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Agro Mato Grosso

Em Tangará da Serra, um pai que fincou raízes no MT inspira a filha a seguir na agricultura

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Aos 21 anos, Maria Clara transformou as idas à fazenda em escolha de vida

Foi no caminho entre a cidade e a porteira que Maria Clara Rodrigues, de 21 anos, descobriu onde queria estar. As visitas que antes cabiam nos finais de semana foram ganhando espaço no calendário e, pouco a pouco, viraram decisão. Filha do produtor Josemar Rodrigues, associado da Associação dos Produtores de Soja e Milho (Aprosoja MT) do núcleo de Tangará da Serra, Maria Clara conta que a escolha de seguir no agro não foi imediata, mas foi construída pela rotina que veio com o final do ensino médio.

“Eu escolhi seguir no agro um pouco mais tarde. Quando eu era mais nova, isso nem passava pela minha cabeça, mas quando eu estava no terceiro ano do ensino médio, eu realmente comecei a cogitar essa possibilidade. Foi uma época em que eu comecei a ir mais para a fazenda, então tive mais contato e foi quando eu realmente decidi que era uma área que eu ia gostar”, disse.

Com a proximidade com o dia a dia da fazenda, veio a escolha de cursar agronomia e junto da decisão, a participação mais ativa nos processos. “Desde que eu entrei na faculdade, comecei a estar mais presente na fazenda. Além de aprender coisas que às vezes na faculdade não vemos, eu pude ver as partes práticas de como funciona todo o contexto de uma fazenda, como funciona a administração e a pôr a mão na massa mesmo”, destaca.

Do outro lado, o pai que aos 29 anos deixou o Paraná e fincou suas raízes em Mato Grosso, enxerga na presença da filha a continuidade do que construiu. “A princípio não havia nada certo, a Maria Clara chegou a cogitar outro curso, mas acabou escolhendo agronomia e, sempre que vai à fazenda, ajuda no que for preciso. Eu faço o que faço porque amo a agricultura, e ver que ela também gosta, é muito bom.”

Para Maria Clara, a sucessão aconteceu com o apoio de Josemar, que esteve presente nos passos decisivos e abriu espaço para que ela aprendesse na prática.

“O que eu mais posso considerar como importante, e ao mesmo tempo agradecer aos meus pais, é pelo fato de que eles sempre me falaram que eu era capaz, que eu conseguia, que eu tinha que tentar, que tinha que persistir, às vezes eu penso que se não fosse pelo incentivo que meu pai me deu de realmente pôr a mão na massa, de aprender a operar um trator, aprender a operar uma pá-carregadeira, colheitadeira, tudo isso que me foi ensinado, eu não seria quem eu sou hoje, eu não teria escolhido o agro”, conta.

Maria não se esquece do quanto foi importante ter o apoio de quem não poupava tempo nem esforço para ensinar.

“Sou muito grata ao meu pai, e agradeço por ele nunca ter tido preguiça de me ensinar, por ele nunca ter dito que eu não conseguia. Pelo contrário, ele sempre acreditou e ele sempre me incentivou. Acredito que isso me moldou para esse mundo do agro também, porque se eu não tivesse tido esse apoio e incentivo do meu pai, talvez eu não teria escolhido a agronomia para mim”, completa.

Hoje, ela fala com orgulho da trajetória da família e do papel do agro na vida das pessoas. “Não tem como não sentir orgulho de vir de uma família produtora, porque a arte de produzir alimentos é uma coisa linda, é uma coisa que, às vezes, a gente deixa passar despercebido, mas não tem nada que não envolva o agro. A gente não vive sem o agro.”

A história de Maria Clara mostra que a sucessão no campo vai além da herança, mas que é construída com incentivo, presença e oportunidade. É assim que o legado de produtores como Josemar Rodrigues segue vivo e ajuda a moldar o futuro do agro mato-grossense.

