Sustentabilidade
PIB do RS avança 1,3% no primeiro trimestre de 2025 na comparação com o mesmo período do ano anterior – MAIS SOJA

A economia do Rio Grande do Sul cresceu 1,3% no primeiro trimestre de 2025, frente aos últimos três meses de 2024, na série com ajuste sazonal. O resultado acompanha o comportamento da economia brasileira, que registrou variação de 1,4% no mesmo período. Entre os setores, o maior destaque foi a agropecuária, com alta de 27,3% no período. A indústria teve leve crescimento de 0,2%, enquanto o setor de serviços apresentou variação negativa de 0,2%.
Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (26/6) pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE), vinculado à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG), e contou com a participação do secretário-adjunto Bruno Silveira, do diretor do DEE, Pedro Zuanazzi, e dos pesquisadores do DEE Martinho Lazzari e Vinícius Fantinel, responsáveis pelo trabalho.
Comparação com o mesmo trimestre de 2024
Na análise interanual, o PIB do Estado cresceu 1,8%. No mesmo recorte, a economia brasileira registrou avanço de 2,9%. O setor agropecuário subiu 6,3%, enquanto os serviços cresceram 2,6%. Já a indústria recuou 1,0%, resultado atribuído, principalmente, à atividade de eletricidade, gás, água, esgoto e limpeza urbana, que apresentou queda de 19,5%.
Apesar desse resultado, o setor industrial apresentou expansão em segmentos como indústria extrativa mineral (3,4%), construção (4,1%) e indústria de transformação (1,1%).
Desempenho setorial no trimestre
A expansão da agropecuária foi puxada pelas elevações das produções de arroz (14,0%), milho (6,0%), fumo (18,0%) e uva (36,0%). Dentre as principais culturas do período, apenas a de soja (-37,0%) apresentou redução.
Na indústria de transformação, os destaques positivos foram os segmentos de produtos minerais não metálicos (7,7%), máquinas e equipamentos (6,4%), produtos de borracha e de material plástico (5,4%) e celulose, papel e derivados (4,9%).
O setor de serviços também teve desempenho positivo (2,6%), com expansão em todas as atividades, exceto em administração pública, educação e saúde públicas (-0,7%). As principais altas foram registradas em comércio (6,0%), transporte, armazenagem e correio (4,7%), intermediação financeira e seguros (4,5%) e outros serviços (2,2%).
No comércio, das dez atividades analisadas, oito apresentaram crescimento, com destaque para as vendas em hipermercados e supermercados, alimentos, bebidas e fumo (4,8%), material de construção (13,6%), veículos (6,2%) e combustíveis e lubrificantes (7,3%). As únicas quedas ocorreram nos segmentos de informática e comunicação (-8,5%) e de livros, jornais, revistas e papelaria (-5,2%).
“A indústria de transformação pode ser considerada uma boa notícia, uma vez que apresentou seu terceiro trimestre seguido de crescimento, tendo como principal destaque o setor de máquinas e equipamentos, que após dois anos de queda voltou a apresentar números positivos. Já o comércio apresentou variação negativa na margem, a primeira vez desde as enchentes. Porém, seu nível permanece em um patamar alto e superior ao registrado no mesmo trimestre de 2024, analisou o pesquisador Martinho Lazzari.
Acumulado dos últimos quatro trimestres
Considerando os quatro trimestres encerrados no primeiro trimestre de 2025, a economia gaúcha avançou 3,7%. No mesmo período, o PIB nacional variou 3,5%.
Fonte: Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação
Sustentabilidade
Trigo/BR: Semeadura avança e chega a 74,3% da área nacional estimada – MAIS SOJA

