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22 de setembro de 2026

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Elas no Campo 2025 reforça apoio ao desenvolvimento da mulher no agro

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A força feminina que move o agronegócio mato-grossense foi palco de destaque na edição 2025 do Elas no Campo, evento realizado em Cuiabá que reuniu mais de 800 mulheres ligadas ao setor rural. Com uma programação que abordou temas como gestão, sucessão familiar, inovação e inclusão, o encontro reafirmou o papel da mulher como agente central da transformação no campo.

Durante a edição de 2025, o Sistema Sicredi reforçou seu papel como parceiro estratégico para o crescimento de mulheres líderes do campo. 

A cooperativa financeira destacou o crescimento expressivo da sua carteira de crédito agro e reafirmou o compromisso com negócios liderados por produtoras rurais.

“Estar aqui no Elas no Campo para poder fortalecer a atuação da mulher no agro é o que dá muito match com o que a gente faz, com o que acreditamos. Estar aqui mostra que estamos para apoiar desde os pequenos, aos grandes negócios. E mostrar que essa mulher pode prosperar e tem com quem contar”, destacou Luciana Lima, gerente de comunicação e marketing do Sistema Sicred. 

O apoio do Sicredi à força feminina no campo se traduz em números: atualmente, a cooperativa conta com 27 mil associadas na região Centro-Norte de Mato Grosso e em seis estados do Norte do país (com exceção do Tocantins). 

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O volume de crédito concedido ao agro já ultrapassou a marca de R$ 130 bilhões, com um crescimento de 18% apenas no último ano, bem acima da média histórica de 7% ao ano. 

Esse avanço, segundo a instituição, é reflexo direto da confiança dos associados e da consolidação do Sicredi como agente de desenvolvimento regional.

“A mulher no agro hoje não apenas participa, ela lidera, investe, planeja. Estamos aqui justamente para isso, apoiar, financiar e crescer junto com elas”, reforçou.

Outro ponto alto do evento foi a presença da Comissão Famato Mulher, que montou um estande especialmente voltado para valorizar o papel das mulheres e das famílias no campo. 

“É sempre uma alegria estar em mais um evento fantástico do agro. A Famato Mulher veio com o propósito de destacar o papel não só da mulher, mas também dos filhos na propriedade rural. Acreditamos que uma das principais forças do agro está na família rural”, explicou Gabriela Tomain, Cofundadora e conselheira da Comissão. 

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A comissão tem atuado fortemente tanto porteira adentro, capacitando mulheres para a gestão e o dia a dia da fazenda, quanto porteira afora, devolvendo à sociedade os frutos de um campo produtivo, responsável e comprometido com o desenvolvimento sustentável.

De acordo com Gabriela, o protagonismo feminino vai muito além da presença física da mulher no campo. “Está associado ao envolvimento com a gestão, na vontade de aprender, de planilhar, de analisar dados e aplicar tecnologia. 


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Transição energética abre oportunidade bilionária para o agro brasileiro, avalia CEO da Binatural

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Foto: Governo Federal

Os biocombustíveis podem ganhar espaço como uma das principais ferramentas para agregar valor à produção agropecuária brasileira diante do avanço da transição energética mundial. A avaliação é de André Lavor, CEO da Binatural, produtora brasileira de biodiesel, durante participação na Semana do Clima de Nova York.

Em entrevista ao Canal Rural, Lavor afirmou que as discussões internacionais mostram uma mudança na forma como a transição energética é encarada. Segundo ele, o debate deixou de estar concentrado exclusivamente na redução das emissões e passou a envolver também competitividade, desenvolvimento econômico, inclusão social e segurança energética.

“A transição energética não é só uma pauta ambiental. Logicamente, a pauta ambiental é extremamente relevante, mas, para que ela aconteça, precisa ser competitiva, gerar desenvolvimento econômico, trazer inclusão social, ser justa e, agora mais do que nunca, trazer segurança energética para o país”, afirmou.

O executivo participou de diferentes agendas durante a Semana do Clima, incluindo encontros relacionados às Nações Unidas. Segundo Lavor, as discussões reforçaram o potencial brasileiro para ocupar espaço de destaque na transição energética por meio dos biocombustíveis.

Brasil já produz biocombustíveis em escala

Para o CEO da Binatural, o Brasil parte de uma posição diferente de muitos países por já utilizar etanol e biodiesel em larga escala.

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“Não se fala mais em biocombustíveis apenas como pauta ambiental. É uma pauta energética. E a gente tem no Brasil uma grande oportunidade, porque já entrega isso em escala há muitos anos através dos biocombustíveis, seja pelo etanol, seja pelo biodiesel”, destacou.

Na avaliação de Lavor, além da descarbonização, a cadeia do biodiesel contribui para movimentar a economia e agregar valor às matérias-primas produzidas pelo agronegócio, como a soja, além do aproveitamento de resíduos e gorduras.

