Sustentabilidade
Milho fechou em baixa atingindo menor patamar em meses

Por T&F Agroeconômica, comentários referentes à 26/06/2025
FECHAMENTOS DO DIA 26/06
Chicago: A cotação de julho, referência para a nossa safra de verão, fechou em baixa de -0,18% ou $ -0,75 cents/bushel a $ 409,50. A cotação para setembro, referência para a nossa safrinha, fechou em baixa de -0,25 % ou $ -1,00 cents/bushel a $ 404,00.
ANÁLISE DA BAIXA
O milho negociado em Chicago fechou em baixa nesta quinta-feira. As cotações do cereal seguiram a tendência de baixa, visto as boas condições climáticas no cinturão do milho/soja e a perspectiva do mercado que o USDA aponte uma leve alta na área semeada nos EUA. Caso concretizado a alta, as chances de os produtores americanos colherem a maior safra de milho será mais realista. Com isso o milho renova o menor patamar visto em meses nas cotações do cereal. As vendas combinadas das safras nova e velha foram menores que as da semana anterior, mas dentro do esperado pelo mercado.
B3-MERCADO FUTURO DE MILHO NO BRASIL
B3: Milho B3 fechou em baixa pressionado pela queda de Chicago e do dólar
Os principais contratos de milho encerraram em baixa nesta quinta-feira. As cotações do milho na B3 fecham com perdas, pressionado pelos baixos preços dos contratos de Chicago. A perspectiva de uma grande safra nos EUA, com uma boa safra no Brasil afetou diretamente o preço do milho nas duas bolsas esta semana. O avanço da colheita do milho safrinha no Brasil adiciona a pressão sazonal sobre os preços. O dólar fechou abaixo da média móvel semanal, o que tira a competitividade do exportador brasileiro.
OS FECHAMENTOS DO DIA 26/06
Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam em baixa no dia: o vencimento de julho/25 foi de R$ 63,95 apresentando baixa de R$ -0,36 no dia, alta de R$ 0,88 na semana; julho/25 fechou a R$ 62,33, baixa de R$ -0,75 no dia, baixa de R$ -1,38 na semana; o vencimento setembro/25 fechou a R$ 66,79, baixa de R$ -0,25 no dia e baixa de R$ -0,89 na semana.
NOTÍCIAS IMPORTANTES
EUA-PLANTIO SERÁ NORMAL (baixista)
O milho está sendo negociado em leve baixa em Chicago, após queda nas quatro sessões anteriores. As condições ambientais continuam favoráveis ao desenvolvimento das lavouras e a uma safra recorde nos EUA, conforme previsto pelo USDA. Soma-se a isso o fato de que a média das estimativas privadas, antes do relatório de áreas plantadas, a ser divulgado pela agência americana na segunda-feira, prevê que a área plantada de milho atingirá 38,59 milhões de hectares, quase em linha com os 38,57 milhões de hectares previstos pelo USDA, portanto, as expectativas de um plantio menor estão começando a se dissipar.
MERCADO CONTINUA ESPERANDO OS ACORDOS (baixista)
Também contribuem para a pressão baixista a falta de acordos entre a Casa Branca e os países que almejam tratamento tarifário diferenciado antes da reativação das tarifas recíprocas em 9 de julho, e o avanço da colheita de safrinha no Brasil, o que garantirá um bom ritmo para as exportações daquele país por pelo menos os próximos quatro meses.
EUA-EXPORTAÇÕES MENORES, MAS DENTRO DO ESPERADO (neutras)
O relatório semanal de exportação de hoje foi neutro para o mercado americano, com o USDA reportando vendas de 741,2 mil toneladas para 2024/2025, abaixo das 903,8 mil toneladas reportadas no relatório anterior, mas dentro da faixa esperada pelos traders de 500 mil a 1,2 milhão de toneladas. A Colômbia, com 191 mil toneladas, foi o principal destino. As vendas da safra 2025/2026 foram registradas em 305.500 toneladas, acima das 155.000 toneladas da semana anterior e próximas ao máximo estimado por traders privados, em uma faixa de 100.000 a 350.000 toneladas.
EUA-MENOS MILHO SOB SECA (baixista)
Em sua revisão semanal de hoje, o USDA reduziu a quantidade de milho coberto por alguma seca de 17% para 16%, um número que permanece acima dos 6% registrados no mesmo período em 2024.
Fonte: T&F Agroeconômica

Sustentabilidade
TRIGO/CEPEA: Clima e menor oferta no spot mantêm preços em alta no BR – MAIS SOJA

Os preços do trigo em grão seguem em alta na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea. As negociações estão pontuais, refletindo a menor disponibilidade do cereal no mercado spot.
Pesquisadores do Cepea destacam também que agentes permanecem atentos às condições climáticas para a safra 2026/27, especialmente no Sul do País, onde a perspectiva de maior volume de chuvas ao longo do ciclo pode comprometer a qualidade dos grãos. Esse cenário mantém compradores e vendedores cautelosos, o que contribui para a sustentação dos preços domésticos.
No campo, segundo a Conab, até 12 de junho, 59,5% da área destinada ao trigo na safra 2026 já havia sido semeada no Brasil. Os trabalhos já estavam concluídos em Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Em Goiás, a semeadura atingia 99% da área prevista; no Paraná, 78%; na Bahia, 60%; no Rio Grande do Sul, 36%; e em Santa Catarina, 7,3%.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
Sustentabilidade
Como ficaram os preços da soja? Cotações variam entre queda e estabilidade em regiões do Brasil

