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Brasil e China selam aliança para ampliar negócios e garantir produção sustentável no campo

Um acordo significativo entre Brasil e China lança sementes para uma agricultura mais conectada, tecnológica e sustentável. O Fórum de Empreendedores China-Brasil de Agricultura Sustentável, realizado em Cuiabá, deu início a um ciclo permanente de trocas científicas e culturais entre dois gigantes do agro global.
O encontro contou com cerca de 30 empresários e altos gestores chineses do setor do agronegócio e inovação tecnológica, além de empresas brasileiras.
O evento fez parte da Missão Empresarial de Agricultura Sustentável, uma iniciativa coorganizada pelo World Agrifood Innovation (WAFI) e pelo World Resources Institute (WRI), com o apoio do Instituto AgriHub.
Durante os painéis e reuniões bilaterais, foi firmada uma parceria estratégica que visa acelerar o desenvolvimento de soluções para os desafios climáticos, produtivos e mercadológicos que ambos os países enfrentam.
Segundo o professor Fu Wenge, fundador da WAFI e diretor da Universidade Agrícola da China, a cooperação se tornou essencial para um modelo de desenvolvimento sustentável.
“Eu vejo que a interação já existe, mas inicialmente eram mais empresas ou empresários brasileiros indo para a China. Então agora estamos promovendo mais empresários chineses para vir para o Brasil, para verificar não somente as condições, mas muitas oportunidades que eles podem trazer para melhorar o que nós queremos”, pontuou.
Para o consultor Otavio Celidoneo, da Celidoneo Consultoria, o maior valor da missão está na construção de confiança e conexão entre as culturas.
“A vinda dos chineses aqui representa não só uma troca de conhecimento, mas o início de uma confiança real entre empreendedores e empresários. Com culturas tão distintas, o contato constante é essencial para desenvolver negócios duradouros. E este evento marca o início de algo que eles querem tornar anual, uma ponte de inovação entre Brasil e China”, explicou.
Já o superintendente do AgriHub, Cleiton Gauer, reforçou o papel de Mato Grosso como território estratégico na pauta de sustentabilidade agrícola.
“Essa parceria demonstra o quanto Mato Grosso já é visto como referência no agro. A partir daqui, queremos fomentar trocas tecnológicas e comerciais, compreender melhor o que o mercado chinês espera e, com isso, ajudar a construir o agro do futuro, não só do Brasil, mas da China também”, destacou.
A proposta é transformar experiências em soluções escaláveis que aliem tecnologia, produtividade e respeito ao meio ambiente. De sensores no solo à inteligência artificial no manejo, a cooperação promete transformar o campo em um verdadeiro laboratório de inovação sustentável.
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BNDES anuncia novo ciclo de R$ 40 milhões para produção de bioinsumos

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou, nesta quarta-feira (6), um novo ciclo do programa BNDES Bioinsumos, com R$ 40 milhões em recursos não reembolsáveis para cooperativas e associações de agricultores familiares. O lançamento ocorreu durante a 3ª Plenária do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), em Brasília.
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Segundo o banco, a medida dá continuidade à política de fomento à produção própria de insumos biológicos e integra um conjunto de ações que somam mais de R$ 2,4 bilhões mobilizados entre 2023 e 2026 para segurança alimentar.
De acordo com o BNDES, o novo edital sucede a primeira chamada do programa, aberta em 2025. No ciclo inicial, quatro projetos foram selecionados em caráter preliminar, totalizando R$ 20 milhões, e seguem para nova etapa de avaliação antes da contratação. A iniciativa contou com apoio técnico da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
O programa financia a produção e a multiplicação de bioinsumos para uso próprio em unidades industriais ou semi-industriais. Entre os itens apoiáveis estão inoculantes à base de microrganismos, bioestimulantes, agentes biológicos para controle de pragas, biofertilizantes, compostos fermentados e compostagem de resíduos orgânicos, desde que associada a outra categoria prevista no edital.
Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o novo ciclo amplia o apoio à agricultura familiar e busca reduzir a dependência de insumos convencionais. Já a diretora Socioambiental do banco, Tereza Campello, afirmou que a proposta é estruturar uma política contínua de fomento, com foco em qualidade, biossegurança e escala produtiva.
No balanço apresentado ao Consea, o banco informou que os R$ 2,4 bilhões mobilizados desde 2023 reúnem R$ 1,2 bilhão do Fundo Amazônia, R$ 1 bilhão em recursos mistos com organismos internacionais e R$ 232 milhões do Fundo Socioambiental do BNDES. O montante está distribuído em programas voltados à produção, abastecimento, acesso e consumo de alimentos.
Na prática, o novo edital amplia a possibilidade de reapresentação de propostas por organizações não contempladas no primeiro ciclo. As entidades que ficaram fora da etapa inicial, segundo o BNDES, poderão receber orientações técnicas para ajuste dos projetos, o que tende a elevar a capacidade de acesso a tecnologias de bioinsumos por cooperativas e associações da agricultura familiar.
Fonte: agenciadenoticias.bndes.gov.br
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Noz-pecã ganha valor com alimentos e cosméticos

A abertura da colheita da noz-pecã, marcada para a próxima sexta-feira (8) em Nova Pádua (RS), deve ir além da produção in natura. O foco deste ano está nos produtos derivados, que ganham espaço como alternativa de agregação de valor à cultura.
Entre os destaques da programação estão alimentos e cosméticos desenvolvidos a partir da noz-pecã. A proposta é mostrar, na prática, como a matéria-prima pode ser aproveitada em diferentes segmentos.
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Salame com noz-pecã
Um dos exemplos vem da agroindústria local, com a produção de salame com noz-pecã. O produto foi desenvolvido após meses de testes pela Salumeria Smiderle, que já atua no segmento de embutidos.
Segundo o sócio-proprietário, Samoel Smiderle, a ideia surgiu da combinação entre a tradição da charcutaria e a presença da pecanicultura na região. A formulação buscou equilíbrio entre sabor e textura. “A gente teve a ideia de testar a noz-pecã no embutido e chegou a um resultado com boa aceitação”, afirma.
O salame leva temperos naturais e passa por processo de maturação. A noz-pecã entra como diferencial, trazendo crocância ao produto. De acordo com Smiderle, a proposta foi manter um perfil mais suave, sem uso de realçadores de sabor.
A aceitação inicial já reflete na produção. “Quem prova costuma aprovar e até substituir o tradicional”, diz.
Cosméticos à base de pecã
Outro destaque vem do setor de cosméticos. A empresa Nozes Pitol, de Anta Gorda (RS), apresenta uma nova fase da marca, agora chamada Fiorenoz, com foco em produtos de skincare.
A linha utiliza óleo e casca da noz-pecã como base das formulações. Segundo a representante da empresa, Victoria Pitol, a proposta é conectar o uso da matéria-prima ao bem-estar. “São ativos que trazem naturalidade para a pele”, explica.
A reformulação também busca ampliar a percepção sobre o uso da noz-pecã. “A ideia é mostrar que ela vai além do consumo alimentar e pode estar presente também no cuidado pessoal”, afirma.
Programação do evento
Além da apresentação dos produtos, a programação inclui visitação a estandes, painel temático e colheita simbólica.
O evento será realizado no Salão Comunitário da Capela Sagrado Coração de Jesus, na Comunidade Travessão Bonito, e em propriedade rural do município. A abertura da colheita é promovida pelo Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan), com apoio de entidades do setor.
*Com informações da assessoria de imprensa
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Agro Mato Grosso
Algodão em pluma acumula quinta alta seguida e atinge maior nível em MT

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