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8 de agosto de 2026

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Rota do Café leva tecnologia e impulsiona produção no interior de MT

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Com o tema “Pelos caminhos do café mato-grossense”, a Rota do Café chega nesta semana a mais dois municípios: Cotriguaçu, na quarta-feira (25.3), e Juína, na quinta-feira (26.3). A expedição já passou por Colniza e Aripuanã, reunindo produtores, técnicos e pesquisadores para discutir o manejo da cultura, uso de café clonal e qualidade da produção.

A proposta é aproximar especialistas dos agricultores, ampliar o acesso à informação técnica e incentivar práticas que aumentem a produtividade e a renda no campo. A iniciativa é promovida pela Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), em parceria com a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar de Mato Grosso (Seaf-MT).

Foto: Equipe da Rota do Café em propriedade de Aripuanã

A Rota do Café também reúne um conjunto de parceiros institucionais que dão suporte técnico, científico e logístico às atividades. Além da Empaer e da Seaf, participam da iniciativa a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), as prefeituras municipais, sindicatos rurais, associações de produtores, cooperativas e instituições de ensino e pesquisa.

Em Colniza, a tradição da cafeicultura acompanha a história de muitos moradores. Segundo o técnico da Empaer Ronaldo Benevides, parte da população veio de Rondônia e trouxe consigo a experiência no cultivo do café.

“A maior parte da população de Colniza veio de Rondônia já com a cultura de plantar café. Muitos trouxeram sementes e começaram a cultivar aqui”, explicou.

Ele destaca que a assistência técnica desempenha papel fundamental na modernização das lavouras. Segundo o especialista, o incentivo ao uso de técnicas mais eficientes, como o cultivo de café clonal, tem contribuído para o aumento da produtividade.

“Antes, o plantio era feito, em sua maioria, por sementes. Hoje, trabalhamos com clones, que garantem melhores resultados no campo”, afirmou.

Benevides também orienta os produtores a buscar apoio técnico antes da implantação das lavouras. “A falta de orientação especializada ainda leva a erros no processo inicial. Por isso, recomendamos que o produtor procure um extensionista ou outro profissional qualificado”, completou.

Para quem vive da produção, o café representa uma fonte de renda e também um trabalho familiar. O produtor Marco Aurélio, de Colniza, cultiva café há cerca de dez anos e destaca a satisfação de produzir na própria área.

“A maior satisfação do produtor é colher os próprios frutos e conseguir trabalhar em família dentro da propriedade”, contou.

Em Aripuanã, os técnicos e pesquisadores participantes visitaram propriedades e acompanharam o desenvolvimento das lavouras. O produtor Maurílio Lima cultiva cerca de dois hectares com aproximadamente cinco mil pés de café e está animado com a produção.

“Estou cultivando quatro tipos de clone e o café está muito bonito. A expectativa é de uma boa safra”, disse.

Durante a visita, o agrônomo e pesquisador da Empaer, Wininton Mendes, destacou o cuidado com o manejo. “A lavoura está muito bem cuidada, com café irrigado e pés carregados, o que indica uma expectativa positiva de produtividade”, avaliou.

A rota também busca aproximar os resultados das pesquisas da realidade do campo. O engenheiro agrônomo da Empaer em Sinop, Jocir Júnior, ressalta que o café tem grande importância econômica para pequenos produtores.

“Com um manejo relativamente simples, o produtor consegue extrair uma boa renda da cultura”, explicou.

Segundo o engenheiro agrônomo Wesley Ferreira da Silva, o Noroeste concentra grande parte da produção de café do Estado.

“Nossa região reúne mais de 70% da produção de café de Mato Grosso, e a Rota do Café aproxima os produtores de informações baseadas em pesquisa”, afirmou.

O produtor Edjalma Nascimento, do distrito de Conselvan, em Aripuanã, cultiva café e cacau e afirma que a iniciativa trouxe novos conhecimentos para a produção.

“Agora posso dizer que aprendi mais sobre o café e adquiri conhecimento”, ressaltou.

Na assistência técnica local, o engenheiro agrônomo Walisson também destaca os avanços nas recomendações para a região.

“Antes trabalhávamos com clones vindos de Rondônia e do Espírito Santo. Agora, com os resultados das pesquisas, podemos recomendar materiais mais adaptados à nossa realidade”, explica. Segundo ele, Aripuanã possui cerca de 250 hectares de café cultivados e uma produção média anual de aproximadamente oito mil sacas.

Investimentos

Entre 2019 e 2025, a Seaf investiu cerca de R$ 8,9 milhões em Aripuanã e R$ cerca de 11,3 milhões em Colniza. De acordo com a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar, nos últimos oito anos foram investidos no Vale do Juruena em torno de R$ 50,8 milhões, com entrega de máquinas, implementos agrícolas, veículos, mudas e insumos, além de assistência técnica da Empaer. O objetivo é ampliar a produtividade, diversificar a produção e gerar renda para as famílias rurais da região.

