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Fruticultura e olericultura gaúchas crescem 9% mesmo com redução de produtores

Divulgado a cada dois anos pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul (Emater-RS), o levantamento frutícola e olerícola de 2025 mostra avanços na produção gaúcha mesmo com os desafios climáticos e econômicos dos agricultores do estado.
Nas frutas, a produção chega a 2,88 milhões de toneladas, incremento de 8,6% frente ao último relatório, de 2023. O faturamento do setor chega a R$ 13,4 bilhões e a área plantada já soma 140 mil hectares.
Neste rol, o maior destaque é a uva para a indústria, com área cultivada de 42 mil hectares em uma produção que chega a 839 mil toneladas, com valor de comercialização estimado em R$ 1,4 bilhão.
Na laranja, o destaque foi para o crescimento na produção, de 8%, enquanto o pêssego de mesa teve salto ainda mais representativo: quase 20%.
O coordenador técnico estadual da Emater-RS, Gervásio Paulus, considera que os números mostram a agregação de valor da cadeia no estado, além da importância econômica e social com a geração de empregos.
Quanto ao segmento olerícola, o Rio Grande do Sul produz 1,6 milhão de toneladas, avanço de 9,7% mesmo com a redução do número de agricultores envolvidos: de 46 mil propriedades em 2023 para 41 mil em 2025, redução de 10%.
O faturamento atinge R$ 6,6 bilhões, com destaque para a batata, semeada em 18 mil hectares e produção de 608 mil toneladas. Outros produtos em destaque são o brócolis, a alface, o tomate, aipim, a cebola e batata doce.
O levantamento da Emater-RS mostra geração de renda por área em R$ 95,5 mil por hectare na fruticultura e em R$ 86,5 mil por hectare na olericultura.
Paulus comenta que as condições no meio rural têm melhorado, o que, atrelado à geração de renda e a necessidade de apoio de políticas públicas tende a incentivar que novas gerações se interessem pelo setor.
“A penosidade do trabalho tem sido gradativamente reduzida, seja com o avanço da mecanização apropriada, adequada para propriedades menores, com estruturas, por exemplo, como o cultivo em bancada em espécies em que isso é possível, o que facilita a colheita e os tratos culturais”.
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Insegurança geopolítica ameaça custos de produção do milho no Brasil

O custo da próxima safra de milho e sorgo no Brasil está, hoje, condicionado a fatores que fogem do controle do produtor rural. A dependência de insumos importados e a instabilidade nas rotas comerciais internacionais tornaram a geopolítica um item obrigatório no planejamento agrícola. Esse gargalo logístico e diplomático será um dos eixos centrais do 4º Congresso Abramilho, marcado para 13 de maio, em Brasília.
Mesmo ocupando o posto de terceiro maior produtor mundial de milho, o Brasil ainda não resolveu sua vulnerabilidade básica: a importação de mais de 90% dos fertilizantes. O país também depende de mercados estrangeiros, especialmente da China, para o fornecimento de moléculas de defensivos e de parte do diesel que movimenta as máquinas no campo.
A dinâmica de preços no interior do Brasil passou a responder quase instantaneamente a conflitos e tensões em regiões distantes. Quando rotas de suprimentos são afetadas ou o preço do petróleo oscila devido a crises diplomáticas, o reflexo chega rapidamente à nota fiscal do agricultor, encarecendo o frete e os químicos essenciais para a lavoura.
Risco e estratégia
“A escolha desse tema foi feita porque vivemos um momento de geopolítica complexa. A instabilidade internacional afeta do preço do diesel à disponibilidade de defensivos agrícolas e fertilizantes”, pondera o diretor executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho), Glauber Silveira. Segundo ele, o setor busca caminhos para mitigar esses danos e entender o impacto de tratados, como o acordo entre Mercosul e União Europeia.
O debate técnico em Brasília contará com nomes do Ministério das Relações Exteriores e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), entre outros. A intenção é formular propostas que possam ser levadas ao Governo Federal para reduzir a exposição do agronegócio às crises externas.
“Nossa perspectiva é trazer luz ao tema. O que nós, produtores, podemos ou devemos fazer a curto, médio e longo prazos? Existem soluções que podemos buscar junto ao Governo, ou então iniciativas setoriais que podem nos ajudar?”, questiona Silveira. O evento ocorre das 8h às 14h, com mediação do jornalista Mauro Zafalon.
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Com diesel até 30% mais caro, colheita do milho pesa no bolso do produtor em Mato Grosso

