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7 de novembro de 2026

Agro Mato Grosso

Alta Floresta amplia rede de pontes de dossel para animais silvestres

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Alta Floresta (MT) instalará oito novas pontes artificiais de dossel durante a segunda etapa do programa Alta Floresta Não Atropela (AFNA), realizada entre os dias 3 e 20 de agosto de 2026. Com a ampliação, o município passará a contar com 15 estruturas destinadas a reconectar fragmentos florestais, permitir o deslocamento seguro de animais arborícolas e reduzir os atropelamentos de fauna nas vias urbanas.

A iniciativa é coordenada pela bióloga Fernanda Abra, do Projeto Reconecta, vencedora do Whitley Award 2024 e reconhecida pela National Geographic Society como National Geographic Explorer. As novas estruturas seguirão o modelo técnico desenvolvido pelo Projeto Reconecta e incorporado às diretrizes nacionais do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

 

Quase 15 mil travessias registradas
As primeiras sete pontes de dossel foram instaladas em Alta Floresta em outubro de 2024. Em 15 meses de monitoramento por câmeras, o programa registrou quase 15 mil travessias de animais silvestres. Seis espécies de primatas já utilizaram as estruturas, entre elas espécies raras e ameaçadas de extinção.

Desde a instalação das pontes, também não foram registrados novos atropelamentos de primatas nas áreas diretamente contempladas pelas estruturas. Os resultados demonstram o potencial dessas passagens para restabelecer a conectividade do dossel e reduzir os riscos enfrentados pela fauna em ambientes urbanos.

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“Os resultados mostram que as pontes não são apenas estruturas experimentais: elas são utilizadas diariamente pelos animais e oferecem uma alternativa segura para o deslocamento entre os fragmentos florestais. Alta Floresta está demonstrando que é possível conciliar desenvolvimento urbano, segurança viária e conservação da biodiversidade”, afirma Fernanda Abra.

“O reconhecimento da National Geographic Society foi um marco para todos nós. Ele permitiu levar Alta Floresta e sua extraordinária biodiversidade a uma audiência global. Quando ciência, poder público, empresas e comunidade trabalham juntos, é possível transformar desafios locais em soluções capazes de inspirar outras cidades”, destaca Fernanda Abra.

 

Oito novas pontes em pontos estratégicos
As novas pontes serão instaladas em quatro vias que concentram registros de incidentes envolvendo animais silvestres:
• quatro na Avenida Teles Pires;
• duas na Rua Raimundo Carlos de Figueiredo;
• uma na Avenida Jaime Veríssimo de Campos;
• uma na Avenida Mato Grosso.

As estruturas utilizarão o sistema conhecido como “3 em 1”, formado por elementos que atendem às diferentes formas de locomoção dos animais: uma ponte com cordas entrecruzadas, uma ponte composta por cabo de aço e cordas trançadas e um cabo superior que auxilia o deslocamento de espécies com cauda preênsil.

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Outra novidade desta etapa é a participação da Energisa na adequação da rede elétrica próxima às travessias. A empresa realizará o rebaixamento das redes e o isolamento dos cabos em dez pontos, incluindo duas pontes já existentes, para diminuir o risco de choques elétricos em animais silvestres.

 

Uma cidade amazônica com seis espécies de primatas
A área urbana e periurbana de Alta Floresta abriga seis espécies de primatas: o macaco-aranha-de-cara-branca (Ateles chamek), o zogue-zogue-de-Alta-Floresta (Plecturocebus grovesi), o sauim-de-Schneider (Mico schneideri), o bugio-ruivo-do-rio-Purus (Alouatta puruensis), o macaco-prego (Sapajus apella) e o macaco-da-noite (Aotus sp.).

Quatro delas estão ameaçadas de extinção em nível global. O zogue-zogue-de-Alta-Floresta é classificado como Criticamente em Perigo e foi descrito pela ciência apenas em 2019. Essa espécie é o animal símbolo de Alta Floresta.
O macaco-aranha-de-cara-preta e o sauim-de-Schneider são classificados como Em Perigo, enquanto o bugio-ruivo-do-rio-Purus é consideradoVulnerável.

