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8 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Trigo/RS: Precipitações atrasaram o plantio, que avançou 2%, atingindo 39% das áreas destinadas ao cultivo no Estado – MAIS SOJA

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As precipitações recorrentes e em volumes muito elevados (próximos a 300 mm em grande extensão da região produtora), atrasaram o plantio, que avançou apenas 2%, alcançando 39%.

Nas lavouras semeadas recentemente, houve perdas por erosão, encharcamento e compactação superficial, especialmente durante as fases de germinação e emergência. A maioria dos danos corresponde à erosão laminar, concentrada em pontos de convergência do escoamento superficial, o que não exigirá replantio, apesar da redução no estande de plantas. O replantio será necessário apenas em algumas lavouras, situadas predominantemente em solo mais arenoso, onde não foram adotadas práticas adequadas de conservação, ou em regiões de relevo inferior, em que houve acúmulo de água e transbordamento de cursos d’água.

Nas lavouras em fase de desenvolvimento vegetativo, o excesso de umidade e a baixa luminosidade ocasionaram estresse fisiológico, limitando o crescimento e o perfilhamento, além de inviabilizar a execução de tratos culturais, como aplicações de herbicidas, fungicidas e adubação nitrogenada em cobertura.

O tempo mais seco deve proporcionar uma intensificação das atividades de semeadura, visando à adequação ao Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC).

A previsão de área cultivada no Estado, conforme a Emater/RS-Ascar, é de 1.198.276 hectares. A estimativa inicial de produtividade é de 2.997 kg/ha.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, as lavouras foram severamente afetadas pelas precipitações excessivas. Em Manoel Viana, 65% da área estava semeada. Estima-se necessidade de replantio em diversas áreas, em decorrência de alagamentos e erosões severas, que arrastaram sementes, plântulas e fertilizantes. O potencial produtivo dos cultivos da região está menor. Apenas lavouras com cobertura de solo adequada apresentam melhores condições, pois os processos erosivos não foram tão intensos. Em São Borja, o plantio (30% da área) foi interrompido. Para os cultivos estabelecidos que sofreram perdas por erosão, os produtores buscam informações sobre o acionamento do seguro Proagro.

Em São Gabriel, há clorose foliar nos cultivos, atribuída à deficiência de radiação solar e ao excesso de umidade. Nas áreas mais baixas, onde a água permaneceu por períodos prolongados, observou-se morte de plantas. Na região da Campanha, a semeadura prosseguiu lentamente, limitada pelas chuvas persistentes. Em Caçapava do Sul, Hulha Negra e Dom Pedrito, apenas 10% da área foi implantada. Em Lavras do Sul, o avanço atinge 16%. Os triticultores monitoram o estabelecimento inicial das lavouras para avaliar a necessidade de replantio.

Na de Caxias do Sul, a semeadura, iniciada na semana anterior, foi paralisada. Cerca de 20% dos aproximadamente 250 mil hectares previstos foram implantados. Há preocupação com as condições de germinação, uma vez que as áreas recém-semeadas foram submetidas a volumes pluviométricos superiores a 200 mm.

Na de Frederico Westphalen, a semeadura não avançou. As precipitações severas tendem a impactar negativamente as áreas semeadas recentemente. Nas lavouras em fase vegetativa, observa-se evolução limitada no desenvolvimento das plantas devido à baixa disponibilidade de radiação solar.

Na de Ijuí, a semeadura não pôde ser retomada em função da sequência de dias chuvosos. Contudo, a elevada umidade favoreceu a emergência uniforme e sem falhas. Já nas áreas semeadas recentemente, as chuvas intensas provocaram erosão, sobretudo em lavouras com baixa cobertura de palha. Onde foi adotada a semeadura de culturas outonais (nabo ou ervilhaca) imediatamente após a colheita da soja, os danos erosivos foram reduzidos.

Na de Passo Fundo, a semeadura alcança 5%, e aguardam-se melhores condições edafoclimáticas para a continuidade da operação.

Na de Santa Maria, a semeadura, que chegou a 60% da área projetada, foi paralisada. Porém, a extensão final de plantio poderá ser menor em razão da ocorrência de chuvas em excesso e das enchentes.

Na de Santa Rosa, 56% da área foi implantada, mas há atraso em relação ao ano anterior, quando 70% das lavouras já haviam sido semeadas. O atraso é consequência da ocorrência de chuvas intensas e frequentes por quatro semanas, e já são observadas perdas iniciais. A retomada do plantio das cultivares de ciclo longo deve se concentrar nos dois primeiros decêndios de julho, pois o risco climático é menor nesse período.

