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22 de setembro de 2026

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Frente fria muda o tempo e leva temporais a Mato Grosso nesta terça

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Sistema avança do sul para o norte do estado, com previsão de chuva forte, raios e ventos de até 70 km/h

Uma frente fria avança sobre Mato Grosso nesta terça-feira (22) e deve mudar as condições do tempo em diferentes regiões do estado. A previsão aponta possibilidade de chuva forte, raios e rajadas de vento que podem variar entre 30 e 70 km/h.

De acordo com a plataforma NetClima, a instabilidade deve atingir primeiro os municípios do sul mato-grossense durante a manhã. No decorrer do dia, o sistema avança em direção às regiões central e norte.

A mudança também deve provocar uma leve redução nas temperaturas. Em Cuiabá, os termômetros podem chegar aos 30°C. Nos próximos dias, a tendência é de chuva isolada, ventos moderados e temperaturas sem grandes variações em diferentes pontos do estado.

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A chegada do temporal exige cuidados da população. Ventos fortes podem derrubar árvores e galhos, além de arremessar objetos contra a rede elétrica e causar danos a postes, cabos e outros equipamentos.

A Energisa orienta que aparelhos eletrônicos sejam desligados e retirados das tomadas durante tempestades com raios. Reparos em telhados, antenas ou estruturas próximas da fiação também devem ser adiados até que as condições sejam seguras.

A recomendação é permanecer em locais cobertos e evitar áreas abertas, árvores, postes, cercas e torres de transmissão. Nas estradas e vias urbanas, motoristas devem reduzir a velocidade, não atravessar trechos alagados e evitar estacionar perto de árvores, placas ou estruturas que possam cair.

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El Niño deve intensificar seca no Centro-Oeste e chuvas no Sul e Sudeste

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Inmet prevê temperaturas acima da média em praticamente todo o Brasil durante a primavera e aponta possibilidade de déficit de chuva no centro-norte de Mato Grosso e norte de Goiás

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a influência do El Niño deve acentuar a seca nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Já no Sudeste e no Sul do país, a projeção é de que o fenômeno vai agravar o excesso de chuvas.

 

“O El Niño tem potencial para influenciar as condições climáticas no Brasil durante a primavera, especialmente nas regiões Sul, Norte e Nordeste”, afirma o meteorologista do Inmet, Mozar de Araújo Salvador.

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Nesta primavera, o El Niño tem mais de 90% de probabilidade de atingir a categoria de muito forte e 75% de chance de ser o evento mais forte registrado desde 1950, conforme as projeções do Centro de Previsão Climática da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (CPC/NOAA).

 

Segundo Mozar Salvador, a influência do fenômeno El Niño na primavera deste ano faz com que a estação ganhe diferentes contornos em relação aos anos anteriores.

 

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“De modo geral, as temperaturas devem ficar elevadas, podendo ultrapassar a média para o período em praticamente todo o Brasil, variando de intensidade conforme a região”, conclui.

 

Temporais e seca

Durante a primavera, o fluxo de umidade vinda da Amazônia fica mais intenso, levando chuvas para o centro-sul da Região Norte, Centro-Oeste e Sudeste do país.

 

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Na Região Sul, também devem ocorrer Complexos Convectivos de Mesoescala – um aglomerado de tempestades em formato circular.

 

Segundo o meteorologista do Inmet, esses sistemas fazem com que haja significativa probabilidade de chuvas acima da média na Região Sul, assim como em parte das regiões Sudeste e Centro-Oeste.

 

“Nessas duas últimas regiões, os estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul podem se destacar com maiores volumes de chuvas”, complementa Salvador.

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Manaus (AM), 20/11/2023, Rio Negro, no bairro São Raimundo em Manaus, próximo ao estaleiro Santa Fé, com seu nível muito baixo, sendo a maior seca em 121 anos. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Rio Negro, no bairro São Raimundo, em Manaus, durante maior seca em 121 anos, em 2023. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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Por outro lado, o norte da Região Nordeste, especialmente o norte do Piauí e o noroeste do Ceará, deve receber menos chuvas.

 

“Nas Regiões Norte e Nordeste, há maior potencial para chuvas mais irregulares, resultando em déficit de chuvas em grande parte dessas regiões. Também há possibilidade de predomínio de déficit de chuva no centro-norte de Mato Grosso e no norte de Goiás”, afirma Salvador.

 

Equinócio

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A primavera do Hemisfério Sul começa quando o planeta alcança o equinócio de setembro ─ dia do ano em que os Hemisférios Norte e Sul recebem a mesma incidência de raios solares, tendo dia e noite com a mesma duração.

 

O fenômeno se repete duas vezes por ano: em março e em setembro, marcando o início da primavera ou do outono.

 

Ao longo dos próximos três meses, os dias passarão a ficar cada vez mais longos no Hemisfério Sul, até que seja atingido o solstício de dezembro, às 18h50 do dia 21, dando início ao verão.

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No Hemisfério Norte, ocorre o oposto: o equinócio de setembro inicia o outono, e as noites ficam cada vez mais longas até que o inverno comece em dezembro.

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Líder das Assembleias de Deus declara apoio ao governador Otaviano Pivetta

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Pastor José Wellington Júnior gravou vídeo ao lado de Pivetta ressaltando “proximidade” do governador com a igreja como fator favorável aos evangélicos

O presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil, pastor José Wellington Júnior, declarou apoio à candidatura de reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). O pastor diz que Pivetta seria a “melhor opção para os evangélicos” por causa da proximidade do governador com a igreja. 

“Pivetta está pleiteando continuar no governo de Mato Grosso, isso é muito bom para a igreja, para os evangélicos por causa da proximidade dele. Mas o compromisso dele não é só com os evangélicos, é para com todos”, disse. 

