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18 de agosto de 2026

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Fruto da terra: O cacau que está transformando vidas em Mato Grosso

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No estado que é o maior produtor de grãos, algodão e carne bovina no país, também tem espaço para o cultivo de cacau que, aliás, vive um momento promissor, com produtores animados com a atividade. Em Colniza, região noroeste de Mato Grosso, há produtor estimando colher nesta temporada entre 800 quilos e um mil quilos da fruta.

A produção de cacau em Mato Grosso ainda engatinha. São aproximadamente 800 hectares, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que na última safra renderam cerca de 430 toneladas.

O município de Colniza é responsável pela maior parte deste volume. E, é lá que fica o Sítio Corumbiara, propriedade de 50 hectares, que prevê nesta safra colher entre 800 quilos e um mil quilos da fruta que dá origem ao chocolate.

Com produção diversificada, a propriedade tem a cacauicultura a principal aposta. São mais de 1,5 mil pés em produção entre clonais e os “comuns”, como diz o produtor Gilson Rodrigues de Souza.

Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Natural de Rondônia, Gilson chegou à Colniza com cerca de quatro anos no final da década de 1990 com a família. As sementes plantadas por seu pai vieram, inclusive, do estado de origem da família.

“Viemos para cá com a intenção de arrumar terra. Hoje já está com produção de roça, café, cacau e gado”, comenta ele ao programa Senar Transforma desta semana.

Dos pés de cacau plantados há quase três décadas pelo pai de Gilson, restam cerca de 500. São árvores frondosas, espalhadas pelo quintal da propriedade. Já os primeiros clonais foram cultivados há pouco mais de três anos, quando o produtor ficou interessado no maior potencial produtivo, dando início a uma nova fase da atividade no sítio.

Segundo o produtor, com o cacau clonal com 20 frutas ele consegue tirar um quilo, enquanto que com o comum são necessários colher de 28 a 30 frutas para se ter um quilo.

Preço estimula a produção de cacau

De acordo com o produtor, os preços do cacau subiram de um ano e meio para cá. O quilo saltou de R$ 10 para R$ 43 em Colniza.

E o bom momento da atividade encoraja novos investimentos e abre mais espaço para a fruta no sítio. Hoje, além da área em produção, Gilson conta com aproximadamente 800 pés clonais já plantados e em desenvolvimento e prepara novas mudas para o futuro.

“A expectativa é de crescer na produção, melhorar as qualidades, a irrigação e a adubação”, frisa o produtor.

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

O foco no melhor manejo ficou ainda mais com a entrada do sítio na lista de propriedades atendidas pelo Programa de Assistência Técnica e Gerencial do Senar Mato Grosso, a ATeG, há dois anos.

Flávia Firmini de Lima Souza é supervisora da ATeG na região noroeste de Mato Grosso e atende seis municípios: Colniza, Cotriguaçu, Juína, Juara, Tangará da Serra e Diamantino. Conforme ela, a cacauicultura dentro da fruticultura, em especial na região em questão, é muito forte.

“Aqui predomina a agricultura familiar. A pecuária na nossa região é muito forte, mas os pecuaristas normalmente dentro das suas propriedades possuem uma atividade que a gente chama de secundária. E geralmente temos a cafeicultura e fruticultura”.

A especialista do Senar Mato Grosso destaca que a região também é muito forte na produção de banana e o cacau vem adentrando nas propriedades em consórcio com tal cultura.

“Os produtores de banana que estão em renovação de área já começaram a se atentar à essa nova cultura que está vindo, que está com um preço atrativo”, pontua Flávia ao programa do Canal Rural Mato Grosso.

Quando os atendimentos em Colniza, conta a supervisora da ATeG do Senar Mato Grosso, dentro da frente da cacauicultura foram iniciados em 2023, 18 produtores eram atendidos, dos quais 11 estavam com a produção em formação.

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Já em Juína dois produtores são atendidos pela ATeG Fruticultura, com os quais o técnico de campo vem trabalhando na ampliação da área produtiva.

“Para 2026 nós esperamos atingir em torno de 15 produtores atendidos pela ATeG Fruticultura dentro do município de Juína com o consórcio de banana com cacau. Como a cultura é sensível, ela precisa de um sombreamento inicial. Então, o técnico está fazendo toda uma preparação da área, uma dinâmica com os produtores para depois implantarmos o cacau”.

Em Cotriguaçu a frente de trabalho com o cacau está para iniciar com um grupo de produtores através da ATeG Fruticultura.

