Sustentabilidade
Análise semanal do mercado do milho – MAIS SOJA

Na mesma lógica da soja, as cotações do milho subiram nesta semana, mesmo com um relatório de oferta e demanda baixista para o cereal. Mas a mudança de primeiro mês cotado, em Chicago, ajudou nessa variação. Assim, o fechamento desta quintafeira (18) ficou em US$ 4,23/bushel, contra US$ 3,99 uma semana antes.
Enquanto isso, o relatório de oferta e demanda do USDA, anunciado na sexta-feira dia 12/09, indicou para o ano 2025/26 uma produção estadunidense maior em cerca de 2 milhões de toneladas, com a mesma atingindo, agora, a 427,1 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais dos EUA somariam 53,6 milhões de toneladas, praticamente repetindo o volume de um mês antes. Já a produção mundial de milho ficou estimada em 1,286 bilhão de toneladas, com recuo de 2 milhões sobre agosto, enquanto os estoques finais mundiais chegariam a 281,4 milhões, perdendo um milhão de toneladas sobre o anunciado em agosto. A produção brasileira ficaria em 131 milhões de toneladas e a da Argentina em 53 milhões de toneladas. Diante disso, o preço médio ao produtor estadunidense de milho, em 2025/26, ficou mantido em US$ 3,90/bushel.
Além disso, até o dia 14/09, a colheita estadunidense do cereal chegava a 7% da área semeada, ficando dentro da média histórica. Por sua vez, das lavouras a colher, 67% estavam entre boas a excelentes condições, sendo que 41% das mesmas estavam em fase de maturação.
E no Brasil, apesar do leve viés de alta nos preços, em algumas regiões, no geral o mercado continua muito estável. A média gaúcha recuou para R$ 61,92/saco, enquanto as principais praças locais permaneceram entre R$ 59,00 e R$ 60,00. Já nas demais localidades brasileiras, os preços oscilaram entre R$ 46,00 e R$ 64,00/saco. Segundo o Cepea, o suporte dos preços em algumas regiões estaria vindo da “firme demanda interna e da posição mais cautelosa de vendedores, que limitam o volume disponível”.
Dito isso, a Conab apontou que a produção total brasileira, em 2024/25, ficará 21% acima do ano anterior, atingindo a 139,7 milhões de toneladas de milho. Por sua vez, o plantio da nova safra de verão do cereal, já para a safra 2025/26, teria atingido a 17% da área esperada no Centro-Sul brasileiro até o dia 11/09, concentrada que está nos três Estados do Sul do país (cf. AgRural).

Especificamente no Paraná, esta safra de verão já teria sido semeada em 44% da área, sendo que 98% das lavouras estariam em boas condições. Em todo o Brasil a Conab fala em 14,7% já semeados até o dia 13/09, contra 12,9% na média de cinco anos (cf. Deral).
E as primeiras estimativas de produção para a nova safra de verão começam a surgir.
Analista privado aponta que, para 2025/26, a safra atingiria a 25,5 milhões de toneladas no Centro-Sul brasileiro, com leve aumento sobre o ano anterior (cerca de 700.000 toneladas). O motivo seria a melhoria da produtividade, que poderá chegar à média de 7.072 quilos/ha (117,9 sacos/ha), além de um aumento de 3% na área plantada, com a mesma passando a 3,6 milhões de hectares. Já a produção total do país poderá alcançar a 142,5 milhões de toneladas neste novo ano comercial (cf. Safras & Mercado). Tudo isso, evidentemente, se o clima colaborar. A área total de milho está prevista em 21,6 milhões de hectares em 2025/26, com aumento de 1,4% frente ao ano anterior.
Enquanto isso, as exportações brasileiras de milho, em setembro, já haviam atingido a 3,06 milhões de toneladas nos primeiros 10 dias úteis do mês. A média diária estaria apenas 0,1% abaixo do registrado em setembro/24. O preço médio pago por tonelada subiu 2,2% no período, indo para US$ 198,80 (cf. Secex).
Enfim, no Mato Grosso, segundo relatório do Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária), o custeio do milho, para a safra 2025/26, em agosto/25 fechou em R$ 3.295,32 por hectare. Um aumento de 0,48% em relação ao mês anterior. Já o Custo Operacional Efetivo subiu 0,33% no mês, sendo projetado em R$ 4.782,75 por hectare. Assim, o Custo Operacional Total chegou em R$ 5.372,17/ha para a temporada, incremento de 0,28% frente a julho/25. Diante disso, o valor atual do saco de milho não chega a cobrir o Custo Operacional Efetivo, ou seja, “o preço ponderado do cereal já não é suficiente para cobrir essas despesas”.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹
1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).
Autor:CEEMA UNIJUÍ – Prof. Dr. Argemiro Luís Brum – Comentários referentes ao período entre 02/08/2024 e 08/08/2024
Site: CEEMA UNIJUÍ
Sustentabilidade
Setor da soja lidera pedidos de recuperação judicial

