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23 de junho de 2026

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‘Financiamento climático é responsabilidade de países ricos’

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A declaração de líderes do Brics, divulgada na tarde deste domingo (6), traz 21 tópicos relacionados às mudanças climáticas. Entre os pontos defendidos pelos 11 países, está a visão de que o financiamento climático é responsabilidade das nações mais desenvolvidas do planeta.

“Enfatizamos que garantir a países em desenvolvimento financiamento climático acessível com a urgência adequada e sob custos viáveis é essencial para facilitar trajetórias de transições justas que combinam ação climática com desenvolvimento sustentável”, informa o documento.

Segundo a mensagem dos líderes do grupo, chamada de Declaração do Rio, a provisão e mobilização de recursos sob a Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC) e o Acordo de Paris “é uma responsabilidade dos países desenvolvidos para com os países em desenvolvimento”.

O texto também convoca todos os países a honrarem seus compromissos com o Acordo de Paris e ampliarem seus esforços para combater as mudanças climáticas. A declaração destaca que o grupo está determinado a liderar uma mobilização global por um sistema financeiro internacional mais justo e sustentável.

Um dos pontos destacados é a necessidade urgente de reformar a governança do Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF), com representação mais equilibrada e equitativa dos países em desenvolvimento.

Em relação à defesa das florestas, o Brics encoraja países doadores a anunciarem contribuições ambiciosas para o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), que será lançado na COP30.

Transição energética justa

Integrado por alguns dos principais produtores de petróleo do mundo, como Brasil, Rússia, China, Arábia Saudita, Irã e Emirados Árabes, o Brics destaca que os combustíveis fósseis ainda têm papel importante na matriz energética mundial.

No entanto, eles reafirmam seu compromisso de garantir transições energéticas justas e inclusivas, de acordo com as circunstâncias nacionais, além de acesso universal a energia confiável, sustentável e a preço acessível. Os combustíveis de aviação sustentáveis (SAF) e com baixo carbono (LCAF) aparecem em destaque no texto.

Pontos de preocupação especial mencionados pelo Brics são a desertificação, degradação do solo, seca e poluição plástica.

O documento também destaca algumas ações do grupo, com os Princípios do Brics para Contabilidade de Carbono Justa, Inclusiva e Transparente; o Laboratório do Brics sobre Comércio, Mudança do Clima e Desenvolvimento Sustentável; e os Termos de Referência da Plataforma do Brics de Pesquisa Climática.

Há também a rejeição a medidas protecionistas unilaterais, punitivas e discriminatórias sob pretexto de preocupações ambientais.

O fortalecimento da cooperação na área de exploração espacial para fins pacíficos e aproveitamento das agências espaciais para realizar exercício conjunto para apoiar a COP30 na UNFCCC.

Em documento com os destaques da da declaração dos líderes, a organização da cúpula do Brics no Rio de Janeiro destacou que “nossa Declaração-Marco na área de clima lança um mapa do caminho para, nos próximos cinco anos, transformar nossa capacidade de levantar recursos contra a mudança do clima. Com a escala coletiva do Brics, lutaremos contra a crise climática deixando nossas economias mais fortes e mais justas”

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Produtor reduz ritmo das vendas de soja à espera por preços mais atrativos; confira as cotações

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Foto: Pixabay

O mercado brasileiro de soja registrou um dia de comercialização lenta nesta terça-feira (23), mesmo com a melhora das cotações ao longo da sessão. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a valorização do dólar, a volatilidade da Bolsa de Chicago e a firmeza dos prêmios contribuíram para a formação de preços mais atrativos.

Segundo o analista, os prêmios continuaram sustentando boas indicações, especialmente nos portos, enquanto a indústria também atuou com valores mais elevados na tentativa de originar soja.

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Apesar desse cenário, a liquidez permaneceu limitada. Os produtores seguem segurando volumes, buscando preços melhores e acompanhando os movimentos do mercado de milho.

Assim, mesmo diante de preços firmes e oportunidades de negociação, o volume de negócios ficou abaixo do esperado ao longo do dia.

Preços da soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 126,00 para R$ 128,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 127,00 para R$ 129,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 121,50 para R$ 124,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 113,00 para R$ 114,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 115,00 para R$ 116,00
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 115,00 para R$ 117,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 132,50 para R$ 135,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 133,00 para R$ 135,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja encerraram o pregão de forma mista na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), próximos da estabilidade. Após duas sessões consecutivas de perdas, o mercado apresentou uma recuperação técnica, embora limitada pelo cenário fundamental considerado baixista.

As lavouras norte-americanas seguem em boas condições, reforçando as expectativas de uma produção recorde nos Estados Unidos e ampliando a oferta global da oleaginosa. Além disso, a queda do petróleo e a valorização do dólar frente a outras moedas exerceram pressão adicional sobre os contratos.

As atenções do mercado estão voltadas para uma possível retomada das compras chinesas de soja dos Estados Unidos e para o relatório que será divulgado na próxima semana pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), trazendo dados sobre a área plantada em 2026 e os estoques trimestrais em 1º de junho.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 1,25 centavo de dólar, ou 0,11%, a US$ 11,17 por bushel. A posição agosto encerrou cotada a US$ 11,24 por bushel, com alta de 1,50 centavo de dólar, ou 0,13%.

