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Às vésperas da visita de Trump, China aumenta compras de soja dos EUA

Pequim autorizou que importadores chineses comprem soja dos Estados Unidos, mesmo diante de custos significativamente mais altos em relação ao produto brasileiro, atualmente mais abundante e competitivo no mercado internacional.
A decisão ocorre após o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmar que a China avalia adquirir até 20 milhões de toneladas de soja dos EUA na atual temporada. Analistas avaliam que, apesar da pouca lógica comercial, as compras podem ocorrer por meio de empresas estatais como um gesto político.
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Segundo fontes do mercado, a medida pode anteceder a visita de Trump à China, prevista para abril, e teria como objetivo facilitar negociações mais amplas com Washington, mesmo que isso implique custos adicionais para o país asiático.
Nos últimos dias, os preços da soja norte-americana subiram e ampliaram o diferencial em relação à soja brasileira, que vive o pico das exportações com a colheita em andamento. Atualmente, o produto dos Estados Unidos chega a custar cerca de US$ 50 por tonelada a mais no mercado FOB.
Com esse diferencial, uma compra adicional de 8 milhões de toneladas pode elevar os custos em até US$ 400 milhões em comparação à aquisição do produto brasileiro, reforçando a vantagem competitiva do Brasil neste momento do mercado global de soja.
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São Paulo firma parceria com União Europeia para adequar agro às novas regras ambientais

O governo de São Paulo firmou uma parceria com o programa europeu Al-Investe Verde para ampliar ações de rastreabilidade, orientação técnica e apoio aos produtores rurais diante das novas exigências ambientais impostas pela União Europeia para importação de produtos agropecuários.
A cooperação envolve a Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA) e o Instituto de Economia Agrícola (IEA). O objetivo é preparar produtores, cooperativas e cadeias produtivas paulistas para atender aos critérios do Regulamento Europeu sobre Produtos Livres de Desmatamento (EUDR, na sigla em inglês).
A nova legislação europeia exige comprovação de que produtos agropecuários não sejam oriundos de áreas desmatadas após dezembro de 2020. Além disso, estabelece regras de rastreabilidade geográfica, conformidade ambiental e transparência das cadeias produtivas.
As regras atingem diretamente sete commodities consideradas estratégicas: soja, carne bovina, café, madeira, borracha, cacau e óleo de palma. Segundo o governo paulista, São Paulo é o único estado brasileiro produtor das sete cadeias contempladas pela regulamentação.
Rotas Rurais será uma das bases da rastreabilidade
Uma das principais ferramentas utilizadas pelo estado será o programa Rotas Rurais, desenvolvido pela Secretaria de Agricultura por meio do IEA. A iniciativa criou um sistema de endereçamento rural digital integrado ao Google Maps, permitindo identificar com precisão a localização das propriedades rurais paulistas.
De acordo com o governo, a ferramenta fortalece a rastreabilidade e a transparência das cadeias produtivas, fatores considerados estratégicos para atender às exigências internacionais.
A coordenadora do programa Rotas Rurais e pesquisadora do IEA, Priscilla Fagundes, afirmou que a parceria amplia a capacidade de atuação da iniciativa.
“O Rotas Rurais criou uma plataforma de rastreabilidade que agora, com o apoio da União Europeia por meio do Al-Invest Verde, permitirá orientar os produtores paulistas para uma produção cada vez mais sustentável e alinhada às novas exigências internacionais”, destacou.
Cooperação prevê capacitação e integração de dados
A parceria também prevê o mapeamento dos municípios mais expostos às exigências do EUDR, integração das Rotas Rurais com outras iniciativas de rastreabilidade e ações de comunicação, capacitação e formação técnica para produtores rurais.
Segundo o secretário executivo de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Alberto Amorim, o objetivo é garantir competitividade ao agro paulista no mercado internacional.
“O Governo de São Paulo está trabalhando para garantir que o produtor rural paulista tenha segurança, previsibilidade e acesso à informação diante das novas exigências internacionais”, afirmou.
O responsável pelo programa Al-Invest Verde, Andrea Monaco, ressaltou que São Paulo ocupa posição estratégica por produzir todas as commodities diretamente impactadas pela regulamentação europeia.
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Fundação MT debate estratégias para eficiência produtiva na soja em Cuiabá

A Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso (Fundação MT) promove, entre os dias 12 e 14 de maio, o 26º Encontro Técnico de Soja no Hotel Gran Odara, em Cuiabá. Com o tema “Cada grão importa”, o evento foca na apresentação de dados técnicos e diagnósticos das últimas safras para orientar o planejamento dos próximos ciclos de grãos no estado.
A programação prioriza a análise de gargalos produtivos e soluções estratégicas para manter a rentabilidade em um cenário de custos elevados. Especialistas devem apresentar indicadores que auxiliem produtores e consultores técnicos em decisões críticas, desde o manejo de solo até a proteção de cultivos.
O encontro busca traduzir a complexidade do cenário atual em ações práticas para o campo. A organização destaca que a precisão técnica se tornou o fator determinante para o sucesso da colheita diante das oscilações de produtividade registradas recentemente no Centro-Oeste.
Geopolítica e mercado abrem os debates
O gerente de Pesquisas, Serviços e Operações da Fundação MT, Luis Carlos de Oliveira, explica que o cronograma foi estruturado em oito painéis temáticos. A abertura do evento será dedicada aos fatores externos que pressionam o preço da commodity e o custo dos insumos.
“O encontro técnico tem a característica de trazer assuntos globais, ligados à economia, mercado, fertilizantes e pautas técnicas da cultura da soja. Já na abertura do evento destacaremos o mercado da soja atual, além da geopolítica, que influenciam tomadas de decisão importantes para os produtores nesse momento”.
As discussões também pretendem integrar o público formado por agrônomos, pesquisadores e representantes da agroindústria. As inscrições seguem abertas e podem ser realizadas pelo portal oficial da instituição (clique aqui).
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Deputados aprovam adesão de MT a programa federal para conter alta do diesel

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, em duas votações nesta quarta-feira (6), o Projeto de Lei 491/2026, que insere o estado no Regime Emergencial de Abastecimento Interno de Combustíveis. A proposta permite que Mato Grosso acesse o programa de subvenção econômica do governo federal para enfrentar a instabilidade nos preços do óleo diesel.
O mecanismo financeiro está alinhado à Medida Provisória 1.349/2026, criada pelo Governo Federal para minimizar os reflexos de conflitos geopolíticos no preço do óleo diesel. Ao todo, o programa prevê um aporte de R$ 4 bilhões, divididos igualmente entre a União e o conjunto de estados e o Distrito Federal.
Para o governo estadual, a adesão é estratégica devido à dependência do modal rodoviário para o escoamento da safra e o transporte de insumos. Em mensagem enviada ao Parlamento no dia 28 de abril, o Executivo reforçou que a iniciativa busca “amenizar os custos logísticos e preservar a competitividade do estado”.
A participação de Mato Grosso no Regime Emergencial de Abastecimento Interno de Combustíveis será proporcional ao consumo estadual do combustível em âmbito nacional, que é de 6,12%. Logo, o aporte do governo na subvenção será de R$ 122,4 milhões.
Custos de produção
Além da cooperação financeira, o projeto aprovado prorroga, até o final de dezembro de 2026, o congelamento da Unidade Padrão Fiscal de Mato Grosso (UPF/MT) para o cálculo de contribuições ao Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab). A manutenção do valor fixo atende a demandas das cadeias produtivas locais.
Segundo o texto da justificativa governamental, o congelamento do índice tributário é necessário para proteger o setor produtivo. “A iniciativa tem como objetivo evitar o aumento dos custos de produção em um momento de pressão econômica”.
A votação integrou um esforço concentrado dos deputados para a limpeza da pauta, que resultou na apreciação de 51 proposições durante as sessões ordinárias consecutivas.
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