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Presidente articula esforço coletivo na Empaer para divulgação do PRONAAF

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Projeto da Empaer e Seaf/MT já está em andamento e oferece apoio direto, gratuito e sem devolução para agricultores familiares de baixa renda em todo o Estado

O presidente da Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural, Suelme Fernandes, lançou um esforço coletivo junto com extensionistas da autarquia para divulgação na região Norte de Mato Grosso do Fundo de Apoio à Agricultura Familiar (FUNDAAF), modalidade Inclusão Rural. Em entrevista à TV Record News Sinop nesta semana, ele detalhou o funcionamento do projeto e incentivou produtores a procurar as unidades da Empaer para garantir o benefício.

A ação busca garantir que os pequenos produtores rurais, com renda per capita de até meio salário mínimo, não percam o prazo de inscrição, que se encerra em 7 de agosto de 2025. Os interessados devem procurar uma das 102 unidades da Empaer espalhadas pelo Estado.

Com investimento total de R$ 21,4 milhões, a expectativa é beneficiar até 3.566 famílias em todo o Estado com o edital. Os agricultores podem acessar um benefício de R$ 6 mil por família, em parcela única e com 100% de subsídio não reembolsável, destinado à aquisição de insumos, equipamentos, serviços, infraestrutura e tecnologias.

Poderão participar pessoas físicas cadastradas no CadÚnico Rural, com renda per capita de até meio salário mínimo, o equivalente a R$ 759. Têm prioridade indígenas, quilombolas, assentados da reforma agrária, jovens, idosos e mulheres.

A iniciativa visa transformar a realidade de agricultores familiares de baixa renda e é viabilizada em parceria com a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf/MT), a qual a Empaer é vinculada. “O valor pode parecer pequeno para alguns, mas para quem está começando com pouco, ele muda tudo. É uma chance real de vencer na vida com dignidade. E o melhor: não precisa devolver. O Estado está investindo diretamente na capacidade produtiva do pequeno agricultor”, destacou Suelme.

Presidente articula esforço coletivo na Empaer para divulgação do PRONAAF -  Primeira Hora
O apoio contempla diferentes perfis de produção: desde galinheiros para criação de galinha caipira, compra de pintinhos e ração, até bancas de feira, moendas para caldo de cana, fogões industriais, despolpadeiras, estufas, ferramentas para a produção de hortas urbanas e quintais produtivos, entre outras iniciativas de interesse do produtor.

“O projeto é simples: o agricultor chega até a Empaer com a ideia do que quer fazer. Um técnico elabora o projeto, cadastra no sistema, e, se aprovado, o produtor recebe e compra todos os insumos sem custo. Não é empréstimo, é investimento direto do Estado em quem mais precisa”, explicou.

Durante a visita a Sinop, Suelme também se reuniu com o prefeito do município, Roberto Dorner, para discutir a ampliação de projetos e parcerias que impulsionem a agricultura familiar no município. O presidente destacou ainda que, além do FUNDAAF, a Empaer oferece acesso a outras linhas de crédito como viabilizadas pelo Governo Federal, como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

O Pronaf visa o desenvolvimento sustentável do meio rural, oferecendo recursos financeiros para projetos de custeio e investimento. Já o PNAE, por meio de repasses do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) garante a alimentação escolar em todas as etapas da educação básica, com a obrigatoriedade de compra de produtos da agricultura familiar.

“Nosso trabalho é dar a mão para quem quer crescer. A Empaer tem técnicos altamente capacitados que oferecem assistência gratuita. Basta o produtor ter vontade, o resto a gente caminha junto”, concluiu.

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Soja perde fôlego no Brasil com mercado travado e pressão externa

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O mercado brasileiro de soja teve uma semana marcada por lentidão nas negociações e recuo nos preços, refletindo um ambiente de baixa liquidez e ausência dos principais agentes. Houve apenas movimentos pontuais, sem volumes expressivos, enquanto os prêmios permaneceram praticamente estáveis.

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De forma geral, o comportamento foi de preços mistos e sem uma direção definida. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, tanto produtores quanto tradings se mantiveram afastados, o que limitou os negócios ao longo da semana. “O quadro da semana, como um todo, foi de poucos movimentos”, resume.

Preços de soja

Nos principais polos de comercialização, os preços apresentaram leve queda. Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos recuou de R$ 125,00 para R$ 124,00. Em Cascavel (PR), caiu de R$ 120,00 para R$ 119,00. Já em Rondonópolis (MT), houve baixa mais acentuada, de R$ 110,00 para R$ 107,00. No Porto de Paranaguá, a cotação passou de R$ 131,00 para R$ 130,00.

Soja em Chicago

No cenário internacional, a Bolsa de Chicago pressionou as cotações. Os contratos com vencimento em maio acumulam queda de 4,55% na semana, encerrando a US$ 11,69 1/2 por bushel. Após atingir o maior nível em dois anos na semana anterior, o mercado iniciou o período no limite diário de baixa, movimento que determinou o desempenho semanal negativo.

