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Sustentabilidade

Chicago/CBOT: Soja fechou em baixa bom andamento da safra e preocupações com as tarifas – MAIS SOJA

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Por T&F Agroeconômica, comentários referentes à 08/07/2025
FECHAMENTOS DO DIA 08/07

O contrato de agosto da soja em Chicago, referência para a safra brasileira, fechou em baixa de -0,99% ou $ -10,50 cents/bushel a $ 1021,25. A cotação de setembro fechou em baixa de -0,49% ou $ -5,00 cents/bushel a $ 1008,50. O contrato de farelo de soja para agosto fechou em baixa de -0,55% ou $ -1,50/ton curta a $ 270,70 e o contrato de óleo de soja para agosto fechou em alta de 0,32% ou $ 0,17/libra-peso a $ 54,11.

ANÁLISE DA BAIXA

A soja negociada em Chicago fechou em baixa nesta terça-feira. As cotações foram pressionadas pela falta de avanços nas negociações comerciais entre os EUA e grandes importadores, especialmente a China, que segue fora das compras para a temporada 2025/26.

O mercado ignorou a venda de venda de 144 mil toneladas de farelo para as Filipinas, conforme informou o USDA, o ritmo das vendas de soja segue preocupando os exportadores americanos. O USDA manteve em 66% a proporção da safra em boas ou excelentes condições, em linha com a média dos últimos cinco anos. A previsão de chuvas favoráveis no cinturão produtor limitou qualquer tentativa de recuperação nos preços.

NOTÍCIAS IMPORTANTES
CHINA EVITA EUA, MELHOR PARA O BRASIL (baixista para CBOT, altista para o Brasil)

Os preços da soja caíram novamente em Chicago devido à incerteza generalizada causada pela falta de acordos comerciais entre os Estados Unidos e grande parte do resto do mundo na batalha tarifária imposta pela Casa Branca. Nesse contexto, a China continua evitando participar ativamente da compra de soja americana para 2025/2026, o que já começou a preocupar traders e o setor agrícola.

RELATÓRIO SOBRE LAVOURAS AFETA MERCADO (baixista)

Em relação às lavouras, em uma semana em que se prevê boas chuvas para o cinturão soja/milho, o USDA afirmou ontem que 66% da soja estava em boas/excelentes condições, número abaixo dos 68% para o mesmo período em 2024, mas em linha com a média de 66% prevista pelos produtores do setor privado. A agência informou que 32% da soja estava em flor, em comparação com 17% na semana anterior; 32% no mesmo período do ano passado; e a média de 31%. E 8% das plantas estão formando vagens, em comparação com 3% na semana anterior; 8% em 2024; e a média de 6%.

BRASIL-BOA DISPONIBILIDADE AJUDA CHINA CONTRA EUA (baixista para CBOT, altista para o Brasil)

A oferta de soja brasileira continuou pressionando o mercado internacional, especialmente diante da fraqueza nos preços do milho, que, segundo relatos, os produtores brasileiros estariam priorizando a liquidação da oleaginosa para otimizar a capacidade de armazenamento, que se encontra em estado emergencial devido à sucessão de safras recordes que o país vem experimentando com duas de suas principais culturas, e para reter o milho.

EUA-VENDA DE FARELO DE SOJA (altista para CBOT)

Em seus relatórios diários, o USDA confirmou hoje uma nova venda de farelo de soja dos EUA para as Filipinas, no valor de 144 mil toneladas. Destas, 97 mil toneladas correspondem ao ciclo 2024/2025 e o restante à próxima temporada. O Brasil (embaixadas, Abiove), deveria se empenhar mais nestas vendas, eventualmente acompanhando os eventos da ABPA-Associação Brasileira de Proteína Animal.

EUROPA ENCERROU ANO COMERCIAL IMPORTANDO 10% MAIS SOJA (altista)

De acordo com um relatório da Comissão Europeia divulgado hoje, as importações de soja da UE durante a temporada 2024/2025 — encerrada em 30 de junho no bloco comercial — atingiram 14,52 milhões de toneladas, superando em 10% o volume adquirido na temporada anterior.

Fonte: T&F Agroeconômica



 

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Sustentabilidade

Retração vendedora e escoamento externo sustentam cotações do arroz – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de arroz segue operando em ritmo lento, porém com cotações sustentadas, refletindo um equilíbrio delicado entre oferta crescente e mecanismos de escoamento relativamente ativos. A constatação é do analista e consultor de Safras & Mercado, Evandro Oliveira.

Do lado da safra 2025/26, o avanço da colheita em março foi decisivo. O tempo firme permitiu melhor drenagem das áreas e redução da umidade do grão, diminuindo custos de secagem e favorecendo a eficiência operacional, conforme apontado pela Emater/RS.

“No campo comercial, um dos principais fatores de sustentação vem das exportações”, explica o analista. O volume embarcado em março, de 161,4 mil toneladas (base casca), “cumpre papel essencial ao retirar excedentes do mercado interno”.

O destaque é o forte fluxo de arroz em casca para México e Venezuela (85,9 mil toneladas), diretamente ligado à sustentação dos preços ao produtor. “Além disso, também foi registrado o escoamento de 51,3 mil toneladas de quebrados para África”, relata Oliveira.

