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Massa polar derruba temperaturas e secura persiste; como fica o tempo nos próximos 15 dias?

A previsão do tempo para os próximos 15 dias indica tempo seco em grande parte das regiões produtoras de soja do Brasil. Uma massa de ar polar deve manter as temperaturas baixas e traz risco de geada para áreas do Rio Grande do Sul, serra catarinense e sul do Paraná nos próximos dias.
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O tempo no Norte e Nordeste
As chuvas seguem concentradas no litoral do Nordeste e no extremo norte do país. No interior, os acumulados seguem baixos. Entre os dias 24 e 28 de julho, a previsão é de volumes entre 15 e 20 mm em pontos isolados.
O que esperar?
Já entre os dias 29 de julho e 2 de agosto, a umidade volta a ganhar força entre Santa Catarina e o Paraná. Os volumes podem superar os 80 mm, indicando uma possível mudança no padrão do tempo no Sul do país.
Vale ressaltar que os produtores devem ficar atentos às condições de geada nas madrugadas mais frias e ao avanço da umidade na virada do mês.
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Comissão da CNA debate Plano Safra, El Niño e tarifas dos EUA para a cana

A Comissão Nacional de Cana-de-Açúcar da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se reuniu em Brasília, na quarta-feira (22), para discutir o Plano Safra 2026/2027, as perspectivas climáticas e os desdobramentos do comércio exterior para o setor sucroenergético. A pauta incluiu os efeitos do El Niño sobre a produção, a tarifa adicional aplicada pelos Estados Unidos e oportunidades ligadas ao acordo entre Mercosul e União Europeia.
Na abertura do encontro, o presidente da comissão, Nelson Perez Júnior, afirmou que o setor acompanha temas com potencial de afetar a cadeia produtiva nos próximos meses.
Sobre o Plano Safra 2026/2027, o assessor técnico Guilherme Rios apresentou as demandas encaminhadas pela CNA para o programa, lançado pelo governo em 30 de junho. Segundo ele, a confederação seguirá acompanhando a aplicação dos recursos destinados ao financiamento da política agrícola na próxima safra.
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No eixo climático, a assessora técnica da CNA Danyella Bonfim levou à comissão dados sobre o avanço do El Niño e seus possíveis efeitos sobre diferentes atividades agropecuárias. No caso da cana-de-açúcar, ela relatou que o setor já sinalizou atrasos na colheita e na moagem em razão do excesso de chuvas na região Centro-Sul do país. Danyella também citou a possibilidade de ocorrência de um super El Niño neste ano e defendeu preparação com monitoramento de mercado, previsões meteorológicas e planejamento do calendário de plantio.
A agenda também incluiu a tarifa adicional de 25% que os Estados Unidos passaram a aplicar sobre determinados produtos brasileiros a partir desta quarta-feira (22), após investigação com base na Seção 301 da legislação comercial norte-americana. A assessora de Relações Internacionais da CNA, Isadora Souza, apresentou os seis eixos de argumentação dos Estados Unidos contra o Brasil e destacou que a ampliação da lista de exceções reduziu significativamente o impacto sobre o agronegócio brasileiro. Ela também tratou do acordo Mercosul-União Europeia e das cotas previstas para o agro, com foco na cadeia sucroenergética.
Os integrantes da comissão ainda discutiram a Medida Provisória nº 1374/2026, que autoriza subvenção econômica de R$ 12 por tonelada de cana-de-açúcar para produtores independentes do Nordeste.
A reunião também abordou a Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio) e a competitividade do etanol em relação à gasolina, em uma agenda voltada a crédito, clima, comércio e medidas de apoio à cadeia sucroenergética.
Fonte: cnabrasil.org.br
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SP aposta em batata-doce para ampliar produção de etanol e biometano

O governo de São Paulo formaliza nesta quinta-feira (23), durante a abertura da Batatec 2026, em Presidente Prudente (SP), uma parceria tecnológica para desenvolver novas cultivares industriais de batata-doce voltadas prioritariamente à produção de etanol e biometano.
