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1 de julho de 2026

Sustentabilidade

Soja: EUA finalizam plantio da safra 26/27 e grande oferta projeta pressão em Chicago – MAIS SOJA

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A semeadura da safra 26/27 de soja nos Estados Unidos foi finalizada na penúltima semana de junho/26, encerrando os trabalhos a campo de forma antecipada em relação ao ciclo anterior. De acordo com o USDA (28/06), 65,00% das áreas foram classificadas entre boas e excelentes.

Embora o mês de maio tenha sido marcado por temperaturas acima da média e chuvas irregulares, especialmente no Meio-Oeste do país, o volume de precipitações registrado nas últimas semanas de junho favoreceu a recuperação da umidade do solo na região, proporcionando condições mais favoráveis ao desenvolvimento das lavouras e mantendo um cenário positivo para a safra norte-americana. Esse cenário sustenta a projeção de produção dos Estados Unidos, estimada pelo Departamento em 120,70 milhões de toneladas de soja na safra 26/27, uma das maiores já projetadas, podendo resultar em pressão sobre os preços em Chicago.

Confira os principais destaques do boletim:
  • ELEVAÇÃO: devido à alta nas cotações da soja na CME-GROUP, a paridade de exportação para mar/27 apresentou incremento de 1,31% no comparativo semanal.
  • ALTA: na última semana o óleo de soja em MT, registrou avanço de 0,98% ante a semana anterior, reflexo da valorização da moeda norte-americana frente ao real.
  • VALORIZAÇÃO: a decisão de juros no Brasil e nos Estados Unidos contribuiu para a alta de 1,54% do dólar Ptax, que encerrou a semana cotado, em média, a R$ 5,18/US$.
Junho/26 traz alta no preço da soja em Mato Grosso.

Ao longo de junho, os preços da soja no estado romperam a barreira dos R$ 105,00/sc, patamar que predominou durante boa parte do primeiro semestre. A cotação média do mês ficou em R$ 106,51/sc e, na última sexta-feira (26/06), encerrou em R$ 110,00/sc, maior precificação do ano. A alta foi impulsionada pela menor necessidade de vendas por parte dos produtores, após o período de maior pressão para liberação de espaço nos armazéns para a entrada do milho de segunda safra.

Com grande parte da produção já negociada, visto que a comercialização da safra 25/26 está próxima de 90,00%, os produtores passam a ter maior flexibilidade para definir o momento de venda do volume remanescente. Assim, a expectativa é de desaceleração do ritmo de comercialização no segundo semestre, permitindo que o volume ainda disponível seja negociado em momentos mais favoráveis de mercado.

Fonte: IMEA



 

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Sustentabilidade

Colheita do milho avança lentamente em Mato Grosso do Sul – MAIS SOJA

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O avanço da colheita do milho segunda safra em Mato Grosso do Sul permanece abaixo do registrado no mesmo período do ciclo anterior. De acordo com dados do Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS, com recursos do Fundems/Semadesc, apenas 0,7% da área cultivada havia sido colhida até a quarta semana de junho, um atraso de aproximadamente 5,5 pontos percentuais em relação à safra 2024/2025.

O principal fator para a lentidão dos trabalhos é o elevado volume de chuvas registrado nos principais municípios produtores de milho.

“Apesar do atraso na colheita em função das chuvas, esse comportamento ainda está dentro do esperado para o período, quando a umidade dos grãos costuma atrasar o início dos trabalhos. Entre os dias 24 e 26 de junho, foram registrados episódios de geada no município de Aral Moreira. Até o momento, a estimativa preliminar indica que os danos atingiram lavouras que estavam entre os estádios reprodutivos R3 e R4, fases mais sensíveis ao frio intenso. Os impactos, no entanto, devem ficar restritos a, no máximo, 5% da área cultivada no município, caracterizando uma ocorrência localizada. A Aprosoja/MS segue monitorando as lavouras para consolidar a extensão dos danos e atualizar as estimativas conforme o avanço das avaliações em campo”, explica o coordenador técnico da Aprosoja/MS, Gabriel Balta.

