Connect with us
17 de junho de 2026

Sustentabilidade

Análise semanal do mercado do trigo – MAIS SOJA

Published

on


A cotação do trigo, para o primeiro mês cotado em Chicago, igualmente subiu nesta semana, fechando a quinta-feira (18) em US$ 5,24/bushel, contra US$ 5,03 uma semana antes.

O relatório divulgado no dia 12/09, para o ano 2025/26, manteve a produção estadunidense em 52,4 milhões de toneladas, porém, reduziu um pouco os estoques finais, com os mesmos ficando agora em 23 milhões de toneladas naquele país. Já a produção mundial de trigo subiu para 816,2 milhões de toneladas, ganhando quase 10 milhões sobre o indicado em agosto. Com isso, os estoques finais mundiais subiram para 264,1 milhões de toneladas, quatro milhões a mais do que o indicado em agosto.

A produção da Argentina ficou projetada em 19,5 milhões de toneladas e a brasileira em 7,5 milhões. Com isso, o preço médio ao produtor estadunidense de trigo, em 2025/26, foi reduzido em 20 centavos de dólar, ficando em US$ 5,10/bushel.

Enquanto isso, nos EUA a colheita do trigo de primavera, no dia 14/09, atingia a 94% da área, contra 92% na média histórica para a data. Já o plantio do trigo de inverno alcançava 11% da área esperada, contra 13% na média histórica para a data.

E no Brasil, os preços continuam baixando. O produto de qualidade superior, nas principais praças gaúchas, recuou para R$ 68,00/saco, enquanto no Paraná os mesmos oscilaram entre R$ 69,00 e R$ 73,00/saco.

Dito isso, no Paraná a colheita da nova safra chegava a 25% da área neste início de semana, contra 34% na mesma época de 2024. Cerca de 85% das lavouras a colher estavam em boas condições, com 49% em maturação e 31% em frutificação (cf. Deral).
Já no Rio Grande do Sul, 15% das lavouras estavam na fase de enchimento de graõs (cf. Emater).


Em paralelo, além da colheita, a valorização do Real diante do dólar torna a importação mais barata, ajudando a baixar o preço do trigo nacional. Ao mesmo tempo, a Conab reduziu novamente sua estimativa de colheita para o trigo nacional, com o mesmo chegando aos nossos números indicados meses atrás, ou seja, 7,5 milhões de toneladas, sendo este o menor volume desde 2020. A área total teria sido de 2,45 milhões de hectares, com queda de 19,9% em relação a 2024 (o RS diminuiu em 13,7% sua área de trigo e o PR em 28,2%, segundo a Conab). Porém, já há analistas privados apontando que a safra final poderá ficar em apenas 7,3 milhões de toneladas (cf. StoneX).

Pelo lado das importações, apesar de as mesmas terem recuado 9,5% em agosto, ao totalizarem 493.200 toneladas, a projeção para o período de janeiro a setembro é de um total importado de 5,17 milhões de toneladas neste ano, devendo se aproximar de 7 milhões de toneladas em todo o ano de 2025.

A principal mudança em agosto foi a concentração das compras na Argentina, que saltaram de 189.500 toneladas para 465.600, passando a responder por quase todo o volume importado. Em contrapartida, origens como EUA, Rússia e Uruguai, que haviam fornecido volumes relevantes em 2024, praticamente desapareceram em 2025. No destino interno, houve maior pulverização regional, com estados como Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Pará e Espírito Santo ganhando relevância, além de pequenos os volumes destinados a regiões antes pouco representativas (cf. Safras & Mercado).

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).

FONTE

Autor:CEEMA UNIJUÍ – Prof. Dr. Argemiro Luís Brum – Comentários referentes ao período entre 02/08/2024 e 08/08/2024

Site: CEEMA UNIJUÍ

Continue Reading

Sustentabilidade

Proteína da soja começa a ganhar valor no mercado brasileiro – MAIS SOJA

Published

on


A soja começa a ser olhada não apenas pelo volume produzido, mas também pelos atributos que carrega dentro do grão. Proteína, óleo e aminoácidos ganham importância em segmentos da cadeia produtiva, ampliando o interesse por características ligadas ao valor nutricional e industrial da matéria-prima — movimento que começa a despertar atenção também no Brasil.