“Essa alta que nós tivemos no cacau favoreceu muito o desenvolvimento da cultura. E como o cacau é uma commodity, veio o preço. Tivemos um cenário ruim, principalmente nos países da África onde tivemos uma queda de produção brusca. Então, hoje está faltando cacau no mercado e com isso chegamos a bater recordes de preços na bolsa. Tivemos um produtor em Juína que conseguiu vender o quilo de cacau a R$ 65”, comenta a supervisora.

Produtor amparado em todos os lados

Os produtores atendidos pela ATeG recebem visitas mensais, com cerca de quatro horas de duração. A supervisora explica que durante os atendimentos, os assistidos recebem informações e orientações tanto sobre a parte técnica de produção quanto sobre a gestão da propriedade.

“O produtor é amparado em todos os lados para que a atividade que está sendo desenvolvida seja rentável e produtiva, porque não queremos que o produtor desista e tenha que vender a propriedade para poder sustentar a sua família”.

Com a colheita do cacau prevista para ocorrer até o final de agosto, o produtor Gilson frisa que a cultura para ele e a sua família “é a fonte de renda que está melhor”.

“É uma lavoura mais duradoura. Ela tem durabilidade de até 30 anos. E o preço está bom. É mais fácil de trabalhar, pois pega mais sombra. O cacau na região está chegando agora. Muita gente estava desanimada com ele e devido ao preço e o aparecimento da muda clonal, muita gente está plantando”, diz o produtor, que espera com a renda do cacau terminar de construir a casa na propriedade.

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Primeiro biofungicida brasileiro 100% à base de metabólitos é registrado para soja

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Foto: Carina Gomes/Embrapa

O registro comercial do primeiro fungicida 100% à base de metabólitos desenvolvido no país acaba de ser anunciado pela Bioma.

A categoria desse tipo de defensivo baseada estritamente no tipo de molécula isolada era dominada por soluções estrangeiras, mesmo com o país tendo avançado no desenvolvimento de produtos microbiológicos formulados com fungos e bactérias vivos.

A tecnologia nacional, batizada de Metabolic Protection, foi registrada para o manejo da antracnose, causada por Colletotrichum truncatum, e da mancha-alvo, provocada por Corynespora cassiicola, duas das principais doenças da soja.

O novo produto é resultado de cinco anos de pesquisas conduzidas dentro da Cogny, maior ecossistema de bioinsumos do mundo. Já a concepção científica e tecnológica foi liderada pela Orygen, empresa de Pesquisa & Desenvolvimento do grupo.

A Bioma, por sua vez, conduziu a estratégia de desenvolvimento, registro e disponibilização da solução ao mercado, prevista para começar em breve, sem data oficial anunciada até o momento.

Mercado bilionário

Os fungicidas movimentaram cerca de US$ 6,5 bilhões no Brasil em 2025, representando 32% dos US$ 20,2 bilhões registrados pelo mercado de defensivos agrícolas, conforme levantamento da Kynetec Brasil divulgado pelo Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg).

A categoria respondeu ainda por 466 mil toneladas, ou 26% do volume total de 1,79 milhão de toneladas de produtos aplicados nas lavouras brasileiras.

Entre os biológicos, os biofungicidas foram a categoria com maior expansão em valor em 2025. O faturamento avançou 41% e atingiu R$ 1,4 bilhão, enquanto a área tratada alcançou 26 milhões de hectares, crescimento de 37% sobre o ano anterior, de acordo com o CropData, plataforma da CropLife Brasil.

Para o diretor de Pesquisa da Orygen, Artur Soares, o registro da nova tecnologia demonstra a capacidade da ciência brasileira de desenvolver tecnologias inéditas e transformá-las em soluções de alto impacto para o produtor rural.

Ele salienta que a inovação chega ao campo em um ambiente internacional pressionado por conflitos geopolíticos, oscilações cambiais e incertezas nas cadeias de abastecimento. Entre janeiro e maio de 2026, as importações brasileiras de defensivos químicos somaram US$ 4,28 bilhões, segundo o CropData, volume que reforça a exposição da agricultura nacional ao mercado externo.

Formulado com blend de 40 metabólitos

O novo fungicida utiliza uma metodologia proprietária capaz de estimular a expressão de genes específicos dos microrganismos responsáveis pela produção dos compostos de interesse agronômico. Com isso, o processo resulta em um blend formado por cerca de 40 metabólitos.

Segundo a Bioma, mais de 20 deles apresentam ação direta contra os fungos, enquanto outros 17 induzem os mecanismos naturais de defesa da planta.

“A combinação de diferentes moléculas e mecanismos de ação responde a um dos principais desafios do manejo fitossanitário da soja, que é a perda gradual de eficácia de parte dos fungicidas químicos em razão da resistência desenvolvida pelos patógenos após aplicações sucessivas de produtos com mecanismos semelhantes”, diz Soares.