Essa diversidade confere a Alta Floresta uma importância singular para a conservação dos primatas amazônicos. Ao mesmo tempo, a expansão urbana e a abertura de vias fragmentam os remanescentes florestais, interrompem as rotas naturais de deslocamento e expõem os animais a atropelamentos, eletrocussões e outros riscos.

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“Ver o zogue-zogue-de-Alta-Floresta, uma espécie que existe apenas na nossa região e que se tornou um símbolo da cidade, utilizando as pontes de dossel é algo emocionante. Cada travessia registrada representa uma oportunidade de sobrevivência para essa espécie criticamente ameaçada e reforça a importância de investirmos em soluções que mantenham a floresta conectada.” – Vitória Da Riva, Fundação Ecológica Cristalino

 

Modelo tornou-se referência nacional
O modelo de ponte de dossel desenvolvido pelo Projeto Reconecta e implementado em Alta Floresta passou a integrar as orientações técnicas nacionais para a mitigação dos impactos das rodovias sobre a fauna.

Em abril de 2026, o DNIT publicou o livro “Segurança Viária e Conservação da Fauna: Medidas de Mitigação para Reduzir Impactos sobre Animais Silvestres em Rodovias Federais Brasileiras”. A publicação apresenta diretrizes e projetos técnicos para diferentes medidas de mitigação, incluindo o modelo de ponte artificial de dossel adotado pelo programa.

Com a instalação das novas estruturas, Alta Floresta consolida-se como município Amazônico pioneiro na aplicação de uma solução brasileira para redução de impactos causados pelas vias e o tráfego sobre a fauna silvestre.

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Parceria entre ciência, poder público e iniciativa privada
A segunda etapa do Alta Floresta Não Atropela é realizada pela Prefeitura de Alta Floresta, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e Conselho Municipal de Segurança Pública, pelo Projeto Reconecta, pela Energisa, pela Fazenda Anacã e pela Fundação Ecológica Cristalino.

O projeto conta com recursos e apoio da Whitley Fund for Nature, National Geographic Society, Sounds Right e Smithsonian’s National Zoo and Conservation Biology Institute.

A Prefeitura oferece contrapartidas para a aquisição de postes e cruzetas, disponibilização de caminhão munck e alimentação das equipes. A Fazenda Anacã contribui com hospedagem, alimentação e recursos humanos, enquanto a Fundação Ecológica Cristalino apoia as ações de hospedagem, educação ambiental e divulgação.

 

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Lançamento da segunda etapa
O lançamento oficial da segunda etapa do programa Alta Floresta Não Atropela será realizado no dia 10 de agosto de 2026, às 19h, no Teatro da Praça do Avião, em Alta Floresta.

O evento contará com representantes do poder público, das instituições parceiras e da comunidade local, incluindo o prefeito de Alta Floresta, a secretária municipal de Meio Ambiente, Gercilene Meira, e o diretor municipal de Segurança Pública.

 

Alta Floresta Não Atropela além das pontes

Além das pontes de dossel, o Municipio também mantém um outdoor em local privilegiado da cidade a fim de que a população acompanha a contagem de número de travessias nas pontes da cidade. Essa é uma forma de engajar a população e conhecerem os resultados do projeto.

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O município também adotou 40 placas de sinalização de travessia de fauna especiais utilizando as silhuetas dos animais da cidade, especialmente do Zogue-zogue-de-Alta-Floresta e outros primatas. Também, em 2024 1300 crianças das escolas de Alta Floresta participaram de atividades de educação ambiental para aprender sobre a diversidade dos primatas locais e a respeitá-los. Em 2026, escolas da rede pública de Alta Floresta participarão de atividades lúdicas como confecção de mascaras com as faces dos primatas da cidade, além de participarem de visitas guiadas no Parque Zoobotânico e assistirem a um vídeo documentário sobre a fauna da região de Alta Floresta produzido pelo fotógrafo e cineasta da vida selvagem, João Paulo Krajewski.