O mercado brasileiro de soja começou a semana com pouca movimentação e sem registro de grandes volumes negociados. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, nesta segunda-feira (22), as melhores ofertas apareceram no porto de Santos, mas o ritmo dos negócios permaneceu lento.
As cotações oscilaram entre estáveis e mais fracas ao longo do dia, refletindo o comportamento do dólar e da Bolsa de Chicago. Os prêmios apresentaram alguma alta, fator que ajudou a conter quedas mais acentuadas nos preços.
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Segundo o analista, a semana começou com poucos movimentos e sem negociações de maior relevância, mantendo o mercado em espera.
Preços de soja no Brasil
- Passo Fundo (RS): desceu de R$ 127,00 para R$ 126,00
- Santa Rosa (RS): desceu de R$ 128,00 para R$ 127,00
- Cascavel (PR): manteve em R$ 121,50
- Rondonópolis (MT): manteve em R$ 113,00
- Dourados (MS): manteve em R$ 115,00
- Rio Verde (GO): desceu de R$ 116,00 para R$ 115,00
- Paranaguá (PR): manteve em R$ 132,50
- Rio Grande (RS): desceu de R$ 134,00 para R$ 133,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta segunda-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado foi pressionado pela queda dos preços do petróleo, diante dos avanços das conversas entre Irã e Estados Unidos em busca de um acordo para o encerramento do conflito no Oriente Médio.
O bom desenvolvimento das lavouras norte-americanas reforçou o cenário baixista para os preços na abertura da semana. Ainda nesta segunda-feira, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgará seu relatório mensal com os dados sobre o avanço da soja americana.
As inspeções de exportação norte-americanas de soja somaram 241.045 toneladas na semana encerrada em 18 de junho, segundo relatório semanal do USDA. Na semana anterior, o volume havia sido de 533.438 toneladas. No mesmo período do ano passado, o total inspecionado alcançou 202.391 toneladas.
Contratos futuros
Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 7,00 centavos de dólar, ou 0,62%, a US$ 11,15 3/4 por bushel. A posição agosto encerrou cotada a US$ 11,22 1/2 por bushel, com recuo de 5,75 centavos de dólar, ou 0,50%.
Nos subprodutos, o farelo para julho fechou com queda de US$ 1,50, ou 0,49%, a US$ 299,80 por tonelada. Já o óleo de soja para julho terminou a sessão em 71,15 centavos de dólar por libra-peso, com ganho de 1,46 centavo, ou 2,09%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,61%, negociado a R$ 5,1422 para venda e R$ 5,1402 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1237 e a máxima de R$ 5,1685.
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Sustentabilidade
Vazio sanitário da soja já está em vigor em Mato Grosso do Sul – MAIS SOJA

O vazio sanitário da soja já está em vigor em Mato Grosso do Sul desde o dia 15 de junho e segue até 15 de setembro de 2026. Durante esse período, é proibida a manutenção de plantas vivas de soja em qualquer estágio de desenvolvimento, incluindo plantas voluntárias (guaxas) que possam surgir após a colheita. A medida é uma das principais estratégias para o controle da ferrugem asiática.
De acordo com a Portaria SDA/MAPA nº 1.579/2026, após o término do vazio sanitário, a semeadura da soja para a safra 2026/2027 estará autorizada entre 16 de setembro e 31 de dezembro de 2026.
A ferrugem asiática, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, pode provocar perdas expressivas na produtividade quando não controlada adequadamente. Como o fungo necessita de plantas vivas para sobreviver e se multiplicar, a eliminação da soja durante a entressafra reduz significativamente a quantidade de inóculo presente no ambiente e contribui para retardar o aparecimento da doença na safra seguinte.
Segundo o coordenador técnico da Aprosoja/MS, Gabriel Balta, o cumprimento do vazio sanitário é uma responsabilidade coletiva que beneficia toda a cadeia produtiva.
“O vazio sanitário é uma ferramenta fundamental para reduzir a pressão da ferrugem asiática nas lavouras. Quando cada produtor faz sua parte e elimina as plantas vivas de soja durante esse período, contribuímos para diminuir a sobrevivência do fungo e aumentar a eficiência das estratégias de controle na próxima safra”, destaca Balta.
Além de contribuir para a sanidade das lavouras, o respeito ao calendário fitossanitário ajuda a reduzir a necessidade de aplicações de fungicidas ao longo do ciclo produtivo, favorecendo a sustentabilidade da produção e reduzindo os riscos de desenvolvimento de resistência dos patógenos aos produtos utilizados no manejo.
Datas importantes para a safra 2026/2027 em MS
- Vazio sanitário da soja: 15 de junho a 15 de setembro de 2026;
- Semeadura: 16 de setembro a 31 de dezembro de 2026.
A Aprosoja/MS orienta os produtores a seguirem rigorosamente as determinações fitossanitárias, contribuindo para a manutenção da produtividade, competitividade e sustentabilidade da soja sul-mato-grossense.
Fonte: Aprosoja/MS
Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)
Site: Aprosoja MS
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