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9 de maio de 2026

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BNDES abre crédito emergencial para produtores rurais com perdas de safra

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) abriu, nesta quinta-feira (16), o protocolo para receber pedidos de crédito do Programa BNDES para Liquidação de Dívidas Rurais, voltado a produtores que sofreram perdas significativas de safra entre 2020 e 2025.

Com orçamento de R$ 12 bilhões disponibilizado pelo governo federal, o programa busca restabelecer a capacidade econômica e garantir a continuidade da produção agropecuária, especialmente entre os produtores mais vulneráveis.

Apoio a agricultores familiares e médios produtores

De acordo com o BNDES, pelo menos 40% dos recursos serão destinados a agricultores familiares e médios produtores, enquadrados nos programas Pronaf e Pronamp. Esses grupos são considerados mais suscetíveis aos efeitos dos eventos climáticos extremos, como secas e enchentes, que têm se intensificado nos últimos anos.

“As ações de apoio seguem a mesma lógica do que foi feito no Rio Grande do Sul, com empresas afetadas pelos extremos climáticos”, afirmou Maria Fernanda Coelho, diretora de Crédito Digital para MPMEs e Gestão do Fundo do Rio Doce do BNDES.
Segundo ela, o objetivo é oferecer alívio econômico para que o produtor possa manter suas atividades e empregos no campo, fortalecendo a segurança alimentar e o desenvolvimento regional.

Quem pode solicitar

As operações poderão ser realizadas por meio da rede de instituições financeiras parceiras credenciadas ao BNDES.

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Serão elegíveis para o programa produtores rurais, associações, condomínios rurais e cooperativas agrícolas localizados em municípios com situação de emergência ou calamidade pública reconhecida pelo governo federal, entre 2020 e 2024.

Podem ser renegociadas operações de crédito rural de custeio, investimento e Cédulas de Produto Rural (CPRs) contratadas até 30 de junho de 2024.
Para acessar o benefício, o produtor deve comprovar perdas superiores a 30% em duas ou mais safras, dentro do período de referência, além de estar em município que tenha registrado redução de mais de 20% em duas das principais atividades agrícolas locais.

Condições e prazos

O prazo total das operações será de até nove anos, incluindo carência de um ano para início dos pagamentos.

Segundo o BNDES, a estrutura do programa foi desenhada para garantir condições financeiras compatíveis com a capacidade de recuperação dos produtores, evitando o endividamento excessivo e estimulando a retomada da produção.

Com essa iniciativa, o banco reforça seu papel como principal agente de políticas públicas de crédito de longo prazo no Brasil, especialmente em momentos de crise climática e econômica no campo.

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‘Falta de prioridade trava seguro rural no Brasil’, diz especialista

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Pedro Loyola, coordenador do Observatório de Crédito e Seguro Rural da FGV Agro

O seguro rural ainda não acompanha o tamanho do agronegócio brasileiro. O tema foi discutido no videocast Radar Rural, do Canal Rural, que recebeu o coordenador do Observatório de Crédito e Seguro Rural da FGV Agro, Pedro Loyola.

Segundo ele, apesar de mais de duas décadas de operação, o instrumento segue com baixa cobertura e não se consolidou como principal ferramenta de gestão de risco no país.

Cobertura ainda limitada

Atualmente, apenas cerca de 3% a 4% da área agrícola está segurada. “É muito pouco para o tamanho do país e pela importância econômica que a agricultura tem”, afirmou Loyola durante o programa.

O especialista destacou que o crédito rural ainda lidera como principal política agrícola. “O crédito rural continua sendo o carro-chefe da política brasileira. O seguro ainda é um jovem, não amadureceu”, disse.

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Em anos recentes, o alcance do seguro chegou a níveis mais altos, mas houve recuo. A avaliação é de que o país ainda não internalizou a importância do instrumento, mesmo com o aumento dos eventos climáticos extremos.