O monitoramento também mostra que 70,8% das lavouras sul-mato-grossenses apresentam boas condições de desenvolvimento. Outras 18,3% estão em condição regular e 10,9% foram classificadas como ruins. As melhores condições são observadas na região norte, onde 88% das áreas apresentam bom potencial produtivo. Já a região central concentra o maior percentual de lavouras em condição ruim, com 22%.

A estimativa para a segunda safra 2025/2026 é de uma área cultivada de 2,206 milhões de hectares, crescimento de 3% em relação à média das últimas cinco safras. A produtividade média está projetada em 84,2 sacas por hectare, redução de 22,4%, enquanto a produção deve alcançar 11,139 milhões de toneladas, volume 20,1% inferior ao obtido na safra anterior.

Mais informações podem ser obtidas clicando aqui

Fonte: Aprosoja/MS



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Sustentabilidade

Resultados dos ensaios cooperativos apontam os fungicidas mais eficientes para o controle das doenças de final de ciclo da soja – MAIS SOJA

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As doenças de final de ciclo da soja, popularmente conhecidas como DFCs ganham essa denominação comum, principalmente por expressarem seus sintomas ao final do ciclo de desenvolvimento da soja. No entanto, grande parte das DFCs tem seu desenvolvimento ainda no início do ciclo da cultura, mesmo expressando o sintomas ao final do ciclo da soja. Essa condição reforça a necessidade de adotar estratégias de manejo que contemplem o controle das DFCs ainda no início do ciclo da soja, reduzindo os efeitos e danos ao final do ciclo da cultura.

No entanto, ainda que fungicidas sejam aplicados do início ao fim do desenvolvimento da soja, a presença de sintomas das DFCs ao final do ciclo da cultura tem sido cada vez mais comum, o que evidencia a necessidade de conhecer e eficácia dos fungicidas utilizados para o manejo dessas doenças, para um melhor posicionamento deles no programa fitossanitário visando reduzir a incidência das DFCs. Dentre as principais DFCs da soja, destacam-se a mancha-parda (Septoria glycines) e o crestamento foliar de Cercospora (Cercospora spp.), caracterizadas entre outros sintomas, pela ocorrência de manchas castanho-avermelhadas nas folhas e a presença da mancha-púrpura nas semente da soja.

Figura 1. Sintomas típicos de mancha-purpura em sementes de soja.
Foto: INTA Informa

Nesse contexto, compreender a eficácia dos principais fungicidas utilizados no manejo fitossanitário da soja para o controle das doenças foliares de final de ciclo é fundamental para a adoção de estratégias mais eficientes de manejo. Na safra 2025/2026, foram conduzidos 16 ensaios experimentais com o objetivo de avaliar a eficácia de fungicidas no controle das DFCs, abrangendo diferentes regiões produtoras de soja (Tabela 1). Nos experimentos, foram avaliados 15 fungicidas comerciais, além de um programa baseado na rotação de fungicidas, buscando comparar o desempenho das diferentes estratégias de manejo no controle dessas doenças. As aplicações foram iniciadas aos 41 dias após a semeadura e as reaplicações em intervalos de 15 dias (Godoy et al., 2026).

Tabela 1. Instituições, locais e datas da semeadura da soja.
Fonte: Godoy et al. (2026)

Conforme destacado por Godoy et al. (2026), todos os tratamentos contendo fungicidas apresentaram desempenho de controle superior a testemunha. Sobretudo, a menor severidade e maior porcentagem de controle ocorreu no tratamento com metiltetraprole + difenoconazol e mancozebe (T13 – 73% de controle), seguido de metiltetraprole + difenoconazol (T12 – 68%) e Sugoy (T9 – 65%). A eficiência dos fungicidas em mistura formulada variou de 57% (T3 – Onsuva) a 68% (T12 – metiltetraprole + difenoconazol). Já com relação aos fungicidas multissítios, o tratamento com clorotalonil (T2 – Previnil Max) apresentou menor severidade e maior porcentagem de controle (56%) quando comparado ao tratamento com mancozebe (T11 – Tróia,49%) (Godoy et al., 2026).

