Sustentabilidade
Milho/BR: Colheita da 1ª safra atinge 97,1% e 2ª safra chega a 38,9% no país – MAIS SOJA

Milho 1ª Safra – 97,1% colhido.
Milho: Em SC, SP, PR, RS, GO, MG e PA, a colheita foi finalizada. No PI, a colheita continua avançando com rendimentos superiores aos obtidos na última safra. No MA, a colheita acelera em todo o estado e 80% da área já foi colhida. Na BA, restam poucas áreas a serem colhidas.
Milho 2ª Safra – 38,9% colhido.
Em MT, a colheita mantém o ritmo acelerado, com rendimentos superiores à 12.000kg/ha em alguns talhões. No PR, a colheita continua atrasada devido ao escalonamento do plantio e a alta umidade dos grãos. Em MS, a alta umidade dos grãos limita o avanço da colheita.
Em GO, o ciclo da cultura foi encurtado no sul devido ao corte das chuvas, enquanto no sudoeste as lavouras semeadas na janela ideal apresentam bons rendimentos. Em SP, as chuvas ocorridas nas últimas semanas retardaram a perda de umidade dos grãos e a colheita ocorre pontualmente.
Em MG, a colheita avança para as áreas de sequeiro com produtividades inferiores as estimadas inicialmente devido à restrição hídrica ocorrida. Em TO, a colheita avança e é favorecida pelo tempo quente e seco. No MA, a falta de chuvas favorece o avanço da colheita nos Gerais de Balsas.
No PI, o tempo quente e a redução das chuvas favorecem o andamento da colheita. No PA, a maioria das lavouras estão em maturação nos polos de Santarém e Paragominas. Nos polos da BR-163 e Redenção, a colheita se aproxima da finalização com boas produtividades sendo obtida.
Fonte: Conab
Autor:Conab
Site: Conab
Sustentabilidade
Trigo mantém alta em junho com retenção de estoques e projeção de menor produção nacional – MAIS SOJA

Os preços do trigo em grão seguiram em recuperação no mercado doméstico em junho, ainda sustentados pela oferta restrita no mercado spot. Produtores que têm estoques retêm o produto, à espera de oportunidades melhores de comercialização. Moinhos com necessidade de reposição, por sua vez, têm cedido às ofertas mais altas de venda.
Em junho, o preço médio do trigo no Paraná foi de R$ 1.370,85/t, avanço de 1,3% em relação a maio, mas ainda 13,1% inferior ao registrado em junho de 2025, em termos reais (valores deflacionados pelo IGP-DI). No Rio Grande do Sul, a média atingiu R$ 1.325,29/t, alta de 2% frente ao mês anterior, mas recuo de 6% na comparação anual. Em São Paulo, o preço médio foi de R$ 1.510,54/t, elevação de 3% no comparativo mensal, mas queda de 5,4% em relação a junho do ano passado. Em Santa Catarina, a média foi de R$ 1.316,96/t, aumento de 2,4% frente a maio, mas retração de 14,1% na comparação anual.
DERIVADOS DE TRIGO – No mercado de farelo de trigo, a queda observada entre maio e junho foi menos acentuada, devido à maior demanda. No entanto, em algumas regiões, o excedente de oferta continuou pressionando os preços ao longo de junho. Conforme dados do Cepea, de maio para junho, o farelo a granel se desvalorizou 1,35% e o ensacado, 0,92%.
No segmento das farinhas, os preços seguem em trajetória de valorização, impulsionados pela alta dos custos da matéria-prima e pela necessidade de repassar esse aumento aos produtos finais. De maio para junho, houve valorização de 1,14% para pré-mistura, 1,09% para farinha integral, 0,74% para bolacha salgada, 0,69% para bolacha doce, 0,68% para panificação, 0,45% para massas frescas, mas ligeira queda de 0,1% para massas em geral.
PRODUÇÃO NACIONAL E SEMEADURA – Dados da Conab divulgados em 11 de junho indicam que a produção brasileira de trigo deve alcançar 6,3 milhões de toneladas em 2026, volume 1,4% inferior ao projetado em maio/26 e fortes 20% abaixo da safra de 2025. A área cultivada pode totalizar 2,12 milhões de hectares, recuos de 1,1% em relação à estimativa anterior e de 13,4% em relação à temporada passada. A produtividade média foi estimada em 2,974 toneladas por hectare, com quedas de 0,4% no comparativo mensal e de 7,6% em relação à safra anterior.
No campo, conforme dados da Conab, a semeadura de trigo no Brasil está em fase de finalização. Até 3 de julho, 90,4% da área destinada à safra de 2026 havia sido semeada. Restavam apenas os três estados da região Sul, cujas atividades alcançaram 96% no Paraná, 88% no Rio Grande do Sul e 42,7% em Santa Catarina.
Quanto ao balanço de oferta e demanda, os estoques iniciais da temporada de 2026 estão projetados pela Conab em 1,753 milhão de toneladas. As importações devem atingir 6,81 milhões de toneladas, superando o volume produzido no País, gerando disponibilidade total de 14,86 milhões de toneladas. O consumo interno entre agosto/26 e julho/27 está estimado em 11,8 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais podem atingir 1,49 milhão de toneladas em julho de 2027.
OFERTA E DEMANDA MUNDIAL – Para a temporada 2026/27, a produção mundial de trigo foi estimada em 820,063 milhões de toneladas, apenas 0,12% superior ao projetado em maio/26, porém, em relação à safra passada, a produção global deve cair 2,9%.
O consumo mundial foi estimado em 824,587 milhões de toneladas, com avanços de 0,16% frente à estimativa de maio/26 e de 0,1% em comparação com 2025/26. Os estoques finais devem somar 275,421 milhões de toneladas, alta de 0,14% no comparativo mensal, mas queda de 1,6% frente à temporada anterior. Já o comércio internacional foi projetado em 213,36 milhões de toneladas, volume 0,4% inferior ao projetado em maio/26 e 5,8% abaixo do registrado em 2025/26.
Para o Brasil, o USDA projetou que as importações voltarão a superar a produção doméstica em 2026/27, o que não ocorre desde 2020/21. Segundo o órgão, a produção brasileira deve atingir 6,7 milhões de toneladas, enquanto o consumo interno foi estimado em 12,5 milhões de toneladas. Diante desse quadro, as importações podem alcançar 7,2 milhões de toneladas, ao passo que as exportações foram projetadas em 2 milhões de toneladas.
MERCADO EXTERNO – Nas bolsas americanas, os futuros recuaram, pressionados pelo bom avanço da colheita do trigo de inverno. Segundo o USDA, até 5 de julho, 59% das lavouras já haviam sido colhidas, avanço de 11 pontos percentuais em relação à semana anterior e 8 p.p. acima do observado no mesmo período do ano passado e da média dos últimos cinco anos.
Em junho, o primeiro vencimento negociado na Bolsa de Chicago apresentou média de US$
5,8961/bushel (US$ 216,64/t), desvalorização de 7,1% frente a maio, mas alta de 9% em relação a junho de 2025. Na Bolsa de Kansas, a média do mesmo vencimento foi de US$ 6,2804/bushel (US$ 230,76/t), retração de 8,2% no comparativo mensal; porém, com avanço de 17,1% no comparativo anual.
Em 30 de junho, foram divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) os relatórios de área plantada e de estoques trimestrais. As novas projeções indicaram área plantada de 17,3 milhões de hectares na safra 2026 dos Estados Unidos, redução de 5,7% em relação ao ano anterior, o que reflete os longos períodos de seca que prejudicaram as lavouras. Já os estoques trimestrais de trigo em 1º de junho totalizaram 25,04 milhões de toneladas, volume inferior ao esperado pelos agentes, embora 8% superior ao da temporada anterior.
Na Argentina, a média de junho dos preços FOB divulgados pelo Ministério da Economia foi de US$ 235,29/t, altas de 0,66% frente a maio e de 0,73% em relação a junho de 2025. No campo, até 1º de julho, a semeadura havia alcançado 80,9% dos 6,5 milhões de hectares projetados para a safra 2026/27,segundo dados da Bolsa de Cereales.
