Sustentabilidade
Semana decisiva para o agro e para a soja com possíveis tarifas dos EUA; confira a análise completa

O comércio exterior brasileiro vive uma semana decisiva, marcada pelos desdobramentos das possíveis tarifas que os Estados Unidos planejam impor aos produtores brasileiros. No mercado da soja, o comentarista Miguel Daoud, do Canal Rural, ressaltou o impacto que essas medidas podem gerar.
”A soja tem uma demanda muito grande. Não é fácil, mas precisamos buscar alternativas. Caso a tarifa seja efetivamente aplicada, deve haver uma redução nos prêmios nos portos”, afirmou.
Para Daoud, o momento exige visão estratégica do setor. “É fundamental compreender a dimensão da demanda. Quem já está se preparando para a próxima safra tem uma noção do que esperar. Assim, é possível ajustar a oferta e ficar atento às oportunidades”, concluiu.
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Semana de desdobramentos
Segundo Daoud, os senadores brasileiros enfrentam dificuldades no diálogo com a Casa Branca, que mantém uma postura rígida. ”Existe um obstáculo político que não faz sentido. É um obstáculo de raiva, de ódio, que não cabe nesse tipo de negociação’, afirmou.”
Entre as estratégias do governo Lula para amenizar os possíveis impactos está a possibilidade de desvalorização do real, o que aumentaria a competitividade dos produtos brasileiros no mercado externo. No entanto, o acordo em negociação com a União Europeia tem gerado descontentamento em alguns países do bloco, que sentem estar sob pressão dos Estados Unidos.
Daoud ressaltou que a dependência norte-americana de produtos brasileiros, como carne, café e suco de laranja, pode pesar nas negociações. “A Austrália não tem condições de suprir a demanda que o Brasil deixaria de atender”, disse.
O comentarista alerta que, caso as tarifas norte-americanas sejam mantidas, a medida pode acelerar a criação de mecanismos de comércio internacional fora da dependência do dólar. “Os países punidos podem buscar alternativas para escapar do dólar. Aí fica difícil para os Estados Unidos investirem. Isso fragilizaria a hegemonia dos EUA no médio e longo prazo. Torcemos para que se perceba isso antes e que seja corrigido”, pontuou.
Sustentabilidade
Preços da soja recuam com expectativa de safra recorde e real valorizado

Os preços da soja em grão encerraram o mês de janeiro em queda no mercado brasileiro. Segundo pesquisadores do Cepea, o enfraquecimento das cotações está ligado às expectativas de uma oferta recorde no Brasil, à demanda doméstica limitada e à valorização do real frente ao dólar.
De acordo com o centro de pesquisas, o movimento cambial reduziu a competitividade da soja brasileira no mercado internacional. Com o real mais valorizado, parte dos compradores externos passou a priorizar a soja norte-americana, afastando demandantes do produto brasileiro.
Colheita avança, mas falta de umidade preocupa produtores do Sul
No campo, as atividades de colheita da soja avançam de forma gradual em diferentes regiões do país. No entanto, colaboradores consultados pelo Cepea indicam que os níveis de umidade do solo seguem abaixo do ideal em áreas do Sul do Brasil, principalmente em lavouras semeadas mais tardiamente.
Essa condição mantém os produtores em estado de alerta, diante do risco de impacto sobre o desenvolvimento das lavouras. As previsões climáticas apontam para chuvas mais abrangentes nos próximos dias, o que pode contribuir para a melhora do balanço hídrico e trazer alívio às áreas afetadas.
Mato Grosso lidera colheita da soja no país
Dados da Conab mostram que a colheita da soja alcançou 6,6% da área nacional até o dia 24 de janeiro. O percentual supera os 3,2% registrados no mesmo período da safra passada.
Mato Grosso segue à frente nos trabalhos de campo, com 19,7% da área colhida até a data, avanço expressivo em relação aos 3,6% observados no mesmo intervalo do ciclo anterior.
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Sustentabilidade
Sistema Farsul mantém negociações sobre royalties da soja – MAIS SOJA

As questões que envolvem a cobrança de royalties da soja no Rio Grande do Sul foram tema de reunião entre representantes do Sistema Farsul e da Bayer. As conversas giraram, especialmente, em torno do Termo de Compromisso do Programa Pré-Certifica RS, e sobre as dificuldades geradas pela alteração de compreensão das cargas a serem analisadas na entrega dos grãos e cerealistas e cooperativas. Além das medidas implementadas por empresas do grupo Cultive Biotec, a mudança nos padrões da multa de 7,5% na moega para produtores que não realizaram pagamento prévio de royalties na safra 2025/2026 também esteve em debate.
No encontro, o Sistema Farsul reiterou sua posição de respeito aos direitos de propriedade industrial. Entretanto, a entidade reforçou seu posicionamento de jamais ter anuído ou concordado com o percentual de 7,5%, que está sendo aplicado de forma unilateral pelas empresas de biotecnologia. A entidade também questiona a falta de clareza no Termo de Compromisso e do comunicado expedido que trazem insegurança ao produtor que assinar o documento.
A Federação aguarda para a próxima semana o anúncio de ajustes nos procedimentos das empresas e irá dar continuidade nas tratativas em relação a aplicação da multa e seu percentual.
Sustentabilidade
MILHO/CEPEA: Em queda, Indicador volta à casa dos R$ 65/sc – MAIS SOJA

No encerramento de janeiro, o Indicador do milho ESALQ/BM&FBovespa seguiu em queda e voltou a operar na casa dos R$ 65 por saca de 60 kg, patamar que não era verificado desde o final de outubro de 2025. Segundo pesquisadores do Cepea, a liquidez esteve baixa no período, tendo em vista que compradores priorizaram o consumo de estoques negociados antecipadamente e realizaram aquisições apenas de forma pontual.
Do lado da oferta, parte dos produtores com receio de novas desvalorizações e com necessidade de liberação de armazéns esteve mais flexível nos valores. Pesquisadores do Cepea ressaltam que, tipicamente, a colheita da soja e a maior demanda por fretes para a oleaginosa chegam a sustentar os valores de milho durante as primeiras semanas do ano.
No entanto, em 2026, um dos fatores que tem impedido reações nos preços é o fato de os estoques de milho estarem muito elevados – são estimados em 12 milhões de toneladas neste início de temporada, contra 1,8 milhão de toneladas em 2025, e acima da média das últimas cinco safras, de 9,2 milhões de toneladas.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
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