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22 de setembro de 2026

Sustentabilidade

Milho fechou em baixa atingindo menor patamar em meses

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Por T&F Agroeconômica, comentários referentes à 26/06/2025
FECHAMENTOS DO DIA 26/06

Chicago: A cotação de julho, referência para a nossa safra de verão, fechou em baixa de -0,18% ou $ -0,75 cents/bushel a $ 409,50. A cotação para setembro, referência para a nossa safrinha, fechou em baixa de -0,25 % ou $ -1,00 cents/bushel a $ 404,00.

ANÁLISE DA BAIXA

O milho negociado em Chicago fechou em baixa nesta quinta-feira. As cotações do cereal seguiram a tendência de baixa, visto as boas condições climáticas no cinturão do milho/soja e a perspectiva do mercado que o USDA aponte uma leve alta na área semeada nos EUA. Caso concretizado a alta, as chances de os produtores americanos colherem a maior safra de milho será mais realista. Com isso o milho renova o menor patamar visto em meses nas cotações do cereal. As vendas combinadas das safras nova e velha foram menores que as da semana anterior, mas dentro do esperado pelo mercado.

B3-MERCADO FUTURO DE MILHO NO BRASIL
B3: Milho B3 fechou em baixa pressionado pela queda de Chicago e do dólar

Os principais contratos de milho encerraram em baixa nesta quinta-feira. As cotações do milho na B3 fecham com perdas, pressionado pelos baixos preços dos contratos de Chicago. A perspectiva de uma grande safra nos EUA, com uma boa safra no Brasil afetou diretamente o preço do milho nas duas bolsas esta semana. O avanço da colheita do milho safrinha no Brasil adiciona a pressão sazonal sobre os preços. O dólar fechou abaixo da média móvel semanal, o que tira a competitividade do exportador brasileiro.

OS FECHAMENTOS DO DIA 26/06

Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam em baixa no dia: o vencimento de julho/25 foi de R$ 63,95 apresentando baixa de R$ -0,36 no dia, alta de R$ 0,88 na semana; julho/25 fechou a R$ 62,33, baixa de R$ -0,75 no dia, baixa de R$ -1,38 na semana; o vencimento setembro/25 fechou a R$ 66,79, baixa de R$ -0,25 no dia e baixa de R$ -0,89 na semana.

NOTÍCIAS IMPORTANTES
EUA-PLANTIO SERÁ NORMAL (baixista)

O milho está sendo negociado em leve baixa em Chicago, após queda nas quatro sessões anteriores. As condições ambientais continuam favoráveis ao desenvolvimento das lavouras e a uma safra recorde nos EUA, conforme previsto pelo USDA. Soma-se a isso o fato de que a média das estimativas privadas, antes do relatório de áreas plantadas, a ser divulgado pela agência americana na segunda-feira, prevê que a área plantada de milho atingirá 38,59 milhões de hectares, quase em linha com os 38,57 milhões de hectares previstos pelo USDA, portanto, as expectativas de um plantio menor estão começando a se dissipar.

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MERCADO CONTINUA ESPERANDO OS ACORDOS (baixista)

Também contribuem para a pressão baixista a falta de acordos entre a Casa Branca e os países que almejam tratamento tarifário diferenciado antes da reativação das tarifas recíprocas em 9 de julho, e o avanço da colheita de safrinha no Brasil, o que garantirá um bom ritmo para as exportações daquele país por pelo menos os próximos quatro meses.

EUA-EXPORTAÇÕES MENORES, MAS DENTRO DO ESPERADO (neutras)

O relatório semanal de exportação de hoje foi neutro para o mercado americano, com o USDA reportando vendas de 741,2 mil toneladas para 2024/2025, abaixo das 903,8 mil toneladas reportadas no relatório anterior, mas dentro da faixa esperada pelos traders de 500 mil a 1,2 milhão de toneladas. A Colômbia, com 191 mil toneladas, foi o principal destino. As vendas da safra 2025/2026 foram registradas em 305.500 toneladas, acima das 155.000 toneladas da semana anterior e próximas ao máximo estimado por traders privados, em uma faixa de 100.000 a 350.000 toneladas.

EUA-MENOS MILHO SOB SECA (baixista)

Em sua revisão semanal de hoje, o USDA reduziu a quantidade de milho coberto por alguma seca de 17% para 16%, um número que permanece acima dos 6% registrados no mesmo período em 2024.

Fonte: T&F Agroeconômica



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Sustentabilidade

Preços de soja sobem de R$ 1 a R$ 2 por saca nas praças do Brasil; confira as cotações do dia

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Cotação da soja

O mercado brasileiro de soja iniciou a semana com preços mais altos, acompanhando os fortes ganhos na Bolsa de Chicago, impulsionados pela valorização do farelo. O analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, destaca que, no físico, as cotações melhoraram, com avanços entre R$ 1,00 e R$ 2,00 por saca nos portos, dependendo do momento.

Os prêmios e o dólar recuaram um pouco, mas o movimento de Chicago teve maior peso na formação dos preços. Apesar das cotações ainda fortes, o mercado interno permaneceu bastante calmo para negócios.

“O produtor espera que o porto chegue a R$ 170,00 por saca. Então, temos preços ainda bem fortes, mas o mercado disponível segue bastante travado”, destaca Silveira.

Na safra nova, os preços também avançaram, com boas ofertas nos portos e cotações mais fortes em Minas Gerais e Goiás. “O produtor aproveitou o movimento para fechar custos da safra nova”, acrescenta o analista.

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Mercado de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 154,00 para R$ 155,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 154,00 para R$ 156,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 151,00 para R$ 152,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 147,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 147,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 149,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 162,00 para R$ 163,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 162,00 para R$ 163,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), nesta segunda-feira (21). O mercado foi sustentado pelas expectativas em torno das negociações comerciais entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, previstas para esta semana.

As compras chinesas de produtos agrícolas norte-americanos e uma possível redução da tarifa chinesa de 10% sobre a oleaginosa e outros grãos dos Estados Unidos estão entre os principais temas esperados nas discussões. Apesar da queda de 12% nas importações de soja dos Estados Unidos pela China em agosto, para 10,66 milhões de toneladas no acumulado de janeiro a agosto, o país já ultrapassou a metade da meta de 25 milhões de toneladas de soja norte-americana prevista para este ano.

USDA

Na sexta-feira (18), o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) confirmou uma venda privada de 111 mil toneladas de soja para a China, com entrega no ano comercial 2026/27. As inspeções de exportação de soja somaram 759.193 toneladas na semana encerrada em 17 de setembro, acima das 680.252 toneladas da semana anterior e das 565.630 toneladas registradas no mesmo período do ano passado.

Desde o início do ano-safra, em 1º de setembro, o volume inspecionado chega a 1,68 milhão de toneladas, contra 1,65 milhão de toneladas no mesmo período da temporada anterior.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 24,50 centavos de dólar ou 1,87%, a US$ 13,28 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 13,44 por bushel, com avanço de 24,00 centavos de dólar ou 1,81%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 9,80 ou 2,73%, a US$ 368,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 68,85 centavos de dólar, com ganho de 0,63 centavo ou 0,92%.

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Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,74%, sendo negociado a R$ 5,1069 para a venda e a R$ 5,1049 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1024 e a máxima de R$ 5,1379.

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Sustentabilidade

Alta e queda dos fertilizantes refletem na safra 2026/27 – MAIS SOJA

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O MAP (fosfato monoamônico), que é um adubo considerado essencial para o cultivo de soja, ficou mais caro no Brasil, enquanto a ureia, muito utilizada na safra de milho, seguiu na direção oposta. Levantamento da consultoria de inteligência de mercado Aegro Insights revelou que o MAP granulado subiu para R$ 5.250 a tonelada, alta de 9,3% no trimestre em andamento entre maio e 10 de setembro, se comparado com o trimestre de abril a junho. Para a ureia, na comparação dos mesmos períodos analisados, a tonelada de ureia caiu para R$ 3.400 até 10 de setembro, um recuo de 8,7% ante o trimestre anterior.

Segundo a análise da Aegro Insights, a relação de troca entre fosfato e soja subiu o equivalente a quase um terço. Na prática, o produtor precisa destinar uma fatia maior da colheita para pagar a mesma quantidade de adubo fosfatado. “Os dois adubos seguem em caminhos opostos. A ureia barateou, mas o fosfato continua com preços altos. O que pesa na composição de preço não é o câmbio. Quem está adiando a compra porque espera o dólar abaixar está olhando para a variável errada”, afirma o engenheiro agrônomo Mathias Bergamin, coordenador de inteligência de mercado na Aegro.

Pode-se considerar que as compras para a adubação de base da soja na safra 2026/27 já foram encerradas, e o produtor vai sentir o peso desse custo ao longo da safra, à medida que outros insumos entrarem na conta. O gasto médio passou de R$ 842,10 por hectare na safra 2024/25 para R$ 1.058,00 na temporada 2025/26 e R$ 1.086,00 para a soja 2026/27, o equivalente a 9,44 sacas de soja por hectare atualmente.

“O preço do MAP vem num movimento de alta nos últimos quatro anos por causa da incerteza global, da guerra e da movimentação sociopolítica mundial. Mas, para lidar com isso, o produtor tem aprendido a ter um manejo mais eficiente com tecnologias de aplicação. É possível investir em boas práticas de manejo de solo e buscar alternativas. O produtor pode fazer uma análise prévia de solo para entender as zonas de manejo e fazer a fertilização linha a linha, no sulco, para aumentar a eficiência operacional no campo”, diz Bergamin.

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Já a ureia, insumo que costuma ter maior peso na adubação do milho, aponta em direção diferente. A série mensal de 2026 mostra a tonelada saltando para R$ 4.200 em abril e recuando à faixa de R$ 3.200 a R$ 3.300 nos meses seguintes, patamar em que se manteve até 10 de setembro. Esse movimento traz oportunidades para quem planeja a safrinha de milho de 2027.

“A ureia está com um preço bem atraente para o produtor que quer fechar a adubação do milho. O preço da ureia pode cair mais ainda, mas o produtor rural que quer se proteger financeiramente já pode comprar”, opina Bergamin. A pesquisa da consultoria Aegro Insights foi baseada em notas fiscais reais de insumos, com dados anonimizados de compras realizadas por produtores que utilizam o software de gestão Aegro.

Sobre a Aegro

A Aegro oferece o sistema de gestão para produtores rurais mais utilizado do Brasil. Líder do segmento, a Aegro simplifica a gestão de fazendas, unindo a operação do campo ao controle financeiro do escritório.

Além disso, a empresa opera um braço de inteligência de mercado que desenvolve pesquisas baseadas em dados anonimizados de milhares de hectares em todo o Brasil, em sua maioria destinados ao cultivo de grãos. Essa área de negócios é formada pelo Aegro Insights, que gera relatórios e painéis para os produtores rurais, incluindo o Compare Preços, ferramenta disponível gratuitamente.

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A empresa segue investindo em tecnologia e inovação. Por meio de suas soluções, a Aegro ajuda produtores brasileiros a tomarem decisões baseadas em números reais para garantir a sustentabilidade de seus negócios.

Fonte: Assessoria de imprensa



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Sustentabilidade

Dessecação sequencial contribui para o manejo de plantas daninhas de difícil controle – MAIS SOJA

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Estabelecer a lavoura “no limpo” (sem a presença de plantas daninhas) é uma das principais e mais eficazes estratégias de manejo para reduzir o impacto decorrente da matocompetição inicial na soja. No entanto, espécies complexas como caruru, buva, capim-amargoso, capim-pé-de-galinha e trapoeraba, entre outras, apresentam difícil controle em função de características fisiológicas e resistência a determinados herbicidas, e nem sempre são controladas com apenas uma aplicação e herbicidas, resultando em muitos casos, em falhas de manejo como plantas rebrotadas e/ou plantas remanescentes no estabelecimento da soja.

Figura 1. Plantas de capim-amargoso em fase de rebrota após dessecação.

Nesse contexto, o posicionamento de herbicidas exerce um papel central no manejo e controle eficiente das plantas daninhas. Mesmo com o uso de herbicidas com amplo espectro de ação e eficácia comprovada, a complexidade que envolvem o controle de certas espécies daninhas demanda estratégias mais completas de controle, além da dessecação pré-semeadura.

Uma dessas estratégias é a dessecação sequencial, que consiste na realização de duas ou mais aplicações de herbicidas em momentos estratégicos na pré-semeadura da soja. Entre outros aspectos essa estratégia permite o uso de diferentes mecanismos de ação, ampliando a eficiência do manejo, o espectro de controle e o manejo da resistência das plantas daninhas aos herbicidas (HRAC-BR, 2026).

Figura 2. Aplicação sequencial de herbicidas na soja.
Fonte: HRAC-BR (2026)

Além de atuar sobre plantas remanescentes mais debilitadas, em processo de rebrote, a aplicação sequencial de herbicidas permite o controle de novos fluxos de emergência originários no intervalo entre as aplicações. Pesquisas demonstram que a aplicação sequencial de herbicidas é um dos métodos mais eficazes para o controle químico de espécies daninhas de difícil controle como a trapoeraba e que a associação entre herbicidas de diferentes mecanismos de ação é crucial para ampliar a eficácia do controle.

A exemplo, Bianchi; Sturmer; Somavilla (2018) observaram que para a trapoeraba, uma maior eficiência de controle é observada quando se adotam aplicações sequenciais, nas quais a primeira aplicação é composta por glifosato + 2,4-D (1458 g e.a. + 1340 g e.a. ha⁻¹), seguida de uma segunda aplicação com glufosinato de amônio (500 g ha⁻¹) ou diquat (400 g ha⁻¹), consolidando-se como uma estratégia tecnicamente consistente para a redução da infestação dessa espécie.

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Resultados similares demonstrando a importância da aplicação sequencial de herbicidas também foram observados por Grigolli (2017) e Raimond et al. (2019), que constataram que a aplicação de herbicidas no rebrote do capim-amargoso constitui uma importante estratégia e manejo. Não menos importante, a dessecação sequencial permite uma maior efetividade no controle de plantas daninhas decorrentes de novos fluxos de emergência, pós primeira aplicação de herbicidas e/ou sobreviventes em decorrência do “efeito guarda-chuva” desempenhado pelas plantas maiores, que limita a chegada de ingrediente ativo ao alvo.

Nesse contexto, principalmente se tratando de espécies de difícil controle e com resistência a herbicidas, a dessecação sequencial constitui uma importante estratégias de manejo para reduzir a população de plantas daninhas no estabelecimento da soja, possibilitando um maior controle de espécies invasoras e contribuindo para o manejo da resistência delas a herbicidas.



Referências:

BIANCHI, M. A.; STURMER, H.; SOMAVILLA, J. C. ESTRATÉGIAS DE CONTROLE PARA TRAPOERABA. CCGL. Boletim Técnica, n. 65, 2018. Disponível em: < https://upherb.com.br/ebook/boletim_t%C3%A9cnico_65.pdf >, acesso em: 21/09/2026.

GRIGOLLI, J. F. J. MANEJO E CONTROLE DE PLANTAS DANINHAS NA CULTURA DA SOJA. Fundação MS, Tecnologia e Produção: Soja 2016/2017, 2017. Disponível em: < https://www.fundacaoms.org.br/wp-content/uploads/2021/02/Tecnologia-e-Producao-Soja-20162017.pdf >, acesso em: 21/09/2026.

HRAC-BR. NECESSIDADE DO USO DE APLICAÇÃO SEQUENCIA. Comitê de Ação a Resistência aos Herbicidas, 2026. Disponível em: < https://www.hrac-br.org/post/necessidade-do-uso-de-aplicacao-sequencial >, acesso em: 21/09/2026.

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RAIMONDI, R. T. et al. ALTURA DE ROÇADA AFETA O CONTROLE DE CAPIM-AMARGOSO PERENIZADO. Cultura Agronômica, 2019. Disponível em: < https://ojs.unesp.br/index.php/rculturaagronomica/article/view/2446-8355.2019v28n3p254-267 >, acesso em: 21/09/2026.

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