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9 de agosto de 2026

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Aprosoja MT reforça combate às queimadas

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Onde há fogo, há prejuízo: a terra perde força, nutrientes essenciais se dissipam, microrganismos desaparecem e o ciclo da produção é interrompido. Ao lado do produtor rural na luta contra as chamas, a Associação de Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) alerta sobre os estragos que o fogo pode causar a uma propriedade rural e enfatiza a importância da prevenção contra incêndios e do trabalho preventivo daqueles que fazem da terra o seu sustento.

No solo, os danos atingem nutrientes vitais para culturas como a soja e o milho, além do pH e da microbiota. A queima da vegetação remove nitrogênio, fósforo, potássio e carbono orgânico, comprometendo o crescimento das plantas. Além dos prejuízos imediatos, a perda da cobertura vegetal expõe o solo à erosão, podendo levar à lixiviação de nutrientes e comprometer entre 15% e 40% da produtividade já nas primeiras safras após as queimadas, segundo um estudo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Ao adotar práticas sustentáveis, o produtor rural preserva a matéria orgânica essencial para a produtividade. Algumas dessas práticas incluem roçagem mecânica, manejo de resíduos culturais, plantio direto e uso de plantas de cobertura, que são comprovadamente mais eficientes na preparação do solo e no controle de pragas e doenças.

No ano passado, a delegada coordenadora do núcleo de Nova Mutum, Daiana Costa Beber, viveu momentos de tensão durante o período de estiagem. O fogo se iniciou na rede elétrica de um vizinho e chegou a uma área de reserva nos fundos de sua propriedade. Ela conta que o incêndio foi além da perda de nutrientes no solo.

“A equipe enfrentou um grande desgaste e alto custo humano, exigindo a contratação de uma brigada profissional para garantir a segurança dos colaboradores, que não estavam plenamente capacitados para lidar com a situação. Além disso, foram necessárias medidas legais, como ata notarial e laudo pericial, para documentar e comprovar a origem do incêndio, assegurando que não houve responsabilidade na sua propagação nem impacto ambiental atribuível à empresa”, relata Daiana.

A produtora conta que, graças ao esforço conjunto de vizinhos, voluntários e profissionais, foi possível minimizar os danos do incêndio.

Além das perdas na lavoura, incêndios em Mato Grosso frequentemente causam danos à infraestrutura agrícola, destruindo sistemas de irrigação, pivôs centrais, armazéns, cercas e máquinas. Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o prejuízo total para a agricultura mato-grossense decorrente de queimadas em 2024 foi estimado em mais de R$ 3,5 bilhões.

O delegado coordenador do núcleo de Paranatinga, Jean Marcel Benetti, destaca que, além dos riscos à infraestrutura da propriedade, o perigo e as dificuldades são maiores quando os incêndios atingem áreas de reserva. Isso porque, para garantir a conservação da vegetação nativa e da biodiversidade, o combate a incêndios nessas áreas geralmente depende de métodos manuais ou de brigadas especializadas.

“Nessas regiões, a dificuldade é maior do que na lavoura, onde as máquinas podem ser utilizadas. Nas áreas de reserva, o acesso é limitado à divisa com a lavoura, dificultando o uso de máquinas no combate ao fogo. Na correria para conter as chamas, as máquinas podem se deteriorar e, se o fogo avançar sobre elas antes de serem removidas, há o risco de perdê-las”, explica o produtor.

Segundo o delegado de São José do Rio Claro, Cleverson Bertamoni, altos índices de incêndios foram registrados no ano anterior, causando grandes prejuízos aos produtores rurais. Dessa forma, a cada ano, os agricultores buscam se adaptar, aprimorando estratégias de prevenção durante a estiagem, organizando-se melhor e fortalecendo a comunicação com vizinhos, além de manter os maquinários prontos para agir rapidamente.

“Na última safra, alguns produtores do município perderam até 60% de suas propriedades devido ao fogo, afetando principalmente áreas de palhada e milho pós-colheita. Durante a colheita, contamos com duas equipes: uma dedicada à operação da colheita e outra formada por responsáveis que atuam na retaguarda com equipamentos de combate ao fogo, como tanques e bombas. Essa organização se tornou uma prática natural na propriedade, reforçando a segurança durante o processo agrícola”, ressalta Bertamoni.

Os produtores não estão sozinhos na luta contra as queimadas. A Aprosoja MT tem reforçado seu compromisso com a proteção das propriedades rurais, estabelecendo parcerias estratégicas com o Corpo de Bombeiros do Estado de Mato Grosso. A entidade disponibiliza cartilhas educativas com orientações sobre controle do fogo e medidas preventivas para evitar atividades de risco durante períodos de seca, oferecendo suporte essencial na prevenção e no combate aos incêndios.

A adoção de medidas de prevenção as queimadas são essenciais, não apenas sob o meio ambiente, mas especialmente pela garantia da produtividade agrícola e da rentabilidade econômica das propriedades rurais em Mato Grosso.

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Artesanato de Várzea Grande ganha vitrine em shopping e atrai turistas de outros estados

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Feirinha “Pacinho das Artes” segue até este domingo (9) no Várzea Grande Shopping, com foco na geração de renda e empoderamento feminino

O artesanato de Várzea Grande está se consolidando como uma verdadeira tradição no município e conquistando cada vez mais o público do Shopping Várzea Grande. Neste fim de semana, os artistas da terra estarão novamente participando da feirinha realizada no local. Mais do que uma vitrine comercial, o evento celebra o empoderamento feminino e a geração de renda para diversas famílias da região.

Com o apoio da Prefeitura Municipal e da Superintendência de Cultura, o Pacinho das Artes acontece quinzenalmente no primeiro piso do shopping, transformando-se em um ponto de encontro entre quem produz com dedicação e quem busca consumir de forma consciente, valorizando a produção local.

A professora Joana de Paula Souza aproveitou a visita ao espaço para encontrar uma lembrança da cidade. “Eu moro em Campinas, mas vim visitar meu irmão que reside em Sinop e resolvi almoçar e dar uma olhada nas vitrines. Fiquei encantada com os produtos expostos aqui, queria levar tudo para casa”, brincou.

A artesã Iraci Cesário destacou que as expositoras estão com novidades para todos os gostos e convidou a população para prestigiar a feira neste fim de semana. “A feira estará de hoje até domingo esperando por vocês, com variedades e muitas opções de presentes”, afirmou.

A secretária de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo, ressaltou que a participação dos artesãos no Shopping Várzea Grande é uma forma de ampliar a visibilidade desses profissionais, além de aproximar moradores e turistas da cultura local.

“Essa feirinha é importante porque valoriza a identidade cultural do município e estimula a economia criativa”, destacou.

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Com 70 mil pessoas no sábado, AgroFestival injeta R$ 15 milhões na economia de Cuiabá

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Evento no Parque Novo Mato Grosso teve final de rodeio, shows sertanejos e infraestrutura gratuita. Último dia de festa acontece neste domingo (9)

O segundo dia do Mato Grosso AgroFestival reuniu cerca de 70 mil pessoas neste sábado (8), no Parque Novo Mato Grosso, em Cuiabá, segundo estimativa do secretário municipal de Cultura e coordenador do evento, Johnny Everson. A programação combinou competições de rodeio, atrações musicais e atividades voltadas às famílias, ampliando o público após a sexta-feira (7), quando aproximadamente 50 mil pessoas passaram pelo local.

Entre os destaques do sábado esteve a competição de rodeio, que reuniu participantes de diferentes localidades. José Edmilson terminou a disputa em primeiro lugar, seguido por João Teodoro, ambos representantes de Cuiabá. A final contou com cinco competidores e premiação total de R$ 20 mil. Na arena, os atletas também falaram sobre a preparação para as montarias. João Paulo Velasco, de 21 anos, explicou o que passa pela cabeça de um competidor nos instantes anteriores à abertura da porteira. “Acho que a gente nem pensa muito quando está lá dentro do brete. A gente só pensa em parar no nosso touro e fazer um ótimo trabalho”, afirmou.

Antes das montarias, os competidores participaram de um momento de oração e reflexão conduzido por Alex Reis de Araújo, fundador do projeto Rodeio da Vida, iniciativa que, segundo ele, está presente há cerca de 20 anos em competições. O competidor Kléber Henrique Marques ressaltou a importância desse momento diante dos riscos envolvidos na atividade. “Antes da competição, antes de montar no touro, a gente precisa ter muita fé. É a oportunidade de estar mais próximo de Deus e entregar a nossa vida nesse momento”, disse.