Confira os próximos municípios da Rota do Café:

Cotriguaçu: 25/3 (qua) – Centro de Eventos, 7h às 11h45;
Juína: 26/3 (qui) – Barracão da Feira Municipal, 7h às 11h45;
Nova Bandeirantes: 8/4 (qua), Câmara Municipal, 7h às 11h45;
Nova Monte Verde: 9/4 (qui) (Ainda a confirmar)

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Fones: Lista de Telefones

Com Assessoria

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Abilio Brunini diz que Operação Heritage foi usada para fins políticos

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Prefeito afirmou que assunto, de 2024, voltou a ser explorado com ostentação no período eleitoral para atingir Mauro Mendes

O prefeito de Cuiabá Abilio Brunini diz ver uso político da Operação Heritage contra o ex-governador Mauro Mendes (União Brasil). A ação teria sido antecipada por outros políticos que estavam em disputa eleitoral. 

Ele citou o senador Jayme Campos (União Brasil) que em mais de uma entrevista disse que uma operação policial estava por vir e iria atingir “bacanas”. Jayme foi derrotado em convenção partidária do União Brasil, pelo grupo de Mauro, no dia 30 de julho. As declarações foram dadas antes dessa data. 

O Jayme dando entrevistas falando da operação… Eu acho que é difícil uma operação vazada informar os agentes políticos de quando vai acontecer. Eu acho que isso fica contaminando o processo da investigação”, disse. 

Abilio disse ainda que o calendário eleitoral foi usado para “ação policial ostensiva” para investigar “caso antigo”. A Polícia Federal investiga indícios de desvio de dinheiro em uma operação de devolução de valores de tributos à telefonia Oi. A transação ocorreu em 2024. 

“Eu acho que ninguém está livre de investigação, eu mesmo sou investigado em várias outras áreas. Agora, durante o período eleitoral? Faz todo esse barulho, tem essa narrativa. Passa as eleições, tem que arquivar o processo. Não pode ser dessa forma”, comentou. 

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Feira da Família vira vitrine de negócios e impulsiona renda de pequenos produtores em Várzea Grande

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Realizada em frente ao Paço Municipal, iniciativa reúne média de 20 expositores por edição com venda direta de alimentos frescos, doces e artesanato

Muito além da comercialização de alimentos, a Feira da Família (Feira FAM) se tornou uma vitrine da agricultura familiar e da produção local em Várzea Grande. Entre fevereiro e julho deste ano, a iniciativa reuniu, em média, 20 expositores por edição, criando oportunidades para que agricultores familiares, artesãos e pequenos empreendedores levem seus produtos diretamente ao consumidor e ampliem a geração de renda.

Realizada em frente ao Paço Municipal, a feira faz parte das ações da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável (SEMMADRS) para fortalecer a economia rural, incentivar o empreendedorismo e valorizar quem produz no município. Nas bancas, os consumidores encontram frutas, hortaliças, alimentos processados, artesanato, plantas e uma variedade de produtos cultivados ou fabricados por famílias várzea-grandenses.

Para os expositores, a Feira FAM representa uma oportunidade de divulgação, contato direto com os consumidores e abertura de novos mercados. A produtora Keish Monteiro, que comercializa biscoitos caseiros, bolo de queijo, arroz, empadas e salgados assados, destaca que o espaço ajuda a tornar o trabalho dos pequenos empreendedores mais conhecido.

“Para nós, a Feira FAM é uma vitrine. É aqui que conseguimos apresentar nossos produtos, conquistar novos clientes e mostrar a qualidade daquilo que produzimos com tanto cuidado. É uma oportunidade importante para divulgar nosso trabalho e aumentar nossa renda”, afirma.

A produtora Dona Lucia, que vende queijos e doces que ela mesma produz, também ressalta a importância da iniciativa para fortalecer os negócios familiares.

“A feira dá visibilidade para o nosso produto. Muitas pessoas conhecem nossos queijos e doces aqui, experimentam e depois passam a procurar novamente. É uma vitrine que aproxima o produtor do consumidor”, explica.

Representando a Biomendes, que comercializa mel e derivados, o produtor Catarino destaca que a participação na feira amplia o alcance da produção local.

“A Feira FAM é uma grande oportunidade para mostrar o que fazemos. O consumidor conhece a origem do produto, conversa com quem produz e valoriza mais o trabalho da agricultura familiar”, pontua.

As amigas Nair e Rose, que comercializam pastel, suco de laranja e derivados de milho, também reforçam o papel da feira na divulgação dos produtos.

“É um espaço que ajuda muito. A feira funciona como uma vitrine porque permite que mais pessoas conheçam nossos sabores e nosso trabalho. Cada edição é uma oportunidade de conquistar novos clientes”, afirmam.

