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Sustentabilidade

Chuvas atípicas dificultam o manejo e lançam mais um desafio para os produtores – MAIS SOJA

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As chuvas atípicas, cada vez mais frequentes em diversas regiões agrícolas do país, têm criado um problema duplo para os produtores: dificultam o manejo e o plantio e intensificam a infestação de plantas daninhas. Atualmente, o Brasil já registra 51 espécies resistentes a herbicidas, sendo 17 delas com resistência cruzada ou múltipla, afetando culturas como soja, milho, arroz, trigo e algodão.

Dados da Embrapa revelam que, entre 2010 e 2020, o volume de ingredientes ativos de herbicidas vendidos no Brasil saltou de 157,5 mil para 329,7 mil toneladas — um aumento de 128%. Esse crescimento reflete a perda de eficácia do glifosato e o uso mais intenso de alternativas químicas diante da escassez de opções sustentáveis. Substâncias como cletodim (aumento de 2.672%), triclopir (953%), haloxifope (896%), diclosulam (561%) e flumioxazina (531%) registraram crescimentos expressivos, evidenciando a pressão de seleção por resistência.

Segundo Roberto Rodrigues, gerente de marketing da Ourofino Agrociência, o excesso de umidade no solo acelera a germinação de sementes dormentes, favorecendo surtos simultâneos de espécies como capim-pé-de-galinha (Eleusine indica), capim-amargoso ((Digitaria insularis) e buva ((Conyza bonariensis). “As chuvas frequentes também atrasam ou impedem a entrada de máquinas na lavoura, comprometendo o momento ideal para aplicação de herbicidas. Além disso, aplicações realizadas pouco antes de chuvas podem ser lavadas, reduzindo a eficácia dos produtos”, explica.

Ambientes úmidos e manejo deficiente favorecem a seleção de espécies mais resistentes, aumentando o banco de sementes no solo e perpetuando o problema. “O excesso de chuvas cria as condições perfeitas para uma corrida contra o tempo. Se o produtor perde a janela ideal de aplicação, as plantas daninhas avançam para estágios mais difíceis e caros de controlar, impactando diretamente a produtividade e o custo de produção. O segredo está em planejar e agir de forma estratégica, usando tecnologias que funcionem mesmo em cenários de alta umidade”, reforça Rodrigues.

Para evitar prejuízos, a recomendação é planejar aplicações preventivas antes das frentes frias e períodos chuvosos, alternar mecanismos de ação, adequar o herbicida ao estágio de infestação e adotar manejo integrado, combinando controle químico, rotação de culturas e métodos complementares.

Nesse sentido, a Ourofino Agrociência oferece um portfólio robusto para diferentes cenários. Entre as soluções está o Terrad’or®, herbicida de alta performance com molécula exclusiva e inovadora para controle de folhas largas e estreitas, que apresenta boa compatibilidade com glifosato, glufosinato, graminicidas e herbicidas hormonais. De amplo espectro e alta compatibilidade, ele é indicado para daninhas mais resistentes como capim-amargoso, buva e corda-de-viola (Ipomoea triloba). 

“As nossas soluções foram desenvolvidas pensando no agricultor brasileiro e nas condições da agricultura tropical. São tecnologias que unem performance, segurança e tolerância à chuva, para que o produtor mantenha o controle da lavoura mesmo em anos desafiadores”, explica Rodrigues.

Sobre a Ourofino Agrociência

A Ourofino Agrociência é uma empresa de origem brasileira, fabricante de defensivos agrícolas, com 15 anos de atuação. Sua fábrica — considerada uma das mais modernas do mundo no segmento — está localizada em Uberaba, no Triângulo Mineiro, e possui capacidade de produção de 200 milhões de quilos/litros por ano. São mais de 50 mil m² de área construída, com equipamentos de última geração e ambiente automatizado. A empresa desenvolve produtos, serviços e tecnologias com base nas características do clima tropical, seguindo o propósito de reimaginar a agricultura brasileira.

Fonte: Assessoria de Imprensa Ourofino Agrociência



 

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Sustentabilidade

SOJA/CEPEA: Óleo segue em valorização no BR – MAIS SOJA

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Os preços do óleo de soja seguem em altano Brasil. Segundo pesquisadores do Cepea, os valores são impulsionados pela perspectiva de maior demanda por biodiesel e por incertezas no abastecimento global de combustíveis (devido às tensões no Oriente Médio e à valorização do petróleo).

Indústrias brasileiras continuam atentas ao aumento da mistura obrigatória de biodiesel de B15 para B16, decisão prevista inicialmente para 1º de março, mas que ainda não foi implementada. Esse contexto, inclusive, tem limitado a elevação das cotações domésticas do óleo. Segundo levantamento do Cepea, os preços do óleo de soja bruto e degomado (com 12% de ICMS) na região de São Paulo atingiu R$ 6.953,38/tonelada no dia 24 de março, o maior desde 1º de dezembro do ano passado, quando a tonelada era negociada acima de R$ 7.000,00.

