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Frente fria perde força em julho ou o frio permanece? Saiba como fica o tempo no começo do mês

A frente fria prevista para avançar pelo Sul do Brasil nos próximos dias terá pouca influência sobre o Sudeste e o Centro-Oeste, mantendo o predomínio de tempo quente e seco nas regiões produtoras de soja do país. A condição também se estende ao Matopiba, além de Rondônia e do Pará.
No Norte, o cenário é diferente. A atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) favorece a ocorrência de chuvas volumosas principalmente entre o Amapá e Roraima, onde os acumulados devem permanecer elevados nos próximos dias.
Nas demais regiões, o calor continuará predominando. Em Rondônia e no Pará, as temperaturas voltam a subir no fim desta semana, com máximas que podem alcançar os 40°C em algumas localidades.
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De acordo com a previsão, a situação deve se manter praticamente inalterada nas principais áreas de produção de soja ao longo da próxima semana e durante o restante da primeira quinzena de julho. A persistência do tempo seco favorece os trabalhos no campo, mas mantém a preocupação com a baixa umidade do solo em algumas regiões.
Uma mudança está prevista para o retorno gradual das chuvas sobre o sul do estado de São Paulo e o centro-sul de Mato Grosso do Sul. Embora os volumes não sejam elevados, as precipitações devem contribuir para a reposição parcial da umidade do solo nessas áreas.
Apesar da chegada de uma nova massa de ar frio ao Sul durante o fim de semana, o sistema perde intensidade ao avançar pelo interior do país. No Sudeste e no Centro-Oeste, o impacto será restrito à queda das temperaturas durante as madrugadas, com mínimas em torno de 15°C em alguns pontos, sem previsão de frio intenso ou risco de geadas nessas regiões.
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EUA registram venda de 100 mil toneladas de trigo para a Nigéria

Exportadores dos Estados Unidos relataram a venda de 100 mil toneladas de trigo duro vermelho de primavera para a Nigéria, com entrega prevista para o ano comercial 2026/27. A informação foi divulgada nesta terça-feira (30) pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).
A operação se enquadra nas regras de divulgação obrigatória do mercado norte-americano para exportações de commodities agrícolas. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), exportadores do país devem comunicar qualquer venda de 100 mil toneladas ou mais realizada em um único dia.
A exigência também vale para vendas de 200 mil toneladas ou mais para um mesmo destino, com reporte até o dia seguinte. Neste caso, o volume negociado com a Nigéria foi de 100 mil toneladas.
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O produto negociado foi o trigo duro vermelho de primavera, com entrega programada para o ano comercial 2026/27.
O registro da venda foi informado pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) nesta terça-feira (30) e formaliza uma operação de 100 mil toneladas de trigo dos Estados Unidos para a Nigéria.
Fonte: Estadão Conteúdo
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Carga de R$ 1,3 milhão em defensivos agrícolas é recuperada em Pontes e Lacerda

A Polícia Civil de Mato Grosso recuperou, no último domingo (28), a totalidade de uma carga com 273 toneladas de defensivos agrícolas que havia sido furtada de uma propriedade rural em Pontes e Lacerda. A ação rápida da equipe de investigação permitiu localizar os insumos, avaliados em cerca de R$ 1,3 milhão, poucas horas após o crime.
O furto ocorreu na madrugada de sábado (27), mas a invasão ao galpão da propriedade só foi notada pelos funcionários pela manhã. Diante do alerta, equipes da Delegacia de Pontes e Lacerda iniciaram os rastreios terrestres por meio da Operação Brasil Contra o Crime Organizado – Fronteira para interceptar o comboio.
A logística dos criminosos envolveu veículos pesados para retirar o fertilizante granulado, que estava armazenado em bolsas de uma tonelada (bags). Para tentar ludibriar o rastreamento policial, o bando pulverizou o volume total, escondendo as cargas em pontos distintos do interior do município.
O plano de dispersão ruiu quando os investigadores mapearam a rota de fuga e identificaram três depósitos clandestinos na zona rural.
Rastreamento e apreensão
O primeiro ponto vistoriado pelos agentes ficava em uma área de pasto aberta, ao lado de uma mineradora local, onde estavam guardadas 160 toneladas. Na sequência da varredura, os policiais civis localizaram um segundo lote com 55 toneladas oculto na vegetação.
O cerco terminou em uma fazenda da região, onde os investigadores apreenderam as últimas 48 toneladas que faltavam para fechar o montante levado.
Após o resgate integral e os procedimentos de vistoria e checagem técnica, o lote de defensivos foi devolvido para a empresa afetada, nomeada como fiel depositária. A Polícia Civil mantém as frentes de investigação abertas para capturar os executores do furto e identificar possíveis receptadores da região.
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Plano Safra 2026/27 terá R$ 525 bilhões e juros menores; entenda o que muda no crédito rural