Já o produtor Elizeu, que trabalha com frutas e verduras, destaca que a iniciativa aproxima a população dos alimentos produzidos no município.

“A Feira FAM mostra a força da agricultura familiar. É um lugar onde conseguimos apresentar nossos produtos frescos diretamente para as famílias e valorizar quem planta e produz”, destaca.

A atuação da Feira FAM também ultrapassou os limites do município. Ao longo do primeiro semestre, a iniciativa participou de eventos como a ExpoVG, o 4º Encontro Nacional dos Conselhos de Alimentação Escolar e Agricultura Familiar e a 1ª Exposição da Agricultura Familiar da Baixada Cuiabana Terezinha Rios, levando os produtos locais para novos públicos e fortalecendo o intercâmbio entre produtores e instituições ligadas ao desenvolvimento rural.

Para o secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Ricardo Amorim, a Feira FAM representa uma política pública que incentiva quem produz e fortalece a economia local.

“Quando fortalecemos a agricultura familiar, fortalecemos também a economia de Várzea Grande. A Feira FAM abre mercado para pequenos produtores, gera renda, incentiva o empreendedorismo e aproxima a população de alimentos frescos e de qualidade produzidos aqui mesmo no município. É uma iniciativa que valoriza o trabalho de quem vive da terra e transforma produção em oportunidade”, pontua o gestor.

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Uma das melhores escolas do Brasil para se estudar está em Cuiabá

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Toque de Mãe Bilíngue e Colégio Unicus são as primeiras instituições de Cuiabá a receber a certificação Great Place to Study

Uma das certificações mais exclusivas da educação básica brasileira chega, pela primeira vez, a Cuiabá.

O Toque de Mãe Bilíngue e o Colégio Unicus Global Education conquistaram o selo Great Place to Study (GPTS), concedido a apenas 58 instituições em todo o país, entre mais de 41 mil escolas privadas de educação básica, segundo o Censo Escolar mais recente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Com o reconhecimento, tornam-se as primeiras escolas certificadas da capital e do Centro Sul do Estado de Mato Grosso.

Diferentemente dos rankings tradicionais, a certificação avalia aquilo que uma prova não alcança: a qualidade do ambiente, das relações e do cuidado que sustentam a aprendizagem. Independente, baseada em dados e gratuita para qualquer escola, ela não pode ser comprada.

O reconhecimento é concedido apenas quando estudantes, educadores e famílias confirmam, de forma consistente, que a instituição oferece um ambiente de excelência humana e pedagógica.

A avaliação reúne três índices, que medem a experiência dos estudantes, a relação com as famílias e o ambiente de trabalho das equipes. Entre os critérios analisados estão respeito, bem-estar, pertencimento, protagonismo, equidade, inclusão e segurança.

Entre os principais destaques que levaram à certificação estão a infraestrutura e a segurança, o corpo docente altamente qualificado, o forte senso de pertencimento da comunidade escolar e uma proposta educacional e inovadora voltada para o futuro. Como depende exclusivamente da percepção de quem vivencia o cotidiano escolar, o selo representa um mérito conquistado, e não um título adquirido.

“Uma certificação como essa não se compra e não se conquista em um ano. Ela é resultado de duas décadas de decisões diárias em favor do cuidado e da exigência caminhando juntos. Recebê-la às vésperas de abrirmos o Ensino Médio mostra às famílias que a escola que cresce é a mesma que sempre colocou o estudante no centro. É uma alegria imensa ser a primeira escola de Cuiabá a alcançar esse reconhecimento, que pertence a todo o time, do corpo docente aos colaboradores e parceiros que sustentam esse trabalho”, afirma Márcia Amorim Pedr’Angelo, fundadora e mantenedora das duas instituições.

O reconhecimento chega em um ano simbólico para o Toque de Mãe Bilíngue e o Colégio Unicus Global Education, que completam 20 anos de trajetória em Cuiabá e iniciam um novo ciclo de expansão.

Para 2027, o Colégio Unicus prepara a chegada da primeira turma de Ensino Médio com dupla diplomação americana, em parceria com a Washington Academy, tornando-se a primeira instituição de Mato Grosso a oferecer esse modelo de ensino. A escola também mantém programas anuais de imersão internacional. Um deles acontece no Space Center Houston, no Texas, complexo educacional ligado ao Johnson Space Center, principal centro da Nasa para treinamento de astronautas e controle de missões tripuladas.

Em 2028, está prevista a inauguração de um novo prédio anexo, que ampliará o complexo escolar para receber os estudantes dessa nova etapa. A expansão consolida um projeto pedagógico que passa a acompanhar o aluno da educação infantil ao fim da educação básica, agora respaldado por uma das certificações mais seletivas da educação brasileira.

Para as famílias que buscam uma escola em Cuiabá, o selo Great Place to Study representa uma garantia independente de que qualidade de ensino, ambiente acolhedor e cuidado com as pessoas caminham juntos.

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