Na de Soledade, a semeadura não avançou no período. Os volumes expressivos de precipitação comprometeram as lavouras recém-implantadas, ocasionando erosão laminar significativa e posterior erosão em sulcos, com arraste de solo, de nutrientes e de sementes, especialmente em depressões naturais do relevo, onde houve maior concentração do escoamento superficial. A ausência de práticas conservacionistas mecânicas agravou o problema, e há possibilidade de replantio em determinadas lavouras. Os cultivos já implantados e emergidos se estabeleceram bem. Estima-se que 45% da área prevista esteja semeada.

Comercialização (saca de 60 quilos)

O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, ocorreu redução de -0,04% quando comparado à semana anterior, de R$ 70,63 para R$ 70,60. Em Cruz Alta, o preço para produto disponível manteve-se em R$ 78,00.

Confira o Informativo Conjuntural n° 1873 completo, clicando aqui!

Fonte: Emater RS



 

FONTE

Autor:Informativo Conjuntural 1873

Site: EMATER/RS

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Sustentabilidade

Demanda interna sustenta preços da soja e do milho em Mato Grosso do Sul – MAIS SOJA

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Em Mato Grosso do Sul, os mercados da soja e do milho encerraram julho de 2026 com um comportamento semelhante: embora as cotações internacionais tenham perdido força na segunda quinzena do mês, os preços pagos aos produtores no Estado apresentaram maior sustentação, refletindo a influência da demanda doméstica, do câmbio e das condições logísticas na formação dos preços.

A constatação faz parte dos boletins econômicos divulgados pela Aprosoja/MS, que analisam a evolução dos mercados das duas principais culturas produzidas no Estado. Apesar de cenários distintos para soja e milho, ambos registraram desempenho superior ao observado na Bolsa de Chicago (CBOT) durante o período de ajuste das cotações internacionais.

Na soja, o preço médio disponível alcançou R$ 119,90 por saca em julho, alta de 2,75% em relação ao mesmo mês de 2025. O mercado foi favorecido pela retomada das exportações após a entressafra e pela valorização das cotações internacionais ao longo da primeira metade do mês. No mercado futuro, os contratos para novembro registraram média de R$ 128,30 por saca, indicando expectativa positiva para a entrada da nova safra.

Já o milho apresentou estabilidade. O preço médio disponível ficou em R$ 47,23 por saca, praticamente no mesmo patamar observado há um ano. Em contrapartida, os contratos futuros recuaram 6,71% na comparação anual, pressionados pelas perspectivas de uma oferta global elevada e pela menor antecipação de compras por parte da demanda.

“Mesmo com a correção observada na Bolsa de Chicago no fim do mês, os preços em Mato Grosso do Sul permaneceram mais sustentados. Isso mostra que fatores como o câmbio, a demanda física e as condições logísticas exerceram papel importante na formação das cotações estaduais, reduzindo o impacto das oscilações do mercado internacional sobre o produtor”, avalia o analista de Economia da Aprosoja/MS, Rafael Gimenes.

Outro ponto de destaque foi o avanço da comercialização da safra. Na soja, as vendas atingiram 73% da produção estimada, crescimento de nove pontos percentuais em julho. Embora o percentual permaneça ligeiramente abaixo do registrado no ciclo anterior, o ritmo foi impulsionado pela recuperação dos preços ao longo do mês.

No milho, a comercialização chegou a 38,5% da produção estimada, avanço de oito pontos percentuais em relação ao mês anterior. Apesar da evolução, o índice ainda permanece abaixo da safra passada, refletindo uma postura mais cautelosa dos produtores diante das perspectivas para o mercado futuro.

Para Rafael Gimenes, o comportamento distinto entre as duas culturas revela diferentes expectativas para os próximos meses. “A soja apresenta um ambiente mais favorável, sustentado pela retomada das exportações e pela demanda internacional consistente. Já o milho segue influenciado pelas expectativas de ampla oferta global, o que limita a recuperação dos preços futuros e faz com que muitos produtores mantenham uma estratégia mais conservadora na comercialização”.

Os boletins podem ser acessados clicando aqui.