Ainda, a equipe do Projeto Reconecta e Professores e alunos da UNEMAT e Universidade Federal de Viçosa farão o 1º Censo de primatas da área urbana de alta Floresta. Será criada uma metodologia unindo censo de transecto a pé com drones termais para detecção dos primatas em quatro fragmentos florestais do município, Fazenda Anacã, Reserva Surucuá, Parque Zoobotânico Leopoldo Linhares Fernandes e Floresta Experimental da UNEMAT. Essa metodologia será replicada ao longo dos próximos anos e servirá de linha base para compreensão da dinâmica populacional das espécies do município.

“Realizar o primeiro censo de primatas da área urbana de Alta Floresta é fundamental para conhecermos melhor o tamanho, a distribuição e a situação dessas populações nos fragmentos florestais do município. Mais do que produzir um retrato deste momento, queremos estabelecer uma linha de base científica e manter o monitoramento ao longo dos próximos anos. Pesquisas de longo prazo são essenciais para identificarmos mudanças populacionais, avaliarmos os efeitos da urbanização e das ações de conservação e orientarmos decisões mais eficazes para garantir a permanência dessas espécies em Alta Floresta”, explica Luan Goebel, pesquisador do Projeto Reconecta que liderará o censo.

 

Sobre o Alta Floresta Não Atropela
Lançado em 2024, o Alta Floresta Não Atropela é um programa pioneiro que reúne ciência, poder público, iniciativa privada e comunidade para reduzir os impactos das vias urbanas sobre a fauna silvestre. Suas ações incluem a instalação e o monitoramento de pontes de dossel, medidas de segurança para a fauna e atividades de educação e sensibilização ambiental.Além das estruturas instaladas em Alta Floresta, o Projeto Reconecta participa da manutenção e do monitoramento de 32 pontes de dossel distribuídas ao longo de 125 quilômetros da BR-174, no trecho que atravessa a Terra Indígena Waimiri Atroari, entre Amazonas e Roraima.

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“O Reconecta e o Programa Alta Floresta Não Atropela transformaram Alta Floresta em uma referência para a conservação da fauna em áreas urbanas da Amazônia. Os resultados demonstram que, com ciência, parceria e planejamento, é possível proteger a biodiversidade e promover o desenvolvimento sustentável.” -– Gercilene Meira Leite, Secretária Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Alta Floresta.

“Para nós, é uma grande honra ter três pontes de dossel instaladas próximas à Fazenda Anacã. As pontes ajudam a manter os animais seguros e, ao mesmo tempo, fortalecem o turismo de natureza, permitindo que visitantes conheçam a extraordinária biodiversidade da região. É um excelente exemplo de como conservação e desenvolvimento econômico podem caminhar juntos.” – Fernão Prado, Fazenda Anacã

 

Serviço
O quê: Lançamento da 2ª fase do Programa Alta Floresta Não Atropela — instalação de 8 novas pontes de dossel
Quando: 10 de agosto de 2026, às 19h
Onde: Teatro da Praça do Avião — Alta Floresta (MT)
Instalação das pontes: 3 a 20 de agosto de 2026
Informações para a imprensa: [Josana Salles – 65-99966-3681
Imagens: Seguem algumas imagens abaixo com as respectivas legendas e créditos.

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Agro Mato Grosso

MT tem segundo início de safra mais seco em 27 anos e acende alerta para produção de soja

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Mato Grosso enfrenta o segundo início de safra mais seco dos últimos 27 anos, e a falta de chuva já preocupa produtores de soja. Entre 1º de setembro e 27 de outubro, o estado registrou 186 milímetros de precipitação, volume 33% menor que a média histórica para o período, de acordo com um levantamento da EnsoAg/SmartCampo, feito com dados da NASA e divulgado pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT).

O cenário coloca em dúvida as projeções mais otimistas para a safra 2026/2027. Mesmo com o plantio avançando, produtores relatam lavouras afetadas pela baixa umidade do solo, principalmente em regiões do Oeste e Médio-Norte do estado.