O acordo será assinado entre a Secretaria de Agricultura e Abastecimento, por meio do Instituto Agronômico (IAC-Apta), e a Agropecuária Vista Alegre, empresa do Grupo Better Beef. A iniciativa busca aproximar a pesquisa científica das demandas da indústria, ampliando o potencial da cultura como matéria-prima para a geração de combustíveis renováveis.
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A cooperação prevê projetos conjuntos de pesquisa, desenvolvimento e inovação, além do intercâmbio de pesquisadores e da troca de conhecimento técnico entre as instituições.
Segundo o governo paulista, a proposta é combinar a experiência do IAC em melhoramento genético com o conhecimento do setor produtivo sobre as características agronômicas e industriais necessárias para elevar o desempenho da batata-doce na produção de bioenergia.
Pesquisa mira maior rendimento industrial
O Instituto Agronômico já desenvolve cultivares de batata-doce com foco em produtividade, uniformidade das raízes, resistência a doenças e adaptação às diferentes condições de cultivo do Estado.
Com o novo acordo, os pesquisadores passarão a priorizar materiais voltados ao processamento industrial, buscando características como:
- maior produtividade;
- elevado teor de matéria seca e amido;
- raízes mais uniformes;
- melhor rendimento para produção de etanol.
Além disso, os estudos também avaliarão o aproveitamento da biomassa e dos resíduos do cultivo e do processamento para a geração de biogás e biometano, ampliando o potencial energético da cultura.
Outro objetivo da parceria é testar as novas cultivares em condições comerciais de produção, aproximando os resultados obtidos em laboratório da realidade do campo e da agroindústria.
Programa reúne cultivares para diferentes mercados
O IAC é uma das principais instituições brasileiras no desenvolvimento de cultivares de batata-doce. O programa de melhoramento genético atende diferentes segmentos, incluindo alimentação, indústria, biofortificação e mercado ornamental.
Entre os materiais desenvolvidos recentemente está a IAC Dom Pedro II, cultivar biofortificada que apresenta concentração de carotenoides 64,71 vezes superior à das variedades de polpa branca mais cultivadas no Estado de São Paulo e produtividade 48,6% maior que a principal cultivar utilizada pelos produtores paulistas.
O protocolo de cooperação terá vigência inicial de 12 meses, podendo ser prorrogado. O acordo não prevê transferência de recursos financeiros entre as instituições, sendo que cada parte será responsável pelos custos das atividades sob sua responsabilidade.
Projeto também beneficia assentamentos rurais
A parceria complementa outra iniciativa firmada entre o Governo de São Paulo e a Agropecuária Vista Alegre durante a Feicorte 2026.
Na ocasião, a Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp) assinou um protocolo de intenções para avaliar a implantação de projetos produtivos em assentamentos estaduais do Oeste Paulista.
A proposta prevê estudos para o cultivo de 150 hectares de batata-doce destinados à produção de etanol e biometano, além de 80 hectares de eucalipto para geração de biomassa. O projeto poderá beneficiar cerca de 45 lotes rurais, promovendo geração de renda e integração entre agricultores, pesquisa e agroindústria.
São Paulo lidera produção nacional de batata-doce
São Paulo é o maior produtor brasileiro de batata-doce. Em 2025, o estado colheu 149,5 mil toneladas, movimentando R$ 183,95 milhões em Valor da Produção Agropecuária (VPA), segundo dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA/Apta).
A região administrativa de Presidente Prudente concentra a maior parte dessa produção, com 81,5 mil toneladas colhidas no ano passado. O VPA regional alcançou R$ 100,27 milhões, equivalente a 54,5% do valor gerado pela cultura em todo o estado.
A cadeia produtiva reúne cerca de 180 produtores em municípios como Alfredo Marcondes, Álvares Machado, Caiabu, Martinópolis, Narandiba, Pirapozinho, Presidente Bernardes e Santo Expedito.
