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Batalhão Ambiental fecha terceiro garimpo ilegal nesta semana e apreende maquinários em Matupá

Durante desdobramento da Operação Tolerância Zero, militares localizaram áreas desmatadas em Terra Nova do Norte e Novo Mundo
Equipes do Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental (BPMPA), com apoio do Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam), apreenderam, nesta sexta-feira (25.7), duas escavadeiras e duas motobombas utilizadas em um garimpo ilegal localizado na zona rural do município de Matupá (720 km de Cuiabá).
Um homem, identificado como filho do proprietário da área, foi abordado e conduzido por crime ambiental.
Durante o desdobramento da Operação Tolerância Zero, com uso de equipamentos de georreferenciamento, os policiais militares se deslocaram até a propriedade rural, onde havia indicação de possível área de desmatamento irregular. No local, os militares constataram que a propriedade ainda mantinha a instalação de maquinário para extração mineral. Durante a abordagem, foram apreendidas duas escavadeiras e duas motobombas.
Um homem foi detido e, à PM, relatou que o empreendimento estava inscrito no Cadastro Ambiental Rural (CAR) e possuía licença de operação. No entanto, admitiu que operava fora da área autorizada, em desacordo com a legislação ambiental vigente.
Todo o material foi encaminhado à Prefeitura Municipal de Peixoto de Azevedo, e o suspeito conduzido à delegacia para registro do boletim de ocorrência.
Tolerância Zero
Essa é a terceira apreensão em garimpo irregular registrada nesta semana. A primeira ocorreu na última terça-feira (22/7), em Novo Mundo (a 790 km de Cuiabá). Na ação, foram apreendidas motobombas, equipamento de dragagem e combustível. Todo o material foi inutilizado devido à impossibilidade de remoção do local. Nenhum suspeito foi localizado até o momento.
Já na última quarta-feira (23/7), os militares recolheram um trator, quatro motobombas e um tanque de combustível que eram utilizados em um garimpo ilegal na zona rural do município de Terra Nova do Norte (a 631 km de Cuiabá).
As equipes chegaram até a propriedade após levantamento de informações e uso de georreferenciamento, com o objetivo de verificar se a atividade de mineração possuía a devida autorização ambiental.
No local, os militares constataram que a área possuía Cadastro Ambiental Rural, mas não apresentava documentação que autorizasse a atividade de mineração. Nenhum suspeito foi encontrado.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
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Líder das Assembleias de Deus declara apoio ao governador Otaviano Pivetta

Pastor José Wellington Júnior gravou vídeo ao lado de Pivetta ressaltando “proximidade” do governador com a igreja como fator favorável aos evangélicos
O presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil, pastor José Wellington Júnior, declarou apoio à candidatura de reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). O pastor diz que Pivetta seria a “melhor opção para os evangélicos” por causa da proximidade do governador com a igreja.
“Pivetta está pleiteando continuar no governo de Mato Grosso, isso é muito bom para a igreja, para os evangélicos por causa da proximidade dele. Mas o compromisso dele não é só com os evangélicos, é para com todos”, disse.
É a primeira manifestação pública de segmento cristão a candidatos em Mato Grosso. No caso da Assembleia de Deus, a igreja tem relação mais próxima com os eleitores de direita e, mais especificamente, com os bolsonaristas.
Jair Bolsonaro foi recebido em convenção da Assembleia de Deus, em Cuiabá, quando tentava continuar no cargo de presidente da República. O senador Flávio Bolsonaro foi recebido na Marcha Para Jesus, há alguns meses, já como pré-candidato a presidente.
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‘Uma das profissões mais nobres’: de ajudante do pai na fazenda a produtor de 12 mil hectares de soja em Goiás

