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4 de maio de 2026

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StoneX projeta safra e exportações recordes de soja no Brasil

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Os últimos meses de 2025 reservam um cenário de safra e exportações recordes para a soja brasileira, segundo a StoneX, empresa global de serviços financeiros. De acordo com Ana Luiza Lodi, especialista de Inteligência de Mercado da empresa, o último trimestre do ano será decisivo, marcado por incertezas geopolíticas, clima na América do Sul e decisões políticas que podem moldar os rumos do mercado global de soja.

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Em sua análise no Relatório Trimestral de Perspectivas para Commodities, a especialista destaca que, no Brasil, a projeção é de produção de 178,7 milhões de toneladas no ciclo 2025/26, impulsionada por crescimento da área plantada para 48,3 milhões de hectares e recuperação da produtividade no Rio Grande do Sul, que alterna com o Paraná como segundo maior produtor nacional.

“O plantio está mais adiantado que no ano passado, com retorno das chuvas sendo monitorado de perto. Eventuais atrasos iniciais não representam necessariamente prejuízos para a soja, mas podem afetar culturas de segunda safra, como milho e algodão”, apontou.

As exportações brasileiras seguem aquecidas e devem atingir um recorde de 107 milhões de toneladas em 2025, segundo a especialista. Esse desempenho tem mantido os basis fortalecidos no país, refletindo a forte demanda externa, especialmente da China. Internamente, o mercado de biocombustíveis também contribui para a demanda, com aumento da mistura obrigatória de biodiesel no diesel, reforçando o consumo de óleo de soja.

De olho no clima

O clima é o principal fator de risco para a safra sul-americana. As condições para ocorrência do fenômeno La Niña estão presentes, com possibilidade de persistência até o início de 2026. O esfriamento das águas do Pacífico equatorial tende a provocar clima mais seco no sul do continente, afetando especialmente Argentina, Uruguai, Paraguai e regiões do Sul do Brasil. No entanto, as previsões indicam que o La Niña deve ser de curta duração e fraca intensidade, o que pode mitigar os impactos negativos.

Além disso, temperaturas mais amenas podem reduzir os efeitos da menor umidade, e outras regiões brasileiras podem registrar chuvas acima da média.

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A safra do Rio Grande do Sul, que começa mais tarde, será acompanhada de perto após anos consecutivos de perdas por questões meteorológicas. O desempenho das lavouras no Sul do Brasil será crucial para confirmar ou não o recorde de produção nacional. Caso o clima colabore, o Brasil deverá consolidar sua posição como maior produtor e exportador mundial de soja, influenciando diretamente o balanço global de oferta e demanda.

Safra de soja nos países vizinhos

Na América do Sul, o Paraguai projeta recuperação da produtividade, com produção total, incluindo safra principal e safrinha, superando 10 milhões de toneladas. A Argentina, por sua vez, deve reduzir a área de soja no ciclo 2025/26, com o milho ganhando espaço após condições climáticas mais favoráveis no início do ciclo do cereal. O plantio da soja argentina começa na segunda quinzena de outubro, e o resultado dependerá das chuvas nos próximos meses.

Apesar do crescimento contínuo da demanda, não há atualmente nenhum país puxando o consumo global com a mesma força que a China fez nas décadas anteriores. Os biocombustíveis representam um segmento em expansão, mas dependem fortemente de políticas públicas, que podem ser alteradas por fatores como inflação, mudanças de governo e alinhamento político. Por ora, os EUA devem ampliar os mandatos de diesel renovável, e o Brasil deve continuar elevando a mistura obrigatória de biodiesel.

EUA e o cenário geopolítico

Nos Estados Unidos, a colheita da safra 2025/26 avança com produtividade recorde, embora a produção total tenha sido limitada pela redução da área plantada, redirecionada em parte para o milho. O consumo interno segue firme, sustentando o equilíbrio entre oferta e demanda, enquanto o esmagamento da soja se mantém aquecido, graças às boas margens e à demanda por farelo e óleo. As perspectivas para o uso do óleo de soja em biocombustíveis são positivas, mas ainda dependem de definições políticas.

No mercado externo, as exportações americanas enfrentam dificuldades com a ausência da China, que tem priorizado a soja brasileira e ampliado compras na Argentina, Paraguai e Uruguai. A relação comercial entre os dois países continua tensa, e o mercado aguarda com cautela um encontro entre seus líderes previsto para outubro.

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Baixe o relatório completo de Perspectivas para Commodities da StoneX aqui.