O Brasil encerrou 2025 com recorde no número de recuperações judiciais. Ao todo, cerca de 5.600 empresas terminaram o ano nesse regime, uma alta de quase 25% na comparação anual. Entre 6% e 7% dos casos registrados estão ligados ao agro, incluindo produtores rurais e empresas da cadeia produtiva.
Segundo a advogada Lívia Paiva, o avanço é reflexo da combinação de juros elevados, que dificultam ou até inviabilizam a renegociação de dívidas, e da maior restrição na oferta de crédito.
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“Segmentos que antes sustentavam o crescimento do setor agora enfrentam um ambiente mais adverso. O cultivo de soja é o exemplo mais expressivo, liderando o número de pedidos de recuperação judicial no campo”, afirma.
Os produtores de soja vivem uma conjuntura desafiadora. Os preços das commodities recuaram, enquanto os custos de produção permanecem elevados, especialmente pela dependência de insumos dolarizados. Com margens comprimidas e crédito mais caro, a capacidade de honrar compromissos financeiros fica severamente comprometida.
O aumento das disputas contratuais e do endividamento operacional também tem impulsionado a busca por soluções extrajudiciais, na tentativa de evitar processos longos e preservar relações comerciais.
Uma dessas alternativas é a arbitragem. “Trata-se de um método privado de resolução de conflitos em que as partes, de comum acordo, escolhem um ou mais especialistas, os árbitros, para decidir sobre a disputa”, explica a advogada. Segundo ela, a decisão arbitral tem a mesma força de uma sentença judicial, mas o procedimento tende a ser mais rápido, flexível e confidencial, características que vêm atraindo empresas do agronegócio em meio ao ambiente de maior insegurança financeira.
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Sustentabilidade
Negociações travadas para o milho em boa parte do país, com foco do mercado na soja – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de milho teve uma semana com ritmo de negócios travado em vários estados. Em algumas regiões as cotações do cereal subiram com uma disponibilidade de produto mais restrita, com produtores retraídos na fixação de ofertas e com a necessidade de aquisições por parte dos compradores, como observado em São Paulo e Paraná.
No Centro-Oeste e Sudeste as colheitas estão atrasadas devido às chuvas ocorridas ao longo das últimas semanas. Como destaca Safras & Mercado, em alguns pontos, como em São Paulo, consumidores estão buscando lotes para avanço de estoques, estudando pedidas mais altas dos produtores.
Muitos agentes do mercado estão focados na soja, tanto na colheita como escoamento, e o milho está ficando de lado. Isso oferece sustentação às cotações do milho. A evolução do clima, o atraso da colheita da soja, o plantio da safrinha e o encarecimento dos fretes são pontos de especulação no momento.
O dólar comercial na semana, entre as quintas-feiras 05 e 12 de fevereiro, caiu de R$ 5,253 para R$ 5,1933, acumulando baixa de 1,1% no período. O dólar fraco deixa mais lento o movimento de exportação no porto.
No balanço desta semana, entre as quintas-feiras 05 e 12 de fevereiro, o milho na base de venda em Cascavel, Paraná, subiu de R$ 62,00 a saca para R$ 63,00, alta de 1,6%. Em Campinas/CIF, o milho avançou de R$ 68,00 para R$ 71,50 a saca na base de venda neste intervalo, elevação de 5,1%. Na região Mogiana paulista, o cereal passou de R$ 65,00 para R$ 66,00 a saca, avanço de 1,5%.
Em Rondonópolis, Mato Grosso, a cotação ficou estável na base de venda na semana em R$ 55,00 a saca. Já em Erechim, Rio Grande do Sul, o preço caiu de R$ 65,00 para R$ 64,00 a saca (-1,5%).
Em Uberlândia, Minas Gerais, o preço na venda na semana desceu de R$ 63,00 para R$ 62,00 a saca (-1,6%). E em Rio Verde, Goiás, o preço na venda ficou estável no comparativo semanal em R$ 60,00.
No Porto de Paranaguá/Paraná, preço estável na base de venda na semana em R$ 69,00. No Porto de Santos/São Paulo, cotação inalterada no comparativo semanal em R$ 70,00.
Fonte/Autor: Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência Safras News
Sustentabilidade
Ceema: Trigo sobe em Chicago e atinge maior valor desde novembro – MAIS SOJA