BALANÇA COMERCIAL BRASILEIRA – Conforme dados divulgados pela Secex no dia 3 de julho, chegaram aos portos brasileiros 463,63 mil toneladas de trigo em junho, volume 21,9% inferior ao de maio e 2,8% abaixo do registrado em junho de 2025. Nos últimos 12 meses, as importações somam 6,096 milhões de toneladas, 11% abaixo do volume registrado no mesmo período do ano anterior. No acumulado de 2026, até junho, foram importadas 2,772 milhões de toneladas, quantidade 22,3% inferior à observada no mesmo período de 2025.
Quanto à origem do trigo importado, 70,4% vieram da Argentina, 15,1%, da Rússia, 11,6%, do Paraguai e 2,8%, do Uruguai. O preço médio das importações foi de US$ 236,97/t. Considerando-se o dólar médio de R$ 5,132 em junho, o valor equivalente é de R$ 1.216,13 por tonelada.
Fonte: CEPEA
Sustentabilidade
Soja: line-up prevê embarques de 13,757 mi de toneladas pelo Brasil em julho

O line-up dos portos brasileiros projeta a exportação de 13,757 milhões de toneladas de soja em grão em julho, segundo levantamento da Safras & Mercado. O volume supera a estimativa de 11,915 milhões de toneladas embarcadas no mesmo mês de 2025.
Para agosto de 2026, a programação prevê embarques de 1,434 milhão de toneladas. Em junho deste ano, o line-up indicava exportações de 14,053 milhões de toneladas.
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No acumulado de janeiro a agosto de 2026, a programação de embarques aponta para 87,830 milhões de toneladas de soja exportadas pelos portos brasileiros. O volume fica acima das 86,531 milhões de toneladas efetivamente embarcadas no mesmo período de 2025, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
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Sustentabilidade
Cepea: Milho acumula nova queda em junho pressionado por oferta interna e perdas em Chicago – MAIS SOJA

Os preços do milho acumularam mais um mês de queda no mercado brasileiro em junho, pressionados principalmente pelo avanço da colheita da segunda safra sobretudo no Centro-Oeste e pela expectativa de maior oferta nas próximas semanas. Diante de estoques suficientes para atender ao consumo de curto prazo, compradores permaneceram afastados do mercado spot, aguardando desvalorizações mais intensas, enquanto as recentes quedas dos preços internacionais reduziram a paridade de exportação e reforçaram a pressão sobre as cotações domésticas. Além disso, as estimativas da Conab e do USDA, que indicavam aumento da produção brasileira e da oferta mundial reforçaram a postura cautelosa dos consumidores.
Do lado do vendedor, os que não necessitaram de “fazer caixa” ou liberar espaço nos armazéns ainda limitam as negociações. Neste cenário, agentes aguardam sustentações nos valores, fundamentadas na menor produção nesta temporada 2025/26 e nos possíveis impactos do tempo seco na produtividade, principalmente em Goiás e em partes do Mato Grosso do Sul, além das geadas no Paraná.
No final do mês, os recuos foram limitados pontualmente em algumas regiões pela pausa na colheita da segunda safra – as baixas temperaturas em algumas regiões do País têm gerado preocupação entre alguns produtores quanto a possíveis impactos sobre as lavouras – vale lembrar que, até o final do mês de junho, não houve registro de perdas.
PREÇOS – O Indicador ESALQ/BM&FBovespa caiu 2% no acumulado de junho, fechando a R$ 63,58/saca de 60 kg no dia 30. A média mensal cedeu 2,9% em relação a maio, para o menor patamar do ano, em termos nominais.
Na média das regiões pesquisadas pelo Cepea, o cereal se desvalorizou 3,4% no mercado de balcão (ao produtor) e 2,7% no mercado de lotes (negociação entre empresas), também no acumulado de junho. As médias mensais ficaram 2,7% e 2% inferiores às de maio, respectivamente.
Na B3, o primeiro vencimento foi pressionado pelo avanço da colheita de segunda safra. O contrato Jul/26 recuou 1%, fechando a R$ 64,86/sc de 60 kg no dia 30.
