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6 de novembro de 2026

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Estudante cria bandejas biodegradáveis com casca de mandioca e araucária

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Casca de mandioca, galhos de araucária (chamados de grimpas) trituradas e cozidas com água. Essa é a receita da bandeja biodegradável criada pelo estudante do oitavo ano do Colégio Bom Jesus Centro, de Curitiba (PR), Lucas Tadao Sugahara Wernick. 

A ideia surgiu durante as aulas de Iniciação Científica, no ano passado, quando ele começou a pesquisar os materiais e suas destinações. Hoje no nono ano, Lucas já fez mais de 30 dessas bandejas biodegradáveis. Elas podem substituir aquelas produzidas com isopor ou plástico, por exemplo.

As bandejas convencionais, quando descartadas, degradam o meio ambiente e podem levar até 700 anos para desaparecer na natureza. Enquanto isso, a invenção do aluno leva apenas um mês para se decompor.

Quando iniciou a pesquisa, Lucas descobriu que os galhos secos da araucária podem ser aproveitados para a fabricação de compensados. Já a casca da mandioca pode servir de alimento para animais, mas visitando fábricas e indústrias ele concluiu que muitos resíduos são descartados. 

“Em uma delas, o volume de moagem é de aproximadamente 140 mil toneladas de mandioca por mês, que geram 105 mil toneladas de resíduos, entre sólidos e líquidos, dos quais 25% (26 mil toneladas/mês) são bagaço ou massa residual”, conta o estudante. 

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Sendo assim, ele teve uma ideia: “Se há sobras, por que não transformá-las em algo útil?”, questionou. Foi então que ele pensou em fazer as bandejas biodegradáveis, que, além de funcionais, não oferecem perigo ao meio ambiente. 

Mão na massa

Para fazer uma bandeja, Lucas “cozinha os ingredientes” moídos em uma chapa quente ou no fogão tradicional. De início, ele usou uma cola para juntar os materiais e dar consistência para a formação do produto. Mas, após várias pesquisas, descobriu que não é necessário o uso da cola e passou a utilizar a própria fécula da mandioca para dar a consistência necessária à mistura. 

Após cozinhar tudo, o estudante coloca um pouco da mistura em uma forma para moldar a bandeja. “Durante as pesquisas, eu fiz dois testes de biodegradabilidade. Em um deles, coloquei a mistura numa estufa caseira em que a amostra foi enterrada, e levou apenas 30 dias para degradar. No outro teste, em que a amostra foi deixada sobre o solo e exposta às intempéries, levou três meses”, explica o estudante. 

Além das 30 unidades já prontas, ele pretende fazer mais e aprimorar a ideia, já que ganhou uma bolsa de estudos da Universidade Federal do Paraná (UFPR) quando participou de uma feira da instituição. A bolsa deve auxiliar nos gastos que ele terá na continuidade do projeto este ano. “Eu vou continuar estudando e aproveitar a mistura para fazer placas de revestimentos sustentáveis para arquitetura, decoração e design”, afirma Lucas.

O professor do Colégio Bom Jesus e orientador do estudante, Cornélio Schwambach, diz que a Iniciação Científica e projetos como o do Lucas auxiliam os estudantes a desenvolver habilidades e competências além da sala de aula . “Essas pesquisas também oportunizam ao aluno o contato com a pesquisa científica já desde o Ensino Fundamental e Médio”, ressalta o professor.

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Pesquisa longa e muitas premiações

Lucas começou a dar vida à sua ideia em 2023, com um projeto de aproveitamento dos galhos secos da araucária para a fabricação de chapas de madeira aglomeradas, destinadas a diversos usos. Com esse estudo, o aluno participou de diversas feiras de pesquisa e iniciação científica pelo país, sendo finalista em algumas. Ele também apresentou a ideia nas feiras do Colégio Bom Jesus, ganhando o prêmio “Destaque de Empreendedorismo”.

No ano de 2024, Lucas iniciou o projeto das bandejas. O trabalho também recebeu várias premiações em diversas feiras e eventos. Além disso, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) convidou Lucas para expor o projeto na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), em Brasília. 

Ele ainda ganhou o certificado de “Pequeno Pesquisador Cientista”, do Instituto Brasileiro da Ciência e Inovações (IBCI), pelo cientista Charles Duvoisin. Ganhou o o “Certificado de Votos de Congratulações e Aplausos” da Câmara Municipal de Curitiba e, ainda, uma bolsa de pesquisa pelo Instituto Araucária (Projeto Napi faz Ciência).

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo

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USDA registra venda de 136 mil toneladas de soja dos EUA para a China

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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou nesta sexta-feira (6) a venda de 136 mil toneladas de soja por exportadores privados norte-americanos para a China. A entrega está prevista para o ano comercial 2026/27. No mesmo comunicado, o órgão também registrou a venda de 101 mil toneladas de milho para destinos desconhecidos, com entrega no mesmo período.

Segundo o USDA, as duas operações foram reportadas por exportadores privados dos Estados Unidos dentro do sistema de divulgação obrigatória de vendas externas.