O governo federal lança nesta terça-feira (30) o Plano Safra 2026/27 para a agricultura empresarial, com R$ 525,1 bilhões destinados ao financiamento de médios e grandes produtores rurais. O montante representa um aumento de R$ 9 bilhões em relação aos R$ 516,2 bilhões disponibilizados na temporada anterior.
O anúncio será realizado no Palácio do Planalto, em Brasília, pelo presidente em exercício, Geraldo Alckmin, e pelo ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não deve participar da cerimônia porque cumpre agenda oficial na Cúpula do Mercosul, em Assunção, no Paraguai.
Do total dos recursos, R$ 384,9 bilhões serão destinados às operações de custeio e comercialização, enquanto R$ 140,2 bilhões financiarão investimentos nas propriedades rurais.
Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), os recursos de custeio serão utilizados para despesas como aquisição de insumos, condução das lavouras, manutenção dos rebanhos e comercialização da produção. Já os recursos para investimento terão foco na modernização das propriedades, ampliação da capacidade de armazenagem, irrigação, inovação tecnológica e renovação de máquinas e equipamentos.
Pronamp terá R$ 72,6 bilhões
O Plano Safra prevê R$ 72,6 bilhões para o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), destinado aos médios produtores. A taxa máxima de juros será de 9% ao ano, abaixo da praticada no ciclo anterior.
De acordo com o governo, a redução busca ampliar o acesso ao crédito para um segmento considerado estratégico na produção de alimentos e na geração de empregos no campo.
Sustentabilidade garante desconto nos juros
Entre as novidades do Plano Safra 2026/27 está a ampliação dos incentivos para produtores que adotam práticas sustentáveis e mantêm a regularização ambiental das propriedades.
O programa prevê redução de até 1 ponto percentual nas taxas de juros das operações de custeio. O desconto será dividido em duas etapas:
- até 0,5 ponto percentual para produtores com o Cadastro Ambiental Rural (CAR) regular;
- mais 0,5 ponto percentual para aqueles que adotarem práticas agropecuárias sustentáveis ou certificações reconhecidas.
Seguro rural ganha mais importância
O governo também reforçou a gestão de riscos como um dos pilares da política agrícola.
Pelas novas regras, a possibilidade de renegociação das operações de custeio agrícola passa a estar vinculada à contratação de cobertura pelo Proagro ou de seguro rural. Segundo o Mapa, a medida busca ampliar o uso de mecanismos de proteção contra perdas decorrentes de eventos climáticos e reduzir a necessidade de soluções emergenciais.
Na área de investimentos, o Plano Safra amplia os recursos para modernização das propriedades e fortalece programas voltados à geração de energia renovável.
O InvestAgro passa a contemplar sistemas de geração e distribuição de energia solar, biomassa, energia eólica, cogeração e armazenamento de energia elétrica, com o objetivo de reduzir custos operacionais e aumentar a eficiência das propriedades.
O programa também mantém incentivos para construção, ampliação e modernização de armazéns e câmaras frias, buscando reduzir perdas, melhorar a logística e ampliar a capacidade de estocagem da produção agropecuária.
Distribuição de recursos
Em relação aos recursos, o Plano Safra 2026/27 ampliou o volume total de crédito em R$ 8,9 bilhões, passando de R$ 516,2 bilhões para R$ 525,1 bilhões. Apesar do crescimento, houve uma mudança na distribuição dos recursos: os valores destinados ao custeio e à comercialização caíram de R$ 414,7 bilhões para R$ 384,9 bilhões, enquanto os recursos para investimentos aumentaram de R$ 101,5 bilhões para R$ 140,2 bilhões, reforçando o foco na modernização das propriedades rurais.
No recorte por beneficiários, o Pronamp terá R$ 72,6 bilhões, ante R$ 69,1 bilhões na safra anterior, enquanto os demais produtores e cooperativas contarão com R$ 452,5 bilhões, frente aos R$ 447 bilhões do ciclo passado.
Juros
As taxas de juros das principais linhas de financiamento também foram reduzidas em relação ao ciclo anterior. No Pronamp, a taxa caiu para 9% ao ano. Já o crédito de custeio empresarial passou a operar com juros de 12,5% ao ano, enquanto programas voltados à inovação, irrigação, cooperativismo, renovação de máquinas e agricultura de baixo carbono terão taxas entre 8% e 12,5%.
As menores taxas foram reservadas para operações do PCA (até 12 mil toneladas de capacidade) e do RenovAgro Ambiental e Recuperação/Conversão de Pastagens, ambos com 8% e 8,5% ao ano, respectivamente, reforçando o incentivo a investimentos em armazenagem e sustentabilidade no campo.
Valor ficou abaixo das expectativas do setor
Embora o volume de recursos seja superior ao da safra passada, o montante anunciado ficou abaixo das expectativas apresentadas nas últimas semanas.
No início de junho, o ministro André de Paula afirmou que o governo trabalhava para um Plano Safra de R$ 550 bilhões. Já entidades do agronegócio defendiam um programa entre R$ 623 bilhões e R$ 674 bilhões, alegando aumento dos custos de produção e maior demanda por crédito rural.
O valor final, de R$ 525,1 bilhões, também ficou aquém dessas projeções, refletindo as limitações fiscais e o elevado custo da equalização das taxas de juros pelo Tesouro Nacional.
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