Featured
Cesta básica em Cuiabá registra alta na terceira semana do mês de setembro

Após registrar o menor valor do ano na semana passada, o custo da cesta básica em Cuiabá voltou a subir. De acordo com levantamento do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio-MT (IPF-MT), na terceira semana de setembro o preço médio alcançou R$ 792,65, o que representa um aumento de 1,01% em relação à semana anterior, quando estava em R$ 784,74.
Mesmo permanecendo abaixo da faixa de R$ 800, o valor atual está 6,40% acima do registrado no mesmo período de 2024, quando a cesta custava, em média, R$ 744,94.
Entre os produtos pesquisados, o tomate foi o principal responsável pela elevação, apresentando variação de 13,57%, com preço médio de R$ 6,22/kg. A alta é atribuída à desaceleração da safra de inverno, que reduz a quantidade colhida e a oferta no mercado. No comparativo anual, o alimento está 21,87% mais caro.
Por outro lado, o arroz e a batata ajudaram a amenizar a alta. O cereal registrou redução de 6,05%, chegando a R$ 5,40/kg — 23,44% mais barato que no mesmo período do ano passado. A queda reflete a safra recorde do produto, que aumentou a disponibilidade no mercado.
A batata também apresentou retração de 2,23%, com preço médio de R$ 3,41/kg. No comparativo anual, a queda é expressiva: 54,40% menor que em 2024, quando custava R$ 7,48/kg.
Segundo o presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior, a oscilação dos preços reflete fatores climáticos e produtivos que afetam cada item de forma distinta, o que reforça a volatilidade da cesta básica.
“Enquanto a alta do tomate reflete a desaceleração das colheitas provocada pelo clima, a queda no preço do arroz decorre da safra recorde, revelando a disparidade entre os fatores que afetam a oferta”, explicou.
Apesar de oscilações semanais, o IPF-MT projeta que o custo da cesta básica siga em alta no acumulado do ano, reforçando o peso da inflação de alimentos no orçamento das famílias cuiabanas.
Featured
Casal de onças-pintadas é flagrado por câmeras em trilha ecológica do IFMT

Além das onças, as câmeras já registraram outras espécies, como anta, jaguatirica, irara, veados, primatas e diversas aves.
Um casal de onças foi flagrado por uma câmera de monitoramento dentro da Fazenda Experimental do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), em Sorriso. No vídeo que circula nas redes é possível ver as duas caminhando pelo local durante a noite (veja vídeo acima).
Apesar de parecer inusitado, a Fazenda Experimental é uma área familiar para animais silvestres. O local abriga uma trilha ecológica criada com foco em educação ambiental, preservação da fauna e incentivo ao ecoturismo. O percurso, de cerca de 1 quilômetro, fica em uma área de mata ciliar que acompanha um afluente do Rio da Ponte, que deságua no rio Teles Pires, formando um importante corredor ecológico.
Ao longo da trilha são utilizadas câmeras do tipo câmera trap, acionadas por movimento, para monitorar a presença de animais silvestres. As imagens são analisadas periodicamente por um servidor da fazenda, responsável pelo acompanhamento ambiental da área.
Durante a conferência recente dos registros, foi identificado um casal de onças-pintadas, um flagrante considerado raro, já que a espécie costuma ser solitária e só permanece em dupla durante o período de acasalamento. Além das onças, as câmeras já registraram outras espécies, como anta, jaguatirica, irara, veados, primatas e diversas aves (veja vídeo abaixo).
O engenheiro agrônomo e técnico administrativo do IFMT, Sandro Caravina, a criação da trilha teve como objetivo principal promover a educação ambiental e conscientizar a população sobre a importância da preservação das matas ciliares e da fauna silvestre. A presença da onça-pintada, que é um animal de topo da cadeia alimentar, indica equilíbrio ambiental e disponibilidade de alimento na região.
“Eu tinha certeza que tinha onça na trilha, mas ainda não tinha sido registrado. Eu fiquei muito feliz de ter visto um casal da espécie. Isso acontece pois a onça é um animal de topo de cadeia alimentar. Se ela esta aparecendo é porque está tendo uma boa alimentação, para que consiga se reproduzir. Isso é o que me deixa mais feliz”, comentou.
