Connect with us
9 de maio de 2026

Business

Processamento de cana cresce na segunda quinzena de setembro, diz Unica

Published

on

A moagem de cana-de-açúcar pelas usinas do Centro-Sul do Brasil cresceu na segunda quinzena de setembro, mas o foco da produção continua migrando do açúcar para o etanol. Segundo levantamento da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), as unidades processaram 40,8 milhões de toneladas na segunda metade do mês, um avanço de pouco mais de 5% em relação ao mesmo período do ano passado.

Produção de açúcar e mudança no mix

A fabricação de açúcar somou 3,1 milhões de toneladas, alta de quase 11% frente ao resultado de 2024. Mesmo com o crescimento, o mix de produção voltado ao adoçante caiu pelo terceiro período consecutivo, alcançando 51,2% do total processado — ante 53,5% na quinzena anterior.

De acordo com Luciano Rodrigues, diretor de Inteligência Setorial da Unica, a retração é mais intensa nas regiões do Centro-Oeste, onde as usinas têm priorizado o etanol. Em São Paulo, a queda no direcionamento ao açúcar foi de 2,5 pontos percentuais, enquanto no Centro-Oeste chegou a 3,5 pontos. “A produção de etanol tem mostrado maior atratividade nessas regiões”, destacou o executivo.

Etanol ganha espaço, impulsionado pelo milho

Na segunda metade de setembro, as usinas do Centro-Sul produziram 2,21 bilhões de litros de etanol. Desse total, 1,36 bilhão correspondeu ao hidratado, usado diretamente nos veículos, e 851 milhões ao anidro, misturado à gasolina.

A participação do etanol de milho continua em expansão. O biocombustível representou 16,7% do total fabricado, com 369 milhões de litros produzidos no período — aumento de 10,5% em relação à safra anterior.

Advertisement

Qualidade da cana

O teor de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR), que indica o rendimento da matéria-prima, registrou 157,48 quilos por tonelada, queda de 1,78% na comparação anual. Segundo a Unica, o clima irregular em setembro pode ter contribuído para a leve redução na qualidade da cana.

Continue Reading
Advertisement

Business

‘Falta de prioridade trava seguro rural no Brasil’, diz especialista

Published

on


Pedro Loyola, coordenador do Observatório de Crédito e Seguro Rural da FGV Agro

O seguro rural ainda não acompanha o tamanho do agronegócio brasileiro. O tema foi discutido no videocast Radar Rural, do Canal Rural, que recebeu o coordenador do Observatório de Crédito e Seguro Rural da FGV Agro, Pedro Loyola.

Segundo ele, apesar de mais de duas décadas de operação, o instrumento segue com baixa cobertura e não se consolidou como principal ferramenta de gestão de risco no país.

Cobertura ainda limitada

Atualmente, apenas cerca de 3% a 4% da área agrícola está segurada. “É muito pouco para o tamanho do país e pela importância econômica que a agricultura tem”, afirmou Loyola durante o programa.

O especialista destacou que o crédito rural ainda lidera como principal política agrícola. “O crédito rural continua sendo o carro-chefe da política brasileira. O seguro ainda é um jovem, não amadureceu”, disse.

Advertisement

Em anos recentes, o alcance do seguro chegou a níveis mais altos, mas houve recuo. A avaliação é de que o país ainda não internalizou a importância do instrumento, mesmo com o aumento dos eventos climáticos extremos.

Falta de prioridade trava avanço

Para Loyola, a evolução do seguro rural depende diretamente de decisões de política pública. “Isso depende muito da gestão que está à frente do governo. É um tema de Estado, mas precisa de vontade política”, afirmou.

Ele avalia que a falta de previsibilidade orçamentária e a volatilidade na execução dos recursos dificultam o avanço do modelo no Brasil.

Além disso, o especialista aponta que, sem o seguro, o custo para o sistema acaba sendo maior. “A gente gasta bilhões em renegociação de dívida, sendo que o mecanismo de seguro funciona muito bem”, disse.