Por outro lado, o varejo já sinaliza um ambiente mais pressionado. A queda de preços em diversas capitais indica expectativa de maior oferta e consumo mais cauteloso, o que limita a capacidade da indústria de pagar mais pela matéria-prima. “Esse fator explica, em parte, o ritmo demasiado lento dos negócios”, acrescenta.

Por fim, os riscos logísticos seguem no radar. “Possíveis problemas com combustíveis, transporte ou paralisações podem impactar diretamente o fluxo da cadeia e alterar rapidamente o comportamento dos preços”, pondera o consultor.

Em relação aos preços, a média da saca de 50 quilos de arroz no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou a quinta-feira cotada a R$ 59,86, alta de 3,19% em relação à semana anterior. Na comparação com o mesmo período do mês passado, o avanço era de 8,97%, enquanto, em relação a 2025, a desvalorização atingia 25,90%.

Fonte: Agência Safras



FONTE

Autor:Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Safras News

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Mercado de soja segue lento e com preços recuando no Brasil; Chicago e dólar caem – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de soja teve uma semana predominantemente travada, com registro de movimentos pontuais e sem volumes relevantes. Os prêmios apresentaram poucas mudanças, enquanto câmbio e Chicago acumularam perdas na semana, afastando os negociadores.

De modo geral, o movimento foi de preços mistos, sem direção clara. O analista de Safras & Mercado, Rafael Silveira, destaca que o produtor segue fora do mercado, assim como as tradings, o que limita a liquidez. “O quadro da semana, como um todo, foi de poucos movimentos”, resume.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos recuou de R$ 125,00 para R$ 124,00 na semana. Em Cascavel (PR), a cotação baixou de R$ 120,00 para R$ 119,00. Em Rondonópolis (MT), o preço caiu de R$ 110,00 para R$ 107,00. No Porto de Paranaguá, a saca passou de R$ 131,00 para R$ 130,00.

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em maio acumularam desvalorização de 4,55%, encerrando a semana a US$ 11,69 1/2 por bushel. Após atingir na semana passada o maior patamar em dois anos, o mercado iniciou a semana no limite diário de baixa, sessão responsável pela queda semanal.

O motivo da queda foi a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de adiar seu esperado encontro com o presidente chinês Xi Jinping. A reunião estava prevista para o final de março, mas as últimas informações é de que o encontro ficará para um período daqui 30 a 45 dias.

Por conta do conflito no Oriente Médio, Trump decidiu postergar o encontro. O atraso no encontro significa também adiamento de um possível acordo comercial. O mercado vive a expectativa de um acerto de compra de soja americana por parte dos chineses.

A semana também não foi das melhores em termos de câmbio. No balanço, o dólar comercial recuou 1,47%, sendo cotado na manhã da sexta a R$ 5,2387. O recuo tira competitividade da soja brasileira.

Fonte: Agência Safras



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Sustentabilidade

Mercado de trigo mantém preços firmes com liquidez limitada e cautela dos agentes – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de trigo encerrou a semana com negociações pontuais e ritmo moderado, refletindo a postura cautelosa dos agentes diante de um ambiente ainda indefinido. A combinação de oferta imediata restrita, instabilidade nos referenciais externos e demanda enfraquecida por derivados limitou o avanço dos negócios.

“Os agentes atuam de forma mais conservadora, o que resulta em negócios pontuais e andamento lento tanto no Rio Grande do Sul quanto no Paraná”, disse o analista e consultor de Safras & Mercado, Elcio Bento.

No mercado físico, os preços se mantiveram relativamente firmes, sustentados mais pela restrição de oferta do que por um consumo aquecido. No Rio Grande do Sul, negócios ocorreram ao redor de R$ 1.150 por tonelada FOB, enquanto pedidas entre R$ 1.200 e R$ 1.250/t encontraram resistência dos moinhos.

“Essa diferença reflete, principalmente, as dificuldades no escoamento de derivados e as margens comprimidas da indústria, o que mantém o mercado lento e bastante seletivo”, afirmou Bento.

No Paraná, o cenário foi semelhante, com negociações restritas e forte influência de fatores logísticos. Fretes elevados, escassez de caminhões, em meio ao pico de escoamento de soja e milho, e entraves operacionais contribuíram para limitar o fluxo de comercialização. “A logística continua sendo um fator relevante, com fretes elevados e menor disponibilidade de caminhões, o que impacta diretamente o fluxo de comercialização”, destacou o analista.

Além disso, a demanda fragilizada pelo fraco desempenho do mercado de farinha seguiu comprimindo margens e restringindo a atuação dos moinhos, que priorizam a gestão de estoques. Do lado da oferta, a menor urgência de venda por parte dos produtores também reduziu a pressão vendedora, mantendo o mercado tecnicamente firme, porém com baixa liquidez.

Para a próxima semana, a expectativa é de manutenção desse ambiente de negociações pontuais e seletivas. A evolução do câmbio, o comportamento das cotações internacionais e, principalmente, o avanço da colheita de verão, que pode destravar a logística, serão determinantes para uma eventual retomada do ritmo de negócios.

“Sem uma melhora mais clara no consumo ou maior estabilidade nos indicadores externos, a tendência é de manutenção desse ambiente de negociações pontuais, seletivas e de ritmo moderado”, aponta o especialista.

Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Ritiele Rodrigues – ritiele.rodrigues@safras.com.br (Safras News)

Site: Agência Safras

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