Pesquisas conduzidas por José Marcos Gontijo Mandarino, pesquisador da Embrapa Soja, mostram que atributos como proteína e óleo têm influência direta sobre o valor industrial do grão, especialmente no rendimento do farelo utilizado na nutrição animal. A Embrapa Suínos e Aves também trata o tema com importância, pois o farelo de soja é uma das principais fontes proteicas para aves e suínos, podendo representar entre 65% e 70% da proteína das formulações nutricionais, dependendo do sistema produtivo.

Em mercados como Estados Unidos e Canadá, produtores já recebem bonificações por soja com características específicas, incluindo maior teor de proteína, variando entre 5% e 15%, a depender do contrato. No Brasil, embora essa remuneração ainda não seja uma prática consolidada, especialistas apontam que a qualidade intrínseca do grão tende a ganhar relevância econômica — movimento semelhante ao que ocorreu na cadeia do leite, onde atributos ligados à qualidade passaram a influenciar a remuneração do produtor.

Durante muito tempo, a armazenagem foi vista quase exclusivamente como proteção de volume. Mas começa a crescer uma discussão sobre qualidade do grão entregue à indústria. Se atributos como proteína e aminoácidos passam a ter mais valor, armazenar bem deixa de ser detalhe operacional e passa a fazer parte da estratégia econômica do produtor”, afirma Elton Stadler, CEO da Provent Brasil, empresa fabricante do Sistema de Exaustão Cycloar.

Mas há um detalhe pouco percebido nessa mudança: não basta colher um bom grão. É preciso preservar sua qualidade depois da colheita. Em um Estudo da Faculdade de Agronomia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) apontou que, após seis meses de armazenagem, silos sem controle adequado do ambiente, apresentaram aumento de 58,4% nos grãos ardidos14,5% nos fermentados, além de redução no teor de proteína e maior perda de massa dos grãos. É nesse contexto que sistemas de exaustão contínua, como o Cycloar, vem ganhando espaço nas unidades armazenadoras, há mais de 30 anos. A tecnologia atua na redução do calor acumulado, da condensação e do excesso de umidade dentro dos silos, ajudando a preservar características importantes do grão ao longo do armazenamento.

O produtor pode ter um ativo valioso nas mãos e não perceber. Se o mercado começa a olhar mais proteína e qualidade intrínseca, preservar isso dentro do silo passa a ter impacto direto no bolso do produtor”, conclui Stadler.

Fonte: Assessoria de imprensa


Continue Reading

Sustentabilidade

ARROZ/CEPEA: Cotações seguem pressionadas por ampla oferta – MAIS SOJA

Published

on


Os preços do arroz em casca voltaram a recuar no Rio Grande do Sul, interrompendo a reação observada no início do mês. De acordo com o Cepea, a pressão esteve atrelada à ampla disponibilidade do cereal e às dificuldades na comercialização do arroz beneficiado, fatores que reduziram o suporte da demanda externa e dos mecanismos de apoio à comercialização promovidos pela Conab.

Segundo o Centro de Pesquisas, embora a demanda internacional tenha permanecido ativa, oferecendo alternativas de comercialização a parte dos produtores, seu impacto sobre os preços foi limitado. Ao mesmo tempo, as dificuldades na venda do arroz beneficiado continuaram a restringir a atuação compradora das indústrias, reforçando a pressão sobre o cereal em casca.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

Continue Reading

Sustentabilidade

ALGODÃO/CEPEA: Preço interno segue mais vantajoso que paridade de exportação – MAIS SOJA

Published

on


Pelo sexto mês consecutivo, os preços do algodão em pluma continuam em baixa no mercado doméstico, mas ainda apresentam vantagem quando comparados à paridade de exportação.

Neste contexto, segundo o Cepea, enquanto alguns vendedores se mostram capitalizados e focados no cumprimento dos contratos a termo, mantendo-se firmes em suas posições, outros aproveitam para liquidar o saldo remanescente da temporada 2024/25. Com a redução dos preços internacionais, parte dos agentes também adota uma postura mais flexível, em busca de novas negociações.

Pesquisadores do Cepea destacam que lotes da safra 2025/26 já começam a chegar ao mercado spot, com destaque para origens de São Paulo e da Bahia.

Do lado da demanda, de acordo com o Cepea, indústrias ainda buscam adquirir a matéria-prima a valores inferiores, fundamentados no baixo desempenho de suas vendas. Comerciantes, por sua vez, realizam fechamentos pontuais diante de uma postura cautelosa, buscando negócios “casados”.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT