Connect with us
13 de maio de 2026

Featured

Empresário armou fraude em empréstimo de R$ 15 milhões para financiar desvios de cargas em MT, diz polícia

Published

on

Um empresário do setor de transportes armou um esquema para o empréstimo ilegal de R$ 15 milhões com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para financiar um esquema de desvios das cargas, em Mato Grosso. O nome do investigado não foi divulgado.

Ele foi alvo da terceira fase da Operação Safradeflagrada nessa terça-feira (24), que investiga um grupo responsável pelo furto de mais de R$ 20 milhões em cargas de grãos de fazendas do estado.

Segundo a Polícia Civil, o empresário pagaria R$ 500 mil em espécie, como propina, para um contato em Brasília que iria liberar o valor. O dinheiro foi apreendido com o investigado, em junho de 2022.

Inicialmente, os investigadores acreditavam se tratar de um empréstimo de R$ 5 milhões. No entanto, com o avanço das apurações, foi descoberto que o acordo previa um total de R$ 15 milhões, e que os R$ 500 mil seriam destinados apenas à liberação da primeira parcela, de R$ 5 milhões.

A Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) informou que o investigado atuava como operador financeiro do grupo, usando os caminhões da própria empresa para os desvios, além de gerenciar o pagamento para os outros integrantes.

Advertisement

As investigações apontaram que o grupo se infiltrava em fazendas localizadas em pontos estratégicos de produção agrícola no estado, como as fazendas Guapirama, Sulina, Colorado, Kesoja e Feliz.

Empresário armou fraude em empréstimo de R$ 15 milhões para financiar desvios de cargas em MT — Foto: Reprodução

Empresário armou fraude em empréstimo de R$ 15 milhões para financiar desvios de cargas em MT — Foto: Reprodução

Como funcionava?

A Polícia Civil informou que o esquema funcionava com a cooptação de funcionários, como gerentes, operadores de carga e balanceiros, que liberavam o carregamento de grãos diretamente dos silos, sem qualquer registro fiscal ou controle oficial. Caminhões entravam e saíam das propriedades sem levantar suspeitas imediatas dos proprietários.

As cargas furtadas eram então levadas para uma empresa em Cuiabá, já investigada em fases anteriores da operação, onde os grãos eram “esquentados” com o uso de notas fiscais frias. A movimentação financeira do grupo incluía falsificação de documentos e lavagem de dinheiro por meio de empresas de fachada.

Segundo o delegado Gustavo Belão, o prejuízo rastreado nesta fase da investigação é de aproximadamente R$ 4,5 milhões. No entanto, o valor real pode ser maior, já que muitas cargas desviadas sequer chegaram a ser oficialmente registradas.

Esquema operava desde 2021

 

Advertisement
Polícia de MT faz operação contra roubo de carga de grãos

Polícia de MT faz operação contra roubo de carga de grãos

A primeira fase da Operação Safra foi deflagrada em 2021, quando a polícia desmontou uma quadrilha com base em São Paulo que furtava cargas de grãos em Mato Grosso e outros estados. Já em 2022, a segunda fase da operação aprofundou as investigações sobre o esquema no estado.

Juntas, as fases anteriores identificaram o furto de pelo menos 152 cargas de grãos, totalizando mais de 6 milhões de quilos subtraídos e um prejuízo estimado em R$ 16,3 milhões. Com a nova etapa, o impacto financeiro causado pelo grupo ultrapassa os R$ 20 milhões.

A Safra 3 contou com apoio das delegacias dos municípios onde os mandados foram cumpridos e teve ordens expedidas pela 5ª Vara Criminal da Comarca de Sinop. Os alvos da operação são investigados pelos crimes de organização criminosa, furto qualificado, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

Continue Reading
Advertisement

Agro Mato Grosso

Máquinas agrícolas podem ficar mais caras com nova regra de emissões

Published

on

Enquanto montadoras aceleram investimentos em máquinas movidas a etanol, biometano e hidrogênio, debate sobre o PROCONVE MAR-II acende alerta no agro sobre aumento de custos, impacto operacional e futuro da descarbonização de máquinas agrícolas.

A transição energética das máquinas agrícolas já começou no Brasil, mas ainda está longe de seguir uma única direção. Durante a Agrishow 2026, fabricantes apresentaram tratores, colheitadeiras e equipamentos movidos a etanol, biometano, gás natural, hidrogênio e até eletrificação, mostrando que o setor vive uma verdadeira corrida tecnológica pela descarbonização.

