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Rota do Café leva tecnologia e impulsiona produção no interior de MT

Com o tema “Pelos caminhos do café mato-grossense”, a Rota do Café chega nesta semana a mais dois municípios: Cotriguaçu, na quarta-feira (25.3), e Juína, na quinta-feira (26.3). A expedição já passou por Colniza e Aripuanã, reunindo produtores, técnicos e pesquisadores para discutir o manejo da cultura, uso de café clonal e qualidade da produção.
A proposta é aproximar especialistas dos agricultores, ampliar o acesso à informação técnica e incentivar práticas que aumentem a produtividade e a renda no campo. A iniciativa é promovida pela Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), em parceria com a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar de Mato Grosso (Seaf-MT).
Foto: Equipe da Rota do Café em propriedade de Aripuanã
A Rota do Café também reúne um conjunto de parceiros institucionais que dão suporte técnico, científico e logístico às atividades. Além da Empaer e da Seaf, participam da iniciativa a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), as prefeituras municipais, sindicatos rurais, associações de produtores, cooperativas e instituições de ensino e pesquisa.
Em Colniza, a tradição da cafeicultura acompanha a história de muitos moradores. Segundo o técnico da Empaer Ronaldo Benevides, parte da população veio de Rondônia e trouxe consigo a experiência no cultivo do café.
“A maior parte da população de Colniza veio de Rondônia já com a cultura de plantar café. Muitos trouxeram sementes e começaram a cultivar aqui”, explicou.
Ele destaca que a assistência técnica desempenha papel fundamental na modernização das lavouras. Segundo o especialista, o incentivo ao uso de técnicas mais eficientes, como o cultivo de café clonal, tem contribuído para o aumento da produtividade.
“Antes, o plantio era feito, em sua maioria, por sementes. Hoje, trabalhamos com clones, que garantem melhores resultados no campo”, afirmou.
Benevides também orienta os produtores a buscar apoio técnico antes da implantação das lavouras. “A falta de orientação especializada ainda leva a erros no processo inicial. Por isso, recomendamos que o produtor procure um extensionista ou outro profissional qualificado”, completou.
Para quem vive da produção, o café representa uma fonte de renda e também um trabalho familiar. O produtor Marco Aurélio, de Colniza, cultiva café há cerca de dez anos e destaca a satisfação de produzir na própria área.
“A maior satisfação do produtor é colher os próprios frutos e conseguir trabalhar em família dentro da propriedade”, contou.
Em Aripuanã, os técnicos e pesquisadores participantes visitaram propriedades e acompanharam o desenvolvimento das lavouras. O produtor Maurílio Lima cultiva cerca de dois hectares com aproximadamente cinco mil pés de café e está animado com a produção.
“Estou cultivando quatro tipos de clone e o café está muito bonito. A expectativa é de uma boa safra”, disse.
Durante a visita, o agrônomo e pesquisador da Empaer, Wininton Mendes, destacou o cuidado com o manejo. “A lavoura está muito bem cuidada, com café irrigado e pés carregados, o que indica uma expectativa positiva de produtividade”, avaliou.
A rota também busca aproximar os resultados das pesquisas da realidade do campo. O engenheiro agrônomo da Empaer em Sinop, Jocir Júnior, ressalta que o café tem grande importância econômica para pequenos produtores.
“Com um manejo relativamente simples, o produtor consegue extrair uma boa renda da cultura”, explicou.
Segundo o engenheiro agrônomo Wesley Ferreira da Silva, o Noroeste concentra grande parte da produção de café do Estado.
“Nossa região reúne mais de 70% da produção de café de Mato Grosso, e a Rota do Café aproxima os produtores de informações baseadas em pesquisa”, afirmou.
O produtor Edjalma Nascimento, do distrito de Conselvan, em Aripuanã, cultiva café e cacau e afirma que a iniciativa trouxe novos conhecimentos para a produção.
“Agora posso dizer que aprendi mais sobre o café e adquiri conhecimento”, ressaltou.
Na assistência técnica local, o engenheiro agrônomo Walisson também destaca os avanços nas recomendações para a região.
