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7 de maio de 2026

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Sustentabilidade no campo: o que MT já faz e que é referência mundial

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Mato Grosso, maior produtor de grãos e carne do Brasil, há anos figura como potência do agronegócio. Mas, cada vez mais, o Estado também se consolida como referência internacional em sustentabilidade no campo.

A combinação de preservação ambiental, inovação produtiva e políticas públicas pioneiras têm atraído a atenção de organismos multilaterais, investidores estrangeiros e empresas globais interessadas em associar suas cadeias à produção sustentável.

Quando representantes de organismos internacionais visitam o Estado, alguns pontos aparecem de forma recorrente como diferenciais de Mato Grosso.

A preservação dentro das fazendas é um dos mais destacados: em média, produtores rurais mantêm 60% da vegetação nativa preservada em suas propriedades, bem acima das exigências legais de vários países.

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Também são reconhecidos os programas de agricultura de baixo carbono e as certificações internacionais, como a soja responsável (RTRS), que conectam produtores a mercados exigentes em rastreabilidade e compromissos socioambientais.

Hoje, o nome de Mato Grosso está fortemente ligado a programas e iniciativas que viraram referência mundial. Entre eles, o Programa Produzir, Conservar, Incluir (PCI), lançado na COP 21 em Paris em 2015, que estabeleceu metas públicas para desmatamento ilegal zero, intensificação sustentável da pecuária e inclusão de pequenos produtores.

Além disso, cooperativas e associações certificadas exportam soja e carne com padrões de sustentabilidade reconhecidos na Europa, na Ásia e na América do Norte.

O Estado também se destaca na transição energética, com liderança na produção de etanol de milho e biodiesel, além de fortalecer a economia de baixo carbono. A consolidação do Cadastro Ambiental Rural (CAR) ampliou a transparência e reforçou a imagem de preservação em larga escala dentro das propriedades.

Para entender melhor o que já é considerado exemplo no cenário internacional, conversamos com Aline Locks, CEO da Produzindo Certo, organização que conecta produtores, empresas e investidores em projetos de sustentabilidade no campo.

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Quais iniciativas chamam mais a atenção de organismos internacionais quando visitam Mato Grosso?

Aline Locks – O que mais impressiona é a dimensão das áreas preservadas no estado.. Mato Grosso é o maior estado produtor agrícola do Brasil e ao mesmo tempo tem 62% da sua área preservada com vegetação nativa..

Também ganham destaque os programas de agricultura de baixo carbono e as certificações que aproximam o campo de empresas globais comprometidas com cadeias de fornecimento mais sustentáveis. Outro diferencial é a crescente adoção de tecnologias digitais — monitoramento por satélite, aplicativos de campo e rastreabilidade em tempo real.

Hoje, quando falamos de Mato Grosso no cenário internacional, o que já é reconhecido como exemplo de sustentabilidade no campo?

Aline Locks – O Programa PCI é um marco, consolidando o Estado como pioneiro em metas públicas de sustentabilidade. Além disso, temos cooperativas e associações que exportam soja e carne com certificações internacionais, a produção de biocombustíveis e a preservação em larga escala. Tudo isso coloca Mato Grosso como referência global.

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A liderança de Mato Grosso na produção de etanol de milho e biodiesel, destaca o estado não apenas como potência em alimentos, mas também como protagonista na transição energética. A expansão da agricultura regenerativa e dos sistemas de integração lavoura-pecuária replicados em grande escala também já começam a ser reconhecidos.

Em termos de políticas públicas e iniciativas privadas, o que o Estado tem de mais inovador nessa área?

Aline Locks – Do lado público, destaco a Plataforma PCI, que conecta metas ambientais, produtivas e sociais a investimentos internacionais, e o Programa REM Mato Grosso, que remunera o Estado por reduzir emissões de desmatamento. Já do lado privado, vemos avanços no uso de tecnologias digitais para rastreamento e finanças verdes, que ligam crédito rural ao desempenho socioambiental.

O que vem pela frente
Com políticas inovadoras, adesão crescente do setor privado e a pressão dos consumidores globais por alimentos sustentáveis, Mato Grosso tem condições de se consolidar cada vez mais como um exemplo de equilíbrio entre produção e conservação.

A experiência do Estado mostra que é possível ser potência agropecuária e, ao mesmo tempo, protagonista em sustentabilidade.