A situação é mais preocupante na região dos Parecis. Em Campos de Júlio, por exemplo, foram registrados apenas 89 milímetros de chuva nos 30 dias analisados, quantidade 56% abaixo do esperado. Brasnorte, Comodoro e Sapezal também tiveram volumes bem inferiores à média histórica.

O levantamento aponta ainda que 22 dos 23 municípios avaliados tiveram menos chuva que o esperado. Em 66% do território mato-grossense, o volume de precipitação ficou pelo menos 25% abaixo do padrão histórico.

Além da pouca chuva, as temperaturas elevadas e a distribuição irregular das precipitações aumentam o risco de prejuízos ao desenvolvimento das plantas.

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Segundo o presidente da Aprosoja-MT, Lucas Costa Beber, algumas lavouras semeadas mais cedo já chegaram à fase reprodutiva e começam a sentir os efeitos da falta de água. Ele alerta que o avanço do plantio não significa que a produção esteja garantida.

As chuvas registradas entre 28 de outubro e 1º de novembro trouxeram um pouco de alívio, mas ainda ficaram 22% abaixo da média esperada para o período. A entidade também aponta possíveis dificuldades no controle de plantas daninhas e pragas, o que pode exigir mudanças no manejo e aumentar os custos de produção.

Apesar das preocupações, ainda não é possível calcular eventuais perdas na safra. A avaliação é de que as estimativas de uma produção elevada precisam ser confirmadas conforme o desenvolvimento das lavouras nas próximas semanas.

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Agro Mato Grosso

Novas espécies de cogumelos raros são descobertas em Mato Grosso

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A Amazônia é reconhecida pela imensa variedade de espécies que abriga, mas ainda guarda muitas formas de vida desconhecidas pela ciência. Entre elas, estão quatro novas espécies de cogumelos identificadas nos municípios de Alta Floresta e Novo Mundo, em Mato Grosso. A identificação foi realizada em um estudo liderado pela pesquisadora Juli Simon Cardoso, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

🔍A descoberta foi publicada em um artigo científico na revista Phytotaxa, que apresenta os estudos realizados para identificar as quatro novas espécies de cogumelos do gênero Hygrocybe. Os fungos foram coletados em trilhas da Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPNs) Cristalino, no norte de Mato Grosso, na região da Amazônia meridional.

O estudo faz parte do Projeto Fungos do Cristalino, uma parceria entre a Fundação Ecológica Cristalino (FEC), o Laboratório de Micologia da UFSC.

🧐🔍O começo da descoberta

Segundo Juli, a descoberta começou na própria Amazônia, quando a parataxonomista alemã Susanne Sourell, especialista na identificação de espécies em campo, visitava a região e publicava fotos de diferentes cogumelos nas redes sociais. A partir dessas publicações, ela entrou em contato com Juli, que é especialista no gênero. As duas passaram a conversar sobre as características dos exemplares.

“Todo mundo dizia: ‘nunca vi, espécie nova’. Ela descobriu que eu trabalhava com Hygrocybe e começou a conversar comigo”, contou.

 

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A partir da suspeita de que poderiam ser espécies desconhecidas, os pesquisadores do Projeto Fungos do Cristalino realizaram duas etapas de identificação. A primeira foi a descrição morfológica, que consiste em medir e detalhar as características do cogumelo, incluindo suas estruturas microscópicas. Em seguida, foi feita a análise do DNA, para comparar o material genético dos exemplares com o de espécies semelhantes.

“A gente pega um pedacinho do DNA do fungo e compara com o de fungos parecidos. Se o resultado for muito parecido, é a mesma espécie. Se não, pode ser uma espécie diferente”, explicou.

 

Além das espécies em tons esverdeados, outros dois cogumelos dos Hygrocybe vinaceosquamulosa e Hygrocybe pegleri foram identificados. — Foto: Susanne Sourell

Além das espécies em tons esverdeados, outros dois cogumelos dos Hygrocybe vinaceosquamulosa e Hygrocybe pegleri foram identificados. — Foto: Susanne Sourell

Duas das quatro espécies foram encontradas apenas nas áreas onde foram descobertas, o que indica uma distribuição geográfica bastante restrita. Essa característica, de acordo com a bióloga, reforça a importância da conservação das Reservas Cristalino e dos ambientes naturais da Amazônia meridional.

