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11 de julho de 2026

Business

Soja travada: preços caem e produtores seguram vendas; Chicago recua

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O mercado brasileiro de soja apresentou pouco movimento nesta quinta-feira (18) . Segundo Rafael Silveira, analista da Safras & Mercado, os produtores, em várias regiões, já se preparam para o plantio e seguem segurando as ofertas, mantendo pedidas em patamares altos.

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A indústria, por sua vez, também mantém cautela. “As margens de esmagamento continuam pressionadas pelos preços mais caros da soja”, observou. Na Bolsa de Chicago, houve leve recuo; o dólar oscilou bastante, mas sem grandes variações. Os prêmios chegaram a cair durante o dia, mas recuperaram parte das perdas. No fim, os preços ficaram entre estáveis e um pouco mais fracos nas indicações de compra.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): caiu de 134,00 para 133,00
  • Santa Rosa (RS): caiu de 135,00 para 134,00
  • Rio Grande (RS): caiu de 140,00 para 139,00
  • Cascavel (PR): manteve em 134,50
  • Paranaguá (PR): caiu de 138,50 para 138,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em 127,00
  • Dourados (MS): manteve em 125,00
  • Rio Verde (GO): manteve em 124,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja recuaram na sessão desta quinta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). A fraca demanda por parte da China, a entrada da safra americana e as incertezas sobre o mandato de biocombustíveis nos Estados Unidos pressionaram as cotações.

A proposta da Agência de Proteção Ambiental (EPA), apresentada na terça-feira, não esclarece como as obrigações de mistura de biocombustíveis seriam realocadas no âmbito do programa de Isenção para Pequenas Refinarias do governo.

As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2025/26, com início em 1º de setembro, ficaram em 923.000 toneladas na semana encerrada em 11 de setembro. O Egito liderou as compras, com 228.400 toneladas. Para a temporada 2026/27, foram mais 2.300 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 400 mil e 1,5 milhão de toneladas, somando-se as duas temporadas. As informações foram divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Contratos futuros

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 6,25 centavos de dólar, ou 0,59%, a US$ 10,37 1/2 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,56 1/2 por bushel, com baixa de 6,50 centavos ou 0,61%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 1,00 ou 0,35%, a US$ 284,70 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 51,13 centavos de dólar, com perda de 0,65 centavo ou 1,25%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,32%, sendo negociado a R$ 5,3190 para venda e a R$ 5,3170 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2697 e a máxima de R$ 5,3195

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Safra de soja robusta? USDA divulga projeções para a oleaginosa; confira

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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) manteve inalteradas as projeções para as safras de soja e milho do Brasil na temporada 2025/26 em seu mais recente relatório mensal de oferta e demanda.

Para a soja, a estimativa permanece em 175 milhões de toneladas, consolidando o Brasil como o maior produtor mundial da oleaginosa. Caso o volume se confirme, a produção representará um novo recorde para o país.

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Projeções para o milho

No milho, o USDA também manteve a projeção em 131 milhões de toneladas, sustentada pelas boas perspectivas para a segunda safra, responsável pela maior parte da produção nacional.

Além da produção, o órgão norte-americano preservou as estimativas para as exportações brasileiras dos dois grãos. A expectativa é de que o Brasil continue liderando o comércio global de soja e mantenha posição de destaque nas vendas externas de milho.

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Colher café na hora certa pode aumentar o rendimento e reduzir perdas, revela pesquisa da Ufes

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Foto: Ufes

Quem trabalha com café sabe que acertar o momento da colheita faz diferença na qualidade da bebida. O que muita gente ainda não imagina é que esse detalhe também pesa — literalmente — no rendimento da lavoura.