Entre os subprodutos, o farelo de soja para julho avançou US$ 3,10, ou 1,03%, para US$ 302,90 por tonelada. Já o óleo de soja com vencimento em julho fechou a 70,59 centavos de dólar por libra-peso, com queda de 0,56 centavo, ou 0,78%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com valorização de 0,84%, cotado a R$ 5,1856 para venda e R$ 5,1836 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1619 e a máxima de R$ 5,1914.

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Seapi reúne cadeia da citricultura em Pareci Novo para prevenir greening

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A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) participou, na segunda-feira (22/6), de uma reunião em Pareci Novo, no Vale do Caí, para tratar de ações estratégicas de prevenção ao greening. O encontro reuniu agricultores, viveiristas, comerciantes, indústrias, associações e representantes de órgãos públicos. A iniciativa teve como foco evitar a disseminação da doença na citricultura gaúcha.

Com o tema “Juntos contra o Greening”, a reunião foi organizada pela prefeitura de Pareci Novo, com apoio da Seapi e da Emater-RS/Ascar. Também participaram representantes de municípios vizinhos, como Harmonia, Maratá e São Sebastião do Caí. Segundo o material divulgado, o público presente demonstrou interesse no tema e relatou dificuldades na prevenção de novos focos da doença.

A ação conjunta teve como objetivo prevenir o greening/HLB e conter sua disseminação no Rio Grande do Sul. De acordo com a Seapi, a doença é considerada a mais grave a atingir plantas cítricas, ataca todos os tipos de citros e não tem tratamento eficiente para plantas infectadas.

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Participaram da agenda o diretor do Departamento de Defesa Vegetal da Seapi, Ricardo Felicetti, e o diretor do Departamento de Infraestrutura e Usos Múltiplos da Água da Seapi, Darci Lauermann. Felicetti informou que, na reunião, foi apresentado o plano de emergência adotado após o foco de greening identificado em Palmitinho, já contornado, além de demandas da cadeia produtiva e dificuldades relatadas por produtores, como a entrada de mudas irregulares de outros estados.

No monitoramento mais recente, em 8 de junho, equipes do Departamento de Defesa Vegetal da Seapi e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) atuaram em Palmitinho, no Médio Alto Uruguai. Em um raio de 500 metros da propriedade onde o foco foi identificado, foram vistoriados 42 imóveis e erradicadas 178 plantas. Em um raio ampliado de 2,4 quilômetros, mais 480 imóveis foram vistoriados, com erradicação adicional de 23 árvores cítricas.

Segundo a Seapi, a situação do greening/HLB no Rio Grande do Sul está sob controle. A secretaria ficou responsável por marcar uma nova agenda para elaborar propostas de combate à doença e de melhoria das condições de produção para a citricultura gaúcha.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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Conab detalha abastecimento de Cozinhas Solidárias em encontro em Teresina

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) participou nesta terça-feira (23) do Encontro das Cozinhas Solidárias, em Teresina, com uma palestra sobre o abastecimento das unidades com produtos da agricultura familiar e sobre o novo termo de execução do programa. O evento ocorreu entre segunda-feira (22) e terça-feira (23), com foco em segurança alimentar, participação social e agricultura familiar.

A apresentação foi conduzida pelo superintendente regional da Conab no Piauí, Danilo Viana. Segundo ele, o encontro foi uma oportunidade para ajustar procedimentos, ouvir as cozinhas e as organizações fornecedoras e alinhar critérios técnicos de execução, com o objetivo de garantir a aplicação integral dos recursos conforme os planos de atendimento.

A programação foi realizada no Centro de Guadalupe, na Vila Operária, em Teresina, e incluiu mesa de abertura, falas institucionais, painéis temáticos, debate com participantes e plenária de encaminhamentos sobre o trabalho das cozinhas e a relação com parceiros institucionais. A atividade foi organizada pela Cáritas Arquidiocesana de Teresina, com participação de órgãos federais e estaduais, além de representantes das cozinhas habilitadas.

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Em 2026, a Conab consolidou o atendimento a 21 Cozinhas Solidárias no Piauí. Desse total, 10 estão em Teresina, 3 em Altos, 2 em Picos e 1 em cada um dos municípios de Campo Maior, Campo Largo do Piauí, Campinas do Piauí, Cristalândia do Piauí e Parnaíba. As unidades recebem alimentos para o preparo de refeições destinadas à população em situação de vulnerabilidade social.

Para abastecer essas cozinhas, 12 organizações da agricultura familiar foram selecionadas para fornecer alimentos de forma contínua ao longo de 2026. De acordo com a Conab, a medida garante o escoamento da produção dos agricultores familiares e integra a produção local ao atendimento das demandas das cozinhas.

Com apoio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), está previsto investimento superior a R$ 6,75 milhões na compra de cerca de 442 toneladas de alimentos para as Cozinhas Solidárias no estado. Mensalmente, as unidades podem receber até 17 tipos de produtos, entre eles arroz, feijão, farinha de mandioca, frutas, hortaliças, carne bovina, frango, caprino, peixes e ovos.

O encontro em Teresina reuniu a rede de execução do programa no Piauí em um momento de alinhamento técnico para o atendimento das cozinhas e para a continuidade das compras da agricultura familiar em 2026.

Fonte: gov.br

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