A desvalorização foi influenciada por fatores geopolíticos. A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de adiar o encontro com o presidente da China, Xi Jinping, aumentou a incerteza no mercado. A reunião, inicialmente prevista para o fim de março, deve ocorrer apenas dentro de 30 a 45 dias.

O adiamento também posterga expectativas de um possível acordo comercial entre os países, incluindo compras de soja americana pela China, fator que vinha sendo monitorado de perto pelos investidores.

Câmbio

No câmbio, o dólar também contribuiu para o enfraquecimento dos preços no Brasil. A moeda norte-americana acumulou queda de 1,47% na semana, sendo cotada a R$ 5,2387 na manhã de sexta-feira. O movimento reduz a competitividade da soja brasileira no mercado internacional e reforça o ritmo lento dos negócios.

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Conheça o tamanduá-da-soja, praga que pertence à segunda família mais diversa do mundo

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Foto: Clara Beatriz H. Campo/Embrapa

O tamanduá-da-soja (Sternechus subsignatus) é uma das pragas que desafiam o manejo nas lavouras brasileiras, especialmente pela forma como se desenvolve e ataca plantas.

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De acordo com o mestre em zoologia na Univerdade Federal da Paraíba (UFPB) João Paulo Nunes, o animal é pertencente à família Curculionidae a segunda família mais diversa de animais do planeta. “Nela há mais de 50 mil espécies. É um número absurdo, só essa família tem mais espécies do que todas as espécies dos vertebrados juntos” destaca. 

A diversidade só é superada pela família dos chamados potós (Paederus), besouros de corpo alongado que, quando esmagados sobre a pele humana, podem causar queimaduras.

O inseto chama atenção pela estrutura alongada na cabeça, o chamado rostro. O termo vem do latim rostrum, que significa “bico” ou “focinho”, característica que inspirou o nome popular, pela semelhança com o tamanduá.

“O tamanduá-da-soja leva esse nome justamente porque ele tem como se fosse um focinho. O besouro tem uma espécie de focinho que se assemelharia ao do tamanduá”, explica Nunes.

Danos causados

O dano causado pelo tamanduá-da-soja ocorre em fases diferentes do ciclo de vida, o que dificulta o controle. Na fase larval, o inseto atua como broca e penetra no caule e se alimenta da parte interna da planta, abrindo galerias que comprometem o desenvolvimento.Já os adultos permanecem na parte aérea, consumindo folhas.

A espécie está presente em praticamente todo o Brasil e também em outros países da América do Sul, como Argentina, Bolívia, Peru e Colômbia.

Manejo exige antecipação

Para Nunes, o ciclo de vida é um dos pontos-chave para o manejo, entre fevereiro e outubro, as larvas permanecem no solo ou protegidas na planta; já de novembro a janeiro ocorre a fase adulta, quando os insetos ficam na superfície e se alimentam de folhas. Esse comportamento favorece estratégias mais eficientes de controle, principalmente preventivas.

Ele explica que o controle mais eficaz ocorre antes da postura de ovos, já que, depois que as larvas entram no caule, ficam protegidas e menos suscetíveis a aplicação de defensivos e métodos de combate.

tamanduá-da-soja na fase larval
Foto: Clara Beatriz H. Campo/Embrapa

O especialista explica que, dentre as principais estratégias de controle estão a rotação de culturas, a eliminação de restos da lavoura anterior, o controle biológico com uso de parasitoides e o uso combinado de diferentes métodos.

A rotação de culturas, além de reduzir a população da praga, também contribui para a saúde do solo, evitando o esgotamento de nutrientes.

Papel no equilíbrio ambiental

Apesar de ser considerada praga agrícola, a espécie faz parte de um grupo essencial para os ecossistemas. Os gorgulhos são majoritariamente fitófagos (se alimentam de plantas) e ajudam a controlar o crescimento da vegetação. Em ambientes naturais, esse papel evita desequilíbrios, como o crescimento excessivo de uma única espécie vegetal.

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Colheita de soja no Brasil atinge 68,8%, aponta consultoria

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Colheita de soja na Fazenda Itamarati Norte da Amaggi em Campo Novo do Parecis. Foto: Amaggi

A colheita da safra brasileira de soja 2025/26 alcançou 63,8% da área plantada até o dia 20 de março, conforme levantamento da consultoria Safras & Mercado.

O avanço semanal foi significativo em relação ao índice de 55,4% registrado na semana anterior, indicando aceleração dos trabalhos no campo. Ainda assim, o ritmo da colheita segue abaixo do observado em igual período do ano passado, quando 76,6% da área já havia sido colhida.

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Na comparação com a média histórica para o período, de 71,3%, o atraso também fica evidente, reforçando um cenário de colheita mais lenta na atual temporada.

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