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8 de maio de 2026

Sustentabilidade

Análise semanal do mercado da soja – MAIS SOJA

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Na esteira do anúncio do relatório de oferta e demanda do USDA, no dia 12/09, o mercado da soja assumiu uma postura mais altista, embora o relatório e os fundamentos deste mercado sejam baixistas. Assim, o fechamento desta quinta-feira  (18), para o primeiro mês cotado (agora novembro), ficou em US$ 10,37/bushel, contra US$ 10,15 uma semana antes.

Dito isso, o relatório aumentou a estimativa de colheita nos EUA para 117,1 milhões de toneladas para a safra 2025/26, contra 116,8 milhões em agosto. Os estoques finais estadunidenses somam, agora, 8,2 milhões, contra 7,9 milhões de toneladas em agosto. A produção mundial de soja passou a 425,9 milhões de toneladas, contra 426,4 milhões, enquanto os estoques finais mundiais fechariam este novo ano comercial em 124 milhões de toneladas, contra 124,9 milhões em agosto. A produção brasileira seria de 175 milhões e a da Argentina de 48,5 milhões de toneladas, enquanto as importações chinesas foram mantidas em 112 milhões de toneladas. Diante disso, o preço médio ao produtor de soja estadunidense, em 2025/26, foi reduzido em 10 centavos de dólar, ficando agora em US$ 10,00/bushel.

Enquanto isso, no dia 14/09, 5% da área de soja nos EUA havia sido colhida, contra 3% na média para esta época. Das lavouras ainda a colher, 63% estavam em boas ou excelentes condições, contra 64% da semana anterior, sendo que 41% das lavouras registravam queda das folhas.

E no Brasil, apesar de Chicago um pouco mais forte e dos prêmios ainda firmes, a nova valorização do Real frente ao dólar, com nossa moeda passando a R$ 5,30/dólar e até menos em alguns momentos da semana, os preços se reacomodaram. No Rio Grande do Sul, apesar de a média ter subido para R$ 126,09/saco na semana, as principais praças locais registraram R$ 123,00. E no restante do país os valores da oleaginosa oscilaram entre R$ 119,00 e R$ 126,00/saco.

Em paralelo, o plantio da nova safra de soja brasileira teria atingido, até o dia 11/09, a 0,12% da área esperada para todo o país (cf. AgRural). No Paraná, a mesma teria atingido a 3% do total esperado em 16/09 (cf. Deral). Para comparação, em 2024 o plantio havia atingido 1% da área na mesma época, enquanto em 2023 e 2022 o índice era de 6% em meados de setembro. A área plantada com soja do Paraná está estimada em cerca de 5,8 milhões de hectares, com aumento de 1% na comparação com o ano anterior.

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E no Mato Grosso do Sul, com o fim do vazio sanitário em 15/09, o plantio da soja  também iniciou. Espera-se uma área total de 4,79 milhões de hectares, com aumento de 5,9% sobre o ano anterior. Em clima normal, a produção deverá atingir a 15,2 milhões de toneladas, ganhando 8,1% sobre o ano anterior. Já a produtividade média projetada é de 52,8 sacos/hectare, com crescimento de 2% sobre o ano anterior (cf. Aprosoja/MS).

Além do clima, os altos custos de produção preocupam os produtores locais. “Comparando com julho de 2024, observa-se alta expressiva em diversos fertilizantes: o MAP subiu 43%, o MAP Purificado 44%, a ureia 25% e o cloreto de potássio (KCL) 23%. Até mesmo insumos de uso complementar, como o Starter  Manganês Platinum (+39%) e o Nitrato de Potássio (+16%), tiveram valorização relevante”

Por sua vez, um estudo da Serasa Experian indica que a soja responde por cerca de 30% do custeio total do agronegócio brasileiro e vem vivendo, nos últimos anos, um cenário de forte oscilação de receitas, custos e margens. A partir de dados dos últimos cinco anos em diversos municípios brasileiros o estudo criou quatro categorias de análise para entender o impacto nas margens:

-produtores com terras próprias e sem necessidade de custeio; produtores com terras próprias e 100% de custeio financiado;

– produtores arrendatários e sem necessidade de custeio; produtores arrendatários e 100% de custeio financiado.

