Sustentabilidade
Chicago/CBOT: Soja reverte baixa inicial após a fala de Trump direcionada aos produtores de soja – MAIS SOJA

Por T&F Agroeconômica, comentários referentes à 01/10/2025
FECHAMENTOS DO DIA 01/10
O contrato de soja para novembro fechou em alta de 1,12% ou $ 11,50 cents/bushel, a $1.013,00. A cotação de janeiro encerrou em alta de 1,05% ou $ 10,75 cents/bushel, a $1.031,00. O contrato de farelo de soja para outubro fechou em baixa de 0,38% ou $ -1,00/ton curta, a $ 264,7. O contrato de óleo de soja para outubro fechou em alta de 1,80% ou $ 0,88/libra-peso, a $ 49,75.
ANÁLISE DA ALTA
A soja negociada em Chicago fechou em alta nesta quarta-feira. A soja começou o dia sendo negociada em baixa, com o avanço da colheita em meio a guerra comercial entre EUA e China, que está afetando diretamente a vendas de grãos nos EUA. Parlamentares republicanos, reunidos com o embaixador dos EUA na China, David Perdue, admitiram que os chineses não comprarão produtos agrícolas dos EUA tão cedo. “Reconhecemos que a China intencionalmente não comprou produtos agrícolas. Não esperamos que eles mudem isso. Isso faz parte do longo prazo”, disse o senador Mike Rounds, republicano de Dakota do Sul, após a coletiva de imprensa na terça-feira.
No entanto, após o presidente Trump indicar nas redes sociais hoje que “a soja será um importante tópico de discussão” quando se encontrar com o presidente chinês Xi no final deste mês, o mercado reagiu e a soja fechou com 1% de ganhos.
NOTÍCIAS IMPORTANTES
EUA-PARALIZAÇÃO DO GOVERNO (baixista)
Em meio à turbulência política nos Estados Unidos devido à paralisação do governo americano diante da falta de um acordo legislativo sobre o novo orçamento, algo que não
acontecia desde 2019, durante o mandato anterior de Donald Trump, a soja voltou a ser negociada em baixa no pregão diário de Chicago. Isto poderá atrasar relatório governamentais importantes.
RITMO ACELERADO DA COLHEITA QUE AUMENTA A OFERTA (baixista)
O ritmo acelerado da colheita no Centro-Oeste, favorecido pelo clima seco, que deve durar pelo menos mais cinco dias e à completa ausência de compras chinesas de oleaginosas americanas na atual temporada, resultado da falta de acordos comerciais concretos entre os Estados Unidos e a China em relação às tarifas impostas pela Casa Branca.
FERIADOS NA CHINA (baixista)
Acrescente-se que hoje, com a comemoração do Dia Nacional na China, inicia-se a Golden Week naquele país, período de férias que se encerra na quarta-feira, dia 8. Não há expectativa de atividade de importadores chineses neste segmento.
BRASIL-INÍCIO DO PLANTIO DE SOJA (baixista)
Por outro lado, com o avanço consolidado da colheita de soja nos EUA, o mercado começou a se voltar para o Brasil, onde teve início o plantio da safra 2025/2026 — na segunda- feira, a Conab divulgou avanço de 3,5% da área —, em uma área estimada pelo governo brasileiro em 49,08 milhões de hectares e com meta de colheita recorde de 177,67 milhões de toneladas, ante 47,35 milhões de hectares e 171,47 milhões de toneladas para a safra 2024/2025.
TRUMP PROMETE INCLUIR SOJA NO DIÁLOGO COM CHINA (altista para os EUA, baixista para o Brasil)
O presidente Donald Trump recolocou a soja no centro do debate comercial, prometendo apoiar os agricultores americanos com recursos arrecadados com tarifas e garantindo que o tema será um dos principais focos de sua próxima reunião com o presidente Xi Jinping. Seus comentários estão reacendendo as expectativas — e a volatilidade — no mercado de oleaginosas, em meio à fraca demanda chinesa e à pressão sobre os preços devido à colheita nos EUA.
CHINA AINDA PRECISA COBRIR PARTE DE NOVEMBRO E TODO DEZEMBRO (altista)
A China ainda precisa cobrir parte do embarque novembro e quase todo dezembro. As margens não estão ajudando, além da pouca oferta de soja do Brasil. A China ainda vai precisar do Brasil para cobrir a janela de transição até a safra nova, mas o volume não é grande. Em fevereiro já recomeçam os embarques brasileiros de safra nova.
BRASIL-CHUVAS NO PLANTIO (baixista)
Em termos de clima, a consultoria Climatempo previu chuvas na média ou ligeiramente abaixo da média para outubro na maior parte do Brasil. “Prevê-se chuvas abaixo da média nos estados do Centro-Oeste da Região Sul, oeste de São Paulo, Mato Grosso do Sul, norte de Goiás e Tocantins. Prevê-se chuvas ligeiramente acima da média nos estados do leste da Região Sul. Prevê-se também chuvas ligeiramente acima da média no sul e leste de São Paulo, centro-sul de Minas Gerais, norte do Rio de Janeiro e centro-sul do Espírito Santo; partes do norte do Mato Grosso, sul do Pará, Centro-Oeste e sul do Amazonas; e áreas de Rondônia e Roraima”, previu a agência.
Fonte: T&F Agroeconômica
Sustentabilidade
Retração vendedora e escoamento externo sustentam cotações do arroz – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de arroz segue operando em ritmo lento, porém com cotações sustentadas, refletindo um equilíbrio delicado entre oferta crescente e mecanismos de escoamento relativamente ativos. A constatação é do analista e consultor de Safras & Mercado, Evandro Oliveira.
Do lado da safra 2025/26, o avanço da colheita em março foi decisivo. O tempo firme permitiu melhor drenagem das áreas e redução da umidade do grão, diminuindo custos de secagem e favorecendo a eficiência operacional, conforme apontado pela Emater/RS.
“No campo comercial, um dos principais fatores de sustentação vem das exportações”, explica o analista. O volume embarcado em março, de 161,4 mil toneladas (base casca), “cumpre papel essencial ao retirar excedentes do mercado interno”.
O destaque é o forte fluxo de arroz em casca para México e Venezuela (85,9 mil toneladas), diretamente ligado à sustentação dos preços ao produtor. “Além disso, também foi registrado o escoamento de 51,3 mil toneladas de quebrados para África”, relata Oliveira.
Por outro lado, o varejo já sinaliza um ambiente mais pressionado. A queda de preços em diversas capitais indica expectativa de maior oferta e consumo mais cauteloso, o que limita a capacidade da indústria de pagar mais pela matéria-prima. “Esse fator explica, em parte, o ritmo demasiado lento dos negócios”, acrescenta.
Por fim, os riscos logísticos seguem no radar. “Possíveis problemas com combustíveis, transporte ou paralisações podem impactar diretamente o fluxo da cadeia e alterar rapidamente o comportamento dos preços”, pondera o consultor.
Em relação aos preços, a média da saca de 50 quilos de arroz no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou a quinta-feira cotada a R$ 59,86, alta de 3,19% em relação à semana anterior. Na comparação com o mesmo período do mês passado, o avanço era de 8,97%, enquanto, em relação a 2025, a desvalorização atingia 25,90%.
Fonte: Agência Safras
Autor:Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Safras News
Site: Agência Safras
Sustentabilidade
Mercado de soja segue lento e com preços recuando no Brasil; Chicago e dólar caem – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de soja teve uma semana predominantemente travada, com registro de movimentos pontuais e sem volumes relevantes. Os prêmios apresentaram poucas mudanças, enquanto câmbio e Chicago acumularam perdas na semana, afastando os negociadores.
