Sustentabilidade
Inseticida para tratamento de sementes Dermacor® da Corteva Agriscience recebe registro para o controle da lagarta-do-cartucho no arroz – MAIS SOJA

A Corteva Agriscience anuncia que seu inseticida para tratamento de sementes Dermacor® foi registrado para o controle da lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda), uma das principais pragas que afetam a cultura do arroz. Embora a produção de arroz no Brasil apresente resultados positivos, a pressão de pragas continua sendo um desafio significativo para os produtores.
Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), na safra 2024/25, a produção de arroz atingiu 2,8 milhões de toneladas, um aumento de 20,6% em comparação com 2023/24, configurando a 4ª maior safra de arroz já registrada no país. Por essa razão, a adoção de tecnologias que reduzam perdas no campo é essencial para garantir a rentabilidade do setor.
“Para evitar pragas que podem reduzir o potencial produtivo do arroz, é necessário realizar manejo em todas as etapas da cultura”, explica Cristiane Da Roz Delic, Líder de Portfólio de Arroz, Trigo e Algodão para a Corteva Agriscience no Brasil e Paraguai. “A lagarta-do-cartucho impacta severamente a produção de arroz, e por isso o tratamento de sementes é fundamental para prevenir a infestação.”
Dermacor® oferece controle residual, excelente manutenção de estande e maximiza a produtividade. Delic destaca que tratar as sementes com esse inseticida reduz a necessidade de aplicações foliares precoces, o que é especialmente vantajoso em áreas extensas ou de difícil acesso. O tratamento de sementes reduz a pressão inicial de pragas, permitindo que medidas complementares (monitoramento, biológicos e aplicações foliares) sejam feitas de forma mais eficiente e seletiva.
Além disso, o inseticida oferece proteção desde o plantio, garantindo maior uniformidade de emergência, menor necessidade de replantio e redução de custos com defensivos ao longo do ciclo, conforme estudos conduzidos pelo pesquisador Juliano Farias em Restinga Seca (Rio Grande do Sul) durante a safra 2020/21, reforçados por dados da safra 2023/24 no mesmo local. Farias é especialista em manejo de insetos em culturas como soja, milho, arroz e cereais de inverno, e professor do curso de Agronomia da Universidade Regional Integrada (URI), campus Santo Ângelo (RS).
Praga pode afetar 100% da lavoura de arroz
A lagarta-do-cartucho é mais comum no arroz de terras altas, mas também pode ocorrer no arroz irrigado, especialmente nos estágios iniciais. Os danos incluem corte na base do colmo, consumo de folhas, destruição total de áreas recém-emergidas, desfolha durante a fase vegetativa e redução da área fotossintética. Se o inseto infestar a planta no período reprodutivo, pode atacar panículas em formação, comprometendo diretamente a produtividade e a qualidade dos grãos. Segundo pesquisas de Juliano Farias, as perdas podem chegar a 100% da lavoura.
Dermacor® é referência no controle de pragas no arroz e em outras culturas
No arroz, Dermacor® já é referência no tratamento de sementes para controle do bicheiro-do-arroz (Oryzophagus oryzae), que pode reduzir a produtividade em até 20%. “Como a praga ataca nos estágios iniciais de desenvolvimento da planta, o tratamento de sementes com inseticida forma uma barreira inicial, protegendo o sistema radicular em formação. Dermacor® oferece proteção interna à planta, atingindo o inseto durante a alimentação”, afirma Delic.
A solução foi lançada há cerca de uma década, inicialmente para a cultura da soja, e hoje também está disponível para milho, algodão, sorgo, trigo, triticale e feijão. Dermacor® controla importantes pragas de solo e de fase inicial, como Elasmopalpus lignosellus e a lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda), garantindo excelente estabelecimento de estande e rápido desenvolvimento da cultura, maximizando o potencial produtivo das sementes tratadas.
Sobre a Corteva
A Corteva, Inc. (NYSE: CTVA) é uma empresa global agrícola que combina inovação e liderança do setor, elevado envolvimento com o cliente e execução operacional para fornecer soluções lucrativas para os principais desafios agrícolas do mundo. A Corteva gera preferência de mercado vantajosa por meio de sua estratégia de distribuição, junto com seu mix equilibrado e globalmente diversificado de sementes, proteção de cultivos, produtos digitais e serviços. Com algumas das marcas mais reconhecidas na agricultura e um pipeline de tecnologia bem posicionado para impulsionar o crescimento, a empresa está comprometida em maximizar a produtividade dos agricultores, enquanto trabalha com stakeholders em todo o sistema alimentar, cumprindo sua promessa de enriquecer a vida daqueles que produzem e consomem, garantindo o progresso das próximas gerações. Mais informações disponíveis em www.corteva.com
Fonte: Assessoria de imprensa Corteva