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‘Hoje essa conta passa dos R$ 100 bilhões’, diz Lupion sobre dívida rural

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Foto: FPA/divulgação

O cenário para o sojicultor brasileiro ganha contornos mais preocupantes com o agravamento da crise financeira no campo.

O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Pedro Lupion, alertou para um “impacto absurdo” em toda a cadeia produtiva, impulsionado pela alta dos custos de produção, dificuldades contratuais e entraves ao crédito rural.

Custos de produção pressionam

Segundo Lupion, o produtor já enfrenta dificuldades severas na compra de fertilizantes e defensivos, incluindo problemas contratuais envolvendo a China. Somado a isso, a alta dos combustíveis encarece o frete, as operações no campo e o uso de máquinas, elevando os custos desde o plantio até a colheita da soja.

“É mais um fator de endividamento do produtor. As planilhas de custo de produção estão cada dia mais díspares e inconsistentes, fazendo com que a dívida só cresça”, afirmou o deputado.

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Renegociação preocupa produtores

Um dos principais pontos levantados pela FPA é o valor necessário para renegociar as dívidas do setor. O projeto, que inicialmente previa R$ 30 bilhões aprovados na Câmara, agora já é estimado em R$ 120 bilhões.

Lupion classificou a proposta atual do governo federal como “incipiente” e disse que ela não atende às necessidades do agro. As negociações seguem no Senado, com participação da senadora Tereza Cristina e diálogo com o relator Renan Calheiros.

Seguro rural e crédito travam planejamento

A situação também preocupa pela falta de recursos para a subvenção do seguro rural. Segundo o presidente da FPA, houve vetos do governo que impedem o não contingenciamento dos recursos.

A previsão para os anos de 2024 a 2026, segundo Lupion, é de “zero centavo” para a subvenção, cenário que torna o crédito mais caro e menos acessível ao produtor.

Outro ponto criticado foi o Prodes. Lupion afirmou que as anotações automáticas na matrícula do produtor acontecem antes mesmo da notificação de irregularidades, o que pode travar o acesso ao financiamento bancário de forma inesperada.

Menos investimento em máquinas

A falta de liquidez e o aumento do endividamento já refletem nos investimentos das fazendas. Dados da última Agrishow apontam queda de 22% nas intenções de pedidos de máquinas agrícolas.

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Para a FPA, o produtor prioriza a manutenção da safra atual e adia investimentos em renovação de frota e tecnologia. O impacto, segundo a entidade, pode atingir diretamente a produtividade e a rentabilidade do setor nos próximos anos.

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Empreendedora da Guiné-Bissau transforma saberes ancestrais em negócio de sucesso em Cuiabá

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Com apoio da Desenvolve MT, Diela Tamba Nhaque estruturou estoque e escola de formação para trancistas na Capital

Ao chegar em Cuiabá ainda jovem, em busca de formação acadêmica, Diela Tamba Nhaque, encontrou na Capital mato-grossense o espaço para transformar saberes ancestrais em empreendedorismo. À frente da Diela Tranças e Cultura Afro, ela ressignificou práticas culturais da Guiné-Bissau e as transformou em um modelo de negócio próprio. O conceito passou a nortear sua atuação como trancista, unindo identidade, acolhimento e geração de renda. Anos depois, com a empresa consolidada, o apoio da Desenvolve MT – Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso foi fundamental para impulsionar o crescimento e ampliar as atividades do empreendimento.

A trajetória empresarial de Diela está profundamente conectada às vivências em seu país de origem. Ainda criança, ela acompanhava encontros entre mulheres da comunidade, onde se reuniam para trançar cabelos, compartilhar experiências e apoiar umas às outras. Esses encontros, conhecidos como D’jumbai, são espaços de troca de saberes, fortalecimento coletivo e incentivo ao crescimento individual. Foi essa referência que permaneceu como base para sua atuação empreendedora.

No Brasil, o que inicialmente era um hobby, fazer tranças, tornou-se uma fonte de renda e, posteriormente, um negócio estruturado. Em 2018, Diela decidiu fazer a transição de carreira, deixando a assistência social e se dedicando integralmente ao empreendedorismo. Desde então, construiu uma clientela fiel e ampliou sua atuação, oferecendo serviços para diferentes públicos, como crianças, adolescentes e adultos, com técnicas variadas de tranças, alongamentos e dreads.