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Governo de MT nega que liminar isenta empresa de Blairo Maggi de imposto

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O governador Mauro Mendes negou que o produtor rural e ex-governador Blairo Maggi tenha privilégio de isenção fiscal por decisão judicial. Segundo ele, nenhuma lei estadual ampara o benefício fiscal a exportadores por meio de liminar.

“Não existe [liminar]. A lei é muito clara com relação a isso [regras para isenção ou redução de imposto]. As pessoas desconhecem a legislação. Mato Grosso tem um regime tributário que para você exportar é preciso pagar ICMS”, disse.

A informação sobre a liminar (decisão judicial provisória) a favor da empresa de Blairo Maggi foi divulgada há alguns dias pelo senador Jayme Campos (União Brasil). Conforme ele, a tal liminar retirava a obrigação da Amaggi de pagar o Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab).

O Fethab é uma taxa cobrada exclusivamente de produtores rurais em Mato Grosso. Nasceu com o objetivo de gerar fonte de investimento para a infraestrutura, mas passou por várias modificações ao longo dos anos.

Conforme o governador, existem as opções para as empresas exportadores em Mato Grosso de pagar ou o Fethab ou o ICMS. Alguns optam pelo fundo, outras criam um conta corrente fiscal para permanecer a contribuir pelo ICMS.

“Não é preciso nenhuma liminar para isso. O ICMS que é pago tem que ser devolvido pela Lei Kandir. Algumas empresas optaram por pagar o ICMS, fazer conta corrente para exportação e se ficar algum saldo, pleitear a exportação”, disse.

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Chineses analisam portfólio de investimentos em inovação, infraestrutura e agro em MT

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A visita de um grupo de empresários e pesquisadores chineses a Mato Grosso, na manhã desta terça-feira (3), abriu uma rodada de prospecção que mira projetos de infraestrutura e logística, turismo, inovação e cooperação acadêmica, em paralelo ao interesse já consolidado da China pelo agronegócio estadual.

A missão ocorre por intermédio da Associação Brasil China 360 de Negócios, Inovação, Educação e Cultura, com apoio da agência Invest MT, e segue até quarta-feira (4), com uma agenda de reuniões técnicas com representantes de entidades empresariais, órgãos estaduais, universidades e prefeitura.

O ponto de partida é uma relação comercial que já pesa no PIB de Mato Grosso. Em 2025, a China concentrou mais de 40% das exportações de Mato Grosso, com compras de US$ 12,29 bilhões, compostas majoritariamente por soja (76,6%), carne (18,4%), algodão (3,6%), minérios (1,7%), gergelim (1,4%) e outros produtos.

Do lado das importações, o país também lidera como fornecedor: em 2025, Mato Grosso importou US$ 769 milhões em produtos chineses (29,33% do total), sobretudo fertilizantes (52%), defensivos agrícolas (33%) e máquinas e equipamentos (8%), itens sensíveis para custo e produtividade do agro.

O governador Mauro Mendes destacou que Mato Grosso está aberto para cooperar e colaborar para que sejam firmadas parcerias entre empresas privadas chinesas e empresas mato-grossenses.

“Recebemos hoje um conjunto de investidores de empresas chinesas que estão vindo pela primeira vez ao Brasil e a Mato Grosso, olhando os nossos potenciais e buscando parcerias para aumentar uma relação comercial que já é forte, mas que tem um universo muito grande para crescer”, afirmou.

A diretora-executiva da Associação Brasil China 360, Juliana Piispa, destacou que ao final da missão em Mato Grosso, será elaborado um relatório que servirá como insumo para missões temáticas futuras, já com recortes setoriais mais específicos como infraestrutura, logística, inovação, educação e cultura, além de aproximar players chineses de agendas estaduais e municipais em execução.

“Essa foi uma visita técnica e de negócios para conhecer o Estado e entender onde estão as oportunidades; ao final, eles vão consolidar um relatório e isso tende a estimular novas vindas de grupos e empresas com interesses mais direcionados. A intenção é fomentar parcerias em infraestrutura, logística e a cooperação com empresas privadas e instituições locais”.