Ao mesmo tempo, a discussão sobre a implementação do PROCONVE MAR-II — novo padrão brasileiro de emissões para máquinas agrícolas e equipamentos fora-de-estrada — abriu uma forte divergência entre indústria, fabricantes e entidades ligadas aos biocombustíveis. O principal temor é que as novas exigências elevem o preço das máquinas em até 25%, além de aumentar os custos operacionais no campo.

Durante a Agrishow, as fabricantes reconheceram que o maior desafio não está apenas em criar motores menos poluentes, mas em desenvolver soluções capazes de suportar a realidade severa do agro brasileiro, que exige potência contínua, autonomia elevada e abastecimento em regiões remotas.

Hoje, o diesel ainda domina as operações agrícolas pesadas, principalmente em colheitas e trabalhos de longa duração. Porém, as montadoras já enxergam os combustíveis renováveis como peça-chave no futuro do setor.

Advertisement

O etanol aparece como uma das principais apostas para o Brasil. A FPT Industrial, do grupo Iveco, apresentou motores desenvolvidos especificamente para aplicações agrícolas pesadas movidas ao biocombustível. Segundo Bernardo Brandão, presidente da empresa para a América Latina, o país possui vantagens competitivas naturais nesse processo.

“Quando analisamos a matriz energética brasileira, fica muito claro que o etanol vai ter um protagonismo muito forte no Brasil nos próximos anos”, afirmou o executivo.

Ainda de acordo com Brandão, o etanol pode reduzir em até 90% as emissões de carbono em comparação aos combustíveis fósseis.

“Os testes têm sido satisfatórios e nos conduzem a continuar os trabalhos na safra deste ano. Mas tem que comprovar a durabilidade e vida útil do motor”, explicou.

Além do etanol, o biometano vem ganhando força. A Valtra informou que suas máquinas movidas ao combustível já acumulam mais de 20 mil horas de testes em campo e prevê lançamento comercial para 2027.

Advertisement

Já a JCB aposta em motores movidos a hidrogênio, embora reconheça que a infraestrutura para abastecimento ainda seja um gargalo, inclusive na Europa.

Enquanto as fabricantes aceleram a busca por soluções sustentáveis, a implementação do PROCONVE MAR-II divide opiniões.

A AliançaBiodiesel, iniciativa formada pela Aprobio e Abiove, manifestou preocupação com os termos em discussão do programa conduzido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima junto ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Segundo a entidade, o modelo atual concentra esforços na redução de poluentes locais, mas deixa em segundo plano o debate sobre descarbonização e redução global das emissões de carbono.

Para o setor de biocombustíveis, o Brasil deveria priorizar combustíveis renováveis, como biodiesel e etanol, em vez de focar exclusivamente na adaptação de motores diesel aos novos padrões de emissões.

Advertisement

A entidade argumenta ainda que o novo marco pode entrar em contradição com a Lei do Combustível do Futuro, justamente por priorizar controle de emissões locais em regiões agrícolas de baixa concentração populacional.

O ponto que mais preocupa produtores e fabricantes, no entanto, é o impacto financeiro.

Segundo estimativas apresentadas pela AliançaBiodiesel, o custo das máquinas agrícolas pode subir entre 15% e 25%, podendo ultrapassar esse percentual em equipamentos menores utilizados pela agricultura familiar.

Além disso, o custo operacional pode aumentar entre 9% e 20% devido à obrigatoriedade do uso de diesel S10 e ARLA-32 nos motores mais modernos.

Outro ponto levantado é o possível impacto sobre a competitividade da indústria nacional. Empresas brasileiras sem fabricação própria de motores poderiam enfrentar custos maiores de adaptação tecnológica em comparação com multinacionais já preparadas para padrões globais de emissões.

Advertisement

O setor também questiona a efetividade prática das futuras regras do PROCONVE MAR-II. Segundo as entidades, o Brasil ainda não possui um sistema estruturado de fiscalização pós-venda para máquinas agrícolas, o que poderia estimular adaptações irregulares nos equipamentos e comprometer os objetivos ambientais do programa.

Na avaliação de especialistas, o debate atual revela um choque entre duas estratégias ambientais: de um lado, a redução de poluentes locais por meio de motores mais sofisticados; do outro, a defesa dos biocombustíveis como solução mais rápida e economicamente viável para reduzir emissões de carbono no Brasil.