Seguro reduz impacto das perdas

O seguro rural atua como mitigador de risco, principalmente em momentos de quebra de safra. Nos últimos anos, as indenizações pagas ajudaram a reduzir a necessidade de renegociação de dívidas.

“Só para ter uma ideia, já foram mais de R$ 30 bilhões em indenizações pagas aos agricultores”, afirmou Loyola.

Advertisement

Segundo ele, o objetivo do seguro não é eliminar perdas, mas garantir condições para que o produtor continue na atividade. “Ele não resolve todos os problemas, mas ajuda o produtor a passar pela fase ruim”, explicou.

Comparação internacional

Loyola também citou exemplos de outros países, onde o seguro rural tem papel central na política agrícola. Na avaliação dele, o Brasil ainda está atrás nesse processo.

“Países que tiveram êxito focaram na política de seguro. Aqui, a gente ainda está muito alavancado no financiamento”, disse.

Ele destacou que, em mercados mais desenvolvidos, há maior previsibilidade de recursos e participação mais ativa do Estado, o que contribui para ampliar a cobertura.

Caminhos para avançar

Entre as propostas, o especialista defende maior integração entre crédito e seguro, além de incentivos para estimular a contratação.

Advertisement

“Sabendo que os problemas climáticos estão mais frequentes, o financiamento deveria vir acompanhado de seguro, ainda que com incentivo”, afirmou.

Outra frente é a criação de mecanismos para dar estabilidade ao sistema em momentos de perdas mais severas, o que pode atrair mais seguradoras e ampliar a oferta.

Para Loyola, sem mudanças estruturais, o país tende a manter o modelo atual. “Sem seguro, a gente continua no ciclo da renegociação de dívida”, concluiu.

O post ‘Falta de prioridade trava seguro rural no Brasil’, diz especialista apareceu primeiro em Canal Rural.

Advertisement
Continue Reading

Business

Evento no RS busca impulsionar produtos com Indicação Geográfica em todo o país

Published

on


Foto: Anselmo Cunha/Rossi e Zorzanello

Com a proposta de valorizar produtos com Indicação Geográfica (IG), o Connection Terroirs do Brasil 2026 acontecerá entre 10 a 13 de junho, em Gramado, no Rio Grande do Sul.

Considerado a maior vitrine nacional dedicada aos produtos de origem, o evento busca valorizar territórios, impulsionar o turismo e conectar o Brasil por meio de sua diversidade cultural e produtiva.

Realizado pela Rossi & Zorzanello em parceria com o Sebrae/RS, o evento, cujo tema desta edição é “feito com alma, a muitas mãos”, propõe uma imersão nos terroirs brasileiros, reunindo produtores, especialistas nacionais e internacionais, chefs e o público.

Os CEOs da Rossi & Zorzanello, Marta e Eduardo, abordaram em discursos durante o lançamento oficial do Connection o objetivo de deixar um legado, de ponta a ponta no país, no incentivo de boas práticas e de consumo de produtos de qualidade de origem brasileira.

Advertisement

“Nossa expectativa de público é de ultrapassarmos 120 mil pessoas. Estamos falando da cidade lotada. No mês e na semana dos namorados. Para celebrar o amor, a alma”, falou Zorzanello.

Ele também abordou as conexões internacionais que o Connection proporcionará aos participantes. Estarão presentes, por meio de painéis ao longo da programação do evento, personalidades do setor de produção da tequila do México e do artesanato peruano.

“Além da oportunidade de experiências internacionais, serão aproximadamente 50 compradores do Rio Grande do Sul e do Brasil em contato com os produtores de Indicação Geográfica. É o B2B mostrando que os negócios fazem parte do nosso evento”, ressaltou o CEO da Rossi & Zorzanello.

Representando o Sebrae/RS, o diretor técnico, Ariel Berti, também ressaltou o papel estratégico da iniciativa para o fortalecimento dos pequenos negócios e das cadeias produtivas ligadas à origem. Além disso, reforçou o papel do evento na área da cultura e na preservação de tradições de origem e de identidade, não sendo só de um território.

