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Saiba as cotações de soja no último dia de setembro

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O mercado brasileiro de soja teve mais uma sessão marcada por lentidão. De acordo com o analista Rafael Silveira, da consultoria Safras & Mercado, foi um dia fraco novamente, com os estoques americanos pesando nos preços da soja em Chicago e refletindo no mercado interno. Segundo ele, os prêmios não conseguiram compensar as baixas da Bolsa e chegaram a recuar em alguns momentos.

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“O dólar também não subiu forte, o que reforçou a pressão negativa. O comprador tenta segurar, o vendedor não quer ceder, e o resultado é um spread alto, com poucos negócios”, explicou.

Ainda houve relatos de volumes pontuais em São Francisco do Sul (SC) e Paranaguá (PR), mas sem grandes movimentos. Em Goiás, o mercado segue travado, enquanto em Mato Grosso do Sul alguns lotes rodaram. Para o analista, o foco do produtor agora está mais voltado ao plantio e, em alguns casos, às vendas de milho.

Preços no mercado físico no Brasil:

  • Passo Fundo (RS): manteve em 129,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em 130,00
  • Cascavel (PR): manteve em 129,00
  • Rondonópolis (MT): caiu de 125,00 para 124,00
  • Dourados (MS): caiu de 124,00 para 123,00
  • Rio Verde (GO): caiu de 121,00 para 120,50
  • Paranaguá (PR): manteve em 135,00
  • Rio Grande (RS): caiu de 135,00 para 134,50

Soja em Chicago

Em Chicago, os contratos futuros da soja recuaram nesta terça-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). No mês, as perdas ficaram em 5% e no trimestre, em 2,5%, em meio a um quadro fundamental negativo. O relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) sobre os estoques em 1º de setembro intensificou o movimento de baixa.

Números do USDA

O USDA indicou estoque acima do esperado, mas ainda assim volumoso. O desempenho negativo do trigo e do milho, que tiveram números acima do projetado pelo mercado, contribuiu para a pressão. Os estoques trimestrais de soja em grão dos EUA, na posição de 1º de setembro, totalizaram 316 milhões de bushels, abaixo da expectativa de 322 milhões. Do total, 91,5 milhões de bushels estão armazenados com os produtores, com baixa de 18% sobre o ano anterior, e 225 milhões de bushels fora das fazendas, com baixa de 3%.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 8,75 centavos de dólar, ou 0,86%, a US$ 10,01 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,20 1/4 por bushel, com baixa de 0,50 centavos ou 0,92%. Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 2,10 ou 0,76%, a US$ 273,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 49,49 centavos de dólar, com perda de 0,20 centavo ou 0,40%.

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,02%, sendo negociado a R$ 5,3224 para venda e R$ 5,3204 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre R$ 5,3049 e R$ 5,3339. No mês e no trimestre, recuou 1,84% e 2,04%, respectivamente.

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Pesquisa transforma ‘água de batata’ em farinha para produção de alimentos

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farinha de batata

O que a água utilizada no processamento da batata tem a ver com a poluição de rios? A resposta está no amido liberado pelo tubérculo ao entrar em contato com o líquido durante as etapas industriais, segundo informações do Jornal da Unicamp.

Sendo um dos alimentos mais consumidos no mundo, a batata possui uma produção em larga escala que exige volumes massivos de água, gerando um resíduo que pode causar danos ao meio ambiente.

De acordo com Eric Keven Silva, professor e pesquisador da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) da Unicamp, o descarte inadequado desse efluente compromete a qualidade dos corpos d’água e dos lençóis freáticos

“Esse material possui uma alta carga orgânica. Quando descartado sem tratamento, ele contribui para a redução do oxigênio na água, causando o desequilíbrio de ecossistemas aquáticos”, explica o docente.

Alternativa sustentável

Nesse sentido, para enfrentar o problema, pesquisadores da FEA desenvolveram um processo capaz de recuperar o amido presente na chamada “água de batata”, transformando o resíduo em uma farinha rica em fibras.

“O ingrediente pode ser utilizado na produção de pães e bolos ou como espessante natural para molhos, ampliando as possibilidades de uso na indústria”, destaca Gabriela Milanezzi, doutoranda da FEA e responsável pelo estudo.

A proposta central da pesquisa é permitir que as próprias indústrias incorporem o reaproveitamento do resíduo em suas linhas de produção.

A iniciativa não apenas reduz o desperdício de recursos, mas também agrega valor comercial a um material que, anteriormente, a indústria descartaria apenas como efluente.

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Biólogo transforma 1.200 colmeias em modelo de negócio sustentável

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Foto: divulgação/Secretaria de Agricultura e Abastecimento

Em um cenário onde a apicultura paulista floresce com um crescimento de 22% em 2024, alcançando a marca de 6.772 toneladas de mel, histórias como a de Celso Ribeiro Cavalcanti de Souza explicam por que o setor se tornou estratégico para o desenvolvimento rural de São Paulo.

Proprietário da Estação do Mel, no município de Pindamonhangaba, em São Paulo, Souza é exemplo da união entre o conhecimento na prática e a alta tecnologia.

A trajetória de Souza com as abelhas começou cedo, aos 10 anos, quando manejava uma pequena colmeia de abelhas sem ferrão no quintal de casa. Criado em uma região de forte vocação apícola, próxima ao Instituto Biológico (antigo Centro de Apicultura Tropical), ele transformou o interesse de infância em profissão.

Formou-se técnico em agropecuária pelo Colégio Agrícola de Jacareí e, mais tarde, graduou-se em Biologia e Farmácia. Durante 14 anos, ele atuou na Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (APTA), cuidando do plantel de seleção genética de abelhas rainhas.

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Foto: divulgação/Secretaria de Agricultura e Abastecimento

“Eu trabalhei na prática como produtor e, simultaneamente, dentro do maior centro de pesquisa de abelhas africanizadas do mundo”, revela Souza. Enquanto contribuía para a ciência do estado, ele estruturava seus próprios apiários, chegando a manejar 1.200 colmeias com tecnologia de ponta.

Estação do Mel

Hoje, a Estação do Mel é um modelo de verticalização, localizada estrategicamente próxima ao eixo turístico de Santo Antônio do Pinhal e Campos do Jordão, a empresa não apenas produz mel, pólen e própolis, mas também aposta no turismo.

Visitantes podem vivenciar “um dia de apicultor”, participando de cafés da manhã temáticos e dias de campo. Mas Souza, foi além, ele desenvolveu linhas exclusivas de:

  • Bebidas: vinho, cachaça e vinagre de mel;
  • Cosméticos: shampoos, cremes e sabonetes à base de produtos da colmeia;
  • Apiterapia: tratamentos de saúde que utilizam desde a ingestão de própolis até a inalação do ar da colmeia e massagens detox com mel.

Futuro sustentável

Dados do Instituto de Economia Agrícola e da Defesa Agropecuária (IEA) indicam a existência de mais de 235 mil colmeias de abelhas africanizadas (com ferrão) e 1.926 apiários, com produção anual de 5,15 mil toneladas. Já as abelhas nativas (sem ferrão) somam mais de 30 mil colmeias, distribuídas em mais de 3 mil meliponários.

Existem 240 mil colmeias de abelhas africanizadas e mais de 30 mil de abelhas nativas no estado. Como destaca a especialista ambiental da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) Carolina Matos, o setor gera emprego no campo enquanto preserva a biodiversidade por meio da polinização.

“São Paulo vem mostrando que é possível crescer com responsabilidade ambiental. O avanço da apicultura e da meliponicultura no estado gera emprego no campo, fortalece a economia local e, ao mesmo tempo, contribui diretamente para a conservação ambiental, por meio da polinização e da preservação da biodiversidade”, afirma.

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Avanço do amendoim brasileiro leva argentinos ao interior de SP

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Foto: Freepik

As exportações brasileiras de amendoim cresceram mais de 20% no ano passado e bateram recorde de faturamento na safra de 2025, segundo o Instituto de Economia Agrícola (IEA).

O avanço é sustentado principalmente por ganhos de produtividade no campo, impulsionados por tecnologia e mecanização.

Esse cenário tem colocado o Brasil em evidência no mercado internacional e também atraído produtores de outros países. Durante a semana, o estado de São Paulo recebeu a visita de 40 agricultores argentinos interessados em conhecer de perto o modelo produtivo brasileiro.

Tecnologia no campo impulsiona eficiência

Ao longo da programação, os visitantes acompanharam etapas da produção, com destaque para a colheita mecanizada. Segundo o diretor de operações das Indústrias Colombo, Neto Colombo, o uso de máquinas mais modernas tem sido determinante para os resultados.

“Eles puderam ver no campo a operação de colheita com máquinas automotrizes, de alta eficiência, que já são mais utilizadas aqui no Brasil. São equipamentos que produzem mais com menos, o que também contribui para a sustentabilidade”, afirmou.

De acordo com ele, além de elevar a produtividade, a mecanização reduz perdas e melhora o desempenho operacional das lavouras.

Sustentabilidade ligada à produtividade

O Brasil produz atualmente mais de 1 milhão de toneladas de amendoim por ano e segue ampliando a produção sem abrir mão de práticas sustentáveis. Esse avanço, segundo especialistas do setor, está diretamente ligado à eficiência no manejo.

Colombo explica que operações mais eficientes reduzem o número de passadas das máquinas, diminuindo o consumo de combustível e o impacto ambiental.

“Quando você tem alta eficiência, você reduz perdas, aumenta a produção por hectare e dilui o impacto ambiental na produção total”, destacou.

Troca de experiências fortalece o setor

Mesmo entre os sete maiores produtores de amendoim do mundo, o Brasil mantém a estratégia de troca de experiências com países vizinhos, como a Argentina.

Segundo Colombo, apesar das diferenças regionais, os desafios no campo são semelhantes. Por isso, o intercâmbio técnico tende a beneficiar ambos os lados. Ele ressalta que o contato entre os produtores pode gerar parcerias de longo prazo e contribuir para o desenvolvimento da cadeia produtiva.

Espaço para novas tecnologias

Entre as oportunidades identificadas, está o avanço no uso de tecnologias de monitoramento e gestão no campo, especialmente na Argentina.

“O uso de telemetria e monitoramento de produtividade, integrado às decisões de manejo, pode tornar o produtor mais eficiente. Isso permite decisões mais assertivas, inclusive no uso de defensivos”, avaliou Colombo.

A expectativa é de que a troca de experiências acelere a adoção dessas ferramentas e contribua para ganhos de produtividade nas próximas safras.

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