Sustentabilidade
Clima favorece estabelecimento inicial do milho no RS – MAIS SOJA

A semeadura de milho avançou em ritmo satisfatório, e a implantação da cultura está consolidada em grande parte do Rio Grande do Sul. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (18/09), as condições climáticas no início de setembro, com boa disponibilidade hídrica no solo e dias consecutivos de insolação e de temperaturas mais elevadas, favoreceram o estabelecimento das lavouras semeadas em agosto. Nessas áreas, observa-se emergência uniforme, adequado estande de plantas e desenvolvimento vegetativo vigoroso.
As condições de cultivo apropriadas mantêm o potencial produtivo favorável em áreas de sequeiro e irrigadas. Contudo, persistem algumas lavouras em solos argilosos mal drenados, que foram afetadas pelo excesso de umidade, necessitando replantios. Também houve perdas em algumas lavouras atacadas por javalis. Também tem sido realizado o monitoramento da cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis), de percevejos e de grilos em áreas recém-emergidas. Em diversos municípios, as aplicações preventivas de inseticidas têm sido efetuadas de forma conjunta às operações de herbicidas para otimizar os custos operacionais e o uso de maquinário.
Segundo dados preliminares da Emater/RS-Ascar, na Safra 2025/2026, a área de milho alcançará 785.030 hectares. A produtividade projetada é de 7.376 kg/ha. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Ijuí, 92% das áreas foram semeadas; em diversos municípios a operação foi concluída. As condições climáticas têm beneficiado o estabelecimento da cultura, que apresenta boa emergência e reduzidas falhas de estande. A coloração das plantas emergidas é verde intensa, sinalizando nutrição e desenvolvimento inicial apropriados. O cenário regional está favorável, pois as lavouras foram bem implantadas, e o ritmo de desenvolvimento segue dentro da janela recomendada pelo Zoneamento Agrícola.
Feijão 1ª safra – A semeadura do feijão 1ª safra avança em ritmo variável, conforme as condições e a aptidão climática das diferentes regiões produtoras. A implantação encontra-se em fases distintas, desde a preparação do solo até a semeadura. No momento, predominam plantios para o autoconsumo e a comercialização local de excedentes. As lavouras em escala comercial ainda estão em fase de pré-cultivo.
De forma geral, a emergência e o estande inicial dos cultivos de feijão 1ª safra estão apropriados, ainda que as baixas temperaturas no final do inverno tenham atrasado o início das operações em determinadas lavouras. A área projetada de feijão 1ª safra pela Emater/RS-Ascar é de 26.096 hectares, o que representa redução de 15,27% em relação ao ciclo anterior, quando foram cultivados 30.797 hectares (IBGE). A produtividade média está estimada em 1.779 kg/ha, o que deve resultar em produção de 46,4 mil toneladas.
SAFRA DE INVERNO
Trigo – O cultivo de trigo no Estado está em pleno desenvolvimento. As lavouras distribuem-se nos diferentes estádios fenológicos: 46% em desenvolvimento vegetativo, 32% em floração e 22% em enchimento de grãos. As condições climáticas do período, caracterizadas por alternância de dias ensolarados e elevada umidade, acompanhado por precipitações expressivas em algumas regiões, favoreceram o crescimento vegetativo e a progressão das plantas para fases reprodutivas. De forma geral, a cultura apresenta bom potencial produtivo, e as lavouras estão bem estabelecidas com perfilhamento adequado. No entanto, houve necessidade de atenção em relação à sanidade das plantas, especialmente onde os volumes de chuva foram elevados, intensificando a ocorrência de manchas foliares, ferrugem e oídio. A área cultivada no Estado está projetada pela Emater/RS-Ascar em 1.198.276 hectares, e a estimativa de produtividade em 2.997 kg/ha.
Aveia-branca – A aveia-branca destinada à produção de grãos encontra-se em fases avançadas de desenvolvimento, distribuídas majoritariamente entre floração e enchimento de grãos. De forma geral, o desempenho da cultura está satisfatório, e as lavouras bem estabelecidas, com perfilhamento adequado e expectativa de produtividade elevada. As condições climáticas recentes, caracterizadas por dias de grande insolação intercalada com umidade e volumes de chuva significativos, têm favorecido a evolução da cultura. No entanto, sobretudo em áreas onde houve alta umidade, foi necessária atenção acerca da sanidade dos cultivos em função da incidência de ferrugem-da-folha, de manchas foliares e giberela.