“Nós temos, atualmente, 158 produtos com Indicação Geográfica, dos mais diferentes tipos no Brasil. Banana, cachaça, café, vinhos e espumantes da Serra gaúcha. Podemos achar que é bastante, mas eu digo para vocês, é muito pouco. No Rio Grande do Sul, são 16 e, nos próximos anos, queremos no mínimo duplicar, porque nós sabemos o potencial que o estado tem”, projetou Berti.

O Connection Terroirs do Brasil 2026 reunirá expositores de diversas regiões do país e contará com uma programação voltada à valorização de saberes, à promoção de produtos de origem e ao fortalecimento do turismo como vetor de desenvolvimento econômico e cultural.

Advertisement

Serviço

O que: Connection Terroirs do Brasil 2026
Quando: 10 a 13 de junho de 2026
Onde: Gramado, Rio Grande do Sul
Mais informações e inscrições aqui

O post Evento no RS busca impulsionar produtos com Indicação Geográfica em todo o país apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Você pagaria R$ 10 mil em 100g de café? Microlote de alta pontuação é leiloado no Brasil

Published

on


Foto: Freepik

Um microlote de 100 gramas de café arábica da variedade geisha foi comprado por R$ 10 mil, de forma conjunta pela exportadora Coffee Senses e pela corretora Tribo da Cafeína, em leilão de 24 horas realizado nas redes sociais e concluído nesta sexta-feira (8).

O produto foi selecionado manualmente, fermentado por sete dias a frio e processado pelo produtor Luiz Paulo Dias Pereira Filho, na Fazenda Rarus, em Carmo de Minas, sudoeste de Minas Gerais.

O café arrematado tem avaliação sensorial de 92 pontos, considerando a escala de zero a 100 de avaliação sensorial da Specialty Coffee Association (SCA).

A quantidade comprada permite o preparo de aproximadamente 1,4 litro da bebida, gerando até sete xícaras de 200 ml, ou seja, os R$ 10 mil pagos pelo produto equivalem a mais de R$ 1.400 por cada xícara.

“Certamente esse é um preço recorde pago por uma xícara de café no Brasil, quiçá globalmente, e ele alça o patamar dos cafés de luxo brasileiros a níveis similares de valores pagos pelos melhores vinhos do mundo”, celebra o cafeicultor.

Advertisement

A diretora comercial da Coffee Senses, Ana Flávia Fernandes, que adquiriu 50% do produto, considera que o trabalho de Luiz Paulo é exemplar por sempre estar em busca da ‘xícara perfeita’. “A dedicação, o trabalho e a vontade dele deveriam ser fonte de inspiração para todos nós.”

Já o sócio e cofundador da Tribo da Cafeína, Fábio Ruellas, que arrematou a outra metade do lote raro ressalta que o grão produzido pelo cafeicultor traz algo além do comum. “São raros, de altíssima pontuação, com identidade, complexidade e personalidade […].”

Vocação na produção de cafés especiais

Eleito a primeira lenda mundial do café especial do Brasil, com reconhecimento da Associação
Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) e da Alliance for Coffee Excellence (ACE), Luiz Paulo se considera um incansável desbravador e garimpador de cafés, classificados por ele como “verdadeiros diamantes”.

“Mantenho minha ideia de ser um ‘coffee maker’, assim como existem os winemakers para o vinho. Para comprovar o potencial do Brasil na produção de cafés especialíssimos, pretendo cultivar, colher e processar micro e nanolotes de cafés cada vez mais raros, através do Projeto Rarus, para esse público de consumidores que se mostra crescente e também cada vez mais interessado por produtos com essas excelência, elegância e qualidade”, detalha.

O post Você pagaria R$ 10 mil em 100g de café? Microlote de alta pontuação é leiloado no Brasil apareceu primeiro em Canal Rural.

Advertisement
Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT