Sustentabilidade
Chicago/CBOT: Milho fechou em baixa perspectivas da boa safra nos EUA – MAIS SOJA

Por T&F Agroeconômica, comentários referentes à 25/06/2025
FECHAMENTOS DO DIA 25/06
Chicago: A cotação de julho, referência para a nossa safra de verão, fechou em baixa de -1,44% ou $ -6,00 cents/bushel a $ 410,25. A cotação para setembro, referência para a nossa safrinha, fechou em baixa de -1,76% ou $ -7,25 cents/bushel a $ 405,00.
ANÁLISE DA BAIXA
O milho negociado em Chicago fechou em baixa nesta quarta-feira. As cotações do cereal seguiram a tendencia de baixa, visto as boas condições climáticas no cinturão do milho/soja e a perspectiva do mercado que o USDA aponte uma leve alta na área semeada nos EUA. Caso concretizado a alta, as chances de os produtores americanos colherem a maior safra de milho será mais realista. A produção de etanol voltou a cair e os estoques do subproduto subiram no comparativo semanal. A aprovação de um uso maior da mistura de etanol na gasolina e do biodiesel no diesel no Brasil foram amplamente citados nos comentários americanos.
B3-MERCADO FUTURO DE MILHO NO BRASIL
B3: Milho B3 fechou em baixa pressionado pela queda de Chicago
Os principais contratos de milho encerraram em baixa nesta quarta-feira. As cotações do milho na B3 fecham com perdas, após se descolar por dois dias da forte queda em Chicago. As cotações seguem oscilando dentro de um canal de tendencia lateral, com ajustes positivos e negativos limitados.
A ANEC indicou uma melhora nas exportações em junho em relação aos meses anteriores, mas com números menores que os inicialmente projetados para o período e abaixo do saldo mensal exportado em 2024. O Rally da Safra elevou consideravelmente o volume de produção da 1 ª e 2ª safra de milho no Brasil. Segundo a estimativa, o país poderá colher até 20 milhões de toneladas a mais que o estimado pelo USDA e a Conab.
OS FECHAMENTOS DO DIA 25/06
Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam em alta no dia: o vencimento de julho/25 foi de R$ 64,31 apresentando baixa de R$ -0,28 no dia, alta de R$ 1,44 na semana; julho/25 fechou a R$ 63,08, baixa de R$ -1,30 no dia, baixa de R$ -0,78 na semana; o vencimento setembro/25 fechou a R$ 67,04, baixa de R$ -0,69 no dia e baixa de R$ -0,57 na semana.
NOTÍCIAS IMPORTANTES
QUARTO DIA DE QUEDA CONSECUTIVA (Veja as razões baixistas)
O milho caiu pelo quarto dia consecutivo em Chicago devido às boas condições ambientais nas áreas produtoras de grãos secundários dos EUA, com chuvas regulares favorecendo o desenvolvimento das plantas e falta de acordos concretos entre a Casa Branca e os países que buscam tratamento diferenciado sob a política tarifária imposta pelos Estados Unidos, na contagem regressiva para 9 de julho, data em que as tarifas recíprocas voltariam a vigorar.
BRASIL-FORTE AUMENTO NA PRODUÇÃO DA SAFRINHA (baixista)
Além disso, o avanço da segunda safra de milho no Brasil também pressionou o mercado, apesar de sua lenta entrada. Isso foi ainda mais acentuado pelo fato de que ontem, após seu “Rally da Safra”, a empresa Agroconsult surpreendeu ao elevar sua projeção para o volume de safrinha de 112,90 para 123,30 milhões de toneladas e ao elevar sua estimativa recorde para a produção total de milho em 2024/2025 para 150,30 milhões de toneladas, número muito acima dos 130 milhões de toneladas projetados pelo USDA nem com os 128,25 milhões de toneladas previstos pela Conab.
BRASIL-EXPORTAÇÕES MENORES (baixista para o Brasil, altista para CBOT)
Em relação à comercialização do milho brasileiro, em sua revisão semanal, a ANEC ajustou sua estimativa do volume a ser exportado em junho de 913.316 para 828.959 toneladas, superior às 68.400 toneladas de maio, mas inferior às 982.812 toneladas do sexto mês de 2024. Assim, o segundo semestre do ano verá uma quantidade significativa de milho brasileiro entrando no mercado, mesmo com o início da colheita do grão nos Estados Unidos.
EUA-MENOS DEMANDA DE MILHO PARA ETANOL (baixista)
O relatório semanal da Administração de Informação de Energia dos EUA (EIA) de hoje não foi positivo, com a produção diária de etanol caindo de 1.109.000 para 1.081.000 barris, número que se manteve acima do número do ano anterior, de 1.043.000 barris. Os estoques de biocombustíveis aumentaram de 24.120.000 para 24.404.000 barris, número que superou os 23.423.000 barris estocados no mesmo período em 2024.
BRASIL-CNP APROVA AUMENTO PARA E30 (altista)
O Conselho Nacional de Política Energética aprovou hoje o aumento do percentual de etanol na mistura de combustíveis fósseis de 27% para 30% a partir de 1º de agosto. Além de impulsionar o crescimento da capacidade instalada de produção de etanol de milho no Brasil, essa medida ampliará a demanda interna por milho e, ao mesmo tempo, poderá reduzir as exportações de etanol — duas medidas que, em tese, devem dar algum suporte ao mercado americano.
Fonte: T&F Agroeconômica

