Politica
Vereador quer convocar ex-prefeito para explicar contrato de R$ 650 milhões com empresa

Conteúdo/ODOC – O vereador por Cuiabá, Dilemário Alencar (Podemos), protocolou nesta quinta-feira (27) um pedido formal para que o ex-prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) seja convocado a prestar esclarecimentos à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada para apurar possíveis irregularidades no contrato de concessão do estacionamento rotativo na capital.
Segundo o parlamentar, o contrato firmado entre a Prefeitura de Cuiabá e a empresa CS Mobi, consórcio responsável pela operação do sistema rotativo, foi mantido sob sigilo durante a gestão de Pinheiro. O acordo prevê uma concessão de 30 anos e obriga o município a repassar mensalmente R$ 650 mil à empresa, totalizando cerca de R$ 650 milhões ao longo do período. Esse valor que pode ultrapassar R$ 1 bilhão com correções inflacionárias, conforme destacou Dilemário.
“Emanuel Pinheiro escondeu os valores constantes no contrato assinado com a CS Mobi, pois não deu publicidade para a imprensa, os vereadores e muito menos para a população em geral. Essa atitude do ex-prefeito foi, no mínimo, estranha”, declarou o vereador nas redes sociais.
Ainda de acordo com Dilemário, os valores só vieram à tona após o atual prefeito, Abílio Brunini (PL), assumir o comando da cidade e ter acesso aos termos do contrato. O parlamentar aponta que o acordo é extremamente vantajoso para a concessionária, que além da arrecadação pelas vagas de estacionamento, ainda conta com grande aporte financeiro da Prefeitura.
No contrato, a CS Mobi também ficou encarregada de realizar algumas obras, como a reforma do mercado municipal Miguel Sutil e a recuperação de calçadas no centro histórico. Para o vereador, essas contrapartidas são desproporcionais ao volume de recursos públicos envolvidos.
“Com a montanha de dinheiro público que o contrato obriga a Prefeitura aportar na CS Mobi, aí fica fácil fazer essas obras”, ironizou Dilemário. Ele acrescenta que a rescisão do contrato pode resultar em multa de até R$ 100 milhões, o que, segundo ele, configura um “contrato juridicamente articulado apenas para dar vantagens à empresa”.
A CPI do Estacionamento Rotativo foi criada para investigar as condições e os termos desse contrato. A convocação de Emanuel Pinheiro deverá ser votada pelos integrantes da comissão. Caso aprovada, o ex-prefeito será obrigado a prestar depoimento e esclarecer os critérios adotados para firmar a parceria com a CS Mobi.
Agro Mato Grosso
Max Russi admite apoio da AL para criação de cidade: “Força do agro” MT

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi (PSB), avaliou que há ambiente político favorável para a criação de um novo município em Mato Grosso, a partir de uma área localizada entre Diamantino e São José do Rio Claro.
A proposta, que ainda não foi formalizada, tem sido chamada informalmente de “Gilmarlândia”, em referência ao ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal, cuja família possui propriedades na região apontada para sediar a futura cidade.
Max Russi participou, no último domingo (22), de um encontro promovido pelo produtor rural Eraí Maggi, que reuniu lideranças políticas e representantes do setor produtivo para discutir a viabilidade do projeto. Segundo o parlamentar, caso a proposta chegue oficialmente ao Legislativo, há condições políticas para que avance.
De acordo com o presidente da Assembleia, a história de Mato Grosso mostra que muitos municípios surgiram a partir do fortalecimento do agronegócio e do aumento da população atraída pelo desenvolvimento econômico. Para ele, o movimento articulado em torno do Eraí segue esse mesmo caminho e conta com diálogo junto ao Governo do Estado, à Assembleia e a outros poderes.
A área cogitada para a implantação do município deverá ser desmembrada de Diamantino e São José do Rio Claro e fica a cerca de 150 km ao norte da cidade natal do ministro Gilmar Mendes, em um ponto estratégico no entroncamento das rodovias MT-249 e MT-010, nas proximidades de uma usina e de um rio.
Segundo Eraí Maggi, a proposta tem como foco atender famílias de trabalhadores rurais que vivem nas propriedades do entorno, levando serviços básicos como educação, saúde, infraestrutura, habitação e opções de lazer. Apesar das articulações políticas já existentes, a ideia ainda não foi apresentada formalmente às câmaras municipais nem à Assembleia Legislativa e segue em fase inicial..
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Politica
PL de autoria de Max Russi reconhece Folia de Reis como patrimônio histórico de MT