Canola – A cultura da canola encontra-se entre floração, enchimento de grãos, maturação e início de colheita, em algumas áreas mais precoces. De forma geral, o desempenho dos cultivos está apropriado, e há uniformidade no porte das plantas e adequado número de síliquas por haste. As condições climáticas durante o ciclo, como períodos chuvosos intercalados com longa insolação, favoreceram a evolução fenológica. Porém, as chuvas excessivas no momento da semeadura e as geadas durante a floração provocaram perdas e redução na produtividade projetada em algumas regiões. De modo geral, a expectativa de produtividade estadual, de 1.737 kg/ha, segue dentro de padrões satisfatórios. A Emater/RS-Ascar projeta área de 203.206 hectares cultivados com canola no Estado.
Cevada – A cultura encontra-se em pleno desenvolvimento. Os cultivos estão em estágio de alongamento do colmo, de espigamento, de floração e em início de enchimento de grãos. De modo geral, o estabelecimento e o perfilhamento se encontram dentro do esperado, e há baixa incidência de doenças. As temperaturas amenas, a radiação solar e os bons níveis de umidade no solo têm favorecido a evolução do ciclo, proporcionando incremento na estatura das plantas e adequado aspecto visual nas lavouras, além de número condizente de espiguetas por espiga. A expectativa de produtividade permanece positiva.
PASTAGENS E CRIAÇÕES
Dias ensolarados e temperaturas elevadas, intercalados com chuvas leves, favoreceram o desenvolvimento das forrageiras cultivadas e a aplicação de adubação nitrogenada. O campo nativo apresenta estagnação vegetativa, motivo pelo qual diversos produtores retiraram os animais para estimular a ressemeadura natural.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Santa Maria, em São Vicente do Sul, verifica-se alta incidência de maria-mole (Senecio brasiliensis), o que demanda atenção no manejo devido a sua toxidade para o gado bovino. Também foram relatados prejuízos ocasionados por javalis, que atacaram criações e causaram danos em áreas de pastagens e em lavouras de grãos. Na região de Santa Rosa, nas áreas de integração lavoura-pecuária (ILP), as forrageiras de inverno estão em fase reprodutiva, reduzindo a disponibilidade de folhas. Nas áreas a serem implantadas com soja, os animais terminados começam a ser retirados, processo que deve se intensificar até o final de setembro. Já na região de Soledade, as condições de radiação solar, temperatura e umidade beneficiaram o crescimento das pastagens, garantindo boa oferta de forragem e incremento de massa seca, o que contribui para a redução dos custos de produção.
Fonte: Seapi-RS
Sustentabilidade
PIB-Agro SP/CEPEA: PIB do agronegócio paulista cresce 4% em 2024 – MAIS SOJA

O PIB do agronegócio do estado de São Paulo avançou 3,96% em 2024 frente ao ano anterior, segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, calculados em parceria com a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). Diante disso, em 2024, as participações do PIB do agronegócio paulista foram de 24% no PIB do agronegócio brasileiro, de 5,6% no PIB nacional e de 18,9% no PIB do estado de São Paulo.
Pesquisadores do Cepea indicam que, entre 2023 e 2024, o PIB do agronegócio paulista cresceu via preços (+7,1% nos preços relativos), pois o volume agregado encolheu (-2,93% no PIB-volume), devido sobretudo às quebras de safra e seus desdobramentos.
O PIB do segmento de insumos caiu 3,76% em relação a 2023. Os insumos agrícolas reduziram 9,02%, influenciados negativamente pela menor rentabilidade das lavouras, pelos altos custos de crédito, entre outros fatores. Os insumos pecuários cresceram 4,67%, em linha com a expansão das cadeias pecuárias.
O PIB do segmento primário caiu 11,36% frente a 2023. O segmento primário agrícola caiu 13,31%, e o pecuário recuou apenas 0,98%. A agricultura foi prejudicada pela estiagem prolongada no ano, além de impactos de incêndios sobre a cana e do greening sobre a laranja. Já na pecuária, a pressão veio dos preços menos favoráveis para a bovinocultura de corte e leite e dos ovos.
