agradecer à Aprosoja MT por nos proporcionar essa grande oportunidade de conhecer in loco as medidas que estão sendo adotadas no âmbito do Programa Soja Legal. Às vezes, do escritório a gente não tem noção do que realmente o produtor tem que cumprir, os requisitos, as exigências para que ele tenha uma produção ambientalmente e socialmente sustentável.”
Ele ainda reforçou que a visita ocorreu em um momento oportuno, em meio às discussões sobre a nova Portaria Interministerial que trata do reconhecimento de programas sustentáveis.
“Conhecer as propriedades é uma coisa fantástica. Ainda mais nesse momento, que nós, do Governo, MAPA e Ministério da Fazenda, estamos trabalhando para a edição da Portaria Interministerial, que habilita as empresas de consultoria a darem pareceres para o desconto de 0,5% na taxa de juros nas operações de crédito rural. É muito bom saber que nós temos entidades preocupadas e trabalhando muito para que a sustentabilidade no campo seja prioridade nas propriedades de todo o Brasil”, disse.
Em Querência, onde outra etapa de implantação foi acompanhada, o produtor Osmar Frizzo destacou o valor do Soja Legal para orientar as melhorias dentro das propriedades.
“A relevância do programa é justamente porque o produtor tem acesso às informações e pode aplicar na propriedade. Muitas vezes fazemos as melhorias, mas com o Soja Legal podemos fazer de maneira mais adequada. A Aprosoja MT, está focando nisso e tem vindo agregar para o produtor, porque essas melhorias são fundamentais para que a propriedade fique realmente em harmonia com a questão ambiental, da legislação e trabalhista. O produtor quer isso e procura isso”, relatou o produtor. “Esse programa é fundamental e importante para que a nossa agricultura de Mato Grosso realmente fique como um modelo de agricultura para o mundo”, completou.
O Programa Soja Legal é uma iniciativa da Aprosoja MT que oferece diagnóstico e orientações técnicas aos produtores para garantir o cumprimento das legislações vigentes e a adoção de boas práticas nas propriedades rurais. A ação reforça o compromisso da entidade com a sustentabilidade, a responsabilidade social e o desenvolvimento contínuo das propriedades rurais mato-grossenses.
Sustentabilidade
Tempo estável favorece semeadura da soja em MS; 0,5% da área precisou ser replantada – MAIS SOJA

De acordo com informações do Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS com recursos do Fundems/Semadesc, o plantio da safra de soja 2026/2027 foi favorecido pela melhora das condições climáticas e pela umidade do solo. A semeadura alcançou 68,6% da área acompanhada, o equivalente a 3,3 milhões de hectares.
Para o analista técnico da Aprosoja/MS,Lucas Santana, o resultado representa uma recuperação do ritmo das operações em relação ao cenário registrado na segunda quinzena de outubro, quando as chuvas e a elevada umidade do solo dificultaram o avanço das máquinas em diversas regiões do estado.
“Naquele período, o plantio havia alcançado 32% da área acompanhada. As operações ficaram paralisadas durante grande parte da semana devido às condições de umidade do solo. Também foram registrados rompimentos de curvas de nível, enxurradas e início de processos erosivos, principalmente em áreas de solos arenosos e mistos”.
Com a melhora das condições para entrada das máquinas nas lavouras, a semeadura ganhou ritmo. A região Sul apresenta o maior percentual de área plantada, com 76,2%, seguida pela região Centro, com 60,3%, e pela Norte, com 52,2%.
Apesar do avanço das operações, os efeitos das chuvas ainda aparecem no levantamento do Projeto SIGA-MS. Foram identificados 22.718 hectares que precisaram ser replantados em Mato Grosso do Sul, o que equivale a aproximadamente 0,5% da área estimada para a cultura.
A região Centro concentra a maior área replantada, com 13.213 hectares, seguida pela região Norte, com 9.435 hectares. Nas demais regiões, as ocorrências são pontuais.
Entre as principais causas estão o encharcamento, o selamento e a erosão laminar do solo, condições que podem comprometer o estabelecimento inicial das plantas e exigir a realização de uma nova semeadura.
“O acompanhamento climático continua sendo importante para o planejamento da safra. A atuação do fenômeno El Niño aumenta a possibilidade de instabilidades em Mato Grosso do Sul”.
Acesse o boletim completo, clicando aqui.
Fonte: Aprosoja/MS
Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)
Site: Aprosoja MS
Sustentabilidade
Milho/BR: Plantio chega a 44,2% com contraste climático entre os estados – MAIS SOJA