Durante a passagem por Nova York, o executivo também participou de discussões internacionais sobre a expansão dos combustíveis sustentáveis. Segundo ele, um dos pontos abordados foi o compromisso de ampliar o uso dessas fontes energéticas até 2035.

Biodiesel pode agregar valor à soja

Entre as oportunidades apontadas pelo executivo está a possibilidade de ampliar o processamento da soja dentro do Brasil, em vez de comercializar uma parcela significativa da produção na forma de grão.

Lavor avalia que o aumento da demanda por biodiesel pode estimular a industrialização da oleaginosa e gerar outros produtos importantes para diferentes cadeias do agronegócio.

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“A agenda dos biocombustíveis é uma agenda de agregação de valor para o agronegócio. Na soja, por exemplo, ainda exportamos cerca de dois terços do que colhemos in natura e temos uma grande oportunidade de continuar incentivando maiores percentuais de biodiesel”, afirmou.

Segundo ele, o processamento de uma quantidade maior de soja permitiria ampliar simultaneamente a produção de óleo, utilizado na fabricação do biodiesel, e de farelo, matéria-prima fundamental para a alimentação animal.

“Podemos fazer mais extração da soja, tendo maior oferta de farelo, que é base da proteína animal, e maior oferta de óleo para produzir biodiesel, gerando energia”, acrescentou.

Agroenergia ganha espaço

Para Lavor, essa integração coloca o Brasil diante de uma oportunidade de associar duas cadeias nas quais o país já possui forte presença: produção agropecuária e energia renovável.

“É uma agenda de energia, uma agenda de agroenergia, especialmente para o Brasil, porque conseguimos complementar a agenda do agronegócio com uma agenda de energia”, disse.

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Na avaliação do executivo, o avanço dos biocombustíveis pode, portanto, ampliar a demanda por matérias-primas agrícolas, estimular a industrialização doméstica e criar novas fontes de receita ao longo da cadeia produtiva, ao mesmo tempo em que contribui para os compromissos de redução das emissões.

*Filipe Alvarez é professor e executivo de sustentabilidade, governança e gestão de riscos, e está acompanhando a Semana do Clima de Nova York 2026 para o Canal Rural

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Azeite brasileiro fica em segundo lugar em concurso na França e é eleito o melhor do Brasil

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Foto: Régis Silva/Mantikir Coratina

O Mantikir Coratina, produzido pela Vinícola Essenza na Serra da Mantiqueira, localizada no Sudeste do Brasil, fazendo divisa entre São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro foi eleito o melhor azeite brasileiro no Olio Nuovo Days 2026 e ficou em segundo lugar entre os dez melhores azeites do Hemisfério Sul.

O resultado, divulgado nesta segunda-feira (21), marca o terceiro ano consecutivo em que um rótulo da Vinícola Essenza ocupa a primeira posição entre os brasileiros na competição realizada em Paris, na França. Nesta edição, o primeiro lugar geral ficou com um azeite chileno.

“Receber esse resultado em Paris é motivo de muita comemoração para nós. São três azeites premiados em uma competição internacional, com a Coratina novamente entre as primeiras colocadas e reconhecida como a melhor do Brasil”, comemora Herbert Sales, proprietário da Vinícola Essenza.

É na propriedade, conhecida por possuir o olival mais alto do mundo, entre 1.700 e 1.910 metros de altitude, que ocorre o plantio e o manejo das seis mil oliveiras, entre elas as variedades Arbequina, Coratina, Grappolo, Koroneiki, Picual e Maria da Fé.

O Mantikir Grappolo é elaborado a partir da cultivar Grappolo 541, desenvolvida pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) a partir do melhoramento de material genético italiano para as condições da Serra da Mantiqueira.

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Registrada no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) como MGS GRAP541, a cultivar integra o conjunto de variedades protegidas pela instituição.

“Receber uma Premium Gold com um azeite produzido a partir de uma cultivar desenvolvida pela Epamig na própria região também permite apresentar fora do Brasil uma pesquisa que começou aqui e que ajudou a construir a produção de azeites na Serra da Mantiqueira”, explica o produtor de azeites.

Sobre a edição

Os azeites finalistas do Olio Nuovo Days Southern Hemisphere 2026 foram apresentados ao júri no dia 17 de setembro, no Le Cordon Bleu Paris, no Hôtel de la Marine, na capital francesa.

A edição recebeu 58 azeites de nacionalidades diferentes, dentre eles, Argentina, Austrália, Brasil, Chile, África do Sul e Uruguai, avaliados por um painel internacional formado por profissionais de diferentes áreas ligadas à análise sensorial e à gastronomia.

O painel reuniu chefs, sommeliers, cientistas de alimentos e provadores profissionais de azeite. Didier Mariotti, Chef de Cave e diretor executivo de tenologia da Veuve Clicquot, presidiu o Júri de Qualidade da edição de 2026.