“Pesquisei em muitos lugares e nunca vi tanto cogumelo quanto lá”, disse.

🍄🌱 A importância dos fungos

Os fungos pertencem ao Reino Fungi, um grupo de organismos com características próprias, diferentes das plantas e dos animais. Apesar de sua importância para a natureza, ainda são pouco conhecidos pela ciência. Estima-se que apenas cerca de 5% das espécies de fungos existentes no planeta tenham sido identificadas e descritas.

Esses organismos desempenham funções essenciais para o equilíbrio dos ecossistemas. Eles decompõem folhas, galhos e outros restos orgânicos, devolvendo nutrientes ao solo. Também ajudam as plantas a absorver água e minerais, contribuem para o armazenamento de carbono no solo e servem de alimento para diferentes organismos.

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Conheça os quatro novos cogumelos descobertos

EspécieComo identificarOnde e quando foi localizada
Hygrocybe cristalinoensisÉ totalmente verde, do chapéu ao pé, com bordas brancas e franjas.Trilha do Francisco, em 2019.
Hygrocybe viridilacerataTambém é verde, mas o chapéu se abre e fica rasgado, formando uma estrela.Trilha do Francisco, em 2018.
Hygrocybe pegleriTem o maior pé entre as quatro espécies, com mais de 10 centímetros, e chapéu com escamas marrons.Trilha da Castanheira, em 2019.
Hygrocybe vinaceosquamulosaTem o chapéu coberto de pequenas escamas, com tons que variam entre rosa e roxo.Trilha da Castanheira, em 2019.

*Sob supervisão de Kessillen Lopes.

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Agro Mato Grosso

MT intensifica combate ao bicudo na reta final da safra de algodão

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Com o beneficiamento do algodão entrando na reta final em Mato Grosso, a atenção do setor produtivo se volta para o controle do bicudo-do-algodoeiro. Na última semana de outubro, a incidência da praga aumentou na maioria das regiões do estado, segundo levantamento do IMAmt, braço técnico da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), em parceria com o Imea.

O cenário levou a Ampa a reforçar o alerta aos agricultores sobre a necessidade de manter as medidas de combate ao inseto mesmo durante o desenvolvimento da soja. As tigueras, plantas voluntárias de algodão que nascem entre as lavouras de grãos, servem de abrigo e alimento para o bicudo. Por isso, a recomendação é eliminar esses focos imediatamente, manter as armadilhas ativas e recorrer à aplicação de inseticidas quando necessário.

Nas unidades de beneficiamento, os trabalhos também se aproximam da conclusão. A maior parte das algodoeiras já processou entre 65% e 80% da produção, enquanto algumas instalações da região Centro-Leste atingiram 97% do volume previsto.

Plantio da soja chega a 89%

Paralelamente aos cuidados fitossanitários, Mato Grosso se aproxima da conclusão da semeadura da soja 2026/27. Até 30 de outubro, a operação havia alcançado 89,05% da área estimada, favorecida pelo retorno das chuvas em regiões que enfrentavam maior irregularidade climática, como o Noroeste do estado.

Com as lavouras apresentando bom desenvolvimento, o ritmo da semeadura contribui para o planejamento da próxima etapa do calendário agrícola. A conclusão dos trabalhos dentro do período adequado é importante para assegurar condições mais favoráveis ao cultivo do milho e do algodão de segunda safra no início do próximo ano.

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O processamento da fibra, a proximidade do fim da semeadura e a vigilância contra o bicudo marcam a transição entre as etapas da produção agrícola em Mato Grosso. Nesse período, o cumprimento das recomendações fitossanitárias e a atenção aos prazos de cultivo são fundamentais para preservar o potencial produtivo da próxima temporada.

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Agro MT