Tabela 2. Severidade das doenças de final de ciclo (DFC), porcentagem de controle em relação ao tratamento testemunha (T1) (%C), fitotoxicidade dos fungicidas (FITO%), produtividade (PROD – kg/ha) e porcentagem de redução de produtividade (%RP) em relação ao tratamento com a maior produtividade. Média de 13 experimentos para severidade de DFC, três experimentos para fitotoxicidade e cinco experimentos para produtividade. Safra 2025/2026 (Godoy et al., 2026).
Fonte: Godoy et al. (2026)

As maiores produtividade de soja foram obtidas nos tratamentos com metiltetraprole + difenoconazol e mancozebe (T13 – 4.528 kg/ha), metiltetraprole + difenoconazol (T12 – 4.436 kg/ha), Proteus (T5 – 4.408 kg/ha), Sphere Neo (T6 – 4.365 kg/ha), Sugoy (T9 – 4.339 kg/ha), Belyan (T4 – 4.306 kg/ha), Evolution (T14 – 4.305 kg/ha), para o programa com rotação de fungicidas (T17 – 4.284 kg/ha), Pontual (T8 – 4.263 kg/ha), difenoconazol + protioconazol + oxicloreto de cobre (T16 – 4.229 kg/ha), ciproconazol + difenoconazol + clorotalonil (T10 – 4.229 kg/ha) e Fusão Fix (T7 – 4.214 kg/ha). Vale destacar que o ganho de produtividade do tratamento mais produtivo em relação a testemunha foi de 21% (Godoy et al., 2026).

Confira o conteúdo completo do Comunicado Técnico n° 4 clicando aqui!



Referências:

GODOY, C. V. et al. EFICÁCIA DE FUNGICIDAS PARA O CONTROLE DAS DOENÇAS DE FINAL DE CICLO DA SOJA, NA SAFRA 2025/2026: RESULTADOS SUMARIZADOS DOS ENSAIOS COOPERATIVOS. Rede Fitossanidade Tropical, Comunicado Técnico, n. 4, 2026. Disponível em: < https://periodicos.ufv.br/STFT/article/view/24310/12444 >, acesso em: 01/07/2026.

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Sustentabilidade

El Niño adiciona risco à qualidade do trigo na próxima safra – MAIS SOJA

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A safra 2026/27 de trigo no Brasil deve registrar queda próxima de 20% na produção, refletindo a expectativa de recuo tanto de área quanto de produtividade. O fenômeno El Niño adiciona riscos à qualidade do grão ao longo do ciclo.

O plantio ocorre em um ambiente de margens apertadas, o que tende a limitar a intenção de área nesta temporada. A Conab estima recuo de 13,4% na área plantada. Somada a uma produtividade 7,6% menor, a produção total deve recuar cerca de 20%, para 6,2 milhões de toneladas.

“O aumento dos custos de produção também tem levado os produtores a adotarem postura mais cautelosa, limitando a expansão de área e os investimentos em manejo tecnológico, o que reforça o viés de baixa na produção”, explica Marina Marangon, analista da Consultoria Agro do Itaú BBA.

Do ponto de vista climático, a confirmação do El Niño eleva os riscos para a safra. Embora o fenômeno possa favorecer a disponibilidade hídrica inicial no Sul e contribuir para o desenvolvimento das lavouras, o excesso de chuvas ao longo do ciclo aumenta a pressão de doenças e pode comprometer a qualidade do trigo na fase final.

No mercado, a expectativa é de preços mais firmes na entressafra, com maior dependência de importações e manutenção da paridade como principal referência de formação de preços. O cenário internacional, ainda bem abastecido, tende a limitar altas mais expressivas. Assim, os preços domésticos devem seguir sensíveis principalmente ao câmbio e à competitividade do trigo argentino.

Fonte: Assessoria de imprensa



 

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