“Antes trabalhávamos com clones vindos de Rondônia e do Espírito Santo. Agora, com os resultados das pesquisas, podemos recomendar materiais mais adaptados à nossa realidade”, explica. Segundo ele, Aripuanã possui cerca de 250 hectares de café cultivados e uma produção média anual de aproximadamente oito mil sacas.
Investimentos
Entre 2019 e 2025, a Seaf investiu cerca de R$ 8,9 milhões em Aripuanã e R$ cerca de 11,3 milhões em Colniza. De acordo com a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar, nos últimos oito anos foram investidos no Vale do Juruena em torno de R$ 50,8 milhões, com entrega de máquinas, implementos agrícolas, veículos, mudas e insumos, além de assistência técnica da Empaer. O objetivo é ampliar a produtividade, diversificar a produção e gerar renda para as famílias rurais da região.
Confira os próximos municípios da Rota do Café:
Cotriguaçu: 25/3 (qua) – Centro de Eventos, 7h às 11h45;
Juína: 26/3 (qui) – Barracão da Feira Municipal, 7h às 11h45;
Nova Bandeirantes: 8/4 (qua), Câmara Municipal, 7h às 11h45;
Nova Monte Verde: 9/4 (qui) (Ainda a confirmar)
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Prazo para renegociar dívidas com a Prefeitura de Cuiabá com até 95% de desconto entra na reta final

Contribuintes têm até sexta-feira (25) para regularizar impostos atrasados como o ISS. Pagamento pode ser parcelado em até 48 vezes
Contribuintes de Cuiabá que possuem débitos de Imposto Sobre Serviços (ISS) e outros tributos municipais têm até a próxima sexta-feira (25) para aderir ao Mutirão Fiscal. O prazo permite que pessoas físicas e jurídicas negociem pendências com descontos em encargos e condições facilitadas de parcelamento.
Além do ISS, a iniciativa contempla outros créditos fiscais municipais, conforme as regras previstas para transação e parcelamento de débitos. A reabertura do Mutirão Fiscal foi autorizada pelo artigo 14, parágrafo único, da Lei nº 6.399/2019 e regulamentada pelo Decreto nº 12.354, publicado em 19 de agosto de 2026.
Para os débitos tributários, o contribuinte pode obter 95% de desconto nos encargos para pagamento à vista, condicionado ao pagamento do IPTU 2026, ou de 90% sem a referida condicionante. Quem optar pelo parcelamento em até 12 vezes terá redução de 60%. Nos acordos de 13 a 24 parcelas, o desconto é de 50%; de 25 a 36 parcelas, de 40%; e de 37 a 48 parcelas, de 30%.
Já para os débitos não tributários, o desconto chega a 50% sobre o valor da penalidade para pagamento à vista. Nos parcelamentos entre duas e 48 parcelas, a redução varia de 10% a 35%, conforme as condições estabelecidas.
O atendimento está disponível de forma virtual e presencial. Pela internet, a adesão pode ser feita por meio do Portal de Serviços da Prefeitura de Cuiabá e do Portal Refis Online. Quem preferir o atendimento presencial pode procurar a Procuradoria-Geral do Município, onde os acordos são formalizados por negociação extrajudicial.
Para os contribuintes, o Mutirão Fiscal representa uma oportunidade de regularizar débitos com diferentes opções de pagamento e evitar a continuidade das cobranças. Para o Município, a iniciativa contribui para a recuperação de créditos públicos, a redução da judicialização e o fortalecimento da gestão fiscal.
Com o encerramento do prazo se aproximando, a Prefeitura de Cuiabá orienta os contribuintes que possuem débitos municipais a não deixarem a regularização para a última hora e a utilizarem os canais de atendimento disponíveis para verificar as condições de negociação e formalizar a adesão ao Mutirão Fiscal até o dia 25 de setembro.
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Mutirão recolhe montanha de lixo em córrego que corta a capital para proteger o Rio Cuiabá

Equipes passaram pelos bairros Lixeira, Areão, Poção e Dom Aquino. Lixo descartado irregularmente também ameaça equipamentos de captação de água.