Fonte: Aprosoja/MS



FONTE

Autor:Crislaine Oliveira (Comunicação Aprosoja/MS) e Laura Toledo (Comunicação Sistema Famasul)

Site: Aprosoja/MS

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Sustentabilidade

Quais são as principais práticas de manejo que aumentam a produtividade da soja em terras baixas? – MAIS SOJA

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A soja ocupa cada vez mais espaço nas terras baixas do Rio Grande do Sul (RS), nós últimos anos cerca de 60% das áreas de arroz realizam rotação com soja (IRGA, 2023, Ribas et al., 2021) isso como consequência do aumento nos custos de produção do arroz junto ao aumento da pressão de plantas daninhas, embora a rotação com soja em áreas de arroz seja uma alternativa para diminuir os custos de produção e a pressão de plantas daninhas (principalmente arroz vermelho, capim arroz e entre outros) nas lavouras tradicionalmente destinadas para a produção de arroz, tem se observado que a produtividade da soja ainda permanece em níveis considerados baixos (aprox. 3.0 ton ha-1), sendo tanto fatores ambientais (como disponibilidade hídrica) ou de manejo os que geram essas baixas produtividades (Tagliapietra et al., 2021).

Pesquisadores da Equipe FieldCrops, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), publicaram na Agronomy Journal um estudo que avaliou 240 lavouras comerciais de soja em terras baixas do Rio Grande do Sul, ao longo de seis safras (2015/16 a 2021/22). O objetivo foi identificar quais práticas de manejo explicam as diferenças de produtividade entre áreas de alta e baixa performance.

Para avaliar a influência combinada entre diversos fatores de manejo na produtividade da soja, aplicaram a análise não paramétrica conhecida como árvore de regressão, o qual identifica de forma hierárquica as relações entre as diferentes variáveis analisadas. A análise mostrou que o grupo de maturação foi o fator que mais explicou a variabilidade da produtividade, seguido de data de semeadura, fósforo, potássio e presença de camada compactada (Figura 1).

Figura 1.  Análise de árvore de regressão mostrando os principais fatores que explicam a variabilidade da produtividade da soja. Cada nó terminal exibe a produtividade média (Mg ha-1) e a porcentagem de observações de campo que ele representa. Os painéis (A) e (C) mostram a classificação dos grupos de alta produtividade (HY – Alta produtividade) e baixa produtividade (LY, Baixa produtividade), enquanto os painéis (B) e (D) apresentam a importância relativa de cada variável na explicação da variação da produtividade. DOY (dia do ano).

Além disso, os resultados mostraram que áreas corrigidas com calcário apresentam produtividade superior, aprofundado mais, conseguimos que calagens anuais produziram maiores rendimentos do que aplicações realizadas em intervalos maiores (Figura 2), o que se explica devido a que aplicações cada ano mantem o pH do solo adequado, aumentando a disponibilidade de nutrientes, a eficiência dos fertilizantes e ajudando no ótimo desenvolvimento e crescimento de raízes.

Figura 2.  Efeitos nas produtividades de soja e arroz em áreas de terras baixas do Rio Grande do Sul. (A) Comparação da produtividade da soja entre lavouras com e sem aplicação de calcário. (B) Produtividade da soja em diferentes intervalos de tempo desde a última aplicação de calcário. Letras diferentes indicam diferenças estatisticamente significativas (teste de Tukey, p < 0,05).

Referências bibliográficas.

IRGA. Soja em rotação com arroz. 2023. Disponível em: < https://irga.rs.gov.br/soja >, acesso: 01/07/2026

RIBAS, G. G. et al. Assessing yield and economic impact of introducing soybean to the lowland rice system in southern Brazil. Agricultural Systems, v. 188, p. 103036, 2021. Disponível em: < https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0308521X20308970?via%3Dihub >, acceso: 01/07/2026

TAGLIAPIETRA, E. L. et al. Biophysical and management factors causing yield gap in soybean in the subtropics of Brazil. Agronomy Journal, v. 113, n. 2, p. 1882–1894, 2021. Disponível em: < https://acsess.onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/agj2.20586 >, acesso: 05/07/2026

TAGLIAPIETRA, E. L. et al. Key management practices driving soybean yield variability in lowland fields of southern Brazil. Agronomy Journal, v. 118, n. 2, 2026. Disponível em: < https://acsess.onlinelibrary.wiley.com/doi/epdf/10.1002/agj2.70334 >, acesso: 30/06/2026


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Sustentabilidade

Ceema: Soja recua em Chicago com clima favorável nos EUA e China no radar; prêmios sustentam preços no Brasil – MAIS SOJA

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A cotação da soja, para o primeiro mês cotado, viveu uma semana de baixas nestes primeiros dias de agosto. O retorno das chuvas nas regiões produtoras dos EUA e a nova possibilidade de cessar-fogo entre EUA e Irã, além da confirmação de que a safra continua positiva na América do Norte, trouxeram o mercado para baixo desde o final de julho. Com isso, o bushel da oleaginosa veio a US$ 11,57 no fechamento desta quinta-feira (06), após US$ 11,51 na véspera, contra US$ 11,77 uma semana antes.

