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MT foi responsável por mais de 67% do algodão exportado
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11 meses agoon
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agro.mt
No acumulado do ciclo (agosto de 2024 a maio de 2025), o Estado já exportou 1,65 milhão de toneladas da pluma
As exportações brasileiras de pluma de algodão totalizaram 192,20 mil toneladas em maio de 2025, o que representa uma redução de 19,63% em relação ao volume escoado em abril.
Apesar dessa retração mensal, a quantidade de fibra embarcada ainda se configura como a segunda maior da série histórica para um mês de maio.
Mato Grosso, maior produtor nacional da fibra, foi responsável por 67,55% dos embarques nacionais no período, enviando ao exterior 129,84 mil toneladas de fibra.
Essas e outras informações foram divulgadas pela análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), na última segunda-feira.
O Imea destaca que “é sazonalmente comum o ritmo dos embarques desacelerar à medida que o fim do ciclo comercial se aproxima”.
No acumulado do ciclo (agosto de 2024 a maio de 2025), o estado já exportou 1,65 milhão de toneladas, volume que se configura como o maior já registrado para o período analisado.
O Imea conclui que, apesar do enfraquecimento dos envios em maio, “os embarques seguem em níveis historicamente elevados, sustentando a expectativa de um novo recorde de exportação na temporada”.
Enquanto Mato Grosso aguarda o momento certo para dar início a mais uma colheita da fibra, as vendas da pluma, em maio/25 atingiram 62,75% da produção estimada para a safra 2024/25, com avanço mensal de 2,78 pontos percentuais (p.p.).
Em relação ao preço médio negociado, a fibra ficou cotada em R$ 138,08/@, recuo de 0,88% ante abril/25.
Quanto à safra 2025/26, houve um avanço mensal de 4,21 p.p. nas vendas, atingindo 20,20% da produção projetada para o ciclo.
Dessa forma, o preço médio das vendas ficou na média de R$ 136,77/@, queda de 0,31% no comparativo mensal.
Agro Mato Grosso
Desenrola 2.0: Produtor rural MT entra no programa pela primeira vez
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6 minutos agoon
4 de maio de 2026By
agro.mt
Programa fica aberto por 90 dias e cobre dívidas de famílias, estudantes, pequenas empresas e assentados da reforma agrária
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou nesta segunda-feira o Novo Desenrola Brasil, nova edição do programa federal de renegociação de dívidas. A iniciativa oferece juros de até 1,99% ao mês, descontos de até 90% sobre o valor total devido e possibilidade de usar o FGTS para quitar débitos. Uma das principais novidades é a inclusão do produtor rural e de famílias assentadas pelo programa de reforma agrária,público que não integrava o Desenrola original.
- Desenrola Famílias — para quem tem renda de até cinco salários mínimos
- Desenrola Fies — para estudantes do ensino superior com financiamento estudantil
- Desenrola Empreendedor — para micro e pequenas empresas
- Desenrola Rural — para pequenos produtores rurais e assentados da reforma agrária
O foco recai sobre dívidas de cartão de crédito, cheque especial, Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) e crédito rural.
A inclusão do setor rural representa a principal inovação do Desenrola 2.0. Pelo Desenrola Rural, pequenos agricultores e famílias assentadas podem renegociar dívidas com prazo estendido até dezembro. O governo ampliou o limite de adesão especificamente para esse público, que historicamente enfrenta dificuldades de acesso a programas de crédito urbano.
Famílias podem parcelar em até quatro anos
Para o público geral, o Desenrola Famílias garante descontos entre 30% e 90% do valor devido, com parcelamento em até 48 meses e prazo de 35 dias para o pagamento da primeira parcela. Famílias com renda mensal de até R$ 8.105 ainda podem liberar até 20% do saldo do FGTS para abater as dívidas.
Para micro e pequenas empresas, o programa ampliou prazos e limites. A carência de pagamento sobe de 12 para 24 meses, o prazo máximo passa de 72 para 96 meses e a tolerância no atraso vai de 14 para 90 dias. O teto de crédito sobe para R$ 180 mil (ante R$ 130 mil) para empresas com faturamento anual de até R$ 360 mil, e para R$ 500 mil (ante R$ 250 mil) para CNPJs com faturamento de até R$ 4,8 milhões.
Recursos vêm do FGO e de valores esquecidos nos bancos
O programa acessa o Fundo de Garantia de Operações (FGO), que já conta com R$ 2 bilhões disponíveis e pode receber um aporte adicional de até R$ 5 bilhões. O governo também prevê uso de recursos do SVR (Sistema de Valores a Receber), que reúne dinheiro esquecido em instituições financeiras.
O Novo Desenrola também altera as regras do crédito consignado do INSS e do servidor público. As duas modalidades deixam de vincular o cartão ao empréstimo. Para aposentados e pensionistas do INSS, o prazo das operações sobe de 96 para 108 meses, a carência chega a 90 dias e a margem de comprometimento de renda cai de 45% para 40%.