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Como resultado tem-se que “nas últimas cinco safras, o ciclo 2021/22 marcou o auge de rentabilidade para o produtor, com receita média de R$ 8.465,03 por hectare, impulsionada pelo preço da saca acima de R$ 150,00 e, em alguns casos, ultrapassando R$ 175,00. Porém, a produtividade caiu 7% devido a condições climáticas adversas. Nos anos seguintes, a realidade mudou: em 2023/24, a receita por hectare caiu 15% em relação ao pico registrado em 2021/22, chegando a R$ 6.922,12, acompanhada de queda de 3% na produtividade. Os custos também pesaram. Fertilizantes e defensivos subiram fortemente entre 2021 e 2022, pressionados pela pandemia e pela guerra na Ucrânia. O custo por hectare atingiu o pico em 2022/23, com R$ 5.713,62 para produtores com terras próprias e R$ 7.505,49 para arrendatários. Mesmo com uma leve queda posterior, os patamares seguem elevados. Esse descompasso impactou diretamente a rentabilidade. No caso do produtor proprietário, a margem média que era de 48,6% em 2020/21 caiu para 29,6% em 2022/23, e recuperou um pouco para 35,7% em 2024/25. Para o arrendatário, a situação foi mais crítica: de 27,2% em 2020/21 para apenas 7,3% em 2023/24, com recuperação parcial para 14,8% em 2024/25. Cenários com financiamento total dos custos no mercado de crédito ampliam ainda mais essa pressão, reduzindo as margens a níveis mínimos”. Assim, cada vez mais o produtor precisa de um excelente gerenciamento de sua propriedade em geral e das lavouras em específico. Isso passa pela produção, comercialização da mesma, gestão de custos e visão empresarial.

Por sua vez, no Brasil identifica-se que a participação do óleo de soja, na margem de lucro da indústria de esmagamento, praticamente se igualou à do farelo nesta semana, atingindo um patamar recorde que reflete o avanço da demanda do setor de biodiesel.

A parte do óleo na margem da indústria aumentou para 49%, enquanto a do farelo passou a 51%, no dia 11/09, após o Brasil ter elevado em agosto a mistura de biodiesel no diesel a 15% no país. Lembrando que cerca de 80% do biocombustível foi feito a partir de óleo de soja, segundo dados de julho da reguladora ANP. “A título de comparação, a participação média do farelo na margem de lucro das indústrias no ano passado foi 62,2%, enquanto a do óleo foi de 37,8%, considerando-se como base os preços da soja em grão, do óleo e do farelo no Estado de São Paulo. O valor do óleo de soja, posto na região de São Paulo, com 12% de ICMS, avançou 3,4% entre 4 e 11 de setembro, atingindo a R$ 7.531,65/tonelada no dia 11/09, o maior patamar nominal desde 18 de novembro de 2024. No período, a chamada margem de esmagamento subiu 8,3%, chegando a R$ 495,70/tonelada. O retorno financeiro da indústria, em relação ao custo da soja, avançou para 23,9% no dia 11/09 (cf. Cepea).

Em tal contexto, espera-se que o Brasil esmague um recorde de 58,5 milhões de toneladas de soja em 2025. Esse volume seria 5% acima do registrado em 2024. E isso se deve ao impulso dado pelo biodiesel. Daí a pressão das indústrias do setor para aumentar a mistura do biodiesel ao diesel de petróleo. Com o aumento na perspectiva de processamento, o estoque final total de soja foi ajustado para 4,4 milhões de toneladas, com queda de 5,4% frente à estimativa anterior, mas ainda acima das 4,1 milhões do ano passado. Por outro lado, a produção de farelo de soja foi elevada para 45,1 milhões de toneladas, com exportações projetadas em 23,6 milhões de toneladas e consumo interno em 19,5 milhões de toneladas. Já a produção de óleo de soja foi elevada para 11,7 milhões de toneladas, com exportações de 1,35 milhão de toneladas e consumo interno de 10,5 milhões de toneladas (cf. Abiove).

 

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Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).

FONTE

Autor:CEEMA UNIJUÍ – Prof. Dr. Argemiro Luís Brum

Site: CEEMA UNIJUÍ

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Sustentabilidade

Preço da soja no Brasil não resiste à nova queda de Chicago: veja as cotações

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Fechamento da soja. Foto: Daniel Popov/ Canal Rural

O mercado brasileiro de soja teve mais uma sessão de pouca movimentação, com negócios pontuais e ritmo lento tanto nos portos quanto no mercado interno.

De acordo com o analista da Safras & Mercado Rafael Silveira, o cenário segue marcado pela cautela dos agentes e pelas cotações enfraquecidas.

Ao longo do dia, o analista menciona que a Bolsa de Chicago operou em queda, enquanto os prêmios não conseguiram compensar o movimento recente de baixa. "As ofertas continuam depreciadas em termos de valor", acrescenta.

Nos portos, o ritmo seguiu limitado, assim como no mercado doméstico. Segundo Silveira, o ambiente também é influenciado pela expectativa em torno do próximo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). “Todo mundo está esperando os números da próxima semana, que serão divulgados na próxima terça-feira, dia 12”, resume.

Preços médios da saca de soja

  • Passo Fundo (RS): R$ 122,50
  • Santa Rosa (RS): R$ 123,50
  • Cascavel (PR): recuou de R$ 118,50 para R$ 118
  • Rondonópolis (MT): R$ 107,50
  • Dourados (MS): R$ 110,50
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 109,50 para R$ 109
  • Porto de Paranaguá (PR): baixou de R$ 128,50 para R$ 128
  • Porto de Rio Grande (RS): permaneceu em R$ 128,50

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta quinta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), mas acima das mínimas do dia.

Silveira pontua que o comportamento de outros mercados, principalmente do petróleo, foi determinante para as oscilações da soja, em dia de muita volatilidade e de ajustes.

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O petróleo iniciou o dia com fortes perdas, mas reduziu a retração na parte da tarde, chegando até mesmo a operar no território positivo.

“Tudo gira em torno das negociações entre Irã e Estados Unidos em busca de uma solução para o conflito no Oriente Médio. A falta de novidades trouxe certo ceticismo ao mercado”, relata o analista.

Contratos futuros

soja preço baixo guerra comercial
Foto: Pixabay/ Arte Canal Rural
Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 2,50 centavos de dólar, ou 0,2%, a US$ 11,92 1/4 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 11,86 3/4 por bushel, com retração de 2,25 centavos de dólar ou 0,18%.

Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 1,60 ou 0,50% a US$ 318,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 74,15 centavos de dólar, com perda de 0,87 centavo ou 1,15%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,05%, sendo negociado a R$ 4,9222 para venda e a R$ 4,9202 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,8954 e a máxima de R$ 4,9304.

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Sustentabilidade

Colheita do arroz alcança 96,41% da área cultivada no RS – MAIS SOJA

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A colheita do arroz no Rio Grande do Sul atingiu 96,41% da área cultivada nesta primeira semana de maio. O levantamento foi realizado pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) e divulgado nesta quinta-feira (7/5).

Do total de 891.908,50 hectares destinados ao cultivo na safra 2025/2026, a maior parte das lavouras já foi colhida, consolidando o avanço dos trabalhos nas principais regiões produtoras do Estado.

As regionais da Zona Sul e da Planície Costeira Externa lideram os índices de colheita e estão mais próximas do encerramento das operações, com 98,81% e 98,46% das áreas colhidas, respectivamente.