Uma força-tarefa para devolver vida ao córrego do Gambá, em Cuiabá, retirou 214 sacos de 100 litros e 10 bags de resíduos do curso d’água. A ação foi realizada pela Águas Cuiabá, integra o projeto Limpando o Futuro e foi realizada em parceria com a Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), com apoio do Juizado Volante Ambiental (Juvam). O córrego do Gambá atravessa diferentes regiões da capital, passando por bairros como Lixeira, Areão, Poção e Dom Aquino, até chegar ao Rio Cuiabá.
Ao longo do percurso, a equipe encontrou um cenário de degradação ambiental. Além de embalagens de plástico, vidro, papelão e resíduos domésticos, foram encontrados móveis, restos de materiais provenientes da construção civil e outros objetos descartados irregularmente. A ação mobilizou cerca de 40 voluntários da concessionária e equipes das instituições parceiras, que atuaram na retirada dos resíduos e na limpeza das margens do córrego.
Na região próxima ao deságue no Rio Cuiabá, mesmo em meio à grande quantidade de lixo encontrada, ainda é possível observar sinais de vida. Peixes circulam pelas águas e pássaros utilizam as margens do córrego, mostrando que o ambiente mantém sua importância para a fauna local.
Para Maria Luiza Feliciano Rodrigues, voluntária do setor de tratamento de água da Águas Cuiabá, participar da ação também foi uma oportunidade de olhar novamente para as belezas naturais que fazem parte da capital mato-grossense. “Foi uma oportunidade de relembrar que Cuiabá ainda é uma cidade que abriga belezas naturais. Muitas vezes, a gente passa por esses lugares sem perceber a riqueza que existe aqui. Quando vemos a quantidade de resíduos retirada, também percebemos o quanto cada pessoa pode contribuir para cuidar desses espaços.”
A ação também chama atenção para os impactos do descarte irregular nas estruturas de captação de água. Para Paulo César Silvestre, voluntário da área de eletromecânica da concessionária, a retirada dos resíduos contribui diretamente para a proteção desses equipamentos. “Em todas as partes que fazemos a captação, temos esse problema sério de lixo. Então, essa ação é muito importante para protegermos até nossos equipamentos, os bombeadores que ficam na margem do rio. É muito importante esse trabalho.”
Responsabilidade compartilhada — Para Ana Cristina D’Assumpção, coordenadora de Responsabilidade da Águas Cuiabá, a preservação dos córregos urbanos está diretamente relacionada à proteção dos recursos hídricos. “Cuidar dos córregos é também cuidar do Rio Cuiabá. O descarte irregular de resíduos contribui para o assoreamento, a obstrução dos cursos d’água e a degradação ambiental. Em uma cidade que tem no Rio Cuiabá uma importante fonte para o abastecimento, preservar esses ambientes é uma responsabilidade de todos, inclusive da população.”
Essa responsabilidade, segundo o diretor-geral da Limpurb, Felipe Wellaton, também passa pela atuação integrada entre os órgãos e instituições que trabalham pela conservação dos espaços urbanos. “A Limpurb já conta com uma equipe dedicada à limpeza e manutenção dos córregos de Cuiabá, um trabalho que acontece de forma contínua em diferentes regiões da cidade. Parcerias como esta são fundamentais porque unem esforços em torno de um objetivo comum, que é cuidar dos nossos rios e córregos, preservando os recursos naturais de Cuiabá.”
A importância da conscientização da população também é destacada pelo titular do Juizado Volante Ambiental (Juvam), juiz Emerson Luís Pereira Cajango, que participou da ação. “Já temos uma parceria com a Águas Cuiabá, que é o Mutirão Interligue Já, realizado por meio do Cejusc Ambiental. Recebemos o convite para que o Juvam também estivesse presente nessa ação de limpeza do córrego do Gambá. Infelizmente, encontramos muita sujeira, garrafas PET, isopor e restos de móveis. Nós, como cidadãos, temos que ter consciência de jogar o lixo no local adequado, porque, se não fizermos isso, as chuvas virão e esse lixo vai para os córregos e depois chega ao Rio Cuiabá”, disse.
Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias — A mobilização também integra as ações em celebração ao Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias, celebrado anualmente no terceiro sábado de setembro. Criada em 1986 pela organização internacional Ocean Conservancy, a iniciativa nasceu com o objetivo de mobilizar voluntários para a retirada de resíduos de rios, praias, lagoas e outros ambientes aquáticos, além de conscientizar a população sobre a poluição hídrica e o descarte inadequado de resíduos.
Sobre a Águas Cuiabá – Por meio de concessão plena, iniciada em 2012, a Águas Cuiabá assumiu os serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário na capital mato-grossense em 2017. A concessionária atende mais de 600 mil pessoas e tem como objetivo universalizar o acesso da população a água tratada e a coleta e tratamento de esgoto. Em 2023, recebeu duas certificações das normas International Organization for Standardization – ISO 9001 e 14001 – que reconhecem a excelência do processo de gestão de qualidade e ambiental aplicados na empresa. Segunda maior operação do Grupo Iguá Saneamento, a Águas Cuiabá foi eleita, novamente no ano passado, como uma excelente empresa para se trabalhar pela consultoria Great Place to Work (GPTW). Mais informações em https://igua.com.br/cuiaba.
Sobre a Iguá Saneamento: A Iguá Saneamento é uma das principais empresas privadas do setor de saneamento no Brasil, com atuação em 120 municípios de seis estados: Alagoas, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo e Sergipe. Por meio de concessões e parcerias público-privadas, a companhia presta serviços de água e esgoto que beneficiam cerca de 6 milhões de pessoas. Com foco na universalização do saneamento básico no país, eficiência operacional e geração de impacto socioambiental positivo, a Iguá realiza investimentos estruturantes em expansão de redes, modernização de sistemas e inovação, além de ações educacionais e de sustentabilidade.
A companhia é signatária do Pacto Global da ONU e atua nos Movimentos Ambição 2030, com foco na segurança hídrica, enfrentamento das mudanças climáticas, valorização de resíduos sólidos, e aumento da diversidade na liderança. Também é reconhecida com o selo Women on Board (WOB), iniciativa independente apoiada pela ONU Mulheres que reconhece empresas com participação feminina efetiva em conselhos de administração.
Saiba mais em www.igua.com.br
Agro Mato Grosso
Fazendeiro é condenado por degradação na Terra Indígena Marãiwatséd, em MT

O Ministério Público Federal (MPF) obteve a condenação de um fazendeiro a recuperar 145,81 hectares degradados dentro da Terra Indígena Marãiwatsédé, em Mato Grosso. A sentença, da Vara Federal Cível e Criminal de Barra do Garças, também determinou que ele não realize atividades incompatíveis com a recuperação ambiental e fixou indenização por dano moral coletivo.
A ação civil pública apurou o impedimento da regeneração de floresta nativa e a manutenção de lavoura de soja mesmo após o embargo da área. Em 2008, fiscais do Ibama constataram a degradação e aplicaram multa de R$ 7,86 milhões. Em 2010, nova fiscalização encontrou plantação de soja na área embargada, resultando em outra multa, de R$ 1 milhão, e na apreensão de 47 mil sacas do produto.
A área originalmente discutida na ação tinha 1.571,20 hectares. Como 1.425,39 hectares já eram objeto de outro processo, a sentença analisou os 145,81 hectares remanescentes.
O fazendeiro deverá apresentar, em até 90 dias após o trânsito em julgado, um plano de recuperação de área degradada (PRAD) e executá-lo até a completa recuperação da área. A sentença também estabeleceu que eventual indenização por danos materiais será aplicada apenas se a recuperação for tecnicamente impossível ou houver descumprimento injustificado das medidas determinadas.
A indenização por dano moral coletivo foi fixada em 5% do valor da reparação material, a ser calculado posteriormente. Segundo a sentença, a degradação atingiu extensa área de floresta amazônica dentro de terra indígena e continuou mesmo após o embargo, afetando bem ambiental coletivo e território destinado constitucionalmente ao povo Xavante.
Os valores deverão ser destinados ao fundo previsto na Lei da Ação Civil Pública, com preferência para projetos de recuperação da própria Terra Indígena Marãiwatsédé.
A decisão é de primeira instância e pode ser contestada no Tribunal Regional Federal da 1ª Região.
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