Falta de prioridade trava avanço

Para Loyola, a evolução do seguro rural depende diretamente de decisões de política pública. “Isso depende muito da gestão que está à frente do governo. É um tema de Estado, mas precisa de vontade política”, afirmou.

Ele avalia que a falta de previsibilidade orçamentária e a volatilidade na execução dos recursos dificultam o avanço do modelo no Brasil.

Além disso, o especialista aponta que, sem o seguro, o custo para o sistema acaba sendo maior. “A gente gasta bilhões em renegociação de dívida, sendo que o mecanismo de seguro funciona muito bem”, disse.

Seguro reduz impacto das perdas

O seguro rural atua como mitigador de risco, principalmente em momentos de quebra de safra. Nos últimos anos, as indenizações pagas ajudaram a reduzir a necessidade de renegociação de dívidas.

“Só para ter uma ideia, já foram mais de R$ 30 bilhões em indenizações pagas aos agricultores”, afirmou Loyola.

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Segundo ele, o objetivo do seguro não é eliminar perdas, mas garantir condições para que o produtor continue na atividade. “Ele não resolve todos os problemas, mas ajuda o produtor a passar pela fase ruim”, explicou.

Comparação internacional

Loyola também citou exemplos de outros países, onde o seguro rural tem papel central na política agrícola. Na avaliação dele, o Brasil ainda está atrás nesse processo.

“Países que tiveram êxito focaram na política de seguro. Aqui, a gente ainda está muito alavancado no financiamento”, disse.

Ele destacou que, em mercados mais desenvolvidos, há maior previsibilidade de recursos e participação mais ativa do Estado, o que contribui para ampliar a cobertura.

Caminhos para avançar

Entre as propostas, o especialista defende maior integração entre crédito e seguro, além de incentivos para estimular a contratação.

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“Sabendo que os problemas climáticos estão mais frequentes, o financiamento deveria vir acompanhado de seguro, ainda que com incentivo”, afirmou.

Outra frente é a criação de mecanismos para dar estabilidade ao sistema em momentos de perdas mais severas, o que pode atrair mais seguradoras e ampliar a oferta.

Para Loyola, sem mudanças estruturais, o país tende a manter o modelo atual. “Sem seguro, a gente continua no ciclo da renegociação de dívida”, concluiu.

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Evento no RS busca impulsionar produtos com Indicação Geográfica em todo o país

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Foto: Anselmo Cunha/Rossi e Zorzanello

Com a proposta de valorizar produtos com Indicação Geográfica (IG), o Connection Terroirs do Brasil 2026 acontecerá entre 10 a 13 de junho, em Gramado, no Rio Grande do Sul.

Considerado a maior vitrine nacional dedicada aos produtos de origem, o evento busca valorizar territórios, impulsionar o turismo e conectar o Brasil por meio de sua diversidade cultural e produtiva.

Realizado pela Rossi & Zorzanello em parceria com o Sebrae/RS, o evento, cujo tema desta edição é “feito com alma, a muitas mãos”, propõe uma imersão nos terroirs brasileiros, reunindo produtores, especialistas nacionais e internacionais, chefs e o público.

Os CEOs da Rossi & Zorzanello, Marta e Eduardo, abordaram em discursos durante o lançamento oficial do Connection o objetivo de deixar um legado, de ponta a ponta no país, no incentivo de boas práticas e de consumo de produtos de qualidade de origem brasileira.

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“Nossa expectativa de público é de ultrapassarmos 120 mil pessoas. Estamos falando da cidade lotada. No mês e na semana dos namorados. Para celebrar o amor, a alma”, falou Zorzanello.

Ele também abordou as conexões internacionais que o Connection proporcionará aos participantes. Estarão presentes, por meio de painéis ao longo da programação do evento, personalidades do setor de produção da tequila do México e do artesanato peruano.

“Além da oportunidade de experiências internacionais, serão aproximadamente 50 compradores do Rio Grande do Sul e do Brasil em contato com os produtores de Indicação Geográfica. É o B2B mostrando que os negócios fazem parte do nosso evento”, ressaltou o CEO da Rossi & Zorzanello.