Batatec 2026 reúne pesquisas e inovações
Realizada entre os dias 23 e 26 de julho, no Centro de Eventos do IBC, em Presidente Prudente, a Batatec 2026 chega à sua sétima edição com expectativa de receber cerca de 80 mil visitantes.
Durante a feira, o IAC apresentará pesquisas, materiais genéticos de alta produtividade e cultivares biofortificadas, além de variedades ornamentais. A programação técnica também contará com palestras sobre manejo, conservação do solo, crédito rural, sustentabilidade e novas tecnologias voltadas ao fortalecimento da cadeia da batata-doce no Brasil.
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Governo federal destina R$ 18,5 bilhões para ampliar crédito a empresas afetadas pelo tarifaço

O governo federal anunciou, nesta quarta-feira (22), uma nova etapa do Plano Brasil Soberano, com R$ 18,5 bilhões em linhas de financiamento destinadas a apoiar empresas brasileiras que atuam em setores estratégicos para a balança comercial. O objetivo é reduzir os impactos das tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos, dos conflitos internacionais e do avanço de medidas protecionistas no comércio mundial.
Do total previsto para o Plano Brasil Soberano III, R$ 13,5 bilhões serão provenientes do Tesouro Nacional e outros R$ 5 bilhões serão disponibilizados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Os recursos poderão ser utilizados para capital de giro, aquisição de bens de capital, investimentos produtivos, inovação tecnológica, adaptação de produtos e processos, além da prospecção e abertura de novos mercados.
A ampliação será viabilizada por uma nova Medida Provisória, que será assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e encaminhada ao Congresso Nacional. A medida autoriza o uso de recursos do Tesouro Nacional combinados com recursos próprios do BNDES.
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O plano de aplicação será elaborado pelo banco e submetido à aprovação de um conselho interministerial, cuja composição e funcionamento serão definidos por decreto. O mecanismo permitirá direcionar os financiamentos conforme os impactos enfrentados por cada setor e sua relevância estratégica para a economia e o comércio exterior brasileiro.
Também nesta quarta-feira (22), o presidente sanciona o Projeto de Lei de Conversão nº 7, originado da Medida Provisória nº 1.345, que criou as linhas de financiamento do Plano Brasil Soberano.
Durante a tramitação no Congresso Nacional, o alcance do programa foi ampliado. Além dos exportadores de bens industriais, passam a ter acesso aos financiamentos exportadores da agricultura, pecuária, florestas plantadas, pesca, aquicultura e mineração, além de cooperativas e associações ligadas a essas atividades.
A nova legislação também permite que os recursos destinados à inovação tecnológica sejam utilizados para adaptações relacionadas ao cumprimento de exigências sanitárias, fitossanitárias, ambientais, de rastreabilidade e de conformidade exigidas pelo comércio internacional.
Entre os principais beneficiários da nova etapa estão empresas exportadoras afetadas pelas tarifas aplicadas pelos Estados Unidos com base nas seções 232 e 301 da legislação comercial norte-americana. O programa também atenderá empresas impactadas por conflitos internacionais, especialmente aquelas que exportam para países do Golfo Pérsico.
Além disso, serão contemplados setores considerados estratégicos para a balança comercial e para a segurança produtiva do país, como fertilizantes, minerais críticos e estratégicos, produtos químicos, farmacêuticos, têxteis, automotivos, equipamentos eletrônicos, máquinas e materiais elétricos.
Criado para preservar empresas, empregos, investimentos e a capacidade exportadora brasileira diante das mudanças no comércio internacional, o Plano Brasil Soberano teve sua primeira etapa lançada em 2025, com R$ 16 bilhões. A segunda fase, anunciada em 2026, possui orçamento de R$ 21 bilhões e já registra R$ 19,5 bilhões em pedidos protocolados, dos quais R$ 10,6 bilhões já foram aprovados pelo BNDES.
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