No caso da soja, o volume negociado foi de 136 mil toneladas, com a China como destino comprador. Para o milho, a operação somou 101 mil toneladas, classificada pelo departamento como venda para destinos desconhecidos.

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As duas cargas têm entrega prevista para o ano comercial 2026/27. O USDA informou ainda que exportadores dos Estados Unidos são obrigados por lei a comunicar qualquer venda de 100 mil toneladas ou mais de uma commodity realizada em um único dia, ou vendas de 200 mil toneladas ou mais para um mesmo destino até o dia útil seguinte.

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O registro dessas operações integra o monitoramento oficial das exportações agrícolas norte-americanas e acompanha negócios de maior volume no mercado internacional de grãos.

Com isso, o USDA confirmou nesta sexta-feira (6) uma venda de soja para a China e uma venda de milho para destinos desconhecidos, ambas com entrega prevista para o ano comercial 2026/27.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Calor acima da média aumenta demanda hídrica no Matopiba durante início da safra 26/27

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O avanço do El Niño, associado a temperaturas acima da média e à irregularidade das chuvas, aumenta a demanda hídrica nas áreas produtoras de soja do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia). O cenário exige atenção dos produtores no início da safra 2026/27, período em que a disponibilidade de água no solo é fundamental para a semeadura e o estabelecimento das lavouras.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as temperaturas máximas médias em setembro superaram a climatologia em mais de 2 °C em diversas localidades da região. Em Jacobina (BA), a anomalia chegou a 3 °C, enquanto em Morro do Chapéu (BA) atingiu 3,6 °C. Em outubro, o calor persistiu, com desvios de 3 °C em Cruz das Almas (BA) e 3,2 °C em Araguaína (TO). As temperaturas elevadas intensificam as perdas de água por evaporação e aumentam a necessidade de chuva para recuperar a umidade do solo.

O cenário ocorre em meio ao fortalecimento do El Niño no Oceano Pacífico Equatorial. Segundo o Centro de Previsão Climática (CPC), da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), a anomalia da temperatura da superfície do mar na região Niño 3.4 chegou a +2,47 °C em outubro de 2026. A previsão divulgada em 8 de outubro indicava a permanência do fenômeno nas categorias forte a muito forte até o trimestre de janeiro a março de 2027.

Apesar das condições de calor e da distribuição irregular das precipitações, houve avanço na recuperação da umidade do solo entre setembro e outubro, principalmente no Tocantins, onde os índices de armazenamento de água superaram 30% em alguns pontos. Os maiores volumes de chuva foram registrados no oeste e norte do estado e no sul da Bahia. Ainda assim, a recuperação hídrica permanece parcial em determinadas áreas, especialmente diante da elevada demanda atmosférica.

No oeste da Bahia, onde há áreas de cultivo de soja sob irrigação, o cenário exige acompanhamento da disponibilidade de água e ajustes no manejo, principalmente durante a emergência e o estabelecimento das plantas. Uma análise histórica da produtividade entre 1996 e 2025 mostra que o El Niño não está necessariamente associado à queda dos rendimentos no Matopiba. Na Bahia e no Piauí, por exemplo, 50% dos anos sob influência do fenômeno registraram produtividades acima da média histórica. No Tocantins, houve equilíbrio entre resultados na média e acima dela, enquanto no Maranhão predominaram rendimentos próximos à média.

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Para a safra 2026/27, os possíveis impactos estão relacionados principalmente às condições de implantação das lavouras, com reflexos sobre o avanço da semeadura, a uniformidade da emergência e a formação do estande de plantas. O desempenho final da soja dependerá da evolução das chuvas e das temperaturas nos próximos meses, especialmente durante a floração e o enchimento de grãos, fases de maior sensibilidade ao estresse hídrico. Por isso, o monitoramento climático e da umidade do solo será fundamental para orientar o manejo e reduzir os riscos ao longo do ciclo.

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Norte Show inicia preparativos para 2027 com 110 espaços comercializados e novas iniciativas

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A preparação para a Norte Show 2027 já movimenta o mercado de feiras agropecuárias em Sinop. Cerca de seis meses antes da abertura do evento, a organização contabiliza aproximadamente 110 terrenos com contratos assinados e cinco patrocinadores da edição de 2026 que já confirmaram participação no próximo ano. A feira será realizada de 20 a 23 de abril e chega à oitava edição em um cenário de incertezas econômicas que pode influenciar o volume de negócios.

O lançamento comercial ocorreu nesta quinta-feira (5), quando a Associação dos Criadores do Norte de Mato Grosso (Acrinorte) e o Sindicato Rural de Sinop apresentaram as primeiras definições para o evento. Com o tema “Os novos desafios do amanhã”, a organização pretende ampliar as oportunidades de negociação e aproximar produtores de informações que auxiliem nas decisões dentro das propriedades.