Sustentabilidade
Preços da soja no Brasil: Chicago cai e dólar sobe; confira as cotações

O mercado brasileiro de soja teve uma sessão sem registro de movimentos mais firmes, com negociações restritas a pequenos lotes.
O analista da consultoria Safras & Mercado Rafael Silveira destaca que os prêmios seguem sustentados, enquanto os demais formadores de preços apresentaram movimentos limitados ao longo do dia.
A Bolsa de Chicago recuou, enquanto o dólar registro u leve alta. Com isso, as cotações permaneceram praticamente estáveis na maior parte das praças, com algumas situações pontuais mais favoráveis.
“Algumas praças trabalharam com preços melhores do que a paridade”, observa Silveira. Segundo ele, as indicações continuaram trazendo oportunidades de negociação, mesmo sem um avanço mais consistente dos negócios.
O analista ressalta que os produtores seguem administrando o ritmo das vendas. “O produtor está segurando e cadenciando as ofertas”, afirma.
Mercado físico da soja
- Passo Fundo (RS): R$ 128
- Santa Rosa (RS): R$ 129
- Cascavel (PR): R$ 124
- Rondonópolis (MT): R$ 114
- Dourados (MS): subiram de R$ 116 para R$ 116,50
- Rio Verde (GO): R$ 117
- Porto de Paranaguá (PR): R$ 135
- Porto de Rio Grande (RS): R$ 135
Mercado atacadista
Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta quarta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Vendas por parte de fundos predominaram na sessão, em meio a um cenário fundamental baixista.
O analista de Safras & Mercado pontua que o clima segue beneficiando as lavouras norte-americanas, apontando para uma produção cheia em 2026.
O desempenho de outros mercados também ajudou a motivar os participantes a permanecer na defensiva. O petróleo voltou a cair forte, refletindo o otimismo sobre a retomada do fluxo pelo Estreito de Ormuz.
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Para completar, o dólar sobe frente a seus pares, retirando competitividade dos produtos de exportação estadunidenses, caso da soja.
Os agentes começaram a posicionar suas carteiras frente aos importantes relatórios que serão divulgados na próxima semana pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na terça (30), saem os dados de plantio da temporada 2026/27 e os estoques trimestrais norte-americanos na quarta (1).
Contratos futuros
Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 8,25 centavos de dólar, ou 0,73%, a US$ 11,08 3/4 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 11,16 3/4 por bushel, com retração de 7,25 centavos de dólar ou 0,64%.
Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 0,70 ou 0,23% a US$ 303,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 69,46 centavos de dólar, com perda de 1,13 centavo ou 1,60%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,28%, sendo negociado a R$ 5,2002 para venda e a R$ 5,1982 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1872 e a máxima de R$ 5,2212.
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Sustentabilidade
Doenças em soja: controle de fungos necrotróficos exige medidas integradas de manejo – MAIS SOJA