Fonte: Cepea



 

FONTE

Autor:CEPEA

Site: CEPEA

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MaisAgro

Controle biológico de Tetranychus urticae varia com temperatura

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A temperatura eleva a população de Tetranychus urticae em morangueiro e altera a eficiência de ácaros predadores. Estudo conduzido em estufa aponta maior supressão da praga com liberação conjunta de Phytoseiulus persimilis e Amblyseius swirskii.

Pesquisadores monitoraram a dinâmica de Tetranychus urticae e avaliaram estratégias de controle biológico em três faixas térmicas: 25-27 ºC, 28-30 ºC e 30-32 ºC. A densidade média do ácaro-rajado aumentou de 21,7 para 95,66 indivíduos por planta ao longo do período. A temperatura variou de 23,83 ºC a 31,88 ºC. Houve correlação positiva forte entre temperatura e população (r = 0,921).

Os tratamentos incluíram liberação isolada de Phytoseiulus persimilis e Amblyseius swirskii e liberação combinada. Ambos os predadores reduziram a população de Tetranychus urticae em relação à testemunha. A redução mais intensa ocorreu com uso conjunto. A densidade de Tetranychus urticae caiu de 43,49 para 0,63 indivíduo por planta ao final do ciclo.

Resposta e temperatura

A resposta variou conforme a temperatura. Amblyseius swirskii apresentou maior eficiência acima de 28 ºC. O controle de Tetranychus urticae aumentou com elevação térmica e atingiu 91,88% a 31,88 ºC. Já Phytoseiulus persimilis apresentou pico de eficiência próximo de 28 ºC, com 86,67%. Acima desse ponto ocorreu queda no desempenho, com redução para 47,24% a 31,88 ºC.

A liberação combinada de Phytoseiulus persimilis e Amblyseius swirskii superou os tratamentos isolados em todas as faixas térmicas. A eficiência alcançou 94,63% entre 30-32 ºC. Em condições de 25-27 ºC ocorreu ganho, embora sem diferença estatística significativa.

Os dados indicam efeito direto da temperatura sobre o ciclo de Tetranychus urticae. O aumento térmico acelera desenvolvimento e reprodução. O ajuste da estratégia de controle biológico conforme o ambiente favorece maior estabilidade no manejo.

O uso conjunto de Phytoseiulus persimilis e Amblyseius swirskii amplia o espectro de atuação. Cada espécie apresenta faixa térmica distinta de maior desempenho. A combinação reduz falhas associadas a variações climáticas dentro da estufa.

Mais informações em doi.org/10.3390/insects17040366

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Herbicida fendioxypyracil amplia controle em pós-emergência

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Um novo herbicida inibidor da protoporfirinogênio oxidase (PPO) surge como alternativa para manejo de plantas daninhas em pós-emergência. O fendioxypyracil apresenta atividade sistêmica e controle de amplo espectro em gramíneas e folhas largas, com alta eficácia em doses reduzidas.

O composto atua sobre enzimas PPO1 e PPO2, ligadas à biossíntese de clorofila e heme, explicam os cientistas envolvidos no projeto. A inibição bloqueia a conversão de protoporfirinogênio IX em protoporfirina IX. O acúmulo desse intermediário leva à formação de espécies reativas de oxigênio sob luz. O processo provoca dano de membranas, necrose e morte da planta.

Modo de ação

Ensaios bioquímicos confirmaram o modo de ação. O fendioxypyracil apresentou valores de IC50 inferiores aos do padrão comercial saflufenacil para ambas as isoformas da enzima. O resultado indica maior potência, com destaque para PPO2 em Amaranthus tuberculatus.

Avaliações fisiológicas reforçaram o mecanismo. O herbicida induziu necrose rápida em tecidos expostos à luz e forte inibição de crescimento. A assimilação de CO2 caiu de forma expressiva. Não ocorreu inibição direta do fotossistema II, o efeito depende de luz. O perfil fisiológico alinhou o composto com outros inibidores PPO, com probabilidade superior a 99% para esse modo de ação.

Amplo espectro

Ensaios em casa de vegetação demonstraram amplo espectro. O produto controlou gramíneas como Avena fatuaDigitaria sanguinalisEleusine indica e Echinochloa crus-galli. O controle de folhas largas também ocorreu de forma consistente, explicam os pesquisadores envolvidos no projeto.

A eficácia apareceu em diferentes condições ambientais. Os experimentos incluíram casas de vegetação com temperaturas entre 12 ºC e 24 ºC. A avaliação visual indicou níveis elevados de dano às plantas daninhas poucos dias após aplicação.

A molécula combina núcleo de piridina com cadeia lateral ariloxílica. A estrutura favorece encaixe no sítio ativo da enzima. Essa configuração aumenta a atividade biológica e contribui para o desempenho em campo.

Mais informações em doi.org/10.1002/ps.70763

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