O texto ainda reconhece a cidade de Dom Aquino como a capital mato-grossense das Folias de Reis
Em sessão ordinária desta quinta-feira (19) foi aprovado em segunda votação o Projeto de Lei 1875/2025, de autoria do deputado Max Russi (PSB), presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), que declara a tradicional Folia de Reis como integrante do patrimônio histórico, artístico e cultural de Mato Grosso. O projeto também reconhece o município de Dom Aquino como a “Capital Mato-grossense das Folias de Reis”.
“Nós precisamos valorizar e incentivar iniciativas que fortaleçam a Folia de Reis, uma tradição cultural presente em diversos municípios de Mato Grosso. É uma manifestação que faz parte da cultura brasileira, e o nosso estado não é diferente. O objetivo é fortalecer, preservar e dar ainda mais reconhecimento a essa festa”, ressaltou Max Russi.
A tradicional festa ocorre em diversos municípios do estado e é uma das mais emblemáticas do país, trazendo à vida a passagem bíblica da visita dos Três Reis Magos ao menino Jesus.
A cidade de Dom Aquino preserva práticas, cantos, trajes, instrumentos e saberes que se mantêm vivos graças à atuação diligente de mestres e brincantes, como são chamados os festeiros.
Com a aprovação da lei, os municípios poderão adotar medidas de incentivo, como a prioridade em programas estaduais de apoio à cultura tradicional e popular, promoção de eventos, festivais e mostras anuais em parceria com o poder executivo municipal, universidades, centros culturais e entidades civis; apoio a ações que incentivem a participação de jovens e a transmissão do saber tradicional.
O projeto segue agora para a sanção do governador Mauro Mendes.
Agro Mato Grosso
Governo de MT nega que liminar isenta empresa de Blairo Maggi de imposto

O governador Mauro Mendes negou que o produtor rural e ex-governador Blairo Maggi tenha privilégio de isenção fiscal por decisão judicial. Segundo ele, nenhuma lei estadual ampara o benefício fiscal a exportadores por meio de liminar.
“Não existe [liminar]. A lei é muito clara com relação a isso [regras para isenção ou redução de imposto]. As pessoas desconhecem a legislação. Mato Grosso tem um regime tributário que para você exportar é preciso pagar ICMS”, disse.
A informação sobre a liminar (decisão judicial provisória) a favor da empresa de Blairo Maggi foi divulgada há alguns dias pelo senador Jayme Campos (União Brasil). Conforme ele, a tal liminar retirava a obrigação da Amaggi de pagar o Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab).
O Fethab é uma taxa cobrada exclusivamente de produtores rurais em Mato Grosso. Nasceu com o objetivo de gerar fonte de investimento para a infraestrutura, mas passou por várias modificações ao longo dos anos.
Conforme o governador, existem as opções para as empresas exportadores em Mato Grosso de pagar ou o Fethab ou o ICMS. Alguns optam pelo fundo, outras criam um conta corrente fiscal para permanecer a contribuir pelo ICMS.
“Não é preciso nenhuma liminar para isso. O ICMS que é pago tem que ser devolvido pela Lei Kandir. Algumas empresas optaram por pagar o ICMS, fazer conta corrente para exportação e se ficar algum saldo, pleitear a exportação”, disse.
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