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Dr. Rubens tentou esconder provas durante investigação, diz MPF

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O Ministério Público Federal (MPF) denunciou o ex-presidente da Unimed Cuiabá, Rubens Carlos de Oliveira Júnior, apontando-o como líder de um suposto esquema que teria causado prejuízo estimado em R$ 400 milhões à cooperativa. O caso é investigado na Operação Bilanz, da Polícia Federal.

Segundo a acusação, o ex-dirigente teria tentado esconder provas durante a investigação, incluindo ações envolvendo o próprio celular. O MPF também afirma que ele mencionou a um ex-CEO a realização de operações com envio de recursos ao exterior.

A denúncia foi aceita pelo juiz Jeferson Schneider, da 5ª Vara Federal Criminal de Mato Grosso, tornando o investigado réu por crimes como estelionato, lavagem de dinheiro e uso de documento falso. Outros ex-integrantes da gestão também respondem ao processo.

As apurações indicam ainda possível manipulação de dados contábeis enviados à ANS, o que teria alterado o resultado financeiro da cooperativa. O caso segue em análise na Justiça Federal, sem decisão definitiva até o momento.

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Motociclista morre após colidir contra árvore no bairro Jardim Florianópolis

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Acidente ocorreu na manhã deste domingo (03); equipe de resgate confirmou o óbito no local e Politec foi acionada para perícia

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) atendeu, entre o sábado (2.5) e a manhã deste domingo (3.5), dois acidentes de trânsito envolvendo motociclistas nos municípios de Cuiabá e Cáceres.

No sábado (2.5), a equipe da 2ª Companhia Independente Bombeiro Militar (2ª CIBM) foi acionada para socorrer um homem de 22 anos, vítima de queda de motocicleta na BR-174, na região da Comunidade do Caramujo, em Cáceres.

Ao chegar ao local, os militares encontraram a vítima caída ao solo, às margens da rodovia. Ela estava consciente, orientada e comunicativa, apresentando ferimentos no cotovelo e no joelho, escoriações nas mãos e relatando dor na região lombar.

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Diante da situação, os bombeiros realizaram o atendimento pré-hospitalar e encaminharam a vítima ao Hospital Regional para avaliação médica especializada. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) também prestou apoio a essa ocorrência.

Já na manhã deste domingo (3.5), em Cuiabá, uma equipe de resgate foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), por volta das 6h40, para socorrer um motociclista no bairro Jardim Florianópolis.

No local, os bombeiros constataram que a vítima havia colidido contra uma árvore e não resistiu aos ferimentos, tendo o óbito confirmado. A Polícia Civil e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foram acionadas para os procedimentos legais cabíveis.

Orientação

O Corpo de Bombeiros Militar reforça a importância de que os motociclistas utilizem capacete, luvas, botas e roupas de proteção adequadas para garantir a segurança. Além disso, é obrigatório respeitar os limites de velocidade, seguir as normas de trânsito e manter atenção constante nas rodovias para evitar acidentes.

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Com Assessoria

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Mato Grosso lidera produção agropecuária do país com projeção de R$ 206 bi em 2026

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Mato Grosso segue como o Estado que mais produz no agronegócio brasileiro. A estimativa para 2026 aponta um Valor Bruto da Produção (VPB) agropecuário de R$ 206 bilhões, cerca de 15% de tudo do que o Brasil gera no campo. Os dados são do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e foram compilados pelo DataHub (Centro de Dados Econômicos de Mato Grosso) da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec).

O VBP representa o valor total da produção agropecuária, calculado com base no volume produzido e nos preços de mercado, ou seja, é o valor bruto total da produção rural antes de qualquer processamento industrial.

Minas Gerais aparece em segundo lugar, com R$ 167 bilhões (12,09%), seguida por São Paulo com R$ 157 bilhões (11,36%), Paraná com R$ 150 bilhões (10,86%) e Goiás com R$ 117 bilhões (8,45%).

A base dessa liderança está na diversidade e no volume da produção estadual. A soja responde por 43% do que Mato Grosso produz no campo, seguida pelo milho com 21,67% e pela bovinocultura com 17,96%. O estado ocupa o primeiro lugar nacional na produção de soja, milho, algodão e bovinos.

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Para a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman, o resultado reforça o papel do agronegócio como vetor de geração de renda para a população do Estado. O setor agropecuário de Mato Grosso gerou, no mercado de trabalho, um saldo positivo de 9.066 novos empregos formais nos dois primeiros meses de 2026.

“Tão importante quanto ver o volume de recursos que o agronegócio movimenta é perceber como isso se transforma em oportunidades concretas, chegando à ponta com a geração de emprego e renda para a população de Mato Grosso”, afirma.

No cenário nacional, a estimativa do VBP agropecuário brasileiro para 2026 é de R$ 1,38 trilhão.

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