Apesar do início positivo da comercialização, ainda não há uma estimativa fechada para o volume financeiro que a feira poderá movimentar. O presidente da Acrinorte, Moisés Debastiani, condiciona essa projeção ao comportamento da economia brasileira nos primeiros meses de 2027, principalmente às condições de crédito disponíveis para o setor.

Segundo ele, as taxas de juros e as condições dos financiamentos terão influência direta na disposição dos produtores para realizar investimentos. A avaliação deverá ficar mais clara entre janeiro e março, período que antecede a feira.

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“Vai depender muito de janeiro, fevereiro e março para que lá em abril, durante a feira, a gente saiba como é que vão estar as taxas de juros, as questões dos financiamentos”, afirma Moisés. Mesmo diante das incertezas, a expectativa da organização é manter pelo menos os resultados da edição anterior.

Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Empresas de fora ampliam alcance da feira

A participação de empresas de diferentes regiões é uma das características da Norte Show. De acordo com Moisés, aproximadamente 60% dos expositores são de fora de Sinop, o que faz da infraestrutura do município um fator importante para a realização do evento.

Com cerca de 220 mil habitantes, Sinop concentra serviços utilizados por municípios do entorno, especialmente nas áreas de saúde, educação e transporte aéreo. Essa estrutura, pontua o presidente da Acrinorte, facilita o deslocamento de empresas, profissionais e visitantes que participam da feira, além de atender produtores de outras regiões.

O alcance do evento também ultrapassa as fronteiras de Mato Grosso. A organização recebe visitantes do sul do Pará, incluindo produtores de Novo Progresso, ampliando a conexão entre empresas fornecedoras e regiões de produção agropecuária.

Na edição anterior, a Norte Show registrou circulação de aproximadamente 120 mil pessoas e reuniu mais de 400 expositores. O movimento alcançou o comércio e o setor de serviços de Sinop, além das atividades realizadas no parque de exposições.

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A concentração de fabricantes, revendas, instituições financeiras e empresas de insumos permite que o produtor encontre diferentes alternativas comerciais em um mesmo espaço. A exposição reúne máquinas, implementos, veículos, sementes, fertilizantes, defensivos e serviços, com possibilidade de comparar produtos e condições de negociação.

Tecnologia e informação acompanham as mudanças no campo

A velocidade das transformações tecnológicas no agronegócio também deverá influenciar a programação de 2027. Equipamentos com novas tecnologias embarcadas e mudanças nos produtos utilizados nas lavouras estão entre os segmentos que devem apresentar novidades durante a feira.

Para Moisés, o intervalo entre uma edição e outra já é suficiente para modificar a oferta de soluções disponíveis no mercado. Até abril, quando o evento será realizado, a expectativa é que novos produtos e tecnologias sejam incorporados à exposição.

A programação também terá a renovação da parceria com o Empreende Brazil, responsável por contribuir com a agenda de palestras. Os conteúdos deverão abordar perspectivas econômicas, movimentos de mercado, oportunidades comerciais e temas relacionados à gestão dos negócios.

A proposta é aproximar especialistas dos produtores e empresários que precisam avaliar investimentos e estratégias em um ambiente de mudanças. A organização considera que a participação na feira deve ir além da compra de equipamentos e insumos, incluindo acesso a informações que ajudem a interpretar o mercado.

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Esse direcionamento acompanha o próprio tema escolhido para a próxima edição. Em vez de tratar os desafios do setor apenas como obstáculos, a organização pretende discutir alternativas para que os produtores identifiquem oportunidades e adaptem suas decisões às condições econômicas e produtivas.

presidente da Acrinorte, Moisés Debastiani
Foto: Norte Show/Assessoria de Imprensa

Feira amplia projetos educacionais e ambientais

A programação de 2027 também terá iniciativas que não estão diretamente relacionadas às negociações comerciais. Entre elas está o Norte Show Sustentável, projeto apresentado no lançamento e que estabelece a meta de reciclar 100% dos resíduos gerados durante o evento.

A iniciativa passa a integrar a organização da feira com uma proposta de ampliar a destinação adequada dos materiais produzidos durante os quatro dias de programação. O projeto também se relaciona às ações sociais desenvolvidas pela Acrinorte junto a entidades de Sinop.

Na área educacional, serão mantidos o Norte Show Kids, voltado às crianças; o Campus Norte Show, direcionado aos universitários; e o Norte para o Seu Futuro, destinado aos estudantes do terceiro ano do ensino médio. As atividades aproximam diferentes públicos do setor agropecuário e de suas possibilidades profissionais.

A ampliação dessas frentes ocorre em uma edição que terá como pano de fundo os desafios econômicos, tecnológicos e ambientais do agronegócio. Para Moisés, a construção do evento depende do envolvimento de empresas, entidades e profissionais que participam da organização.

O presidente destaca que a feira é resultado de um trabalho coletivo e que a expectativa para 2027 é manter a participação registrada nos anos anteriores. “É por isso que a feira acaba sendo mostrada e entregue da maneira que é. Porque não são apenas algumas poucas pessoas que desenvolvem isso. É um grupo muito grande de pessoas engajado nessa entrega da feira”.

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