Representando o Sebrae/RS, o diretor técnico, Ariel Berti, também ressaltou o papel estratégico da iniciativa para o fortalecimento dos pequenos negócios e das cadeias produtivas ligadas à origem. Além disso, reforçou o papel do evento na área da cultura e na preservação de tradições de origem e de identidade, não sendo só de um território.

“Nós temos, atualmente, 158 produtos com Indicação Geográfica, dos mais diferentes tipos no Brasil. Banana, cachaça, café, vinhos e espumantes da Serra gaúcha. Podemos achar que é bastante, mas eu digo para vocês, é muito pouco. No Rio Grande do Sul, são 16 e, nos próximos anos, queremos no mínimo duplicar, porque nós sabemos o potencial que o estado tem”, projetou Berti.

O Connection Terroirs do Brasil 2026 reunirá expositores de diversas regiões do país e contará com uma programação voltada à valorização de saberes, à promoção de produtos de origem e ao fortalecimento do turismo como vetor de desenvolvimento econômico e cultural.

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Serviço

O que: Connection Terroirs do Brasil 2026
Quando: 10 a 13 de junho de 2026
Onde: Gramado, Rio Grande do Sul
Mais informações e inscrições aqui

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Você pagaria R$ 10 mil em 100g de café? Microlote de alta pontuação é leiloado no Brasil

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Foto: Freepik

Um microlote de 100 gramas de café arábica da variedade geisha foi comprado por R$ 10 mil, de forma conjunta pela exportadora Coffee Senses e pela corretora Tribo da Cafeína, em leilão de 24 horas realizado nas redes sociais e concluído nesta sexta-feira (8).

O produto foi selecionado manualmente, fermentado por sete dias a frio e processado pelo produtor Luiz Paulo Dias Pereira Filho, na Fazenda Rarus, em Carmo de Minas, sudoeste de Minas Gerais.

O café arrematado tem avaliação sensorial de 92 pontos, considerando a escala de zero a 100 de avaliação sensorial da Specialty Coffee Association (SCA).

A quantidade comprada permite o preparo de aproximadamente 1,4 litro da bebida, gerando até sete xícaras de 200 ml, ou seja, os R$ 10 mil pagos pelo produto equivalem a mais de R$ 1.400 por cada xícara.

“Certamente esse é um preço recorde pago por uma xícara de café no Brasil, quiçá globalmente, e ele alça o patamar dos cafés de luxo brasileiros a níveis similares de valores pagos pelos melhores vinhos do mundo”, celebra o cafeicultor.

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A diretora comercial da Coffee Senses, Ana Flávia Fernandes, que adquiriu 50% do produto, considera que o trabalho de Luiz Paulo é exemplar por sempre estar em busca da ‘xícara perfeita’. “A dedicação, o trabalho e a vontade dele deveriam ser fonte de inspiração para todos nós.”

Já o sócio e cofundador da Tribo da Cafeína, Fábio Ruellas, que arrematou a outra metade do lote raro ressalta que o grão produzido pelo cafeicultor traz algo além do comum. “São raros, de altíssima pontuação, com identidade, complexidade e personalidade […].”

Vocação na produção de cafés especiais

Eleito a primeira lenda mundial do café especial do Brasil, com reconhecimento da Associação
Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) e da Alliance for Coffee Excellence (ACE), Luiz Paulo se considera um incansável desbravador e garimpador de cafés, classificados por ele como “verdadeiros diamantes”.

“Mantenho minha ideia de ser um ‘coffee maker’, assim como existem os winemakers para o vinho. Para comprovar o potencial do Brasil na produção de cafés especialíssimos, pretendo cultivar, colher e processar micro e nanolotes de cafés cada vez mais raros, através do Projeto Rarus, para esse público de consumidores que se mostra crescente e também cada vez mais interessado por produtos com essas excelência, elegância e qualidade”, detalha.

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