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23 de junho de 2026

Sustentabilidade

Trigo/RS: Precipitações atrasaram o plantio, que avançou 2%, atingindo 39% das áreas destinadas ao cultivo no Estado – MAIS SOJA

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As precipitações recorrentes e em volumes muito elevados (próximos a 300 mm em grande extensão da região produtora), atrasaram o plantio, que avançou apenas 2%, alcançando 39%.

Nas lavouras semeadas recentemente, houve perdas por erosão, encharcamento e compactação superficial, especialmente durante as fases de germinação e emergência. A maioria dos danos corresponde à erosão laminar, concentrada em pontos de convergência do escoamento superficial, o que não exigirá replantio, apesar da redução no estande de plantas. O replantio será necessário apenas em algumas lavouras, situadas predominantemente em solo mais arenoso, onde não foram adotadas práticas adequadas de conservação, ou em regiões de relevo inferior, em que houve acúmulo de água e transbordamento de cursos d’água.

Nas lavouras em fase de desenvolvimento vegetativo, o excesso de umidade e a baixa luminosidade ocasionaram estresse fisiológico, limitando o crescimento e o perfilhamento, além de inviabilizar a execução de tratos culturais, como aplicações de herbicidas, fungicidas e adubação nitrogenada em cobertura.

O tempo mais seco deve proporcionar uma intensificação das atividades de semeadura, visando à adequação ao Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC).

A previsão de área cultivada no Estado, conforme a Emater/RS-Ascar, é de 1.198.276 hectares. A estimativa inicial de produtividade é de 2.997 kg/ha.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, as lavouras foram severamente afetadas pelas precipitações excessivas. Em Manoel Viana, 65% da área estava semeada. Estima-se necessidade de replantio em diversas áreas, em decorrência de alagamentos e erosões severas, que arrastaram sementes, plântulas e fertilizantes. O potencial produtivo dos cultivos da região está menor. Apenas lavouras com cobertura de solo adequada apresentam melhores condições, pois os processos erosivos não foram tão intensos. Em São Borja, o plantio (30% da área) foi interrompido. Para os cultivos estabelecidos que sofreram perdas por erosão, os produtores buscam informações sobre o acionamento do seguro Proagro.

Em São Gabriel, há clorose foliar nos cultivos, atribuída à deficiência de radiação solar e ao excesso de umidade. Nas áreas mais baixas, onde a água permaneceu por períodos prolongados, observou-se morte de plantas. Na região da Campanha, a semeadura prosseguiu lentamente, limitada pelas chuvas persistentes. Em Caçapava do Sul, Hulha Negra e Dom Pedrito, apenas 10% da área foi implantada. Em Lavras do Sul, o avanço atinge 16%. Os triticultores monitoram o estabelecimento inicial das lavouras para avaliar a necessidade de replantio.

Na de Caxias do Sul, a semeadura, iniciada na semana anterior, foi paralisada. Cerca de 20% dos aproximadamente 250 mil hectares previstos foram implantados. Há preocupação com as condições de germinação, uma vez que as áreas recém-semeadas foram submetidas a volumes pluviométricos superiores a 200 mm.

Na de Frederico Westphalen, a semeadura não avançou. As precipitações severas tendem a impactar negativamente as áreas semeadas recentemente. Nas lavouras em fase vegetativa, observa-se evolução limitada no desenvolvimento das plantas devido à baixa disponibilidade de radiação solar.

Na de Ijuí, a semeadura não pôde ser retomada em função da sequência de dias chuvosos. Contudo, a elevada umidade favoreceu a emergência uniforme e sem falhas. Já nas áreas semeadas recentemente, as chuvas intensas provocaram erosão, sobretudo em lavouras com baixa cobertura de palha. Onde foi adotada a semeadura de culturas outonais (nabo ou ervilhaca) imediatamente após a colheita da soja, os danos erosivos foram reduzidos.

Na de Passo Fundo, a semeadura alcança 5%, e aguardam-se melhores condições edafoclimáticas para a continuidade da operação.

Na de Santa Maria, a semeadura, que chegou a 60% da área projetada, foi paralisada. Porém, a extensão final de plantio poderá ser menor em razão da ocorrência de chuvas em excesso e das enchentes.

Na de Santa Rosa, 56% da área foi implantada, mas há atraso em relação ao ano anterior, quando 70% das lavouras já haviam sido semeadas. O atraso é consequência da ocorrência de chuvas intensas e frequentes por quatro semanas, e já são observadas perdas iniciais. A retomada do plantio das cultivares de ciclo longo deve se concentrar nos dois primeiros decêndios de julho, pois o risco climático é menor nesse período.

Na de Soledade, a semeadura não avançou no período. Os volumes expressivos de precipitação comprometeram as lavouras recém-implantadas, ocasionando erosão laminar significativa e posterior erosão em sulcos, com arraste de solo, de nutrientes e de sementes, especialmente em depressões naturais do relevo, onde houve maior concentração do escoamento superficial. A ausência de práticas conservacionistas mecânicas agravou o problema, e há possibilidade de replantio em determinadas lavouras. Os cultivos já implantados e emergidos se estabeleceram bem. Estima-se que 45% da área prevista esteja semeada.

Comercialização (saca de 60 quilos)

O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, ocorreu redução de -0,04% quando comparado à semana anterior, de R$ 70,63 para R$ 70,60. Em Cruz Alta, o preço para produto disponível manteve-se em R$ 78,00.

