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7 de maio de 2026

Business

Saiba as cotações de soja no último dia de setembro

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O mercado brasileiro de soja teve mais uma sessão marcada por lentidão. De acordo com o analista Rafael Silveira, da consultoria Safras & Mercado, foi um dia fraco novamente, com os estoques americanos pesando nos preços da soja em Chicago e refletindo no mercado interno. Segundo ele, os prêmios não conseguiram compensar as baixas da Bolsa e chegaram a recuar em alguns momentos.

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“O dólar também não subiu forte, o que reforçou a pressão negativa. O comprador tenta segurar, o vendedor não quer ceder, e o resultado é um spread alto, com poucos negócios”, explicou.

Ainda houve relatos de volumes pontuais em São Francisco do Sul (SC) e Paranaguá (PR), mas sem grandes movimentos. Em Goiás, o mercado segue travado, enquanto em Mato Grosso do Sul alguns lotes rodaram. Para o analista, o foco do produtor agora está mais voltado ao plantio e, em alguns casos, às vendas de milho.

Preços no mercado físico no Brasil:

  • Passo Fundo (RS): manteve em 129,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em 130,00
  • Cascavel (PR): manteve em 129,00
  • Rondonópolis (MT): caiu de 125,00 para 124,00
  • Dourados (MS): caiu de 124,00 para 123,00
  • Rio Verde (GO): caiu de 121,00 para 120,50
  • Paranaguá (PR): manteve em 135,00
  • Rio Grande (RS): caiu de 135,00 para 134,50

Soja em Chicago

Em Chicago, os contratos futuros da soja recuaram nesta terça-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). No mês, as perdas ficaram em 5% e no trimestre, em 2,5%, em meio a um quadro fundamental negativo. O relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) sobre os estoques em 1º de setembro intensificou o movimento de baixa.

Números do USDA

O USDA indicou estoque acima do esperado, mas ainda assim volumoso. O desempenho negativo do trigo e do milho, que tiveram números acima do projetado pelo mercado, contribuiu para a pressão. Os estoques trimestrais de soja em grão dos EUA, na posição de 1º de setembro, totalizaram 316 milhões de bushels, abaixo da expectativa de 322 milhões. Do total, 91,5 milhões de bushels estão armazenados com os produtores, com baixa de 18% sobre o ano anterior, e 225 milhões de bushels fora das fazendas, com baixa de 3%.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 8,75 centavos de dólar, ou 0,86%, a US$ 10,01 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,20 1/4 por bushel, com baixa de 0,50 centavos ou 0,92%. Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 2,10 ou 0,76%, a US$ 273,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 49,49 centavos de dólar, com perda de 0,20 centavo ou 0,40%.

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Câmbio

No câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,02%, sendo negociado a R$ 5,3224 para venda e R$ 5,3204 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre R$ 5,3049 e R$ 5,3339. No mês e no trimestre, recuou 1,84% e 2,04%, respectivamente.

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Business

Com diesel até 30% mais caro, colheita do milho pesa no bolso do produtor em Mato Grosso

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

O milho de segunda safra em Mato Grosso caminha para a reta final de desenvolvimento em algumas áreas sob um cenário de forte pressão econômica. O aumento expressivo no preço do diesel já impacta diretamente o bolso do agricultor, encarecendo operações fundamentais como a colheita e o transporte da produção, o que eleva consideravelmente os gastos operacionais no campo.

Essa pressão é agravada pela queda acentuada no valor do milho no mercado, o que achata a margem de lucro e limita o poder de investimento para o próximo ciclo. O setor já acende o sinal de alerta para a nova safra, que deve começar com custos de produção ainda mais elevados, especialmente devido à alta dos insumos e à desvalorização das commodities.

De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o preço do combustível no estado saltou de R$ 5,80 para a casa dos R$ 7,50 por litro. O avanço de quase 30% é reflexo direto das tensões internacionais, atingindo o setor produtivo em um momento em que a redução de gastos com máquinas é tecnicamente inviável.

Neste cenário, a necessidade de rodar as colheitadeiras para garantir a qualidade do grão obriga o produtor a absorver a alta na bomba, forçando um recálculo imediato da rentabilidade. A preocupação central é que essa combinação de custos recordes e preços de venda reduzidos comprometa a saúde financeira das propriedades no médio prazo.

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Impacto direto nos custos de colheita

Para o presidente do Sindicato Rural de Nova Mutum, Paulo Zen, o impacto será sentido com força agora, já que o estoque de combustível adquirido para o plantio está chegando ao fim. Ele ressalta que o planejamento feito anteriormente precisará de ajustes imediatos para comportar a nova realidade financeira do setor.

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

“A gente já tinha uma projeção do restante do diesel da soja e que entrou no plantio do milho. A conta vai mudar na colheita. A nossa colheita agora encareceu, não tem o que você economizar. A sua máquina vai gastar do mesmo jeito. Vai ter que colher o seu produto no campo”, explica Zen ao projeto Mais Milho.

A logística de escoamento também deve sofrer reajustes, já que o frete para levar o milho até as indústrias será maior a partir de agora. O representante acredita que o produtor tentará priorizar a entrega do que já foi vendido para garantir o fluxo de caixa, enquanto o excedente pode acabar retido na propriedade.

“O frete também agora vai encarecer, o que se esperava gastar para se trazer o milho nas indústrias, vai ser maior o preço agora. Então eu acredito que o produtor vai tentar entregar o que está vendido, o que não está vendido talvez armazenar em campo, silo bolsa ou alguma coisa parecida”, afirma o presidente do sindicato.

Estoque no fim e queda nos preços

No município de Vera, a família Strapasson exemplifica a cautela adotada nas propriedades. Com uma área de 1.440 hectares de milho, o agricultor Thiago Strapasson relata que o trabalho atual ainda utiliza reservas antigas de combustível compradas para as aplicações, mas a reposição para a fase de colheita trará um choque financeiro.