ESTIMATIVAS – Novo levantamento para a temporada 2025/26 foi divulgado em junho pela Conab, com redução para a produção da segunda safra, aumentando a da primeira e mantendo as estimativas para a terceira safra. No agregado, a alta mensal é de 0,2%, mas a produção desta temporada deve ser 0,5% inferior à de 2024/25, somando 140,46 milhões de toneladas.
Especificamente para a segunda safra, a redução foi de leve 0,5% frente ao relatório de maio, passando para 107,86 milhões de toneladas, e baixa de 4,7% na comparação com a temporada passada. Para o milho verão, a safra atual passou a ser estimada em 29,33 milhões de toneladas, 3% a mais que o indicado no relatório anterior e ainda 17,7% superior à temporada passada. Já a terceira safra teve manutenção entre os relatórios mensais, mas com forte aumento de 8,9% entre as temporadas.
O consumo doméstico é estimado pela Conab em 94,88 milhões de toneladas, e as exportações devem totalizar 46,5 milhões de toneladas. Se essas estimativas se confirmarem, os estoques finais nesta temporada seriam de 13,25 milhões de toneladas, 6% superior ao da temporada anterior.
Em termos globais, o USDA estimou produção de 1,3 bilhão de toneladas, acima das 1,29 bilhão de toneladas do relatório anterior, mas com redução de 2% em relação à temporada anterior. Com relação aos estoques finais mundiais, o USDA projeta em 281,21 milhões de t, contra as 303,35 milhões de t na temporada 2025/26.
CAMPO E CLIMA – No mês de junho, as chuvas no Centro-Sul limitaram o ritmo da colheita. Foram registradas geadas em regiões do Paraná e de Mato Grosso do Sul, mas não houve registro de perdas no período. Com isso, a média nacional colhida totalizou 18,8% da área até o dia 26 de junho, ainda abaixo dos 24,6% colhidos na média das últimas cinco safras, de acordo com dados da Conab.
Em Mato Grosso, segundo o Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária), 32,41% da área havia sido colhida até 26 de junho, avanço de 5,42 p.p. acima do observado no mesmo período da safra passada. No Paraná, chuvas registradas no período reduziram o ritmo dos trabalhos de campo, fazendo com que apenas 5% da área tivesse sido colhida até o dia 29 de junho, percentual inferior aos 16% verificados no mesmo período de 2025, segundo dados da Seab/Deral.
Em Mato Grosso do Sul, segundo a Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), apenas 0,7% da área havia sido colhida até 30 de junho, atraso de 5,5 p.p. em relação à temporada 2024/25, reflexo do elevado volume de chuvas.
Quanto à safra verão, a colheita somava 95,3% da área nacional até o dia 26 de junho, abaixo 94,9% da média dos últimos cinco anos, segundo a Conab.
INTERNACIONAL – Os preços externos do cereal acumularam queda ao longo de junho, pressionados pelo bom desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, diante das condições climáticas favoráveis no Meio-Oeste dos EUA e das expectativas de safra robusta. No entanto, no encerramento do mês, as cotações reagiram após o USDA manter praticamente inalteradas as estimativas de área plantada e de área a ser colhida nos Estados Unidos, reduzindo as especulações sobre uma revisão mais expressiva da área cultivada.
A área plantada foi estimada em 38,58 milhões de hectares, em linha com a projeção divulgada em março. Além disso, dados positivos da produção de etanol deram suporte adicional aos preços do milho. Os estoques de milho em 1º de junho considerando todas as posições, totalizaram 134,49 milhões de toneladas, aumento de 14% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Com isso, os contratos Jul/26 e Set/26 recuaram 7,61% e 8,56% entre 29 de maio e 30 de junho, encerrando o período a US$ 4,1275/bushel (US$ 162,49/t) e a US$ 4,1675/bushel (US$ 164,06/t), nesta ordem.
No campo, o USDA informou que, até o dia 29 de junho, a semeadura havia sido concluída e que 67% das lavouras norte-americanas estavam em boas e excelentes condições, abaixo dos 73% do mesmo período do ano passado. Na Argentina, o relatório da Bolsa de Cereais de Buenos Aires indicou que a colheita chegou a 51,2% da área nacional até o dia 24.
Fonte: Cepea
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