Confira o Informativo Conjuntural n° 1873 completo, clicando aqui!

Fonte: Emater RS



 

FONTE

Autor:Informativo Conjuntural 1873

Site: EMATER/RS

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Sustentabilidade

Trigo/BR: Semeadura avança e chega a 74,3% da área nacional estimada – MAIS SOJA

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No RS, a semeadura avançou em todas as regiões produtoras, favorecida pelas condições adequadas de umidade no solo e pelo tempo firme. As lavouras apresentam emergência regular e boa sanidade.

No PR, há o início de floração. As temperaturas mais baixas favorecem o perfilhamento e contribuem para o bom desenvolvimento. Em SC, a semeadura segue avançando no Oeste e Extremo Oeste, beneficiada pela boa disponibilidade hídrica e pelas temperaturas. As áreas implantadas apresentam emergência uniforme e desenvolvimento vegetativo satisfatório. As condições de elevada umidade favorecem a ocorrência de doenças fúngicas, porém sem registros significativos.

Em SP, as lavouras seguem em bom desenvolvimento. Em MG, com o início da maturação, as lavouras de sequeiro apresentam menor perfilhamento e espigas menores em razão das
temperaturas mais elevadas. As expectativas permanecem favoráveis nas áreas irrigadas.

Em GO, as lavouras apresentam baixa produtividade em decorrência do deficit hídrico ao longo do ciclo. As áreas irrigadas mantêm bom desenvolvimento, com parte das lavouras entrando em pré-florescimento. Em MS, as noites frias e as chuvas regulares favorecem o desenvolvimento da cultura. Na BA, o plantio foi finalizado e as lavouras seguem com bom desenvolvimento.

Fonte: Conab



 

FONTE

Autor:Conab

Site: Conab

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Sustentabilidade

TRIGO/CEPEA: Clima e menor oferta no spot mantêm preços em alta no BR – MAIS SOJA

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Os preços do trigo em grão seguem em alta na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea. As negociações estão pontuais, refletindo a menor disponibilidade do cereal no mercado spot.

Pesquisadores do Cepea destacam também que agentes permanecem atentos às condições climáticas para a safra 2026/27, especialmente no Sul do País, onde a perspectiva de maior volume de chuvas ao longo do ciclo pode comprometer a qualidade dos grãos. Esse cenário mantém compradores e vendedores cautelosos, o que contribui para a sustentação dos preços domésticos.

No campo, segundo a Conab, até 12 de junho, 59,5% da área destinada ao trigo na safra 2026 já havia sido semeada no Brasil. Os trabalhos já estavam concluídos em Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Em Goiás, a semeadura atingia 99% da área prevista; no Paraná, 78%; na Bahia, 60%; no Rio Grande do Sul, 36%; e em Santa Catarina, 7,3%.

Fonte: Cepea



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Autor:Cepea

Site: Cepea

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Como ficaram os preços da soja? Cotações variam entre queda e estabilidade em regiões do Brasil

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Foto: Pixabay

O mercado brasileiro de soja começou a semana com pouca movimentação e sem registro de grandes volumes negociados. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, nesta segunda-feira (22), as melhores ofertas apareceram no porto de Santos, mas o ritmo dos negócios permaneceu lento.

As cotações oscilaram entre estáveis e mais fracas ao longo do dia, refletindo o comportamento do dólar e da Bolsa de Chicago. Os prêmios apresentaram alguma alta, fator que ajudou a conter quedas mais acentuadas nos preços.

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Segundo o analista, a semana começou com poucos movimentos e sem negociações de maior relevância, mantendo o mercado em espera.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): desceu de R$ 127,00 para R$ 126,00
  • Santa Rosa (RS): desceu de R$ 128,00 para R$ 127,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 121,50
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 113,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 115,00
  • Rio Verde (GO): desceu de R$ 116,00 para R$ 115,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 132,50
  • Rio Grande (RS): desceu de R$ 134,00 para R$ 133,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta segunda-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado foi pressionado pela queda dos preços do petróleo, diante dos avanços das conversas entre Irã e Estados Unidos em busca de um acordo para o encerramento do conflito no Oriente Médio.

O bom desenvolvimento das lavouras norte-americanas reforçou o cenário baixista para os preços na abertura da semana. Ainda nesta segunda-feira, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgará seu relatório mensal com os dados sobre o avanço da soja americana.

As inspeções de exportação norte-americanas de soja somaram 241.045 toneladas na semana encerrada em 18 de junho, segundo relatório semanal do USDA. Na semana anterior, o volume havia sido de 533.438 toneladas. No mesmo período do ano passado, o total inspecionado alcançou 202.391 toneladas.

Contratos futuros

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 7,00 centavos de dólar, ou 0,62%, a US$ 11,15 3/4 por bushel. A posição agosto encerrou cotada a US$ 11,22 1/2 por bushel, com recuo de 5,75 centavos de dólar, ou 0,50%.

Nos subprodutos, o farelo para julho fechou com queda de US$ 1,50, ou 0,49%, a US$ 299,80 por tonelada. Já o óleo de soja para julho terminou a sessão em 71,15 centavos de dólar por libra-peso, com ganho de 1,46 centavo, ou 2,09%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,61%, negociado a R$ 5,1422 para venda e R$ 5,1402 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1237 e a máxima de R$ 5,1685.

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