Uma pesquisa da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), publicada recentemente em dois dos mais respeitados periódicos científicos internacionais da área — a Experimental Agriculture, da Cambridge University Press, e a Scientific Reports, do grupo Nature — revela que o momento da colheita pode fazer toda a diferença na rentabilidade da lavoura de café. O estudo mostra que colher frutos antes ou depois do ponto ideal de maturação reduz o peso dos grãos e, consequentemente, o rendimento comercial da produção. Em alguns materiais genéticos avaliados, essas perdas ultrapassaram 60%.

O estudo foi conduzido pelo pesquisador Fábio Luiz Partelli e equipe, que acompanharam durante todo o processo de maturação seis genótipos de café Conilon registrados pela Ufes: Pirata, Bamburral, A1, Clementino, Beira Rio 8 e P1.

Ao longo de nove coletas, realizadas a cada 14 dias, os pesquisadores monitoraram o desenvolvimento dos frutos, o acúmulo de matéria seca e o peso dos grãos. O objetivo era responder a uma pergunta simples, mas extremamente importante para o produtor: afinal, quando vale a pena colher?

A resposta veio acompanhada de números que chamam atenção. Nos frutos ainda verdes, os grãos apresentaram menor formação, coloração mais escura e perdas que chegaram a quase 68% em um dos genótipos avaliados. Já quando a colheita ocorreu próximo do ponto ideal de maturação — com aproximadamente 90% dos frutos maduros — os grãos apresentaram maior peso, melhor formação e qualidade comercial superior.

Segundo Fábio Partelli, o produtor não deve olhar apenas para a cor dos frutos, mas também planejar toda a colheita de acordo com o ciclo de maturação de cada material.

“Quando organizamos os genótipos conforme o ciclo de maturação, conseguimos distribuir melhor a mão de obra e as máquinas, reduzindo perdas e aumentando a eficiência da colheita”, explica o pesquisador. A estratégia também evita que parte da lavoura seja colhida ainda verde ou permaneça tempo demais no campo, quando os frutos já começam a perder peso naturalmente.

Outro resultado interessante é que nem todos os genótipos amadurecem no mesmo ritmo. Enquanto materiais como Pirata, A1 e Beira Rio 8 apresentam ciclos mais precoces, o genótipo P1 possui maturação mais tardia. Essa diferença reforça a importância do planejamento da lavoura desde o plantio, permitindo escalonar a colheita e utilizar melhor os recursos disponíveis.

Para Partelli, colher no momento correto representa um ganho silencioso, mas altamente rentável. Não exige novos equipamentos, não aumenta a área plantada e nem depende de insumos extras. Exige, acima de tudo, conhecimento sobre a planta e organização da propriedade.

A pesquisa reforça uma conclusão importante para a cafeicultura moderna: muitas vezes, o maior ganho do produtor não está em produzir mais frutos, mas em transformar uma quantidade maior deles em grãos de qualidade e com maior peso. Afinal, quando o assunto é café, alguns dias podem representar muitos quilos a mais no terreiro — e também mais dinheiro no fim da safra.

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Lei reconhece Mara Rosa como Capital Nacional do Açafrão

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A Lei 15.464/26 concedeu ao município de Mara Rosa, em Goiás, o título de Capital Nacional do Açafrão. O texto foi sancionado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e publicado no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (10).

A norma tem origem no Projeto de Lei 2522/21, apresentado pelo ex-deputado João Campos (GO). A proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal antes da sanção presidencial.

Ao justificar o projeto, João Campos citou dados sobre a cultura do açafrão em Mara Rosa. Segundo as informações apresentadas à época, o município respondia por cerca de 90% da produção goiana e por aproximadamente 30% da produção brasileira.

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Com o reconhecimento em lei, Mara Rosa passa a ter o título nacional associado à produção de açafrão. A medida formaliza, no âmbito federal, a identificação do município com a cultura agrícola mencionada no projeto.

Publicada nesta sexta-feira (10), a Lei 15.464/26 oficializa o título de Capital Nacional do Açafrão para Mara Rosa, município goiano citado no projeto como um dos principais polos da cultura no país.

Fonte: camara.leg.br

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