A trilha é aberta à visitação, desde que haja agendamento prévio, por estar localizada em área federal e exigir controle para garantir a segurança dos visitantes e a preservação do ambiente. O projeto também prevê parcerias com a prefeitura de Sorriso, a Secretaria Municipal de Turismo e entidades ambientais para transformar o local em um ponto de observação de aves e primatas.
As imagens captadas pelas câmeras devem, futuramente, ser reunidas em projetos educativos e divulgadas à comunidade, com foco em sustentabilidade, pesquisa e valorização da biodiversidade local.
Projetos futuros
A trilha ecológica integra três frentes de atuação: ensino, pesquisa e extensão. Os projetos estão em fase inicial e visam ampliar o conhecimento sobre a biodiversidade local, promover a educação ambiental e incentivar o turismo ecológico no município.
Atualmente, já foram catalogadas 82 espécies de aves ao longo do percurso, que reúne características do bioma amazônico e de áreas de transição.
Nós temos alguns animais que são rotineiros na vida dessa pequena trilha, né? Então é conhecer, registrar e divulgar. A nossa intenção é, com o tempo, ir disponibilizando essas imagens para a comunidade em geral”, comentou Sandro.
Na área de pesquisa, o IFMT pretende iniciar estudos científicos a partir dos registros feitos por câmeras do tipo câmera trap, usadas no monitoramento da fauna. Para ampliar o acompanhamento, o projeto depende de investimentos, como a aquisição de novas câmeras e parcerias institucionais, já que há limitação de recursos.
Já o projeto de ensino será incorporado às atividades regulares dos cursos ofertados no campus, permitindo que os estudantes tenham contato direto com a realidade ambiental da região. A trilha e a fazenda experimental também funcionam como espaços de aprendizagem prática, aliados às demais atividades agrícolas desenvolvidas no local.
VIDEO:
Ver essa foto no Instagram
Agro Mato Grosso
Nova lei cria programa permanente de doação de máquinas e insumos e fortalece pequeno produtor

Programa Estadual de Doação Permanente de Insumos e Máquinas consolida uma política estruturante para impulsionar a produção de alimentos
O Governo de Mato Grosso sancionou a Lei número 13.192/2005, que institui o Programa Estadual de Doação Permanente de Insumos e Maquinários, coordenado pela Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf-MT). A medida cria um modelo permanente para levar máquinas, equipamentos e insumos públicos diretamente à agricultura familiar, com regras claras, planejamento e foco em quem realmente produz no campo.
A lei estabelece que os bens serão doados, prioritariamente, aos municípios, responsáveis por organizar o uso dos equipamentos por meio de associações, cooperativas e organizações da sociedade civil. A proposta garante capilaridade, melhor gestão dos recursos e mais eficiência no atendimento ao pequeno produtor rural.
O programa tem como objetivo fortalecer a agricultura familiar, promover o desenvolvimento rural sustentável e ampliar a geração de renda no campo, por meio do acesso permanente a máquinas agrícolas, veículos, caminhões, implementos, insumos e estruturas produtivas essenciais à produção e à comercialização.
Segundo a secretária da Seaf, Andreia Fujioka, a lei foi pensada para sair do papel e garantir que os equipamentos cheguem ao produtor de pequena escala.
“Essa lei foi pensada para funcionar na prática. O artigo 5º é um dos pontos mais importantes, porque garante que os equipamentos doados aos municípios cheguem a quem realmente trabalha e vive no campo. O município recebe o bem, organiza a utilização e pode repassar para associações e cooperativas de forma responsável”, explicou.
A secretária destaca que o modelo fortalece a produção local, gera renda e dá mais segurança aos municípios na gestão dos bens públicos.