Milho/BR: 44,2% semeado. No RS, a semeadura segue lenta, limitada às áreas fora das principais regiões produtoras. Nas regiões consolidadas, encerram-se o manejo de plantas invasoras e as aplicações de nitrogênio. A pressão de cigarrinha é baixa, mas já há sintomas de bacteriose em algumas lavouras. As primeiras áreas semeadas aproximam-se do florescimento, favorecidas pela maior radiação solar.
No PR, a maior parte das lavouras apresenta bom desenvolvimento, embora o excesso de umidade, a baixa luminosidade e os ventos fortes tenha retardado o crescimento inicial, em algumas regiões.
Em SC, a implantação foi concluída no Extremo Oeste e no Oeste e bem adiantada nos Planaltos e na Serra. O desenvolvimento é satisfatório nas áreas drenadas, mas o excesso de umidade e a baixa luminosidade reduziram o crescimento e exigiram replantio em áreas atingidas por chuvas intensas.
Em SP, a semeadura avança de forma gradual e em ritmo limitado. O excesso de umidade e as chuvas frequentes dificultam a entrada de máquinas. Em MG, o plantio avançou com a melhora da umidade. Em GO, a semeadura segue lenta, pois há a priorização da semeadura de soja. Na BA, o plantio foi iniciado na região Oeste e CentroNorte, nas áreas com maiores registros de precipitação.
No MA, a semeadura terá início a partir desse mês. No PA, as chuvas ainda são insuficientes para o início da semeadura.
Fonte: Conab
Autor:Conab
Site: Conab
Sustentabilidade
Soja/BR: Semeadura atinge 54,3% do país com avanços no Centro-Oeste e progresso no Sul – MAIS SOJA

Soja/BR: 54,3% semeado. Em MT, a implantação avança para os talhões marginais, com as lavouras exibindo bom desenvolvimento vegetativo e quadro fitossanitário normal, embora haja heterogeneidade pontual no estabelecimento das lavouras.
Em MS, as chuvas dificultaram a semeadura e os manejos preventivos. Em GO, o plantio avança impulsionado pela antecipação do calendário e pela regularidade das chuvas. As lavouras estão em emergência e desenvolvimento inicial. Em MG, o plantio progrediu devido às chuvas moderadas e a boa umidade do solo.
Em SP, a semeadura ganhou ritmo com a redução das chuvas. Os solos com boa umidade favorecem a germinação e a emergência. No PR, a maioria das lavouras apresenta bom desenvolvimento e o plantio avança nas janelas de tempo seco.
Em SC, a semeadura evoluiu de forma lenta e desigual, limitada pela saturação do solo e pelo atraso na colheita do trigo. Está mais adiantada no Oeste e no Extremo Oeste e ainda inicial nos Planaltos e na Serra. No RS, a umidade do solo favoreceu o bom andamento da semeadura, sobretudo nas áreas bem drenadas, com boa emergência das primeiras lavouras.
No PA, as chuvas, embora irregulares, incentivaram o plantio. Na BA, a semeadura foi finalizada no manejo irrigado e iniciada no sequeiro, nas áreas com chuvas mais significativas. No TO, a semeadura avançou com a ocorrência das chuvas, mas segue em atraso no Sul e no Norte do estado.
No MA, prossegue a semeadura na região Sul, nos Gerais de Balsas. No PI, a semeadura segue em ritmo descompassado pela irregularidade das chuvas no Sudoeste do estado.
Previsão Agrometeorológica (03/11/2026 a 09/11/2026)
N-NE: Os maiores acumulados de chuva devem se concentrar no Oeste AM. Acumulados entre 20 e 40 mm são previstos em áreas do AC, de RR, de RO, do Sul PA e do TO. Na maior parte das localidades no Oeste do AP e no Norte e Nordeste do PA, não são esperados acumulados significativos. No Nordeste, não há previsão de chuvas para a maior parte do Norte da Região. São previstos acumulados abaixo de 10 mm no Centro-Sul do MA e do PI. No Oeste e Sul da BA, são previstos acumulados mais expressivos somente a partir do começo da próxima semana. No geral, as condições ainda serão desfavoráveis para um maior avanço na semeadura dos cultivos de primeira safra no PA e na maior parte do Matopiba.
CO: A condição varia entre tempo estável a pancadas de chuva isoladas. Acumulados entre 10 e 30 mm deverão ocorrer especialmente no Centro-Sul e Oeste de MT, além de MS, GO e DF. A partir do fim de semana, há previsão de temporais principalmente em MS e Sul de MT, com acumulados que também devem aumentar em GO e DF. Apesar das chuvas intensas, as condições serão, no geral, favoráveis ao manejo e ao desenvolvimento das lavouras.
SE: Na primeira metade da semana, há previsão de instabilidades na porção mais central da região, desde o Oeste de MG até a divisa do RJ com o ES. Volumes de chuva mais expressivos deverão ocorrer em SP, especialmente, no Centro-Leste, na maior MG, no Norte do RJ e no Sul do ES, com maiores acumulados a partir da quinta-feira. No Norte de MG, os maiores acumulados devem ocorrer somente a partir do domingo. No Oeste de SP e no Oeste de MG, são previstos volumes baixos a moderados. No geral, as condições serão favoráveis ao manejo e ao desenvolvimento das lavouras.
S: A semana será de tempo instável, com pancadas de chuvas e possibilidade de queda de granizo nos três estados. No RS, são previstos acumulados expressivos, especialmente, no Centro e Oeste, com impactos principalmente aos cultivos de inverno. Em SC e no PR, os acumulados também serão significativos, com danos pontuais às lavouras. No Norte do PR e no Sul do RS, os volumes serão menores. Apesar dos temporais e das chuvas intensas, a
umidade no solo e os intervalos de tempo firme deverão favorecer o manejo e o desenvolvimento da maioria das lavouras.
Fonte: Conab

Autor:Conab
Site: Conab
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