Comentários referentes ao período entre 19/12/2025 e 12/02/2026
Em Chicago, as cotações do trigo subiram no período dos últimos dois meses. O primeiro mês cotado saiu de US$ 5,07/bushel no dia 18/12 para US$ 5,36 no início da segunda semana de janeiro. Posteriormente, a mesma voltou a recuar, voltando aos US$ 5,07 no dia 21/01. Desta data em diante a mesma subiu para níveis de US$ 5,30 a US$ 5,40, sendo que o fechamento desta quinta-feira (12/02) avançou mais, ficando em US$ 5,52/bushel, o valor mais alto desde o dia 05 de novembro passado.
O relatório do USDA, deste dia 10/02, pouco trouxe de novidades para o ano 2025/26. O mesmo apontou uma safra mundial de 841,8 milhões de toneladas e estoques finais globais em 277,5 milhões, neste caso com recuo de cerca de 700.000 toneladas sobre janeiro. A produção e os estoques finais estadunidenses permaneceram em 54 e 25,3 milhões de toneladas respectivamente. A produção brasileira seria de 8 milhões de toneladas e a da Argentina um recorde de 27,8 milhões. Enquanto os argentinos exportariam 18 milhões de toneladas, o Brasil importará 7,3 milhões.
Dito isso, no Brasil os preços se mantiveram relativamente estáveis nestes dois meses. No Rio Grande do Sul as principais praças permaneceram em R$ 55,00/saco, enquanto no Paraná elas recuaram um pouco, ficando agora entre R$ 61,00 e R$ 65,00/saco. Isso tudo para o produto de qualidade superior.
A forte desvalorização do Real deixa o trigo importado mais barato, segurando os preços internos. Pelo lado das exportações, segundo a Secex, o Brasil exportou, em janeiro/26, um total de 370.600 toneladas, com trigo praticamente todo gaúcho. Em 12 meses, os embarques somam 2,1 milhões de toneladas, contra 2,45 milhões entre fevereiro/24 e janeiro/25. Por sua vez, o país importou, em janeiro, um total de 504.200 toneladas de trigo. Em 12 meses (fev/25-jan/26) o total importado chegou a 6,68 milhões de toneladas, contra 6,75 milhões importadas no ano anterior.
Já a produção final brasileira de trigo teria ficado em 7,87 milhões de toneladas em 2025, sendo, deste total, 3,58 milhões de toneladas no Rio Grande do Sul e 2,77 milhões no Paraná.
Enfim, de forma geral, as negociações estão lentas, diante da pouca demanda interna. No Rio Grande do Sul, as negociações seguem travadas, com os vendedores pedindo em torno de R$ 1.100,00/tonelada no interior, enquanto os compradores buscam negócios para entregas em março, com pagamento em abril, entre R$ 1.050,00 e R$ 1.070,00/tonelada. A concorrência do trigo paraguaio e uruguaio é forte, com o paraguaio mostrando-se mais competitivo no noroeste gaúcho (com diferença próxima de R$ 120,00/tonelada em relação ao produto argentino). Por outro lado, em Santa Catarina, o trigo oriundo do Rio Grande do Sul chega aos moinhos do Leste do estado com valores entre R$ 1.230,00 e R$ 1.250,00/tonelada CIF, abaixo das ofertas locais, que variam de R$ 1.250,00 a R$ 1.300,00/tonelada FOB.
E no Paraná, os moinhos estão abastecidos até fins de fevereiro e demonstram interesse apenas em entregas para março, com pagamento em abril. Os preços ficam entre R$ 1.200,00 e R$ 1.280,00/tonelada CIF, dependendo da região. O trigo gaúcho e o paraguaio continuam sendo opções competitivas (cf. TF Agronômica).

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹
1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).

Autor:Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹
Site: Ceema/Unijuí
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