O milho de segunda safra em Mato Grosso caminha para a reta final de desenvolvimento em algumas áreas sob um cenário de forte pressão econômica. O aumento expressivo no preço do diesel já impacta diretamente o bolso do agricultor, encarecendo operações fundamentais como a colheita e o transporte da produção, o que eleva consideravelmente os gastos operacionais no campo.
Essa pressão é agravada pela queda acentuada no valor do milho no mercado, o que achata a margem de lucro e limita o poder de investimento para o próximo ciclo. O setor já acende o sinal de alerta para a nova safra, que deve começar com custos de produção ainda mais elevados, especialmente devido à alta dos insumos e à desvalorização das commodities.
De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o preço do combustível no estado saltou de R$ 5,80 para a casa dos R$ 7,50 por litro. O avanço de quase 30% é reflexo direto das tensões internacionais, atingindo o setor produtivo em um momento em que a redução de gastos com máquinas é tecnicamente inviável.
Neste cenário, a necessidade de rodar as colheitadeiras para garantir a qualidade do grão obriga o produtor a absorver a alta na bomba, forçando um recálculo imediato da rentabilidade. A preocupação central é que essa combinação de custos recordes e preços de venda reduzidos comprometa a saúde financeira das propriedades no médio prazo.
Impacto direto nos custos de colheita
Para o presidente do Sindicato Rural de Nova Mutum, Paulo Zen, o impacto será sentido com força agora, já que o estoque de combustível adquirido para o plantio está chegando ao fim. Ele ressalta que o planejamento feito anteriormente precisará de ajustes imediatos para comportar a nova realidade financeira do setor.
“A gente já tinha uma projeção do restante do diesel da soja e que entrou no plantio do milho. A conta vai mudar na colheita. A nossa colheita agora encareceu, não tem o que você economizar. A sua máquina vai gastar do mesmo jeito. Vai ter que colher o seu produto no campo”, explica Zen ao projeto Mais Milho.
A logística de escoamento também deve sofrer reajustes, já que o frete para levar o milho até as indústrias será maior a partir de agora. O representante acredita que o produtor tentará priorizar a entrega do que já foi vendido para garantir o fluxo de caixa, enquanto o excedente pode acabar retido na propriedade.
“O frete também agora vai encarecer, o que se esperava gastar para se trazer o milho nas indústrias, vai ser maior o preço agora. Então eu acredito que o produtor vai tentar entregar o que está vendido, o que não está vendido talvez armazenar em campo, silo bolsa ou alguma coisa parecida”, afirma o presidente do sindicato.
Estoque no fim e queda nos preços
No município de Vera, a família Strapasson exemplifica a cautela adotada nas propriedades. Com uma área de 1.440 hectares de milho, o agricultor Thiago Strapasson relata que o trabalho atual ainda utiliza reservas antigas de combustível compradas para as aplicações, mas a reposição para a fase de colheita trará um choque financeiro.
“Ainda estamos trabalhando com o estoque que tinha lá atrás, mas está na reta final. Agora vem a nova compra que é para entrar para colheita e aí já vem o tombo, o susto vem aí”, detalha o agricultor ao Canal Rural Mato Grosso. Em uma safra deste porte, o consumo médio varia entre 40 mil e 45 mil litros de diesel.
Thiago projeta que o aumento sentido na bomba de combustível terá um reflexo pesado no fechamento das contas. “Vendo na bomba de combustível no posto, automaticamente, nós já podemos alimentar a ideia que vamos pagar de R$ 1,50, R$ 1,70 o litro a mais do que o ano passado”, lamenta o produtor mato-grossense.
O cenário de incerteza é agravado pela queda nos preços das commodities, o que reduz o poder de compra para o próximo ciclo. Dados do Imea indicam que o custo de produção da próxima safra de soja pode subir cerca de 15%, pressionado pelo avanço nos fertilizantes e pela desvalorização das culturas atuais.
“Ano passado nesse período era R$ 68 a saca de milho, esse ano estamos embarcando milho aqui a R$ 43, então isso é um choque grande. Esse milho é produto que nós temos para comprar a próxima safra. Onde você trabalhava com as duas safras no à vista, hoje não trabalha mais”, conclui Strapasson.
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Falha no Simcar suspende cadastros e trava comercialização de gado em Mato Grosso

Uma falha técnica no Sistema Mato-grossense de Cadastro Ambiental Rural (Simcar) provocou a suspensão indevida de milhares de registros de Cadastros Ambientais Rurais (CAR) de produtores rurais em Mato Grosso. O erro, identificado no final de abril pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), atinge propriedades que já estavam validadas na plataforma CAR Digital 2.0. A instabilidade tem gerado impactos imediatos na rotina produtiva e comercial das fazendas.
O bloqueio dos cadastros impede a emissão de documentos essenciais para o transporte e venda de produtos. Relatos de produtores, segundo a Federação, indicam dificuldades na entrega de bovinos para o abate em frigoríficos, já que o sistema passou a apontar os registros como suspensos ou cancelados.
De acordo com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), a inconsistência atingiu principalmente os cadastros com pedidos de discordância apresentados dentro do prazo e ainda não analisados, além de casos protocolados fora do período ou sem manifestação. A pasta informou à Famato que a correção do problema já está em andamento.
Previsão de normalização
A expectativa do governo estadual é que as suspensões indevidas sejam revertidas até o fim da semana de 8 de maio. A Sema esclareceu que a medida restritiva será mantida apenas “nos casos em que o produtor não apresentou o Programa de Regularização Ambiental no prazo de 90 dias e também não registrou pedido de discordância”.
A Famato monitora a correção da falha junto ao órgão ambiental para acelerar a solução. A demanda também deve ser levada ao governador de Mato Grosso em razão dos prejuízos econômicos relatados pelos produtores nos últimos dias.
A entidade reforça que está “atuando institucionalmente para garantir que produtores com cadastros já validados ou processos pendentes de análise não sejam prejudicados por uma falha sistêmica”. Além da pecuária, outros setores do agronegócio que dependem da regularidade do CAR para o acesso a crédito e licenciamentos também estão em alerta.
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