Segundo o pesquisador, antracnose e mancha-alvo estão entre as doenças foliares mais relevantes da cultura e podem provocar perdas de produtividade de até 40% em cultivares suscetíveis e sob condições favoráveis à disseminação dos fungos.

A pesquisa mostrou que a incorporação de moléculas de origem biológica aos programas convencionais amplia a diversidade de mecanismos utilizados contra os patógenos e contribui para reduzir a pressão de seleção sobre eles.

Ao longo dos cinco anos de pesquisa, o biofungicida foi avaliado em mais de 50 regiões produtoras do Brasil, sob diferentes condições climáticas, sistemas de manejo e níveis de pressão das doenças.

Soares pontua que os testes analisaram tanto a eficiência no controle dos patógenos quanto a integração da tecnologia aos programas já utilizados pelos agricultores.

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Milho: oferta elevada limita preços, mas demanda e exportações dão suporte

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Foto: divulgação/Secretaria da Agricultura e do Abastecimento

A oferta elevada de milho continua pressionando as cotações no mercado brasileiro, com a entrada da segunda safra aumentando a disponibilidade do cereal. Ao mesmo tempo, a demanda doméstica e o mercado externo ajudam a limitar perdas. O cenário é apontado pela Grão Direto, por meio da plataforma de Inteligência de Mercado Grainsights.

Segundo a análise, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) elevou a estimativa para a produção total de milho para 143 milhões de toneladas, sendo cerca de 111 milhões de toneladas da segunda safra. Com maior disponibilidade e estoques elevados, compradores têm menos necessidade de disputar lotes, mantendo pressão sobre os preços em importantes regiões produtoras.

Demanda interna limita pressão

Apesar da oferta confortável, o consumo doméstico segue absorvendo volumes relevantes. A Conab elevou a estimativa de demanda interna para 95 milhões de toneladas, com destaque para as indústrias de proteína animal e o setor de etanol de milho.

Na avaliação da Grão Direto, esse consumo ajuda a equilibrar parte da pressão provocada pela entrada da safrinha e explica as diferenças de comportamento entre as regiões. Mesmo com bastante milho disponível, as cotações não recuam na mesma intensidade em todas as praças.

Nos portos, a valorização do dólar trouxe alguma melhora às referências de exportação durante a semana. O escoamento externo é importante para retirar parte do excedente da segunda safra, mas ainda não foi suficiente para provocar uma recuperação generalizada dos preços.

Com isso, logística e distância dos portos continuam sendo fatores importantes para a formação das cotações no mercado físico.

Milho sobe em Chicago e na B3

De acordo com a Grainsights, o milho spot em Chicago encerrou a semana com alta de 4,56%.

No Brasil, o contrato de mesma referência na B3 também avançou e fechou a semana a R$ 70,20 por saca, com valorização de 2,01%.

No mercado físico, a região Norte de Mato Grosso terminou a semana com referência de R$ 44,54 por saca.

Colheita da safrinha entra no radar

Para os próximos dias, o ritmo da colheita da segunda safra será um dos principais pontos de atenção. Segundo a análise da Grão Direto, menos de 80% da área havia sido colhida no país, abaixo da média histórica de 85%.

No Paraná e na Região Sul, o excesso de chuvas e a elevada umidade têm atrasado os trabalhos. Também há relatos de ocorrência de milho ardido e aplicação de descontos por qualidade, o que reduz a disponibilidade de lotes de padrão superior no mercado físico.

Esse cenário pode contribuir para sustentar os preços em algumas regiões, mesmo diante da oferta elevada projetada para a safra brasileira.

Estoques globais dão suporte ao mercado

No exterior, a revisão dos estoques globais promovida pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) também trouxe suporte às cotações. A estimativa indica recuo de 8% em relação à safra passada.

Diante disso, o mercado deve acompanhar nos próximos dias o fluxo de embarques nos portos brasileiros, que começa a ganhar força em agosto, além da evolução do clima no Corn Belt, principal região produtora de milho dos Estados Unidos.

Demanda segue como fator de sustentação

A demanda das indústrias de proteína animal e do setor de etanol de milho permanece aquecida e ajuda a sustentar as cotações regionais.

Para o produtor, a recomendação da Grão Direto é acompanhar também os custos de logística rodoviária e armazenagem. Momentos de estabilidade e de alta no mercado futuro podem abrir oportunidades para garantir margens e reduzir a exposição às oscilações de preços.

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Fertilizante mineral com aditivo biológico melhora altura, enxofre e fósforo de cultivos

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Foto: Paloma Barros Dias

O efeito no solo da aplicação de um fertilizante mineral associado a um aditivo biológico foi avaliado por pesquisadores do programa de pós-graduação em Solos e Nutrição de Plantas da Esalq/USP.

