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Novo CEO reforça estratégia de expansão e governança na Jotabasso

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Tages Martinelli como novo CEO da Sementes Jotabasso. Referência nacional em sementes de soja, com mais de 50 anos de mercado, a mudança no comando da operação reforça a estratégia de expansão e governança da empresa. Fundada em 1971 por João Basso, a sementeira atua em seis unidades localizadas em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. A empresa também possui atuação comercial com sementes de sorgo e trigo e pecuária.

Com um portfólio desenvolvido em parceria com as principais obtentoras de genética de soja em atuação no país, a capacidade atual de produção é de 2 milhões de sacas de sementes. A empresa destina 70 mil hectares à produção de sementes e está entre os líderes de produção e distribuição do agronegócio brasileiro.

Natural de Ronda Alta (RS), filho de pequenos produtores rurais, Martinelli ingressou na Jotabasso em 1998. Nesses mais de 25 anos atuou em diversas áreas, como nas gerencias Administrativo e Financeiro, de Recursos Humanos e de Sustentabilidade. Mais recentemente respondia pela diretoria Comercial.

O movimento chega para reforçar o posicionamento da empresa em um ambiente de reestruturação do mercado de sementes no Brasil. O executivo assume a posição em um momento de expansão do setor no país, impulsionado pelo incremento da área cultivada e pela adoção de novas tecnologias.

José Amaral, que respondia como CEO até o último mês de maio, segue no Conselho de Administração da Jotabasso.

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Reunião de Pesquisa de Soja abre inscrições e deve reunir cerca de 500 participantes em Londrina

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Divulgação Embrapa Soja

A programação da 40ª edição da Reunião de Pesquisa de Soja (RPS), promovida pela Embrapa Soja, está com inscrições abertas. O evento será realizado nos dias 10 e 11 de junho, em Londrina (PR), com expectativa de reunir aproximadamente 500 participantes. Para se inscrever acesse o link.

O público inclui pesquisadores, profissionais das ciências agrárias, empresas de desenvolvimento de produtos e tecnologias, produtores rurais, além de professores e acadêmicos ligados à cadeia produtiva da soja.

De acordo com a presidente da RPS, Liliane Henning, pesquisadora da Embrapa Soja, o encontro vai promover debates sobre desafios e inovações que impactam diretamente o setor. A programação inclui sessões plenárias de abertura e encerramento, além de palestras e painéis temáticos conduzidos por especialistas.

“Nossa proposta é proporcionar espaços para troca de conhecimentos, atualização profissional e discussão de desafios estratégicos para a sustentabilidade da soja brasileira”, afirma Liliane. “Reafirmamos o papel desse evento como o principal fórum de pesquisa do complexo agropecuário da soja”, completa.

Além da programação técnica, a RPS também se consolida como uma vitrine tecnológica. Empresas e organizações terão a oportunidade de apresentar soluções e inovações voltadas ao desenvolvimento da cadeia produtiva, ampliando o diálogo com os diferentes elos do setor.

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Colheita de milho avança na Argentina, diz Bolsa de Buenos Aires

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Foto: Wenderson Araujo-Trilux/CNA

A colheita de milho na Argentina alcançou na última semana 13% da área plantada, um avanço semanal de 3,6 pontos porcentuais, conforme dados da Bolsa de Cereais de Buenos Aires, divulgados na quinta-feira (19).

Os trabalhos estão concentrados no Núcleo Norte, onde o rendimento médio está em 9,82 toneladas por hectare, disse a bolsa.

No Núcleo Sul, a colheita começa a ganhar força, com produtividade em torno de 8,66 toneladas por hectare. O rendimento médio nacional está em 8,4 toneladas por hectare, e a estimativa de produção foi mantida em 57 milhões de toneladas.

Condições para a soja melhoram

A bolsa disse também que 38% da safra de soja na Argentina tinha condição boa ou excelente na última semana, melhora de 3 pontos porcentuais ante a semana anterior. A parcela em condição regular ou ruim passou de 24% para 22%.

A área com condição hídrica adequada ou ótima passou de 72% para 79%. Já a área com condição hídrica regular ou de seca diminuiu de 27% para 19%. A projeção de safra foi mantida em 48,5 milhões de toneladas.

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Guerra no Irã expõe, mais uma vez, a dependência do Brasil de fertilizantes importados

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Foto: Daniel Popov/Canal Rural

O Brasil segue altamente dependente da importação de fertilizantes. Dados da Associação Nacional de Difusão de Adubos (Anda) apontam que até 90% dos adubos que o país consome vêm do exterior.

Essa dependência deixa o Brasil mais exposto a choques externos, como conflitos geopolíticos e restrições comerciais, que afetam diretamente a oferta global e elevam os custos de produção no campo.

Com a guerra no Oriente Médio, o cenário tende a se agravar, uma vez que o Irã é um importante fornecedor de ureia e amônia.

“Desde que o conflito começou, a ureia vendida nos portos do Brasil (modalidade CFR) já aumentou 36% no mercado brasileiro”, explica Tomás Pernías, analista de inteligência de mercado da StoneX. Segundo ele, se trata de uma valorização significativa de preços para o nitrogenado.

Os iranianos também são importantes produtores de petróleo e controlam uma rota marítima de extrema relevância, que é o Estreito de Ormuz. Os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã causaram o fechamento da rota e, consequentemente, a elevação nos preços do petróleo.

O movimento influencia diretamente os preços de energia e, por tabela, os preços dos fertilizantes, porque a produção e o transporte desses insumos são muito dependentes de energia.

Comercialização travada e impactos no milho

O aumento no preço dos fertilizantes também afeta a comercialização.

“Os fornecedores não estão mantendo os preços, então o que tem acontecido é a reprecificação de acordo com o mercado”, relata Davi Alvim, CEO da Autem Trade Company. De acordo com ele, as compras ocorrem apenas quando não há outra opção.

Na avaliação do analista da StoneX, a alta dos nitrogenados causa maior preocupação para o milho, que é uma cultura intensiva em nitrogênio. “Se os preços permanecerem altos nos próximos meses, crescem as chances de que a safrinha do ano que vem tenha custos de produção mais altos”, alerta.

Ele também ressalta possíveis impactos na primeira safra de milho, mesmo que a área plantada seja menor se comparado à safrinha.

Restrição por parte da China também preocupa

A turbulência nesse mercado por causa de conflitos geopolíticos, entretanto, não é novidade. Em 2022, com o início da guerra da Rússia contra a Ucrânia, os preços dos fertilizantes também dispararam, aumentando os custos de produção da agricultura brasileira.

Diante das incertezas em relação ao mercado russo, principal fornecedor de fertilizantes ao Brasil até então, a China passou a ocupar papel de destaque nas importações brasileiras. Contudo, o país asiático está restringindo as exportações sob a justificativa de proteger o mercado interno.

“Para alguns produtos, como o sulfato de amônio, a China domina praticamente 100% das nossas importações”, aponta Pernías. Contudo, o especialista ressalta que o movimento de restrição é comum em épocas de volatilidade.

Na mesma linha, Alvim afirma que o mercado já acompanhava essa restrição chinesa, que pode se estender até agosto. Na avaliação dele, esse fator também deve pressionar os preços para cima.

“Há quase uma impossibilidade de vinda de produto chinês no curto e médio prazo para o Brasil”, diz.

Segundo análise da Scot Consultoria, com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), a China foi responsável por 27,4% das compras de fertilizantes pelo Brasil em 2025. Em segundo lugar aparece a Rússia, com 25,4%.

No total, o Brasil importou 45,5 milhões de toneladas de insumos no ano passado.

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