“Ainda estamos trabalhando com o estoque que tinha lá atrás, mas está na reta final. Agora vem a nova compra que é para entrar para colheita e aí já vem o tombo, o susto vem aí”, detalha o agricultor ao Canal Rural Mato Grosso. Em uma safra deste porte, o consumo médio varia entre 40 mil e 45 mil litros de diesel.

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Thiago projeta que o aumento sentido na bomba de combustível terá um reflexo pesado no fechamento das contas. “Vendo na bomba de combustível no posto, automaticamente, nós já podemos alimentar a ideia que vamos pagar de R$ 1,50, R$ 1,70 o litro a mais do que o ano passado”, lamenta o produtor mato-grossense.

O cenário de incerteza é agravado pela queda nos preços das commodities, o que reduz o poder de compra para o próximo ciclo. Dados do Imea indicam que o custo de produção da próxima safra de soja pode subir cerca de 15%, pressionado pelo avanço nos fertilizantes e pela desvalorização das culturas atuais.

“Ano passado nesse período era R$ 68 a saca de milho, esse ano estamos embarcando milho aqui a R$ 43, então isso é um choque grande. Esse milho é produto que nós temos para comprar a próxima safra. Onde você trabalhava com as duas safras no à vista, hoje não trabalha mais”, conclui Strapasson.

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Falha no Simcar suspende cadastros e trava comercialização de gado em Mato Grosso

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Foto: Reprodução/Famato

Uma falha técnica no Sistema Mato-grossense de Cadastro Ambiental Rural (Simcar) provocou a suspensão indevida de milhares de registros de Cadastros Ambientais Rurais (CAR) de produtores rurais em Mato Grosso. O erro, identificado no final de abril pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), atinge propriedades que já estavam validadas na plataforma CAR Digital 2.0. A instabilidade tem gerado impactos imediatos na rotina produtiva e comercial das fazendas.

O bloqueio dos cadastros impede a emissão de documentos essenciais para o transporte e venda de produtos. Relatos de produtores, segundo a Federação, indicam dificuldades na entrega de bovinos para o abate em frigoríficos, já que o sistema passou a apontar os registros como suspensos ou cancelados.

De acordo com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), a inconsistência atingiu principalmente os cadastros com pedidos de discordância apresentados dentro do prazo e ainda não analisados, além de casos protocolados fora do período ou sem manifestação. A pasta informou à Famato que a correção do problema já está em andamento.

Previsão de normalização

A expectativa do governo estadual é que as suspensões indevidas sejam revertidas até o fim da semana de 8 de maio. A Sema esclareceu que a medida restritiva será mantida apenas “nos casos em que o produtor não apresentou o Programa de Regularização Ambiental no prazo de 90 dias e também não registrou pedido de discordância”.

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A Famato monitora a correção da falha junto ao órgão ambiental para acelerar a solução. A demanda também deve ser levada ao governador de Mato Grosso em razão dos prejuízos econômicos relatados pelos produtores nos últimos dias.

A entidade reforça que está “atuando institucionalmente para garantir que produtores com cadastros já validados ou processos pendentes de análise não sejam prejudicados por uma falha sistêmica”. Além da pecuária, outros setores do agronegócio que dependem da regularidade do CAR para o acesso a crédito e licenciamentos também estão em alerta.


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Acricorte 2026 reúne referências nacionais para debater o futuro da arroba

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Foto: Assessoria Acrimat

A pecuária mato-grossense busca novas estratégias de rentabilidade e sustentabilidade em um cenário de transformações econômicas. Entre os dias 14 e 15 de maio, o Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá, sedia o Acricorte 2026. Organizado pela Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), o encontro deve reunir produtores e técnicos em torno de uma vitrine tecnológica que conta com 78 estandes.

O cronograma técnico começa na manhã do dia 14 com análises conjunturais. O comentarista Caio Coppolla abre o ciclo de palestras discutindo as perspectivas políticas e econômicas para o Brasil em 2026. Logo após, os analistas da Scot Consultoria, Alcides Torres e Pedro Gonçalves, apresentam os dados mais recentes sobre o mercado do boi gordo, com foco em exportações e nas flutuações da arroba.

Na parte técnica e de consumo, o evento traz abordagens sobre digitalização e marketing. Camilo Carromeu detalha o uso de tecnologias digitais no campo, enquanto a chef Juliana Lima encerra o primeiro dia discutindo como o marketing de influência pode estimular o consumo de proteína vermelha. O objetivo é estreitar a comunicação entre quem produz dentro da porteira e o consumidor final.

Eficiência na cria

A segunda etapa do evento, no dia 15, é dedicada à gestão operacional e à sustentabilidade. Antônio Chaker inicia as atividades focando na pecuária de cria, diferenciando o ato de produzir da gestão estratégica de um negócio rural. Na sequência, Gustavo Siqueira aborda o manejo “da concepção ao desmame”, apresentando ferramentas para aumentar a rentabilidade nesta fase do ciclo produtivo.

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A tarde será marcada por debates sobre o posicionamento ambiental do setor. Fábio Padovani apresenta as oportunidades da agropecuária regenerativa, seguido pelo filósofo Clóvis de Barros Filho. O encerramento fica a cargo do ex-ministro Ricardo Salles, que defende a tese da pecuária brasileira como a mais sustentável do mundo, analisando os desafios da imagem do setor no mercado global.

A organização destaca que a programação foi estruturada para atender diferentes perfis, desde a produção até a conexão com o mercado. “O Acricorte 2026 reafirma sua importância como ponto de encontro do setor e vitrine da evolução da pecuária mato-grossense”.


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