Agro Mato Grosso
Pecuária de MT lucra com a venda de pênis bovino para a Ásia
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9 minutos agoon
4 de maio de 2026By
agro.mt
Na exportação de carne, Estado se destaca também pela comercialização de subprodutos. Como o vergalho
Enquanto os cortes nobres seguem como protagonistas nas exportações de carne bovina brasileira, outros produtos vêm ganhando relevância estratégica no comércio internacional.
Nos últimos anos, Mato Grosso tem se destacado não apenas na venda de carne bovina, mas também na comercialização de subprodutos.
Como o pênis bovino, conhecido como vergalho, destinado, principalmente, ao mercado asiático.
A ampliação desse tipo de comércio contribui para o melhor aproveitamento do animal e para o aumento da rentabilidade da cadeia produtiva da pecuária.
Além da venda no mercado interno, com preço médio de R$ 21 o quilo, o vergalho bovino tem entre os principais destinos internacionais Hong Kong, onde o valor da tonelada pode chegar a US$ 6 mil.
O produto é exportado na forma in natura, seguindo rigorosos protocolos sanitários.
“A comercialização do vergalho in natura é contínua, com volume médio mensal entre quatro e cinco toneladas”, afirma o gerente de marketing da SulBeef, Alan Gutierrez, uma das indústrias mato-grossenses autorizadas a exportar esse subproduto.
Segundo ele, a regularidade das vendas demonstra a existência de um mercado consolidado para esse tipo de produto.
Na culinária asiática, especialmente em países e regiões com forte tradição no consumo integral do animal, o vergalho é utilizado em preparações cozidas, ensopadas e pratos típicos, sendo valorizado pela textura e pela capacidade de absorver temperos e caldos.
Essa característica cultural sustenta uma demanda estável por subprodutos bovinos, como miúdos e partes menos convencionais para o paladar ocidental, ampliando as oportunidades comerciais para países exportadores.
Para o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade, esse tipo de mercado evidencia a força e a competitividade da pecuária mato-grossense.
“Mato Grosso tem uma pecuária robusta, eficiente e cada vez mais alinhada às exigências internacionais. A capacidade de acessar diferentes mercados, inclusive para subprodutos, mostra o nível de organização da cadeia produtiva e o potencial do estado em agregar valor em todas as etapas”.
“Quando ampliamos o portfólio e atendemos mercados com diferentes perfis de consumo, fortalecemos a economia, reduzimos riscos e aumentamos a competitividade da carne produzida em Mato Grosso no cenário global”, diz o diretor de Projetos do Imac.
Agro Mato Grosso
Seguro rural premia manejo do solo e corta 50% do custo do seguro
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12 minutos agoon
4 de maio de 2026By
agro.mt
A entrada de Mato Grosso do Sul em um novo modelo de seguro rural muda a lógica de proteção da lavoura no país: pela primeira vez, o produtor passa a pagar menos conforme melhora o manejo do solo, e não apenas pelo histórico climático da região.
A mudança vem com a ampliação do Zoneamento Agrícola de Risco Climático por Níveis de Manejo (ZarcNM), ferramenta do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O modelo foi estendido ao Estado por meio da Resolução nº 111/2026 do Comitê Gestor Interministerial do Seguro Rural.
Na prática, o impacto é direto no bolso. No milho safrinha, uma das culturas mais sensíveis à seca no Estado, o governo federal poderá bancar até 50% do valor do seguro nas áreas com melhor classificação de manejo. Em propriedades com nível mais baixo, o subsídio começa em 40%.
Para a soja, o incentivo também existe, mas em menor escala: varia de 20% a 40%, conforme o nível da área produtiva. A diferença entre um produtor e outro passa a depender do que ele faz dentro da porteira. Áreas com plantio direto consolidado, cobertura de solo e maior capacidade de retenção de água tendem a receber classificação mais alta e, com isso, pagar menos pelo seguro.
O modelo também muda o tempo da decisão. O seguro poderá ser contratado antes mesmo do plantio, com base nas janelas do Zarc, trazendo previsibilidade para o planejamento da safra. No caso do milho safrinha, as lavouras plantadas no início de 2027 já poderão entrar nesse novo sistema.
A exigência mínima é contratar seguro com cobertura de pelo menos 65% da produtividade esperada. Caso a apólice seja cancelada, o subsídio precisa ser devolvido — o que aumenta o compromisso com a contratação efetiva.
Até aqui, o projeto estava restrito à soja no Paraná. Com a ampliação, Mato Grosso do Sul entra como área prioritária tanto para soja quanto para milho de segunda safra, ao lado de Estados do Sul.
O avanço ocorre em um momento de perdas recorrentes por clima no Estado, especialmente no milho safrinha. Ao atrelar o valor do seguro à qualidade do manejo, o governo tenta atacar o problema na origem: reduzir o risco produtivo dentro da própria lavoura.

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