Durante o ciclo de desenvolvimento da soja, diversas doenças podem acometer a cultura, afetando diferentes órgãos e estádios fenológicos da planta. Os patógenos responsáveis por essas doenças são, em sua maioria, de origem fúngica e podem estar presentes no ambiente de cultivo antes mesmo da semeadura, comprometendo inclusive as fases iniciais de estabelecimento da lavoura.
Além dos fungos biotróficos, que dependem de tecidos vivos do hospedeiro para sua sobrevivência e desenvolvimento, como ocorre com o agente causal da ferrugem-asiática da soja (Phakopsora pachyrhizi), existem fungos capazes de sobreviver em restos culturais e matéria orgânica presentes no solo. Esses patógenos, classificados como fungos necrotróficos, utilizam tecidos vegetais mortos como fonte de sobrevivência e podem permanecer viáveis entre safras, dificultando a redução do inóculo e favorecendo a ocorrência de novas infecções quando encontram condições ambientais adequadas de temperatura e umidade.
Entre os principais patógenos necrotróficos associados às doenças da soja destacam-se a mancha olho-de-rã (Cercospora sojina), a cercosporiose (Cercospora kikuchii), a mancha-parda (Septoria glycines), a antracnose (Colletotrichum truncatum), a mancha-alvo (Corynespora cassiicola), o mofo-branco (Sclerotinia sclerotiorum) e as podridões radiculares e de colmo associadas a espécies dos gêneros Rhizoctonia, Fusarium e Sclerotinia. A capacidade de sobrevivência desses patógenos em resíduos culturais dificulta a controle efetivo dessas doenças e reforça a importância do manejo integrado de doenças, envolvendo práticas como rotação de culturas, tratamento de sementes, manejo da população de plantas, nutrição equilibrada e uso estratégico de fungicidas (Forcelini, 2010).
Figura 1. Esquema de manejo integrado de doenças causadas por fungos necrotróficos em soja.
Considerando que a manutenção da cobertura permanente do solo é uma das premissas fundamentais do sistema plantio direto, a destruição dos resíduos culturais (palhada) não constitui uma estratégia tecnicamente recomendada para o manejo de fungos necrotróficos em ambientes agrícolas. Nesse contexto, a redução da sobrevivência e do potencial de inóculo desses patógenos deve ser baseada em práticas integradas, reforçando a necessidade da rotação de culturas com espécies não hospedeiras, do uso de cultivares com maior resistência genética e do tratamento de sementes com fungicidas eficientes e específicos.
Dessa forma, a definição adequada das culturas que compõem o sistema de rotação, priorizando espécies pertencentes a diferentes famílias botânicas e sem relação de hospedeiro com os principais patógenos, é fundamental para interromper o ciclo de sobrevivência dos fungos necrotróficos e reduzir a pressão de doenças na soja. Além disso, estudos indicam que sementes infectadas ou contaminadas podem representar importantes fontes de inóculo inicial desses patógenos em áreas de cultivo de soja (Reis; Reis; Zanatta, 2022). Portanto, o uso de sementes com elevada qualidade fisiológica e sanitária, associado ao tratamento de sementes com fungicidas apropriados, constitui uma etapa essencial no manejo integrado de doenças, contribuindo para a proteção inicial das plantas e para a redução da disseminação dos patógenos na lavoura.
Referências:
FORCELINI, C. A. DOENÇAS EM SOJA: ENTENDENDO AS DIFERENÇAS ENTRE BIOTRÓFICOS E NECROTRÓFICOS. Revista Plantio Direto, N. 7, 2010. Disponível em: < https://pt.scribd.com/document/711702511/3-230207-193658 >, acesso em: 24/06/2026.
REIS, E. M.; REIS, A. C.; ZANATTA, M. QUANTO A EFICÁCIA DO TRATAMENTO DE SEMENTES COM FUNGICIDAS. – ÊNFASE EM GRANDES CULTURAS DE GRÃOS. Summa Phytopathol, 2022. Disponível em: < https://www.scielo.br/j/sp/a/5CQ64Z9QkJkhM7yvGr9xgcw/?format=pdf&lang=pt >, acesso em: 24/06/2026.

Sustentabilidade
ARROZ/CEPEA: Oferta restrita sustenta preços – MAIS SOJA

Mesmo com o retorno pontual de compradores em parte das regiões produtoras, o mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul apresenta baixa liquidez. De acordo com o Cepea, produtores seguem retraídos diante dos atuais patamares de preços, considerados insuficientes para remunerar adequadamente a atividade.
Com isso, segundo o Centro de Pesquisas, a oferta disponível continua restrita em parte do estado, sustentando as cotações em praças específicas. Ao mesmo tempo, agentes consultados pelo Cepea acompanham novos sinais do mercado internacional e as perspectivas climáticas para a safra 2026/27, fatores que podem influenciar as estratégias de comercialização nos próximos meses.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
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