A zootecnista Carolina Damiati afirmou que pretende retornar ao festival. “O que mais chamou a atenção foi a estrutura e a organização. Muito organizado”, disse. Para a administradora de empresas Ana Maria Mendes, que veio de Mato Grosso do Sul e acompanhava familiares em Cuiabá, a dimensão do evento foi uma surpresa. “Nós não tínhamos ideia do tamanho do evento e do quanto é organizado. O que mais chamou a atenção foi exatamente a dimensão”, relatou.

Na área de mobilidade e segurança viária, agentes da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) desenvolveram a ação preventiva “Amigo da Rodada”. O trabalho incluiu abordagens educativas nos locais de consumo de bebidas alcoólicas e aplicação orientativa do teste do etilômetro. A iniciativa buscou conscientizar os frequentadores sobre os riscos e as penalidades de dirigir após o consumo de álcool, além de incentivar a condução responsável.

O secretário municipal de Cultura, Johnny Everson, avaliou que a infraestrutura e os serviços disponibilizados contribuíram para a participação do público. Entre os pontos citados estão estacionamento e ônibus gratuitos, acesso gratuito à pista e arquibancadas. Para ele, o festival também busca ampliar a compreensão sobre os diferentes grupos que integram a cultura ligada ao campo. “O agro não se divide apenas entre os latifundiários e os grandes produtores; os pequenos também fazem parte. São todos integrantes de um mesmo contexto, de uma cultura agro que é a origem de Mato Grosso e de Cuiabá”, afirmou.

Além da programação cultural e esportiva, a realização do festival tem expectativa de reflexos na economia da Capital. A estimativa apresentada pela organização é de movimentação de cerca de R$ 15 milhões durante os três dias, alcançando setores como hotelaria, comércio, alimentação e serviços. O prefeito Abilio Brunini destacou que a realização do evento amplia esse movimento e cria oportunidades para diferentes segmentos. Segundo ele, a retomada de grandes competições de rodeio e de atrações relacionadas ao campo também reforça a ligação de Cuiabá com a cultura agro.

A programação de sábado ainda contou com apresentações sertanejas, com a dupla Jorge Henrique e Rodrigo e, na sequência, a atração regional Yuri e Gustavo. O Mato Grosso AgroFestival termina neste domingo (9), com atividades previstas das 6h à meia-noite. A expectativa da organização é receber entre 60 mil e 80 mil pessoas no último dia de programação.

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Jogos didáticos transformam o ensino de exatas para crianças em escola municipal

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Com a “Batalha Naval”, alunos aprendem a multiplicar brincando, perdem o medo de errar nas contas e desenvolvem o raciocínio lógico

O uso de jogos didáticos no ambiente escolar tem se mostrado uma ferramenta poderosa para transformar o aprendizado de disciplinas exatas. A Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Irenice Godoy de Campos Silva, decidiu adotar o jogo Batalha Naval da Multiplicação como projeto pedagógico para o ensino da matemática.

A atividade, que inicialmente parecia apenas uma brincadeira, tem se mostrado um recurso extremamente eficiente para desmistificar a matéria e prender a atenção dos alunos.

“Por ser uma atividade diferenciada os alunos acabam tendo um interesse maior pela disciplina, eles aproveitam mais as aulas quando a professora leva jogos para inserir no aprendizado, dentro ou fora da sala de aula”, explicou a articuladora Juliana Catelli Loura.

A profissional destacou que a dinâmica do jogo batalha naval foi realizada pela professora da oficina de matemática, Osvaldina Maria de Souza Assunção para os alunos do 4º e 5º anos, que participam do projeto Escola em Tempo Ampliado (ETA).

“Alguns alunos têm dificuldade em trabalhar com os números, porém percebemos que ao aplicar jogos de raciocínio e brincadeiras eles acabam fixando os conceitos e aprendendo a matéria de forma lúdica. E a professora reconhece essa evolução. Os alunos passaram a ter mais motivação e engajamento durante as aulas de matemática”, destacou.

DESAFIO: Ao jogar a batalha naval da multiplicação o aluno não está apenas calculando o resultado de uma operação, ele está prevendo as jogadas do colega, mapeando possibilidades e tomando decisões com base em hipóteses matemáticas. Esse processo retira o peso da obrigatoriedade do erro e do acerto imediato.

Na brincadeira, o erro faz parte da estratégia e funciona como um convite para refazer a conta e tentar novamente. Como resultado, os estudantes aprofundam-se na matemática de maneira mais leve. Ao aprender por meio do lúdico, as crianças assimilam noções de paciência, resiliência diante das derrotas e respeito às regras.

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