Na sequência aparecem a Planície Costeira Interna, com 98,13%; a Campanha, com 97,02%; a Fronteira Oeste, com 95,92%; e a Região Central, que registra 89,84% da área colhida.

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De acordo com a Divisão de Assistência Técnica e Extensão Rural (Dater/Irga), ao término da colheita será realizado um levantamento consolidado da safra, contemplando dados de área colhida, produtividade e possíveis perdas registradas durante o ciclo produtivo.

Fonte: IRGA



 

FONTE

Autor:IRGA

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Site: IRGA

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Sustentabilidade

Cenário climático reforça a importância do planejamento agrícola – MAIS SOJA

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Em comparação a março, abril apresentou redução no volume de chuvas, especialmente na região central do Brasil, afetando diretamente a disponibilidade de água no solo. Conforme o Boletim do Sistema TempoCampo/Esalq de maio de 2026, embora grande parte do território nacional, com destaque para a região Norte, ainda apresente elevada umidade no solo, a região central registrou redução no volume de água armazenado durante o mês de abril (Figura 1).

Figura 1. Armazenamento de água no solo, meses de março e abril de 2026 (atualização 05 de maio de 2026).
Fonte: Prof Fábio Marin

Apesar da redução observada, o cenário ainda não caracteriza, na maior parte das regiões produtoras do país, condições críticas ao desenvolvimento das culturas agrícolas. Para a primeira quinzena de maio, as projeções climáticas indicam continuidade das maiores precipitações sobre a região Norte e faixa litorânea do Nordeste, situação que demanda atenção devido aos elevados volumes de chuva já registrados nessas áreas.

Segundo o INMET, para o trimestre maio-julho-julho, a previsão é de precipitações dentro da média climatológica na região central do Brasil, enquanto as regiões Norte e Sul tendem a registrar chuvas dentro ou ligeiramente acima da média (Figura 2).

Figura 2. À esquerda: precipitação total prevista para o trimestre maio-julho-julho de 2026. À direita: Anomalias de precipitação para o trimestre maio-julho-julho de 2026. INMET (06 de Maio de 2026).
Fonte: INMET (2026)

Ainda que previsões a longo prazo possam apresentar grande incerteza, para o mês de junho, caso as projeções climática se concretize, de acordo com as previsões de anomalia das precipitações, são esperadas chuvas dentro da média e/ou ligeiramente acima da média para o período, na maioria das regiões do país.

Fenômenos ENSO

Com divergência entre modelos climatológicos, a intensidade do Fenômeno El Niño ainda é indefinida. No entanto, a ocorrência desse fenômeno é esperada, havendo concordância entre a maioria dos modelos quanto a ocorrência do El Niño (figura 3) com mais de 90% de probabilidade de ocorrência desse fenômeno a partir do trimestre setembro-outubro-novembro (figura 4).

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Figura 3. Modelos de previsão ENSO para abril de 2026.
Fonte: IRI (2026)


Figura 4. Previsão oficial de probabilidade do CPC ENSO.
Fonte: IRI (2026)

Por outro lado, a intensificação do El Niño, especialmente a partir do trimestre agosto-setembro-outubro, poderá influenciar o estabelecimento e o desenvolvimento das culturas agrícolas, impactando as operações no campo. Diante disso, o acompanhamento contínuo das previsões meteorológicas e dos prognósticos climáticos será fundamental para o ajuste das estratégias de manejo e do planejamento das áreas de cultivo.

Confira abaixo o boletim completo do sistema TempoCampo/ESALQ de maio de 2026.


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Referências:

INMET. CLIMA. Instituto Nacional de Meteorologia, 2026. Disponível em: < https://clima.inmet.gov.br/progp/0 >, acesso em: 07/05/2026.

IRI. ENSO FORECAST. Columbia Climate Schol International Research Institute for Climate and Society, 2026. Disponível em: < https://iri.columbia.edu/our-expertise/climate/forecasts/enso/current/ >, acesso em: 07/05/2026.

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