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8 de agosto de 2026

Business

Plano Safra pode impulsionar crédito, mecanização e lucro para produtor de soja, diz comentarista

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Nesta segunda-feira (30), o governo federal finalmente divulgou o lançamento do Plano Safra 2025/2026, com foco no fortalecimento da agricultura familiar, que contará com R$ 89 bilhões em recursos. A nova edição do programa contempla uma série de políticas públicas voltadas, também, diretamente ao produtor de soja, como crédito rural, compras governamentais, seguro agrícola, assistência técnica e garantia de preços mínimos.

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Desse total, R$ 78,2 bilhões serão destinados ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), valor 3% superior ao disponibilizado na safra passada. O plano também mantém condições atrativas de financiamento, com juros de 3% ao ano para alimentos da cesta básica e de 2% para produtos agroecológicos ou orgânicos. Entre as novidades, estão linhas específicas para adaptação às mudanças climáticas, conectividade no campo, acessibilidade e incentivo à produção sustentável e mecanização, esta última, por meio do programa Mais Alimentos.

Já na agricultura empresarial, o Plano Safra prevê R$ 516,2 bilhões em recursos, alta nominal de 1,5% frente aos R$ 508,6 bilhões da safra 2024/2025. Apesar do aumento, o valor não representa ganho real diante da inflação acumulada de 5,32% no período. Ainda assim, o governo destaca a ampliação dos recursos com juros equalizados, que subiram de R$ 92,8 bilhões para R$ 113,8 bilhões, totalizando R$ 189 bilhões quando somadas as demais linhas controladas.

O plano contempla operações de custeio, comercialização e investimento para médios e grandes produtores, e traz mudanças importantes. Uma delas é a exigência de observância ao Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) como critério para concessão de crédito, reforçando a segurança da produção. Também foram ampliados os limites do programa de armazenagem e criadas medidas que incentivam práticas sustentáveis e a modernização do setor.

Para o comentarista Miguel Daoud, do Canal Rural, o Plano Safra tem um papel estratégico, especialmente para os pequenos produtores de soja que integram o cultivo com outras culturas, como feijão e milho. “O produtor de soja também pode se enquadrar no Pronaf, dependendo do porte da propriedade. Isso permite o acesso a crédito com juros mais baixos e a possibilidade de adquirir tratores e implementos agrícolas, o que garante condições mínimas para alcançar rentabilidade, mesmo em pequena escala”, afirma.

Para Daoud, a principal contribuição do plano está em viabilizar o acesso à tecnologia e à infraestrutura no campo. “Se o pequeno produtor tem acesso à mecanização e aos insumos certos, ele consegue produzir com mais eficiência e ampliar sua margem de lucro, mesmo enfrentando um cenário econômico desafiador”, conclui.

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Soja: veja como ficaram as cotações no fechamento de hoje

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Foto: Pixabay/montagem

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana com pouco reporte de negócios, mantendo o ritmo observado nos últimos dias. De acordo com o analista da Safras & Mercado Rafael Silveira, as cotações oscilaram entre estáveis e mais altas no mercado físico, sustentadas pela demanda local em algumas regiões.

Silveira destaca que o basis favoreceu a alta das cotações em algumas praças, como Minas Gerais, movimento também observado em outras regiões.

Em Chicago, a sessão foi marcada por oscilações contidas, enquanto o dólar recuou e os prêmios permaneceram firmes, praticamente nos mesmos níveis registrados ao longo da semana.

“Sem muitas novidades, com o relatório da próxima semana pela frente, ninguém quis fazer grandes movimentos”, resume o analista.

Preço da saca de soja hoje

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 139 para R$ 138
  • Santa Rosa (RS): passou de R$ 140 para R$ 139
  • Cascavel (PR): permaneceu em R$ 134,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 127 para R$ 129
  • Dourados (MS): caiu de R$ 129 para R$ 128
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 127 para R$ 129
  • Porto de Paranaguá (PR): permaneceu em R$ 145
  • Porto de Rio Grande (RS): seguiu em R$ 145

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta sexta-feira, na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), ampliando as perdas semanais – a posição novembro teve queda semanal de 0,95%. Em dia volátil, a previsão de clima favorável para o cinturão produtor dos Estados Unidos acabou preponderando e pressionou as cotações.

As perdas foram limitadas pela recuperação do petróleo e pela boa demanda chinesa pela soja americana, o que colocou os contratos boa parte do dia no território positivo.

Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 238.000 toneladas de soja à China, que serão entregues na temporada 2026/27.

As importações de soja em grão pela China no mês de julho somaram 11,48 milhões de toneladas, 1,6% inferior ao mesmo mês de 2025. No acumulado de 2026, as importações chinesas somaram 60,51 milhões de toneladas, ante 61,05 milhões em igual momento de 2025, o que representa um aumento de 0,7%.

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 1,50 centavo de dólar, ou 0,12%, a US$ 11,76 1/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 11,91 1/4 por bushel, com retração de 1,50 centavo de dólar ou 0,12%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 3,20 ou 1,01% a US$ 313,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 67,88 centavos de dólar, com ganho de 0,51 centavo ou 0,75%.

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Chuvas dificultam manejo, mas trigo avança bem no Rio Grande do Sul

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As lavouras de trigo no Rio Grande do Sul apresentam bom desenvolvimento, segundo a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater). Na semana, as chuvas mantiveram o solo úmido e dificultaram o tráfego de máquinas, as adubações nitrogenadas em cobertura e as aplicações fitossanitárias nas áreas cultivadas.

De acordo com a Emater, nas lavouras mais desenvolvidas, o aumento da radiação solar no fim do período favoreceu a retomada do crescimento e o avanço para as fases reprodutivas iniciais, que já representam 3% da área. As áreas implantadas mais tardiamente, que somam 97%, seguem em desenvolvimento vegetativo e perfilhamento.

O quadro indica evolução da cultura em diferentes estágios no Estado, com predominância de lavouras ainda em fase vegetativa. Nas áreas em estágio mais avançado, a melhora das condições de radiação contribuiu para o desenvolvimento das plantas após o período de maior umidade no solo.

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Na região de Santa Rosa, 6% das lavouras de trigo ingressaram na fase de floração. Em Santo Antônio das Missões, um episódio de granizo provocou o acamamento das plantas. Ainda assim, a Emater registra expectativa de recuperação da maior parte do potencial produtivo.

O cenário da semana no Rio Grande do Sul combina bom desenvolvimento das lavouras de trigo com limitações operacionais provocadas pelas chuvas, enquanto parte das áreas mais avançadas já inicia fases reprodutivas e de floração.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Agro Mato Grosso

Recorde na safra de milho e cana reduz valor do biocombustível no varejo de MT

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Safra recorde reduz preço do etanol em Mato Grosso para R$ 3,74 nos postos. Confira os dados de produção e o impacto da nova mistura E32.

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Agro MT