A relação de Everaldo Barboza com o campo começou ainda na infância, durante os fins de semana em que acompanhava o pai nas atividades da fazenda. Na época, a propriedade trabalhava principalmente com arroz, milho e pecuária bovina, enquanto a soja ainda ocupava pouco espaço na produção. Décadas depois, aquela convivência se transformaria em uma trajetória dedicada à agricultura e à produção de sementes.
Formado em Agronomia em 1992 pela Universidade Estadual de Minas Gerais, no campus de Ituiutaba, o produtor iniciou a carreira profissional na Nestlé, onde trabalhou durante um ano e oito meses na área de assistência técnica. Foi durante esse período, enquanto morava em Mineiros, Goiás, que o contato mais próximo com as lavouras de soja despertou o interesse pela cultura.
“Nos períodos livres, eu acompanhava um colega que fazia assistência nas lavouras de soja. Foi quando comecei a ter um interesse muito grande pela cultura”, conta.
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Em outubro de 1994, ele ingressou em uma empresa recém-criada na área comercial de sementes, sediada em Cristalina, Goiás. Na época, a companhia se destacava entre as principais empresas privadas de pesquisa de soja do país e também mantinha uma estação de pesquisa no Paraná.
O ‘mergulho’ no campo
Foi nesse ambiente que o produtor aprofundou a experiência em pesquisa, produção e comercialização de sementes de soja. Dois anos depois, em 1996, abriu, junto a outros sócios, uma revenda de insumos agrícolas. Ao longo de 25 anos, a empresa cresceu e chegou a oito lojas distribuídas pelo estado de Goiás.
A expansão também alcançou a produção de sementes. Em 1999, ele e os sócios iniciaram o projeto que deu origem à Sementes Goiás, empresa que se tornou uma das grandes produtoras de sementes de soja do país.
A companhia foi reconhecida em três oportunidades, entre 2015 e 2019, como uma das melhores empresas de sementes do Brasil pela Globo Rural, além de receber reconhecimento de consultorias entre as melhores empresas para trabalhar.
Paralelamente à trajetória empresarial, a produção de soja também ganhou espaço na vida do produtor. Em 1997, junto ao sócio Antonio Pimenta, ele iniciou o cultivo da oleaginosa e não parou mais. “Começamos a plantar soja em 1997 e, desde então, não paramos mais”, afirma.
Em 2020, os negócios ligados à produção de sementes e à comercialização de insumos foram vendidos para uma empresa canadense do setor. A negociação marcou uma nova etapa em sua trajetória, que passou a ser concentrada principalmente na produção agrícola.
Atualmente, o produtor cultiva cerca de 12 mil hectares de soja nos municípios de Rio Verde, Jataí, Caçu e Aparecida do Rio Doce, em Goiás. Além da agricultura, também mantém atividades na pecuária, com melhoramento genético da raça Nelore e criação de gado comercial.
Evolução do campo
Ao longo de quase três décadas dedicadas à soja, ele acompanhou diferentes momentos de transformação no campo. Entre eles está a adoção do sistema de plantio direto, que passou a ser utilizado em todas as áreas, além da expansão das biotecnologias aplicadas às culturas de soja e milho.
“Vivemos várias fases da evolução da agricultura, como o início do plantio direto, que usamos em todas as áreas, e a chegada das biotecnologias na cultura da soja e do milho. Buscamos sempre o melhor manejo nutricional e fitossanitário para alcançar maiores produtividades”, comenta.
Desafios pelo caminho
Para o produtor, a evolução tecnológica é acompanhada por desafios cada vez maiores dentro da porteira. Entre os principais pontos de atenção estão os custos de produção, que seguem em alta, além de questões relacionadas à segurança jurídica, tributação, recursos humanos e legislação trabalhista.
“O grande desafio são os custos de produção, que são crescentes, a insegurança jurídica e tributária do país. Também temos que evoluir muito na questão de recursos humanos e na legislação trabalhista”, aponta.
O papel do produtor
Mesmo diante dos obstáculos, a trajetória construída ao longo dos anos reforça, para ele, o propósito de permanecer no campo. Depois de acompanhar a transformação da agricultura desde os primeiros contatos com a soja até a produção em milhares de hectares, o produtor mantém a convicção de que trabalhar com a produção rural é também participar de uma atividade essencial para a sociedade.
“Trabalhamos com uma das profissões mais nobres, que é a produção de alimentos e energia. É muito gratificante e prazeroso produzir alimentos”, diz.
Para ele, além da importância para o abastecimento, a atividade também pode proporcionar retorno econômico quando conduzida com planejamento e eficiência. “Tenho certeza de que, desde que bem conduzida, a produção também pode proporcionar um bom retorno econômico”, finaliza.
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Abilio anuncia veto a conteúdo que considerar ideológico em livros didáticos de 2027

Prefeito afirmou que material a ser enviado pelo Ministério da Educação (MEC) será analisado antes da distribuição para as escolas em Cuiabá
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, afirmou que pretende vetar conteúdos que considerar de viés ideológico nos livros didáticos que serão utilizados pela rede municipal de ensino em 2027. Segundo ele, os materiais encaminhados pelos governos federal e estadual serão analisados antes de serem distribuídos às escolas.
A declaração foi dada pelo prefeito nesta segunda-feira (21). Abilio afirmou que, até o momento, nenhum livro didático foi vetado pela Prefeitura, mas citou como exemplo uma cartilha sobre saúde que, segundo ele, utilizava termos relacionados à discussão sobre gênero.
“Essa cartilha usava o termo ‘mulher que gesta’ ao invés de mãe. Não distribuímos essa cartilha para as escolas. Porque só existe mulher que gesta e nós as chamamos de mãe. Não existe outro gênero de mulher, assim como não existe outro gênero de homem, que é pai”, afirmou.
A expressão “mulher que gesta” é utilizada em determinados contextos contemporâneos para designar a pessoa que realiza uma gestação, especialmente em discussões sobre identidade de gênero e inclusão. O uso do termo faz parte de debates sobre linguagem, gênero e direitos reprodutivos.
Abilio afirmou ainda que conteúdos que considere relacionados à chamada “ideologia de gênero” ou a outras agendas de caráter progressista serão retirados dos materiais destinados aos estudantes da rede municipal.
Segundo o prefeito, a orientação é que o conteúdo oferecido aos alunos esteja de acordo com os valores e as concepções defendidos pelas famílias.
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