De modo geral, o movimento foi de preços mistos, sem direção clara. O analista de Safras & Mercado, Rafael Silveira, destaca que o produtor segue fora do mercado, assim como as tradings, o que limita a liquidez. “O quadro da semana, como um todo, foi de poucos movimentos”, resume.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos recuou de R$ 125,00 para R$ 124,00 na semana. Em Cascavel (PR), a cotação baixou de R$ 120,00 para R$ 119,00. Em Rondonópolis (MT), o preço caiu de R$ 110,00 para R$ 107,00. No Porto de Paranaguá, a saca passou de R$ 131,00 para R$ 130,00.
Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em maio acumularam desvalorização de 4,55%, encerrando a semana a US$ 11,69 1/2 por bushel. Após atingir na semana passada o maior patamar em dois anos, o mercado iniciou a semana no limite diário de baixa, sessão responsável pela queda semanal.
O motivo da queda foi a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de adiar seu esperado encontro com o presidente chinês Xi Jinping. A reunião estava prevista para o final de março, mas as últimas informações é de que o encontro ficará para um período daqui 30 a 45 dias.
Por conta do conflito no Oriente Médio, Trump decidiu postergar o encontro. O atraso no encontro significa também adiamento de um possível acordo comercial. O mercado vive a expectativa de um acerto de compra de soja americana por parte dos chineses.
A semana também não foi das melhores em termos de câmbio. No balanço, o dólar comercial recuou 1,47%, sendo cotado na manhã da sexta a R$ 5,2387. O recuo tira competitividade da soja brasileira.
Fonte: Agência Safras
Sustentabilidade
Mercado de trigo mantém preços firmes com liquidez limitada e cautela dos agentes – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de trigo encerrou a semana com negociações pontuais e ritmo moderado, refletindo a postura cautelosa dos agentes diante de um ambiente ainda indefinido. A combinação de oferta imediata restrita, instabilidade nos referenciais externos e demanda enfraquecida por derivados limitou o avanço dos negócios.
“Os agentes atuam de forma mais conservadora, o que resulta em negócios pontuais e andamento lento tanto no Rio Grande do Sul quanto no Paraná”, disse o analista e consultor de Safras & Mercado, Elcio Bento.
No mercado físico, os preços se mantiveram relativamente firmes, sustentados mais pela restrição de oferta do que por um consumo aquecido. No Rio Grande do Sul, negócios ocorreram ao redor de R$ 1.150 por tonelada FOB, enquanto pedidas entre R$ 1.200 e R$ 1.250/t encontraram resistência dos moinhos.
“Essa diferença reflete, principalmente, as dificuldades no escoamento de derivados e as margens comprimidas da indústria, o que mantém o mercado lento e bastante seletivo”, afirmou Bento.
No Paraná, o cenário foi semelhante, com negociações restritas e forte influência de fatores logísticos. Fretes elevados, escassez de caminhões, em meio ao pico de escoamento de soja e milho, e entraves operacionais contribuíram para limitar o fluxo de comercialização. “A logística continua sendo um fator relevante, com fretes elevados e menor disponibilidade de caminhões, o que impacta diretamente o fluxo de comercialização”, destacou o analista.
Além disso, a demanda fragilizada pelo fraco desempenho do mercado de farinha seguiu comprimindo margens e restringindo a atuação dos moinhos, que priorizam a gestão de estoques. Do lado da oferta, a menor urgência de venda por parte dos produtores também reduziu a pressão vendedora, mantendo o mercado tecnicamente firme, porém com baixa liquidez.
Para a próxima semana, a expectativa é de manutenção desse ambiente de negociações pontuais e seletivas. A evolução do câmbio, o comportamento das cotações internacionais e, principalmente, o avanço da colheita de verão, que pode destravar a logística, serão determinantes para uma eventual retomada do ritmo de negócios.
“Sem uma melhora mais clara no consumo ou maior estabilidade nos indicadores externos, a tendência é de manutenção desse ambiente de negociações pontuais, seletivas e de ritmo moderado”, aponta o especialista.
Fonte: Agência Safras
Autor:Ritiele Rodrigues – ritiele.rodrigues@safras.com.br (Safras News)
Site: Agência Safras
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