No RS, a semeadura avançou em todas as regiões produtoras, favorecida pelas condições adequadas de umidade no solo e pelo tempo firme. As lavouras apresentam emergência regular e boa sanidade.
No PR, há o início de floração. As temperaturas mais baixas favorecem o perfilhamento e contribuem para o bom desenvolvimento. Em SC, a semeadura segue avançando no Oeste e Extremo Oeste, beneficiada pela boa disponibilidade hídrica e pelas temperaturas. As áreas implantadas apresentam emergência uniforme e desenvolvimento vegetativo satisfatório. As condições de elevada umidade favorecem a ocorrência de doenças fúngicas, porém sem registros significativos.
Em SP, as lavouras seguem em bom desenvolvimento. Em MG, com o início da maturação, as lavouras de sequeiro apresentam menor perfilhamento e espigas menores em razão das
temperaturas mais elevadas. As expectativas permanecem favoráveis nas áreas irrigadas.
Em GO, as lavouras apresentam baixa produtividade em decorrência do deficit hídrico ao longo do ciclo. As áreas irrigadas mantêm bom desenvolvimento, com parte das lavouras entrando em pré-florescimento. Em MS, as noites frias e as chuvas regulares favorecem o desenvolvimento da cultura. Na BA, o plantio foi finalizado e as lavouras seguem com bom desenvolvimento.
Fonte: Conab
Autor:Conab
Site: Conab
Sustentabilidade
TRIGO/CEPEA: Clima e menor oferta no spot mantêm preços em alta no BR – MAIS SOJA

Os preços do trigo em grão seguem em alta na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea. As negociações estão pontuais, refletindo a menor disponibilidade do cereal no mercado spot.
Pesquisadores do Cepea destacam também que agentes permanecem atentos às condições climáticas para a safra 2026/27, especialmente no Sul do País, onde a perspectiva de maior volume de chuvas ao longo do ciclo pode comprometer a qualidade dos grãos. Esse cenário mantém compradores e vendedores cautelosos, o que contribui para a sustentação dos preços domésticos.
No campo, segundo a Conab, até 12 de junho, 59,5% da área destinada ao trigo na safra 2026 já havia sido semeada no Brasil. Os trabalhos já estavam concluídos em Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Em Goiás, a semeadura atingia 99% da área prevista; no Paraná, 78%; na Bahia, 60%; no Rio Grande do Sul, 36%; e em Santa Catarina, 7,3%.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
Sustentabilidade
Como ficaram os preços da soja? Cotações variam entre queda e estabilidade em regiões do Brasil

O mercado brasileiro de soja começou a semana com pouca movimentação e sem registro de grandes volumes negociados. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, nesta segunda-feira (22), as melhores ofertas apareceram no porto de Santos, mas o ritmo dos negócios permaneceu lento.
As cotações oscilaram entre estáveis e mais fracas ao longo do dia, refletindo o comportamento do dólar e da Bolsa de Chicago. Os prêmios apresentaram alguma alta, fator que ajudou a conter quedas mais acentuadas nos preços.
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Segundo o analista, a semana começou com poucos movimentos e sem negociações de maior relevância, mantendo o mercado em espera.
Preços de soja no Brasil
- Passo Fundo (RS): desceu de R$ 127,00 para R$ 126,00
- Santa Rosa (RS): desceu de R$ 128,00 para R$ 127,00
- Cascavel (PR): manteve em R$ 121,50
- Rondonópolis (MT): manteve em R$ 113,00
- Dourados (MS): manteve em R$ 115,00
- Rio Verde (GO): desceu de R$ 116,00 para R$ 115,00
- Paranaguá (PR): manteve em R$ 132,50
- Rio Grande (RS): desceu de R$ 134,00 para R$ 133,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta segunda-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado foi pressionado pela queda dos preços do petróleo, diante dos avanços das conversas entre Irã e Estados Unidos em busca de um acordo para o encerramento do conflito no Oriente Médio.
O bom desenvolvimento das lavouras norte-americanas reforçou o cenário baixista para os preços na abertura da semana. Ainda nesta segunda-feira, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgará seu relatório mensal com os dados sobre o avanço da soja americana.
As inspeções de exportação norte-americanas de soja somaram 241.045 toneladas na semana encerrada em 18 de junho, segundo relatório semanal do USDA. Na semana anterior, o volume havia sido de 533.438 toneladas. No mesmo período do ano passado, o total inspecionado alcançou 202.391 toneladas.
Contratos futuros
Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 7,00 centavos de dólar, ou 0,62%, a US$ 11,15 3/4 por bushel. A posição agosto encerrou cotada a US$ 11,22 1/2 por bushel, com recuo de 5,75 centavos de dólar, ou 0,50%.
Nos subprodutos, o farelo para julho fechou com queda de US$ 1,50, ou 0,49%, a US$ 299,80 por tonelada. Já o óleo de soja para julho terminou a sessão em 71,15 centavos de dólar por libra-peso, com ganho de 1,46 centavo, ou 2,09%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,61%, negociado a R$ 5,1422 para venda e R$ 5,1402 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1237 e a máxima de R$ 5,1685.
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