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Além do atendimento, ela também desenvolveu uma escola de formação de trancistas, com cursos presenciais, mentorias e palestras. A iniciativa combina capacitação profissional com impacto social, parte das vagas é destinada gratuitamente a pessoas em situação de vulnerabilidade, selecionadas por critérios específicos.

Com o crescimento da demanda, surgiu a necessidade de estruturar melhor o negócio, especialmente em relação ao estoque de materiais. Foi nesse momento que Diela buscou apoio da Desenvolve MT e, com a linha Desenvolve Empresarial, conseguiu acesso ao crédito, o recurso foi utilizado principalmente para a compra de insumos, como cabelos para as tranças, permitindo a formação de um estoque contínuo e mais organizado, além de capital de giro.

O impacto foi direto na operação da empresa. Antes, a empreendedora enfrentava períodos sem mercadoria, o que limitava o atendimento. Com o crédito, passou a manter a reposição estratégica dos produtos, garantindo maior estabilidade no serviço e possibilitando o aumento da produtividade. A organização financeira também foi aprimorada, contribuindo para o crescimento sustentável do negócio.

Para Diela, o acesso ao crédito representou um passo importante na consolidação da empresa. Mesmo com receio inicial, ela destaca que o planejamento e o uso consciente dos recursos foram essenciais para alcançar resultados positivos. “Fez toda a diferença, porque deixei de passar por situações em que o produto acabava e eu precisava esperar para comprar novamente. Passei a trabalhar com reposição estratégica, mantendo o controle do que estava acabando e evitando faltar mercadoria. Esse recurso também me permitiu organizar melhor a gestão do negócio, estruturando um sistema de controle para acompanhar compras, vendas e lucros. ”, afirma.

Desenvolve Empresarial

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Voltada para quem deseja investir, a linha Desenvolve Empresarial, permite expandir e modernizar o negócio. Com financiamento de até R$1,5 milhão para obras civis, máquinas e equipamentos, energia solar e projetos de implantação, ampliação e modernização, também há a possibilidade de incluir até 30% de capital de giro pela modalidade Invest Mix. As taxas partem de 1% ao mês, com bônus de até 20% para pagamento em dia. O prazo pode chegar a 120 meses, com carência de até 12 meses.

Como um dos carros chefe da Desenvolve, a linha já liberou, desde de 2019,  mais de R$140 milhões, fomentando negócios mato-grossenses, principalmente micro, pequenas empresas e MEI’s. Somando mais de mil operações em 78 municípios.

Com Assessoria de imprensa 

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Agro Mato Grosso

Postos são alvos de operação por abusos no comércio de combustíveis em MT

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A Polícia Civil de Mato Grosso, em parceria com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), deflagrou, nesta terça-feira (7), a Operação Consumo Seguro, com foco no combate a possíveis práticas abusivas no comércio de combustíveis.

A operação de âmbito nacional está sendo realizada simultaneamente em diversos estados do país, sob coordenação da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), buscando fortalecer a fiscalização do mercado de combustíveis e assegurar a proteção dos direitos dos consumidores.

Em Mato Grosso, policiais civis da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon) e fiscais da ANP realizaram fiscalizações em diversos postos de combustíveis da região metropolitana de Cuiabá.

Os trabalhos têm como objetivo a verificação da qualidade dos combustíveis comercializados, a regularidade da vazão das bombas e eventuais irregularidades que possam causar prejuízos aos consumidores.

Segundo o delegado titular da Decon, Rogério Ferreira, durante a operação proprietários e responsáveis pelos estabelecimentos foram intimados a apresentar notas fiscais de entrada e documentos relacionados à compra de combustíveis junto às distribuidoras.

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“O objetivo é permitir que técnicos da ANP realizem a comparação entre os valores pagos pelos postos às distribuidoras e os preços cobrados dos consumidores finais, a fim de verificar a existência ou não de aumentos abusivos”, disse o delegado.

As irregularidades eventualmente constatadas durante as fiscalizações, bem como possíveis indícios da prática de aumento abusivo de preços, serão analisadas e investigadas pela Polícia Civil, podendo resultar na instauração de procedimentos policiais na Decon para responsabilização criminal dos envolvidos.

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