O PIB da agroindústria cresceu 6,89% frente a 2023. A de base agrícola aumentou 4,41% e a de base pecuária registrou expressivo crescimento de 27,53%. No ramo agrícola, o impulso veio dos preços, com recuo nos volumes após dois anos de avanços – devido às menores produções de açúcar e etanol. Na indústria pecuária, volumes e preços impulsionaram o PIB, com a firme demanda favorecendo os abates.
O PIB dos agrosserviços cresceu 7,83% em comparação ao ano anterior. Os serviços agrícolas cresceram 3,33% e os serviços pecuários tiveram expansão de 29,19% – refletindo o desempenho dos segmentos a montante.
Comparando os comportamentos do PIB e do mercado de trabalho do agronegócio de São Paulo entre 2012 e 2024: a produtividade do trabalho caiu no agronegócio e no estado nesse período. Nos dois casos, porque o número de empregos cresceu mais que o volume do PIB – em 2024, a produção de bens e serviços do agronegócio paulista foi apenas 0,1% superior à de 2012.
Outras informações sobre índices do PIB Agro de São Paulo: AQUI e por meio da Comunicação do Cepea, com o prof. Geraldo Barros e os pesquisadores Nicole Rennó e Leandro Gilio: (19) 3429-8836 / 8837 e cepea@usp.br
Fonte: Cepea
Autor:CEPEA
Site: CEPEA
Sustentabilidade
SOJA/CEPEA: Margem da indústria avança com queda no custo da soja e alta dos derivados – MAIS SOJA

A margem de esmagamento (“crush margin”) da soja avançou na semana passada no Brasil e nos Estados Unidos, impulsionada sobretudo pela valorização dos derivados, apontam dados do Cepea. No mercado brasileiro, além do menor custo da matéria-prima (soja em grão), o aumento da margem reflete a alta no preço do óleo de soja. Pesquisadores do Cepea apontam que a demanda por óleo de soja por parte das indústrias de biodiesel está aquecida atualmente, diante de preocupações relacionadas ao abastecimento de combustíveis e de rumores de paralisações no transporte rodoviário.
Nos Estados Unidos, o avanço na margem é influenciado pelo farelo de soja, que voltou a operar nos maiores patamares desde 2024. Quanto aos preços da soja em grão no mercado doméstico, pesquisadores do Cepea apontam que a pressão sobre os valores está associada às desvalorizações do mercado externo e do câmbio, fatores que reduzem a competitividade da oleaginosa nacional no mercado externo.
Além disso, o avanço da colheita no País, as condições climáticas favoráveis na Argentina e as expectativas de aumento de área nos Estados Unidos reforçam o viés de baixa. Ressalta-se que o movimento de queda foi limitado pela postura cautelosa dos produtores, que têm priorizado o armazenamento da soja recém-colhida, diante das incertezas relacionadas ao frete rodoviário e ao cenário geopolítico.
Fonte: Cepea
Autor:CEPEA
Site: CEPEA
Sustentabilidade
MILHO/CEPEA: Cotações do milho seguem firmes no Brasil e nos EUA – MAIS SOJA

Os preços do milho seguem firmes nos cenários interno e externo. No Brasil, o foco dos produtores nas atividades de campo limita a liquidez, enquanto a demanda segue aquecida, com compradores buscando a recomposição de estoques. Contudo, pesquisadores do Cepea indicam que o volume de negócios se mantém restrito, por conta de incertezas geradas pelo atual contexto geopolítico e das inseguranças relacionadas à logística nacional, diante de possíveis paralisações no transporte de cargas. Esse cenário reforça a posição retraída dos agentes.
Quanto ao mercado externo, os valores do cereal subiram, impulsionados pela boa demanda dos Estados Unidos e pela valorização do petróleo, que melhora a competitividade relativa do etanol, que é feito principalmente com milho no país norte-americano. Por outro lado, segundo pesquisadores do Cepea, as altas externas foram contidas por preocupações com a área a ser semeada nos Estados Unidos. Com os custos de insumos como fertilizantes e combustíveis mais altos, diante do conflito entre os Estados Unidos e o Irã, a produção de milho pode ser prejudicada.
Fonte: Cepea
Autor:CEPEA
Site: CEPEA
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