É a primeira manifestação pública de segmento cristão a candidatos em Mato Grosso. No caso da Assembleia de Deus, a igreja tem relação mais próxima com os eleitores de direita e, mais especificamente, com os bolsonaristas. 

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Jair Bolsonaro foi recebido em convenção da Assembleia de Deus, em Cuiabá, quando tentava continuar no cargo de presidente da República. O senador Flávio Bolsonaro foi recebido na Marcha Para Jesus, há alguns meses, já como pré-candidato a presidente. 

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‘Uma das profissões mais nobres’: de ajudante do pai na fazenda a produtor de 12 mil hectares de soja em Goiás

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Arquivo pessoal Everaldo Barboza

A relação de Everaldo Barboza com o campo começou ainda na infância, durante os fins de semana em que acompanhava o pai nas atividades da fazenda. Na época, a propriedade trabalhava principalmente com arroz, milho e pecuária bovina, enquanto a soja ainda ocupava pouco espaço na produção. Décadas depois, aquela convivência se transformaria em uma trajetória dedicada à agricultura e à produção de sementes.

Formado em Agronomia em 1992 pela Universidade Estadual de Minas Gerais, no campus de Ituiutaba, o produtor iniciou a carreira profissional na Nestlé, onde trabalhou durante um ano e oito meses na área de assistência técnica. Foi durante esse período, enquanto morava em Mineiros, Goiás, que o contato mais próximo com as lavouras de soja despertou o interesse pela cultura.

“Nos períodos livres, eu acompanhava um colega que fazia assistência nas lavouras de soja. Foi quando comecei a ter um interesse muito grande pela cultura”, conta.

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Em outubro de 1994, ele ingressou em uma empresa recém-criada na área comercial de sementes, sediada em Cristalina, Goiás. Na época, a companhia se destacava entre as principais empresas privadas de pesquisa de soja do país e também mantinha uma estação de pesquisa no Paraná.

O ‘mergulho’ no campo

Foi nesse ambiente que o produtor aprofundou a experiência em pesquisa, produção e comercialização de sementes de soja. Dois anos depois, em 1996, abriu, junto a outros sócios, uma revenda de insumos agrícolas. Ao longo de 25 anos, a empresa cresceu e chegou a oito lojas distribuídas pelo estado de Goiás.

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A expansão também alcançou a produção de sementes. Em 1999, ele e os sócios iniciaram o projeto que deu origem à Sementes Goiás, empresa que se tornou uma das grandes produtoras de sementes de soja do país.

A companhia foi reconhecida em três oportunidades, entre 2015 e 2019, como uma das melhores empresas de sementes do Brasil pela Globo Rural, além de receber reconhecimento de consultorias entre as melhores empresas para trabalhar.

Paralelamente à trajetória empresarial, a produção de soja também ganhou espaço na vida do produtor. Em 1997, junto ao sócio Antonio Pimenta, ele iniciou o cultivo da oleaginosa e não parou mais. “Começamos a plantar soja em 1997 e, desde então, não paramos mais”, afirma.

Em 2020, os negócios ligados à produção de sementes e à comercialização de insumos foram vendidos para uma empresa canadense do setor. A negociação marcou uma nova etapa em sua trajetória, que passou a ser concentrada principalmente na produção agrícola.

Atualmente, o produtor cultiva cerca de 12 mil hectares de soja nos municípios de Rio Verde, Jataí, Caçu e Aparecida do Rio Doce, em Goiás. Além da agricultura, também mantém atividades na pecuária, com melhoramento genético da raça Nelore e criação de gado comercial.

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Evolução do campo

Ao longo de quase três décadas dedicadas à soja, ele acompanhou diferentes momentos de transformação no campo. Entre eles está a adoção do sistema de plantio direto, que passou a ser utilizado em todas as áreas, além da expansão das biotecnologias aplicadas às culturas de soja e milho.

“Vivemos várias fases da evolução da agricultura, como o início do plantio direto, que usamos em todas as áreas, e a chegada das biotecnologias na cultura da soja e do milho. Buscamos sempre o melhor manejo nutricional e fitossanitário para alcançar maiores produtividades”, comenta.

Desafios pelo caminho

Para o produtor, a evolução tecnológica é acompanhada por desafios cada vez maiores dentro da porteira. Entre os principais pontos de atenção estão os custos de produção, que seguem em alta, além de questões relacionadas à segurança jurídica, tributação, recursos humanos e legislação trabalhista.

“O grande desafio são os custos de produção, que são crescentes, a insegurança jurídica e tributária do país. Também temos que evoluir muito na questão de recursos humanos e na legislação trabalhista”, aponta.

O papel do produtor

Mesmo diante dos obstáculos, a trajetória construída ao longo dos anos reforça, para ele, o propósito de permanecer no campo. Depois de acompanhar a transformação da agricultura desde os primeiros contatos com a soja até a produção em milhares de hectares, o produtor mantém a convicção de que trabalhar com a produção rural é também participar de uma atividade essencial para a sociedade.

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“Trabalhamos com uma das profissões mais nobres, que é a produção de alimentos e energia. É muito gratificante e prazeroso produzir alimentos”, diz.

Para ele, além da importância para o abastecimento, a atividade também pode proporcionar retorno econômico quando conduzida com planejamento e eficiência. “Tenho certeza de que, desde que bem conduzida, a produção também pode proporcionar um bom retorno econômico”, finaliza.

O post ‘Uma das profissões mais nobres’: de ajudante do pai na fazenda a produtor de 12 mil hectares de soja em Goiás apareceu primeiro em Canal Rural.

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