Os experimentos mostraram que o tratamento melhora o desenvolvimento das plantas, especialmente em solo sob rotação de culturas, com incrementos na altura, na biomassa e nos teores de fósforo e enxofre, favorecendo também atributos biológicos do solo, como a atividade microbiana.

Desenvolvido pela bióloga Paloma Barros Dias, com orientação do professor Fernando Dini Andreote, do Departamento de Ciência do Solo da Esalq, o estudo considera a necessidade de desenvolver estratégias agrícolas mais sustentáveis frente aos desafios globais relacionados à produção de alimentos e à conservação ambiental.

“Embora os fertilizantes minerais sejam fundamentais para a produtividade agrícola, seu uso intensivo pode impactar negativamente a biodiversidade microbiana e comprometer funções ecológicas essenciais do solo, como decomposição de matéria orgânica, supressão de patógenos e fixação biológica de nitrogênio”, afirma a pesquisadora.

Milho em casa de vegetação

Procurando preencher as lacunas sobre como esses produtos influenciam as comunidades microbianas e a funcionalidade ecológica do solo em diferentes condições de manejo e níveis de biodiversidade, o estudo desenvolvido no Laboratório de Microbiologia do Solo da Esalq foi dividido em dois experimentos principais conduzidos com a cultura do milho por 45 dias em casa de vegetação.

No primeiro experimento, foram utilizados solos com diferentes históricos de manejo: mata nativa, pastagem, rotação de culturas e manejo convencional para avaliar como comunidades microbianas distintas respondem à aplicação do fertilizante mineral convencional e do fertilizante associado ao aditivo biológico.

No segundo experimento, foram selecionados dois solos contrastantes do experimento 1 (convencional e mata nativa) onde foi aplicada a metodologia de “diluição para extinção”, técnica que reduz gradualmente a biodiversidade microbiana do solo.

“Essa abordagem permitiu investigar como diferentes níveis de diversidade influenciam a funcionalidade do solo e a resposta das plantas aos tratamentos”, diz a bióloga.

Segundo ela, as análises incluíram avaliações agronômicas, químicas, microbiológicas e moleculares, com destaque para o sequenciamento das comunidades bacterianas e fúngicas do solo (16S rRNA e ITS), além de análises ecológicas, Random Forest e redes microbianas para compreender as interações entre os microrganismos.

Melhor desenvolvimento das plantas

Os resultados mostraram que o histórico de uso e manejo do solo influenciou fortemente os atributos químicos e biológicos do solo, a estrutura das comunidades microbianas e a resposta das plantas aos fertilizantes.

“Solos mais conservados, como mata nativa e rotação de culturas, apresentaram maior diversidade microbiana, maior atividade biológica e respostas mais positivas aos tratamentos em comparação aos solos de pastagem e manejo convencional”, apontou Paloma.

Além disso, a aplicação do fertilizante mineral, associado ao aditivo biológico, promoveu melhorias no desenvolvimento das plantas, especialmente em solo sob rotação de culturas, com incrementos de até 14,5% na biomassa da parte aérea, 7,15% na altura das plantas e aumentos nos teores de fósforo e enxofre.

“Os tratamentos também favoreceram atributos biológicos do solo, como atividade enzimática, atividade microbiana e maior conectividade das redes ecológicas”, ressalta a bióloga.

Para ela, o trabalho destaca a importância da biodiversidade microbiana como componente central da qualidade e sustentabilidade dos solos agrícolas. “Os resultados reforçam que a eficiência de tecnologias biológicas não depende apenas do produto aplicado, mas também do contexto ecológico do solo, incluindo seu histórico de manejo e a conservação da microbiota nativa.”

Segundo Paloma, a pesquisa também evidencia a relevância de integrar práticas conservacionistas, como rotação de culturas, manutenção da matéria orgânica e redução de distúrbios no solo, ao desenvolvimento de tecnologias voltadas à agricultura sustentável.

A bióloga reforça que os resultados podem auxiliar empresas do setor de fertilizantes e tecnologias biológicas no desenvolvimento de produtos mais eficientes e alinhados às demandas atuais por sustentabilidade e produtividade.

“Além disso, a pesquisa contribui para discussões relacionadas à regulamentação e validação de tecnologias biológicas aplicadas à agricultura, especialmente no contexto de produtos classificados como aditivos biológicos”, finaliza.

A pesquisa é descrita na dissertação de mestrado Efeitos de aditivo biológico em fertilizante mineral e sua relação com a biodiversidade do solo e está disponível na Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP neste link.

Reportagem publicada no Jornal da USP. Texto: Caio Albuquerque

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