Na mesa, a comitiva apresentou interesses que vão do têxtil à logística estatal e projetos estruturantes. Entre os participantes, estão Li Xiaolei, CEO da Lanceford International Ltd., do setor têxtil, e representantes da Ningbo Besco International Logistics, que sinalizaram intenção de avaliar outorga portuária, projetos turísticos e a possibilidade de instalação industrial, além de convênios de cooperação técnica em educação e tecnologia. Também integram a missão pesquisadores ligados à Zhejiang University, com foco em parcerias acadêmicas, projetos de inovação e cooperação em pesquisa e desenvolvimento.

“É realmente impactante ver os números de Mato Grosso. O Estado nos impressiona pela escala e pela força de produção, e vemos oportunidades em infraestrutura e em projetos estruturantes que interessam às empresas e parceiros que representamos”, afirmou Lancy Huilan Jia, presidente da Sumino Ou e da Associação Brasil China 360.

Do lado do governo estadual, a estratégia é consolidar Mato Grosso como destino de capital de longo prazo, ancorado em escala produtiva, segurança regulatória e um pipeline estruturado de projetos em logística, infraestrutura e integração de cadeias. O objetivo é avançar da relação comercial baseada em commodities para uma agenda de investimentos produtivos, com maior agregação de valor e transferência de tecnologia.

“A China já é um parceiro central de Mato Grosso no comércio exterior, e o passo agora é transformar essa relação em cooperação tecnológica e investimentos que ampliem a competitividade do Estado em infraestrutura, logística e agregação de valor. A estratégia é organizar projetos, dar previsibilidade e aproximar investidores de oportunidades concretas, com participação do setor privado e integração com universidades e centros de pesquisa”, afirmou o secretário de Desenvolvimento Econômico César Miranda.

A carteira apresentada aos empresários chineses foi organizada pela Invest MT a partir de eixos estratégicos como agro, mineração regulada, concessões rodoviárias, política ambiental, com cerca de 60% do território preservado, e ativos logísticos, incluindo a internacionalização do aeroporto, subvenção aérea e zonas econômicas com incentivos à instalação industrial.

“Mato Grosso reúne escala produtiva, diversificação econômica e sustentabilidade, fatores que fortalecem sua atratividade para investimentos de longo prazo”, destacou Mirael Praeiro.

O pacote de infraestrutura em execução completa o cenário, com investimentos históricos em pavimentação, restauração de rodovias, construção de pontes e o maior programa de concessões rodoviárias do país, voltado a ampliar a eficiência logística e reduzir custos de escoamento.

“Mato Grosso lidera o programa de concessões rodoviárias no Brasil e ainda concentra uma demanda relevante por novos investimentos em logística”, afirmou o secretário de Infraestrutura Marcelo Oliveira.

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Avião com 500 kg de cocaína é interceptado em pista clandestina de MT; vídeo

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Um homem de 39 anos foi preso após a Polícia Federal apreender cerca de 500 quilos de cocaína dentro de um avião que estava prestes a decolar em uma pista clandestina de Sinop, a 503 km de Cuiabá, nesta terça-feira (3).

De acordo com a Polícia Federal, a aeronave já estava com os motores ligados quando foi interceptada pelas equipes, que impediram a decolagem e encontraram a droga. A ação contou com o apoio do Grupo Especial de Fronteira (Gefron), do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e da Polícia Militar.

Durante buscas em uma área de mata próxima à pista, os policiais localizaram e prenderam um homem suspeito de participação no crime.

Segundo a PF, a operação foi resultado do compartilhamento de informações entre as forças de segurança, que identificaram a movimentação suspeita da aeronave e montaram uma ação integrada para interceptá-la.

O suspeito, a droga e o avião foram levados para a Delegacia da Polícia Federal em Sinop, onde o caso segue sob investigação. Todo o material apreendido ficará à disposição da Justiça.

VIDEO:

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