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6 de maio de 2026

Business

Mapa apreende mais de 28 mil produtos veterinários irregulares

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No início deste mês, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizou a Operação Ronda Pet III, que resultou na apreensão de mais de 28 mil produtos veterinários irregulares nos municípios de Tocantins e Piraúba, em Minas Gerais. A fiscalização identificou medicamentos, alimentos, suplementos e até fertilizantes sendo comercializados de forma clandestina, com indícios de falsificação e risco à saúde animal e pública.

A ação foi coordenada pelo Programa de Vigilância em Defesa Agropecuária para Fronteiras Internacionais (Vigifronteiras) e pelo Serviço de Fiscalização de Insumos e Saúde Animal da Superintendência de Agricultura e Pecuária em Minas Gerais. Também contou com apoio da Polícia Civil de Ubá/MG e do Centro Integrado de Segurança Pública e Proteção Ambiental (CISPPA), vinculado ao Ministério da Justiça.

Entre as irregularidades encontradas estavam: produtos sem registro no Mapa, embalagens com informações falsas como números inexistentes de registro e declarações de importação, além de empresas com CNPJs fictícios. O prejuízo estimado aos responsáveis pelas fraudes ultrapassa R$ 500 mil.

Segundo o Mapa, o uso de produtos veterinários não autorizados representa grave ameaça à saúde dos animais, o que pode causar reações adversas, como alergias, intoxicações e até morte. A ausência de controle de qualidade impede a verificação dos insumos utilizados, o que torna impossível garantir a segurança do que é oferecido aos animais de estimação.

A operação também chamou atenção para os riscos à saúde pública, especialmente no caso de antiparasitários ilegais, que podem ser ineficazes e permitir a propagação de parasitas com potencial zoonótico, ou seja, transmissíveis aos seres humanos.

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Todo o material apreendido permanecerá retido até a conclusão do processo administrativo. A legislação prevê que os produtos sejam destruídos, e os responsáveis poderão ser punidos por infrações administrativas e criminais, incluindo falsificação de produtos e crimes contra as relações de consumo.

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BNDES anuncia novo ciclo de R$ 40 milhões para produção de bioinsumos

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Foto: Embrapa/Montagem: Canal Rural

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou, nesta quarta-feira (6), um novo ciclo do programa BNDES Bioinsumos, com R$ 40 milhões em recursos não reembolsáveis para cooperativas e associações de agricultores familiares. O lançamento ocorreu durante a 3ª Plenária do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), em Brasília.

Segundo o banco, a medida dá continuidade à política de fomento à produção própria de insumos biológicos e integra um conjunto de ações que somam mais de R$ 2,4 bilhões mobilizados entre 2023 e 2026 para segurança alimentar.

De acordo com o BNDES, o novo edital sucede a primeira chamada do programa, aberta em 2025. No ciclo inicial, quatro projetos foram selecionados em caráter preliminar, totalizando R$ 20 milhões, e seguem para nova etapa de avaliação antes da contratação. A iniciativa contou com apoio técnico da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

O programa financia a produção e a multiplicação de bioinsumos para uso próprio em unidades industriais ou semi-industriais. Entre os itens apoiáveis estão inoculantes à base de microrganismos, bioestimulantes, agentes biológicos para controle de pragas, biofertilizantes, compostos fermentados e compostagem de resíduos orgânicos, desde que associada a outra categoria prevista no edital.

Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o novo ciclo amplia o apoio à agricultura familiar e busca reduzir a dependência de insumos convencionais. Já a diretora Socioambiental do banco, Tereza Campello, afirmou que a proposta é estruturar uma política contínua de fomento, com foco em qualidade, biossegurança e escala produtiva.

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No balanço apresentado ao Consea, o banco informou que os R$ 2,4 bilhões mobilizados desde 2023 reúnem R$ 1,2 bilhão do Fundo Amazônia, R$ 1 bilhão em recursos mistos com organismos internacionais e R$ 232 milhões do Fundo Socioambiental do BNDES. O montante está distribuído em programas voltados à produção, abastecimento, acesso e consumo de alimentos.

Na prática, o novo edital amplia a possibilidade de reapresentação de propostas por organizações não contempladas no primeiro ciclo. As entidades que ficaram fora da etapa inicial, segundo o BNDES, poderão receber orientações técnicas para ajuste dos projetos, o que tende a elevar a capacidade de acesso a tecnologias de bioinsumos por cooperativas e associações da agricultura familiar.

Fonte: agenciadenoticias.bndes.gov.br

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Noz-pecã ganha valor com alimentos e cosméticos

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Imagem gerada por IA para o Canal Rural

A abertura da colheita da noz-pecã, marcada para a próxima sexta-feira (8) em Nova Pádua (RS), deve ir além da produção in natura. O foco deste ano está nos produtos derivados, que ganham espaço como alternativa de agregação de valor à cultura.

Entre os destaques da programação estão alimentos e cosméticos desenvolvidos a partir da noz-pecã. A proposta é mostrar, na prática, como a matéria-prima pode ser aproveitada em diferentes segmentos.

Salame com noz-pecã

Um dos exemplos vem da agroindústria local, com a produção de salame com noz-pecã. O produto foi desenvolvido após meses de testes pela Salumeria Smiderle, que já atua no segmento de embutidos.

Segundo o sócio-proprietário, Samoel Smiderle, a ideia surgiu da combinação entre a tradição da charcutaria e a presença da pecanicultura na região. A formulação buscou equilíbrio entre sabor e textura. “A gente teve a ideia de testar a noz-pecã no embutido e chegou a um resultado com boa aceitação”, afirma.

O salame leva temperos naturais e passa por processo de maturação. A noz-pecã entra como diferencial, trazendo crocância ao produto. De acordo com Smiderle, a proposta foi manter um perfil mais suave, sem uso de realçadores de sabor.

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A aceitação inicial já reflete na produção. “Quem prova costuma aprovar e até substituir o tradicional”, diz.

Cosméticos à base de pecã

Outro destaque vem do setor de cosméticos. A empresa Nozes Pitol, de Anta Gorda (RS), apresenta uma nova fase da marca, agora chamada Fiorenoz, com foco em produtos de skincare.

A linha utiliza óleo e casca da noz-pecã como base das formulações. Segundo a representante da empresa, Victoria Pitol, a proposta é conectar o uso da matéria-prima ao bem-estar. “São ativos que trazem naturalidade para a pele”, explica.

A reformulação também busca ampliar a percepção sobre o uso da noz-pecã. “A ideia é mostrar que ela vai além do consumo alimentar e pode estar presente também no cuidado pessoal”, afirma.

Programação do evento

Além da apresentação dos produtos, a programação inclui visitação a estandes, painel temático e colheita simbólica.

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O evento será realizado no Salão Comunitário da Capela Sagrado Coração de Jesus, na Comunidade Travessão Bonito, e em propriedade rural do município. A abertura da colheita é promovida pelo Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan), com apoio de entidades do setor.

*Com informações da assessoria de imprensa

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Agro Mato Grosso

Algodão em pluma acumula quinta alta seguida e atinge maior nível em MT

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Avanço dos preços é impulsionado por exportações firmes, estoques reduzidos e influência do petróleo, aponta Cepea

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Agro MT