Por sua vez, a média do mês de julho fechou em US$ 11,96/bushel, com aumento de 6,2% sobre a média de junho. Um ano atrás, a média de julho/25 foi de US$ 10,09/bushel. Enquanto o mercado espera o novo relatório de oferta e demanda do USDA, previsto para o dia 12/08, ele acompanha a evolução das lavouras estadunidenses, pois o clima continua como elemento central, já que a colheita nos EUA se dará a partir de meados de outubro. Neste sentido, até o dia 02/08, 63% das lavouras de soja estadunidense estavam em condições entre boas a excelentes, outros 28% regulares e apenas 9% ruins a muito ruins.

Lembrando que, em 2025, nesta mesma época, 69% das lavouras estavam em condições entre boas a excelentes. Por outro lado, 88% das lavouras já estavam em fase de floração, contra 84% na média para esta época. A formação de vagens alcançava 62% das lavouras, contra 47% na semana anterior e 55% na média.

Em paralelo, a China voltou a realizar compras de soja nos EUA, dentro do acordo bilateral feito entre os dois países. A empresa estatal Sinograin estaria leiloando uma média de 500.000 toneladas de soja importada visando abrir espaço em seus estoques oficiais para as novas compras. Lembramos que o acordo entre os dois países dá conta de que a China compraria 25 milhões de toneladas de soja estadunidense, anualmente, até 2028. Em tal contexto, é possível que a demanda por soja brasileira diminua devido aos leilões da Sinograin, pois algumas indústrias chinesas de esmagamento podem optar por comprar da estatal.

Esse comportamento da estatal chinesa deve continuar já que há previsão de encontro dos presidentes dos EUA e da China, em setembro, para nova rodada de negociações comerciais. Por enquanto, as recentes compras chinesas foram feitas por compradores do governo, já que importadores comerciais, que normalmente representam cerca de dois terços do total das exportações de soja dos EUA para a China, continuaram comprando da América do Sul (cf. comerciantes chineses). Pelo sim ou pelo não, o fato é que os embarques brasileiros para a China permanecem mais baratos do que os embarques dos EUA.

E no Brasil, os preços recuaram um pouco, com praças gaúchas trabalhando ao redor de R$ 123,00/saco no balcão, enquanto no restante do país os preços oscilaram entre R$ 120,00 e R$ 126,00/saco nas diferentes praças pesquisadas.

Dito isso, a futura safra de soja 2026/27, cujo plantio apenas se inicia no próximo mês de setembro, está projetada, inicialmente, em 183,1 milhões de toneladas, com leve aumento sobre o colhido neste último ano. Este crescimento se deve ao aumento de 0,76% previsto para a área a ser semeada, com a mesma passando a 49,5 milhões de hectares.

Em clima normal, a produtividade média poderá atingir a 3.700 quilos/hectare (cf. StoneX). A questão será combinar com o clima para que tais projeções se concretizem. Por outro lado, diante do forte recuo em Chicago e de um câmbio relativamente estável, ao redor de R$ 5,10 por dólar, o que vem segurando os preços nacionais da soja são os prêmios elevados para a oleaginosa disponível. Os mesmos continuam no melhor momento do ano, girando entre US$ 1,40 e US$ 1,60/bushel, porém, o ritmo de negócios, neste início de agosto, diminuiu em relação a julho. Assim, os produtores que ainda possuem soja, necessitando de caixa, estão realizando negócios (cf. Brandalizze Consulting).

Enfim, se o clima continuar positivo nos EUA, durante o mês de agosto, não se descarta novas baixas em Chicago. Diante disso, o que favorecerá o mercado será a manutenção das compras chinesas, o que ainda não é uma certeza, apesar dos sinais positivos dos últimos dias.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: Ceema/Unijuí

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