Por enquanto, o cenário indica que o agro brasileiro seguirá convivendo com múltiplas tecnologias simultaneamente. E, apesar da pressão regulatória, fabricantes e entidades concordam em um ponto: a descarbonização do campo será gradual, regionalizada e diretamente ligada à realidade operacional das propriedades rurais brasileiras.

Continue Reading

Agro Mato Grosso

Exportações recorde e sustentam alta do algodão no mercado em MT

Published

on

Mesmo a poucos meses do encerramento da janela de exportação da pluma colhida em 2025, o Brasil segue com ritmo acelerado de embarques de algodão, sustentando o mercado doméstico e se aproximando de um novo recorde histórico de exportações. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, o cenário externo favorável tem sido determinante para a firmeza dos preços internos.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior mostram que, em abril, o país exportou 370,4 mil toneladas de algodão, volume 6,5% superior ao registrado em março de 2026 e 54,9% acima do observado no mesmo mês de 2025. O resultado representa o maior volume já embarcado para um mês de abril, ficando apenas 18% abaixo do recorde histórico mensal, alcançado em dezembro do ano passado.

Ritmo segue forte no início de maio

Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, o desempenho positivo das exportações se mantém neste início de maio, reforçando a expectativa de um fechamento de temporada com números expressivos.

Esse cenário evidencia a competitividade do algodão brasileiro no mercado internacional, especialmente em um momento de demanda aquecida e preços atrativos no exterior.

Oferta restrita e preços em alta no mercado interno

No mercado doméstico, a combinação entre forte demanda externa e disponibilidade limitada de pluma — típica do período de entressafra — tem sustentado a valorização dos preços. Ainda conforme o Cepea, os vendedores seguem firmes nas negociações, resistindo a ceder nos valores pedidos.

Advertisement

A sustentação também vem das cotações internacionais, com destaque para a valorização da pluma destinada ao Extremo Oriente e dos contratos negociados na ICE Futures, que influenciam diretamente o mercado brasileiro.

Cenário de firmeza deve continuar no curto prazo

Com estoques reduzidos no mercado spot e exportações em ritmo elevado, a tendência é de manutenção da firmeza nos preços internos no curto prazo. O setor acompanha atentamente o comportamento da demanda global e o avanço da nova safra, fatores que devem definir os próximos movimentos do mercado.

O atual momento reforça o protagonismo do Brasil no comércio internacional de algodão e evidencia a importância do equilíbrio entre oferta e demanda para a formação de preços no mercado interno.

Continue Reading

Featured

Eduardo Bolsonaro ignora candidatura de Wellington Fagundes e reforça resistência ao senador

Published

on


Ex-deputado federal afirmou que o foco do PL será eleger o presidente e maioria dos candidatos ao Senado na eleição de outubro

 O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) ignorou a candidatura do senador Wellington Fagundes (PL) ao governo. Em vídeo publicado nas redes sociais, em comentário à vinda do senador Flávio Bolsonaro (PL) a Mato Grosso, há algumas semanas, Flávio focou na estratégia do partido de eleger presidente e senadores. 

“Eu quero lembrar que o próprio Jair Bolsonaro falou que é tão importante votar para presidente e votar ao Senado.  Nesse sentido, também agradeço ao apoio que muita gente vem expressando para José Medeiros, que esteve ali, lado a lado, com Flávio Bolsonaro nessa visita”, disse. 

O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato a presidente da República, esteve em Sinop (505 km de Cuiabá), para a abertura da feira agropecuária Norte Show, no fim de abril. A vinda dele não resolveu o apoio oficial do partido para candidato ao governo de Mato Grosso. 

Advertisement

A pré-candidatura do senador Wellington Fagundes ainda tem sofrido resistência dentro do PL (Partido Liberal). A direção nacional da sigla precisou se posicionar de novo sobre a permanência de Wellington na disputa. 

A manifestação ocorreu após o vazamento na imprensa de uma reunião entre o ex-governador Mauro Mendes (União Brasil), o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e o presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, que reforçou a especulação sobre o partido apoiar outro candidato na eleição de 2026. 

O revés contra Wellington Fagundes voltou a aparecer após a informação de que o partido poderá se unir com o MDB (Movimento Democrático Brasileiro) para a campanha. A aliança é desejada pelo senador. 

O deputado federal José Medeiros e o prefeito de Cuiabá Abilio Brunini são contra. Medeiros já disse que o partido deveria focar na estratégia ressaltada por Eduardo Bolsonaro, ou seja, tirar a campanha ao governo do primeiro plano, e Abilio diz ver oportunismo eleitoral na provável união.  

Advertisement
Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT