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Mais de 120 sc/ha em solo arenoso: consórcio com braquiária potencializa lavoura de milho em MT

No coração de Diamantino, em Mato Grosso, a Fazenda Renascer é exemplo de resiliência, inovação e de gestão eficiente. Para driblar os desafios climáticos, o produtor Gilson Antunes de Melo, em Entrevista ao Especial Mais Milho, do Canal Rural Mato Grosso, encontrou no consórcio com a braquiária e na integração lavoura-pecuária (ILP) uma estratégia certeira para manter a rentabilidade em um solo arenoso.
Em uma região onde predominam solos arenosos, com até 30% de argila, abaixo da média estadual, o produtor pretende colher nesta safra 120 sacas de milho por hectare.
“Nosso solo exige manejo diferenciado. E foi a palhada da braquiária que nos trouxe segurança de plantio. Especialmente com relação ao ano passado que nós tivemos áreas com 30 dias sem chuvas e a braquiária fez toda a diferença”, afirma Gilson.
O produtor ainda explica que faz as rotações no solo para melhorar a matéria orgânica e que no caso do milho com a braquiária, ela é capaz de minimizar alguns riscos possíveis na próxima safra.
Com 3,9 mil hectares cultivados, a propriedade alia tecnologia, observação constante de resultados e uma filosofia de melhoria contínua baseada em testes, fé e muito trabalho em equipe. A prática da ILP é aplicada com rigor: após a soja e o milho consorciado com braquiária, o gado entra em ação para potencializar a ciclagem de nutrientes e manter o solo coberto.
Segundo ele, o plantio da braquiária é feito com sementes de grãos finos, utilizando um distribuidor posicionado à frente da plantadeira.
“A semente cai e a plantadeira passa logo atrás, garantindo uma distribuição uniforme da braquiária”, explica.
Toda a semente utilizada na propriedade é adquirida de fornecedores especializados. “Compramos 100% da braquiária. Precisamos de sementes com extrema qualidade, porque elas precisam nascer bem, de forma uniforme.”
Gilson também destaca a importância da escolha assertiva de híbridos e a necessidade de investimentos estratégicos, especialmente em fertilização nitrogenada.
“Nós todo ano, tanto em soja como em milho, escolhemos 20 materiais que estão em crescimento para testar. Nós plantamos, nós colhemos e pesamos. Dois ou três materiais que se destacam, a gente já compra e determina para a próxima safra”, pontua.
Outro ponto crucial, segundo o produtor, é o uso de nitrogênio. “Se o milho foi plantado com menos de 100 pontos de N (nitrogênio), não dá para consorciar com braquiária. Ela acaba crescendo demais e sufoca o milho”, explica.
Ele observa que é comum produtores economizarem no investimento por considerarem a área de risco.
Sorgo tem espaço nas lavouras de MT
O cultivo de sorgo pode ser uma alternativa viável para produtores rurais de Mato Grosso, impulsionado pela consolidação do mercado de etanol. Segundo Gilson, até pouco tempo, a principal dificuldade era encontrar compradores para a produção.
“Antes, a gente plantava e depois saía procurando quem ia querer o sorgo. Não havia uma cadeia estruturada”, lembra.
Esse cenário começou a mudar com o fortalecimento das usinas de etanol que utilizam o grão como matéria-prima. 
“Com o advento do etanol, o sorgo passou a ter um mercado mais firme. Hoje já existem contratos futuros, o que dá mais segurança para o produtor arriscar um pouco mais”, explica.
O avanço tecnológico também tem colaborado para o retorno do sorgo. Gilson destaca o desenvolvimento de cultivares mais resistentes, especialmente aos herbicidas.
Tradição e inovação lado a lado
Mais do que técnica, há um valor imensurável na trajetória familiar que conduz a Fazenda Renascer. Gilson começou como técnico agrícola em Santa Catarina e chegou a Diamantino nos anos 1980. Desde então, viu a propriedade evoluir da pecuária extensiva para um modelo moderno e integrado, com um pé no presente e outro no futuro.
A principal lição que fica é clara: em solos arenosos, é o conhecimento que faz brotar produtividade.
“Quanto mais a gente troca informação, menor é a chance de errar. E errar menos é o que nos mantém vivos no campo”, resume Gilson.
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Nova geração de cana-de-açúcar do CTC é aprovada pela CTNBio

A nova geração de cana-de-açúcar geneticamente modificada desenvolvida pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), a VerdPRO2, foi aprovada pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio).
A tecnologia foi desenvolvida para enfrentar a broca-da-cana e o manejo de plantas daninhas. A broca, presente em quase todos os canaviais do país, provoca perdas estimadas em cerca de R$ 8 bilhões por ano, afetando produtividade, peso da cana e teor de açúcar.
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Já o controle de plantas daninhas demanda mais de R$ 6 bilhões anuais em herbicidas e operações agrícolas. Nesse aspecto, a VerdPRO2 promete simplificar o manejo de invasoras, como grama-seda, capim colonião, capim colchão e braquiária.
Segundo o CTC, a variedade reduz riscos de fitotoxicidade, oferece maior estabilidade ao longo do ciclo da cultura e contará com mais de 14 produtos.
Chegada ao mercado
Após a conclusão dos trâmites legais, a previsão de chegada da nova geração ao mercado é na safra 2026/27. “A introdução da tecnologia será realizada em proximidade com os clientes, com o intuito de demonstrar seus benefícios e valor no canavial”, informa o CTC.
De acordo com o Centro, essa etapa combina a experimentação com acompanhamento técnico próximo, capturando as necessidades de manejo dos clientes e gerando dados em condições reais de cultivo sobre os benefícios da tecnologia.
A primeira geração da variedade foi lançada pela companhia em 2017 e a atual é considerada fundamental para impulsionar a estratégia do CTC em desenvolver soluções capazes de dobrar a produtividade da cana-de-açúcar até 2040.
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Safra de morango avança no Rio Grande do Sul com boa sanidade, diz Emater

A cultura do morango apresenta bom desenvolvimento no Rio Grande do Sul, com produção em andamento nas principais regiões produtoras. Segundo o Informativo Conjuntural da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul (Emater/RS-Ascar), divulgado nesta quinta-feira (7), a predominância de dias ensolarados favoreceu a sanidade das lavouras.
A baixa temperatura e a geada observada no dia 28 de abril não causaram prejuízos à emissão de flores, ao pegamento nem ao amadurecimento dos frutos.
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Na região administrativa de Caxias do Sul, a colheita ainda ocorre em pequeno volume e se concentra em lavouras de um ano. Também começaram a ser retirados os primeiros frutos de plantas inseridas em fevereiro e março, oriundas da Espanha. De acordo com a Emater/RS-Ascar, a menor oferta nesta época está relacionada à genética das plantas e ao período de renovação nos ambientes de cultivo.
Em Pelotas, os produtores estão na fase de implantação das primeiras mudas recebidas, que apresentam desenvolvimento considerado adequado. Além disso, seguem os trabalhos de limpeza de mudas de anos anteriores, reformas de estufas e preparação de novas estruturas. Em Santa Maria, o preparo de canteiros avança tanto para cultivo a campo quanto em bancada, com uso de mudas adquiridas no comércio local e também importadas do Chile.
Na região de Santa Rosa, a cultura está em fase de transplantio de mudas novas, em sua maioria importadas da Patagônia argentina e da Espanha. As plantas remanescentes da safra anterior têm baixa produtividade. Já em Soledade, chuvas e alta nebulosidade prejudicaram o crescimento de mudas recém-transplantadas e de plantas de segunda safra em fase vegetativa e reprodutiva.
O quadro indica que o desempenho da cultura varia conforme as condições regionais de luminosidade e umidade. Onde o tempo firme predominou, houve melhor sanidade e evolução do pomar. Nas áreas com excesso de nebulosidade e chuva, o desenvolvimento ficou mais lento, o que pode influenciar o ritmo de formação das novas áreas.
A tendência de curto prazo, conforme o boletim técnico da Emater/RS-Ascar, é de continuidade da implantação e renovação das lavouras nas principais regiões produtoras. Não há, no informativo, dados de área total cultivada ou de volume estadual de produção para o morango nesta atualização.
Fonte: agricultura.rs.gov.br
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Setor de biodiesel diz estar pronto para ampliar mistura e gerar mais empregos

Diante da crise internacional envolvendo combustíveis fósseis e da pressão sobre os preços da energia, o setor de biocombustíveis vê uma oportunidade para ampliar a participação do biodiesel e do etanol na matriz energética brasileira. A avaliação é de Donizete Tokarski, diretor-superintendente da União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio), em entrevista ao programa Rural Notícias.
Segundo Tokarski, o setor brasileiro está preparado para atender ao aumento gradual da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel fóssil. Atualmente, o percentual é de 15%, com previsão de avanço para 16% e meta de chegar a 20% até 2030.
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“O setor está mais do que preparado. Hoje temos capacidade para produzir mais de 16 bilhões de litros de biodiesel por ano”, afirmou.
Durante a entrevista, Tokarski relacionou o cenário geopolítico internacional à importância dos combustíveis renováveis. “O biodiesel vem da terra e não da guerra”, disse, ao comentar os impactos dos conflitos internacionais sobre o petróleo e os combustíveis fósseis.
O dirigente ressaltou, no entanto, que o avanço dos biocombustíveis não deve ser tratado apenas como uma resposta momentânea à crise global, mas como uma política permanente para o país.
Industrialização da soja
Tokarski também defendeu maior industrialização da soja dentro do Brasil. Segundo ele, o país exporta atualmente mais de 100 milhões de toneladas de soja em grão, enquanto poderia ampliar o processamento interno para gerar mais farelo, biodiesel e proteína animal.
“Nós temos que esmagar mais soja aqui no Brasil, aumentar a produção de farelo e, consequentemente, ampliar a produção de carne, que é um produto de maior valor agregado”, afirmou.
De acordo com o diretor da Ubrabio, atualmente existem cerca de 60 indústrias de biodiesel com capacidade ociosa no país, ao mesmo tempo em que o Brasil segue importando diesel fóssil.
“O importante é não importar combustível. Nós produzimos esse combustível aqui, gerando emprego, renda e desenvolvimento no interior do país”, destacou.
Impacto econômico e ambiental
Além do potencial econômico, Tokarski destacou os benefícios ambientais dos biocombustíveis. Segundo ele, o biodiesel contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa e melhora a qualidade do ar.
Durante a entrevista, ele também citou um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) que projeta impacto de R$ 403 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro até 2030 com o avanço dos biocombustíveis previsto na Lei do Combustível do Futuro.
A legislação estabelece metas de ampliação da participação do biodiesel, etanol, diesel verde e bioquerosene na matriz energética nacional.
“O mundo exige mais alimentos e mais energia. O Brasil está pronto para fornecer energia de baixa emissão de carbono e melhorar a qualidade de vida das pessoas”, concluiu Tokarski.
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