“Isso facilita o acesso de máquinas, veículos e equipamentos para o pequeno produtor. Significa mais produção, mais renda e mais oportunidades para quem vive da agricultura de pequena escala. Para os municípios, essa lei traz segurança, planejamento e melhor uso dos recursos públicos. É uma política pública simples, que transforma equipamento em trabalho, e o trabalho em desenvolvimento”, completou.
Entre os itens previstos estão mudas e sementes, fertilizantes, corretivos de solo, calcário, embriões, sêmen, barracas de feira, tratores, colheitadeiras, pulverizadores, ensiladeiras, caminhões, veículos utilitários, máquinas pesadas, além de equipamentos como ordenhas, resfriadores de leite, kits de apicultura e caixas de abelha.
A legislação também define critérios de priorização, como número de agricultores familiares, extensão de estradas vicinais, população rural e menor volume de investimentos já realizados, garantindo que os recursos cheguem às regiões com maior necessidade.
Com fontes de recursos que incluem orçamento estadual, fundos vinculados à Seaf, emendas parlamentares, convênios e parcerias institucionais, o Programa Estadual de Doação Permanente de Insumos e Máquinas consolida uma política estruturante para impulsionar a produção de alimentos, fortalecer a agricultura familiar e promover desenvolvimento econômico nos municípios mato-grossenses.
Featured
Fila de caminhões no Pará desafia logística de escoamento de soja

O aumento do fluxo de caminhões na BR-163, principal corredor de escoamento de grãos para o Norte do país, nesta terça-feira (3), reacendeu o debate sobre infraestrutura, fiscalização e alternativas de transporte no Brasil. O cenário ocorre em meio ao pico da colheita de soja, período que pressiona a logística agrícola nacional.
* Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 
Registros feitos por caminhoneiros e divulgados nas redes sociais apontaram a formação de filas ao longo da rodovia, especialmente no trecho que dá acesso aos terminais portuários do Arco Norte, no Pará. A combinação entre o elevado volume da safra e a falta de rotas estruturais alternativas costuma provocar retenções, tornando a BR-163 um dos principais gargalos do escoamento agrícola brasileiro.
Em posicionamento, a Aprosoja Pará informou que a situação na rodovia está estável e que não há registro de filas de caminhões desde terça-feira (3). Segundo a entidade, o tráfego segue fluindo normalmente no momento, sem congestionamentos no acesso aos terminais.
A associação, no entanto, alerta que o cenário é sensível às condições climáticas. Em períodos de chuva, a logística volta a enfrentar dificuldades, com formação de filas e maior desorganização no tráfego. Atualmente, sem ocorrência de precipitações intensas na região, o fluxo permanece regular.
O tema da infraestrutura segue como ponto central das discussões. As obras de acesso rodoviário à BR-163 acumulam atrasos, e a concessionária Via Brasil, responsável pelo trecho, projeta a conclusão do acesso definitivo apenas para 2027. Medidas paliativas, como intervenções em pontos críticos e duplicações pontuais, ajudam a aliviar o trânsito em momentos específicos, mas não eliminam o gargalo estrutural.
Com informações do Poder 360.
O post Fila de caminhões no Pará desafia logística de escoamento de soja apareceu primeiro em Canal Rural.
Sustentabilidade19 horas agoResiliência da agricultura do Rio Grande do Sul – MAIS SOJA
Sustentabilidade21 horas agoCuidados com a dessecação pré-colheita da soja – MAIS SOJA
Business19 horas agoLeitura sobre acordo Mercosul-UE está equivocada, diz porta-voz de Câmara italiana
Sustentabilidade22 horas agoCom Chicago e dólar em queda, mercado brasileiro de soja segue esvaziado – MAIS SOJA
Featured20 horas agoFila de caminhões no Pará desafia logística de escoamento de soja
Sustentabilidade18 horas agoPossível aumento de compras chinesas de soja após conversa de Trump e Xi impulsionam Chicago – MAIS SOJA
Business21 horas agoPRF apreende mais de 1.600 kg de maconha escondida em carga de soja no Paraná
Sustentabilidade18 horas agoSubiu! Saiba os preços de soja no Brasil em dia de conversa entre Trump e Xi Jinping