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Pesquisa com 4,5 mil profissionais revela principais riscos éticos do agronegócio

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Soja. Foto: Embrapa

O ato de manter uma conduta íntegra diante de pressões é chamado de resiliência ética no meio corporativo. Quando essa capacidade é menor, profissionais ficam mais vulneráveis a adotar atitudes condenáveis, algo que também ocorre no agronegócio em meio à pressão por produtividade, cumprimento de metas e continuidade das operações.

Esse diagnóstico é mostrado no novo recorte do Atlas PIR, estudo desenvolvido pela S2 Consultoria para mapear riscos comportamentais e éticos nas organizações.

Nesse cenário, o agronegócio registra Índice de Prontidão para Integridade e Resiliência (PIR) de 6,83, acima da média nacional de 6,75. Apesar do resultado, o setor apresenta situações em que a pressão por resultados e a necessidade de manter a operação funcionando podem fazer com que determinadas práticas inadequadas sejam incorporadas à rotina.

Para chegar ao resultado, o Atlas PIR reuniu dados de 4.541 profissionais de 54 empresas do setor, em uma base nacional com mais de 48 mil respondentes de diferentes segmentos econômicos.

“O dado mais importante do estudo é que o agronegócio apresenta boa capacidade de resistência ética, mas também um conjunto de condições que favorecem racionalizações previsíveis. O problema não nasce da intenção de cometer desvios. Ele surge quando a cobrança por resultados faz determinadas exceções parecerem naturais ou inevitáveis”, afirma a psicóloga e sócia da S2, Alessandra Costa.

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Principais desafios éticos

Entre os principais dilemas identificados pelo estudo está o vazamento de informações, que registra 21,9% de baixa resiliência ética no nível tático. O estudo indica que esses profissionais podem ter mais dificuldade para manter uma conduta ética quando estão em situações delicadas.

Nesse caso, o dilema envolve decidir entre preservar a confidencialidade de dados sobre safras, produtividade, negociações e clientes ou compartilhar informações para agilizar processos. Em cadeias produtivas conectadas, esse compartilhamento pode ser visto como uma forma de colaboração, fazendo com que o risco do comportamento pareça menor.

Na segunda posição aparecem as demonstrações fraudulentas, com 17,1% de baixa resiliência no nível tático. Conforme o estudo, a pressão por produtividade e resultados pode incentivar ajustes em indicadores, relatórios ou interpretações de desempenho para evitar impactos em metas, bônus ou contratos.

Segundo o levantamento, o risco não está necessariamente na fabricação de dados, mas na repetição de pequenos ajustes que passam a ser vistos como parte legítima da gestão.

O terceiro principal risco é o assédio moral, que registra 16,2% de baixa resiliência entre profissionais do nível operacional. O Atlas PIR aponta que ambientes marcados por forte exigência produtiva podem normalizar cobranças agressivas e outras práticas de gestão abusivas. Nesse cenário, comportamentos inadequados podem ser incorporados ao cotidiano como uma forma de garantir resultados.

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Também aparecem entre os dilemas do setor os presentes e favorecimentos, com 13,6% de baixa resiliência no nível operacional, e os conflitos de interesse, que alcançam 13,1% no nível tático. A forte dependência de relações de longo prazo, característica marcante do agronegócio, pode dificultar a percepção dos limites entre parceria, favorecimento e independência nas decisões.

Entretanto, o maior bolsão de risco do setor está no nível tático, formado por profissionais que conciliam autonomia técnica, cobrança por resultados, controle de informações e relacionamento com terceiros. De acordo com Alessandra, é nessa camada que se concentram os maiores índices de baixa resiliência para vazamento de informações, demonstrações fraudulentas, conflitos de interesse e pagamentos indevidos.

Segundo a pesquisa, esses riscos estão relacionados principalmente ao acesso a informações, à autonomia para tomar decisões e à existência de justificativas consideradas plausíveis dentro da operação.

“O estudo mostra que os desvios mais relevantes do agronegócio não costumam ocorrer de forma abrupta. Eles surgem quando a pressão sustenta determinadas decisões, a racionalização torna essas decisões aceitáveis e a confiança entre as pessoas legitima a exceção. É um processo gradual, que muitas vezes passa despercebido até se transformar em cultura”, afirma a psicóloga.

Como reduzir os riscos

Para reduzir esses riscos, a pesquisa recomenda intervenções específicas para cada nível hierárquico. Entre as medidas estão a revisão de metas e incentivos organizacionais, a criação de mecanismos de accountability para decisões críticas, protocolos formais para a circulação de informações sensíveis, treinamentos voltados à tomada de decisão sob pressão, desenvolvimento de lideranças sem coerção e monitoramento contínuo de fadiga ética nas operações.

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“O agronegócio não precisa apenas de mais controles ou mais regras. Precisa de sistemas capazes de reduzir as racionalizações que transformam pressões legítimas do negócio em permissões informais para comportamentos de risco. A prevenção mais eficaz acontece antes do desvio, quando a organização atua sobre as condições que tornam esse desvio provável”, conclui Alessandra.

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