Sustentabilidade
Preço da soja no Brasil não resiste à nova queda de Chicago: veja as cotações

O mercado brasileiro de soja teve mais uma sessão de pouca movimentação, com negócios pontuais e ritmo lento tanto nos portos quanto no mercado interno.
De acordo com o analista da Safras & Mercado Rafael Silveira, o cenário segue marcado pela cautela dos agentes e pelas cotações enfraquecidas.
Ao longo do dia, o analista menciona que a Bolsa de Chicago operou em queda, enquanto os prêmios não conseguiram compensar o movimento recente de baixa. "As ofertas continuam depreciadas em termos de valor", acrescenta.Nos portos, o ritmo seguiu limitado, assim como no mercado doméstico. Segundo Silveira, o ambiente também é influenciado pela expectativa em torno do próximo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). “Todo mundo está esperando os números da próxima semana, que serão divulgados na próxima terça-feira, dia 12”, resume.
Preços médios da saca de soja
- Passo Fundo (RS): R$ 122,50
- Santa Rosa (RS): R$ 123,50
- Cascavel (PR): recuou de R$ 118,50 para R$ 118
- Rondonópolis (MT): R$ 107,50
- Dourados (MS): R$ 110,50
- Rio Verde (GO): caiu de R$ 109,50 para R$ 109
- Porto de Paranaguá (PR): baixou de R$ 128,50 para R$ 128
- Porto de Rio Grande (RS): permaneceu em R$ 128,50
Bolsa de Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta quinta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), mas acima das mínimas do dia.
Silveira pontua que o comportamento de outros mercados, principalmente do petróleo, foi determinante para as oscilações da soja, em dia de muita volatilidade e de ajustes.
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O petróleo iniciou o dia com fortes perdas, mas reduziu a retração na parte da tarde, chegando até mesmo a operar no território positivo.
“Tudo gira em torno das negociações entre Irã e Estados Unidos em busca de uma solução para o conflito no Oriente Médio. A falta de novidades trouxe certo ceticismo ao mercado”, relata o analista.
Contratos futuros

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 2,50 centavos de dólar, ou 0,2%, a US$ 11,92 1/4 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 11,86 3/4 por bushel, com retração de 2,25 centavos de dólar ou 0,18%.Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 1,60 ou 0,50% a US$ 318,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 74,15 centavos de dólar, com perda de 0,87 centavo ou 1,15%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,05%, sendo negociado a R$ 4,9222 para venda e a R$ 4,9202 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,8954 e a máxima de R$ 4,9304.O post Preço da soja no Brasil não resiste à nova queda de Chicago: veja as cotações apareceu primeiro em Canal Rural.
Sustentabilidade
Colheita do arroz alcança 96,41% da área cultivada no RS – MAIS SOJA

A colheita do arroz no Rio Grande do Sul atingiu 96,41% da área cultivada nesta primeira semana de maio. O levantamento foi realizado pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) e divulgado nesta quinta-feira (7/5).
Do total de 891.908,50 hectares destinados ao cultivo na safra 2025/2026, a maior parte das lavouras já foi colhida, consolidando o avanço dos trabalhos nas principais regiões produtoras do Estado.
As regionais da Zona Sul e da Planície Costeira Externa lideram os índices de colheita e estão mais próximas do encerramento das operações, com 98,81% e 98,46% das áreas colhidas, respectivamente.
Na sequência aparecem a Planície Costeira Interna, com 98,13%; a Campanha, com 97,02%; a Fronteira Oeste, com 95,92%; e a Região Central, que registra 89,84% da área colhida.
De acordo com a Divisão de Assistência Técnica e Extensão Rural (Dater/Irga), ao término da colheita será realizado um levantamento consolidado da safra, contemplando dados de área colhida, produtividade e possíveis perdas registradas durante o ciclo produtivo.
Fonte: IRGA
Autor:IRGA
Site: IRGA
Sustentabilidade
Cenário climático reforça a importância do planejamento agrícola – MAIS SOJA

Em comparação a março, abril apresentou redução no volume de chuvas, especialmente na região central do Brasil, afetando diretamente a disponibilidade de água no solo. Conforme o Boletim do Sistema TempoCampo/Esalq de maio de 2026, embora grande parte do território nacional, com destaque para a região Norte, ainda apresente elevada umidade no solo, a região central registrou redução no volume de água armazenado durante o mês de abril (Figura 1).
Figura 1. Armazenamento de água no solo, meses de março e abril de 2026 (atualização 05 de maio de 2026).
Apesar da redução observada, o cenário ainda não caracteriza, na maior parte das regiões produtoras do país, condições críticas ao desenvolvimento das culturas agrícolas. Para a primeira quinzena de maio, as projeções climáticas indicam continuidade das maiores precipitações sobre a região Norte e faixa litorânea do Nordeste, situação que demanda atenção devido aos elevados volumes de chuva já registrados nessas áreas.
Segundo o INMET, para o trimestre maio-julho-julho, a previsão é de precipitações dentro da média climatológica na região central do Brasil, enquanto as regiões Norte e Sul tendem a registrar chuvas dentro ou ligeiramente acima da média (Figura 2).
Figura 2. À esquerda: precipitação total prevista para o trimestre maio-julho-julho de 2026. À direita: Anomalias de precipitação para o trimestre maio-julho-julho de 2026. INMET (06 de Maio de 2026).

Ainda que previsões a longo prazo possam apresentar grande incerteza, para o mês de junho, caso as projeções climática se concretize, de acordo com as previsões de anomalia das precipitações, são esperadas chuvas dentro da média e/ou ligeiramente acima da média para o período, na maioria das regiões do país.
Fenômenos ENSO
Com divergência entre modelos climatológicos, a intensidade do Fenômeno El Niño ainda é indefinida. No entanto, a ocorrência desse fenômeno é esperada, havendo concordância entre a maioria dos modelos quanto a ocorrência do El Niño (figura 3) com mais de 90% de probabilidade de ocorrência desse fenômeno a partir do trimestre setembro-outubro-novembro (figura 4).
Figura 3. Modelos de previsão ENSO para abril de 2026.


Figura 4. Previsão oficial de probabilidade do CPC ENSO.

Por outro lado, a intensificação do El Niño, especialmente a partir do trimestre agosto-setembro-outubro, poderá influenciar o estabelecimento e o desenvolvimento das culturas agrícolas, impactando as operações no campo. Diante disso, o acompanhamento contínuo das previsões meteorológicas e dos prognósticos climáticos será fundamental para o ajuste das estratégias de manejo e do planejamento das áreas de cultivo.
Confira abaixo o boletim completo do sistema TempoCampo/ESALQ de maio de 2026.
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Referências:
INMET. CLIMA. Instituto Nacional de Meteorologia, 2026. Disponível em: < https://clima.inmet.gov.br/progp/0 >, acesso em: 07/05/2026.
IRI. ENSO FORECAST. Columbia Climate Schol International Research Institute for Climate and Society, 2026. Disponível em: < https://iri.columbia.edu/our-expertise/climate/forecasts/enso/current/ >, acesso em: 07/05/2026.

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